sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pesquisa BandNews

Realizamos esta semana uma Pesquisa Não Eleitoral. Algumas perguntas aqui no blog, demonstram que precisamos reforçar urgentemente as instituições, entre elas a Classe Política. Ela encontra-se em processo de divórcio com a Sociedade Civil. E pelo Brasil e pela democracia, sem bravata, precisamos sim resgatar o prestígio do político para não deixar que a sociedade cristalize a percepção que o processo eleitoral é um fardo inútil.
Conversei sobre esta pesquisa com o Ricardo Boechat agora pela manhã na BandNews.


Recentemente elegemos nossos representantes para o Legislativo Estadual e Federal,(os deputados) você ficou sabendo se o(s) candidato(s) que você votou se elegeu(ram)?
SIM 44%

NAO 39%

NS/NQO 17%



O Sobre o conhecimento dos problemas do cidadão comum, de gente como você, Você acredita em geral que os políticos:

Conhecem bastante os problemas do cidadão comum 11%

Conhecem,mas Poderiam conhecer mais os problemas
do cidadão comum 27%

Não conhecem nada dos problemas do cidadão comum 48%

NS/NQO 14%





Quais destas sugestões o Sr(a) daria para que um político entendesse melhor os problemas do povo? CARTELA
Marcar apenas uma alternativa


ANDAR DE TRANSPORTE PUBLICO(Onibus/Barcas/Trem)
POR UM UM MÊS 39%

VIVER UM MÊS COM MEU SALÁRIO 24%

SER ATENDIDO EM HOSPITAL PUBLICO 18%

TER OS FILHOS NA ESCOLA PÚBLICA 03%

VIVER UM MÊS COMO APOSENTADO 04%

NENHUMA DESTAS ALTERNATIVAS 04%

NS/NQO 08%



Objetivo:
Não eleitoral.
Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção da qualificação
da Classe Política diante dos problemas do cidadão comum.

Local:
Município do Rio de Janeiro
Período do Campo:
06 e 07 de Outubro 2010
478 Entrevistas

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O que faz o Lula incomodar tanto a classe média?

Não. Não sou Lulista de plantão. Nem fecho meus olhos para os erros cometidos no Governo Lula, FHC ou qualquer outro mandatário. Aqui ou fora do Brasil. Em especial, nos locais aonde voto. Por direito ou obrigação.

Também não concordo com bravatas que reclamem do "excesso de liberdade de imprensa". Mas concordo que existe um excesso de liberdade de jornalismo venal. Assim a democracia acaba se tornando um viés da opinião publicada. Que cada dia que passa, graças a Deus,
se torna menos opinião pública e do público, para se tornar a opinião do dono do jornal. Ainda bem. Bendita micro opinião. Benditos blogs, twitter e redes sociais.

Então paremos de falar de "golpismo" de um lado e de "totalitarismo" do outro. Bravatas idiotas que não fazem mais sentido no Brasil do século XXI.

O que não se pode é culpar o Lula pelo fato do PSDB ter perdido a mão. Ter desaprendido a fazer política. Ter desaprendido a fazer oposição. Ter desaprendido a pensar.
A facilidade que Dilma, uma candidata que nem na história do PT faz parte, se deve em parte a ser mulher, ao prestígio do Lula, mas sobretudo aos erros do PSDB. A campanha de Serra, mesmo indo para o segundo turno. Mesmo que consiga uma improvável vitória, foi um fiasco. Erraram tudo. Ressuscitaram o José Dirceu. Transformaram Serra em demagogo. Foi a história de "Garantir um salário mínimo de 600 reais" trazer a tona a história da "Legalização do Aborto" Pesaram o visual e mostraram que o partido não sabe fazer oposição. E esqueceram de usar o FHC. Não em oposição a Lula, mas sim como se Lula tivesse uma dívida com FHC. Como se este mandatário popular, com seu jeitão carismático e caricato tivesse se tornado presidente em parte por causa de FHC. O que é sim uma verdade.

Se o "Erenice Gate" fosse no Governo FHC, teríamos passeata nas ruas. O PT chegou ao Governo. E deixou tudo esfriar. E o PSDB não soube usar da modernidade, das novas ferramentas e sobretudo da criação de novas lideranças. O PSDB entrou no jogo do Governo Lula, que fagocitou as suas lideranças postulantes ao cargo presidencial, como Palocci e José Dirceu. Fazer isto estando no poder é mais simples que fazer isto na oposição.Que ficou sem um rosto. Sem um nome.

A eleição vem fria. Tentam esquentar com o que tem de pior na política. (Logo o Serra apelando para o atraso com este papo de "Aborto".) Mas ainda assim, fria. Além do falado, uma prova de maturidade política. Os principais atores e propostas pouco se diferem. Tal qual uma democracia e economia consolidadas. Assim, as bravatas e os medos de "Chavinização" são infundados. Tanto para Dilma como para Serra.

Então pensando o que faz o Lula incomodar tanto a classe média, chegamos a algumas conclusões. A classe média e seu egoísmo não gosta de ver a secretária podendo viajar para fora do Brasil. A classe média não gosta de ver o filho da empregada doméstica tendo seu computador. A classe média não quer que o motorista de táxi possa dirigir um bom carro. A classe média fica com raiva quando vê alguém de comunidade com uma TV de Plasma. Esta classe média tacanha queria que apenas ela. Tão somente ela e seus pares superiores,os ricos de verdade, pudessem falar de Paris, de Viena, de Roma, de Nova Iorque. Agora, você que odeia o Lula por isto. Pode parar de odiar. Os avanços neste campo não são méritos exclusivos do Lula. Que tem sim seu mérito, mas tal qual uma estrada, FHC pavimentou, o mundo desejou e Lula, graças a incompetência da comunicação do PSDB, ficou sozinho com os louros da conquista. O grande erro do PSDB é deixar que o PT fique sozinho com os méritos das conquistas sociais e de redemocratização do Brasil. O erro do PSDB é CONTRAPOR a imagem de Lula x FHC ao invés de mostrar que o Professor Universitário e o Metalúrgico panfletavam juntos no ABC pela democracia. Se o PSDB tivesse inteligência teria mostrado que "Lula é uma dádiva do FHC". Tal qual a frase de Heródoto para o Egito e o Nilo. FHC com orgulho, quase juvenil, passou a faixa presidencial para Lula em 2003. Mas o marqueteiro para aproximar o Serra do Lula, chamou o Serra de "Zé" e achou que tinha resolvido a falta de apelo popular do Serra.

Uma dica: ressuscitem FHC. Não como um antagonista de Lula, mas sim como alguém que ajudou este homem a ser o Presidente mais popular da história do Brasil.


domingo, 26 de setembro de 2010

No Pet allowed

Sexta no Gula Gula do Rio Design Center, eu que sou observador, olhei todas as mesas. A única que tinha uma Coca Cola normal, aquela vermelha, era a minha. Apenas eu bebia a Coca Cola com açúcar.

Explico o motivo. A Coca Cola normal para mim tem o gosto de infância. Quando os refrigerantes diet eram mera referência de latinhas de Miami e Orlando. E o gosto de infância da Coca Cola vem na garrafa de vidro, com o sabor tátil do gás nos lábios (nossa que viadagem poética) saboreada na praia, na padaria com um pão puro ou pão doce, depois de um jogo de futebol. Momentos infantilmente deliciosos.

Não entendo a paranóia, as pessoas se enchem de refrigerante diet. Aumentam o consumo. Antes uma garrafa de um Litro dava para toda uma família no almoço. E a gente ria dos hábitos de americanos que tinham suas garrafas pets de Dois litros e meio. Pois cá estamos, como americanos, nos enchendo de Aspartame e outras coisas que podem ser bem mais nocivas que o bom e velho açúcar.

Mas fiquemos com a garrafinha de Coca Cola de 350 ml, apesar de parecer bem menos tem a mesma coisa ou mais que a nossa tradicional "Coca" dos tempos de infância nos anos 80. Da época do "vale uma Coca" que apostamos num desafio de futebol. Seja de mesa, campo, salão ou praia. "Quer apostar uma Coca?" é quase tão forte como um "É claro que foi Gol." E vale uma Coca-Cola. De garrafa de vidro.

domingo, 19 de setembro de 2010

Copacabana-Manhattan

Quem vive Copacabana não viaja pra Manhattan. Vai até a esquina. Hoje, num dia típico. Previsível. Nublado. Delicioso. Indolente. Alanish. Café. E ver a fauna do bairro. Hoje incrementado com uma grande marcha da liberdade religiosa. Não sei bem o que é, mas a presença da palavra liberdade, acompanhada por pessoas vestidas de Judeus Chassídicos, Ciganos, Roupas Afro me dá a idéia de alguma coisa feliz.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Post musical de sexta

Uma das melhores coisas de São Paulo. Fortuna.A voz de um anjo. E cantando um Tango em iidiche.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Serviços no Rio de Janeiro

Muita coisa melhorou no Brasil nos últimos anos. Mas a qualidade do serviço oferecido para a população continua num nível do subdesenvolvimento. Vem gente desinformada e fala que "agora o telefone celular ficou barato" como se fosse uma evolução da prestadora de serviço no Brasil. Isto se deve a queda do preço e evolução da tecnologia. Fenômeno mundial, stupid. Nenhum mérito para as empresas de telefonia. (E pensar que cheguei a pagar 4 mil e quinhentas doletas por uma linha de celular). Ou seja a Oi continua sendo tão nojenta quanto era sua origem a Telerj/Telemar. Não podemos esquecer o passado. A Oi é como se Hitler tivesse trocado de nome e assinasse agora como "Tony Hawk". Ele não passaria para ser um "cara legal". E esta falta de qualidade e respeito não é um mérito da Oi. As demais funcionam da mesma forma rudimentar no Brasil.
Transporte público é outra vergonha. Um exemplo : o preço do metrô no Rio - um metrô que funciona precariamente, que tem uma linha diminuta e infeciente, o metrô do Rio tem preços similares ao de Berlim, Nova Iorque e Paris. Ônibus no Rio são envergonhantes. Toda semana acidente. Barcas S/A, bem em qualquer País sério, a concessão de Barcas teria sido caçada e feita uma licitação internacional com players sérios que entendam que dá para ganhar dinheiro prestando um bom serviço. SuperVia, aqui não dá nem para falar. Chicoteiam passageiros. E não pense você que o carro livra você do caos. Nunca o Rio esteve tão engarrafado. O aumento de 30% da frota em 8 anos levou o Rio a uma "paulistização" do tráfego.
Não preciso citar prestadores de serviço de Internet, estes estão junto com telefonia. Péssimos.

A Light, que em conjunto com a CEG(Cia de Gás) tem explodido bueiros na Zona Sul, causando ferimentos nas pessoas, a Light - responsável pela energia que chega a nossas casas, colocou em prédios do Leblon este cartaz que ilustra o post. Isto assusta. Parece um aviso que o serial killer vai cuidar de uma creche.

Mas mesmo com esta gente ineficaz. Incompetente. O Rio continua sendo lindo e maravilhoso.

domingo, 12 de setembro de 2010

Um domingo com cara de Verão


O sol no domingo de hoje foi especial. A cidade acordou no clima da "Primeira Manhã de Primavera". Sol quente. Aquela alegria de estar "se livrando do Inverno".

Copacabana, Manhattan


Copacabana tem muito de Nova Iorque, os motoristas de táxi que por lá circulam, também não sabem falar inglês. Copacabana é confusa. É melting pot. É feita de contrastes. Mistura decadência com algo agradável que não sei o que é.
Porém uma das coisas que dá o acento yorker em Copa, é a forte presença da comunidade judaica no Bairro. Assim pipocam lojas com produtos kosher e outras referências e eu não me importo com meu andar meio klutz.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A maturidade política

Esta eleição, sem grandes paixões, mobilizando mesmo os profissionais do setor e imprensa. Tirante a porcalhada das placas e bandeirasA dramaticidade eleitoral está baixa. Baixa demais. Além dos personagens mais sem graça numa eleição presidencial desde 1989. Como diria Lula "Nunca antes na história deste País se teve uma eleição tão xôxa."

A baixa dramaticidade se deve a vários fatos. Um em especial. Nosso amadurecimento democrático. Se um dos ítens da consolidação das democracias é a menor distância entre os players do jogo político, quando se tem um PSDB-PT que você só sabe onde começa um e termina o outro quando olha na lupa, isto esvazia a paixão. Cria uma massa social democrata única com pequenas nuances.

Dilma não é o Lula de 89. O Lula do Lulalá. O Lula do meu primeiro voto. O Brasil mudou. Se o PSDB obteve a estabilidade da moeda, o Governo do PT fez importantes avanços sociais. Temos práticas envergonhantes? Temos mensalão do PT e do PSDB? Temos apoios que envergonham os dois lados sob o pretexto do "política real". Temos. Mas ainda assim o Brasil avançou.

O mérito deste grande avanço não é do PSDB ou do PT. É do povo brasileiro. É de um mercado potencial a caminho de 200 milhões de humanos. E num mundo em que se vira cidadão através do consumo, um país com o mercado interno de quase 200 milhões de consumidores, consegue olhos internacionais com interesse. Com desejo. Um país ocidentalizado. E onde no momento até mesmo a falta de ética e transparência podem ser interessantes para grandes economias ganharem dinheiro e gerarem dinheiro graças a este momento de transição de um subdesenvolvimento envergonhante para o Primeiro Mundo. Até lá ainda teremos escândalos que revelam o lado bom da transparência, antes a gente nem sabia. Mas com certeza as práticas envergonhantes não estão no DNA do povo brasileiro, mas sim em pouco controle e na máxima da "ocasião faz o ladrão."

O Brasil avançará e o mérito não será nem da Dilma, nem do Serra. Nem do Lula, nem do FHC. O mérito é de uma brava gente. Que trabalha. Que paga quase metade de tudo o que produz em imposto para "sustentar" um Governo. Seja tucano, seja petista. O mérito do Brasil entrar numa rota de crescimento não deve ser credito a ninguém da classe política. O mérito é nosso.
Se algum político tentar puxar para si este mérito, vaie. Quem merece o aplauso é o brasileiro comum.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Túnel do Tempo em Ipanema

Tem um Túnel do Tempo na Praça Nossa Senhora da Paz. E eu entre hoje lá.

Conheci uma banca de Revistas muito especial. De Revistas antigas. Fica na Nossa Senhora da Paz. Um verdadeiro túnel do tempo, justo na minha primeira praça de infância.

Acabei que me atrasei para um compromisso. Mas a causa era nobre. Vi revistas como Cruzeiro, Esquire dos anos 60(para os diretores de arte obrigatória), Veja das décadas de 70 e 80. Um passeio sem nostalgia ou saudosismo, mas com um delicado prazer.

Adda recebe as pessoas com o carinho de quem te recebe em casa para beber um chá. Se ela colocasse chá na Banca, seria um local mais concorrido que Starbucks.

Para meu carioquismo, uma vergonha. A Cena Muda existe tem mais de 5 anos. Tem 2 anos de Praça Nossa Senhora da Paz. E só descobri hoje. Literalmente antes "a tarde" do que nunca, com perdão do trocadilho.

Diretores de arte, produtores ou meramente curiosos devem conhecer A CENA MUDA. Fica na Visconde de Pirajá/Praça Nossa Senhora da Paz, quase esquina com Maria Quitéria. É uma viagem no tempo. Altamente recomendável.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lideranças religiosas

Quando o Sobel foi preso nos Estados Unidos roubando gravatas, um rabino que tenho grande carinho, me trouxe uma "moção" para assinar em "defesa do Sobel". Categoricamente me neguei. Disse que era um absurdo. Não por ser o Sobel um homem que ganhava na época mais de 20 mil dólares para ser o Rabino de São Paulo. Mas por ser um Rabino. E por ícone quase que o símbolo dos Rabinos no Brasil. No judaísmo o rabino é bem mais que um simples líder religioso. E por mais que Sobel tenha tido um papel decisivo na democratização do Brasil, aquela história de furtar gravatas - todas caras e de griffe - foi uma vergonha histórica que não deve ser esquecida.

Agora veio o padre da Igreja Nossa Senhora de Copacabana. Era o responsável pelas contas da Igreja. O "ecônomo" da Cúria. Mosenhor Abílio foi pego com 53 mil Euros "na cueca". Ele embarcava com 53 mil Euros sem declarar. Disse que eram as economias pessoais. Mas levar esta quantidade de economia só justifica se ele tivesse uma família grande em Portugal. Tipo com filhos e netos. E pelo o que eu saiba padres católicos não podem ter filhos e netos.

Aí nós vemos que o que está em crise não é a classe política ou a classe religiosa. O que acontece hoje é que graças a trasparência e a imprensa os fatos aparecem. E assim caem os mitos e vemos como ruim ou bom pode ser a humanidade. No coletivo e no caso individual.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cinema de Vampiros

Conversando com meu querido Marcio Escudeiro sobre filmes, ele me lembrou da necessidade de enaltecer o Van Helsing. Traze-lo de volta para matar a onda de vampiros emo-afetados que tomaram conta de "nossa juventude". Uma juventude que vem sendo criada sem "mertiolate" arder, logo, ficaram frescos.

Numa insônia, movida por efeitos colaterais de antiinflamatórios, onde o Ipod travou. Um Ipod Jurássico da segunda série de Ipods, com 7 mil músicas. Travou depois de sair de cantos gregorianos para o The Clash. Deve ter reclamado de minha esquizofrenia musical.

Na insônia encontrei por acaso o Programa da Peça "Drácula" do Antunes. Me lembrei como me revoltava de ver um bando de nerd jogando RPG sobre Vampiros. Aquilo para mim é um pecado. Pois RPG, Los Hermanos e Supertramp são coisas que trincam o cristal da confiança no critério do humano. Ver aquelas criaturas abaixo da consideração mínima tendo acesso a informações sobre os vampiros achava um absurdo.

Eu fui criado lendo Cripta. Vendo o Dracula faturar as mulheres. As mais bonitas. As mais gostosas. As mais desejadas. As virgens. As casadas. As plebéias, as princesas. Vestidas, semi nuas e nuas. Corpos longilíneos , corpos variados, que acabou marcando de certa forma meu padrão de gosto nas mulheres. O gosto pela cintura e pelas curvas. A Cripta fora meu "Carlos Zéfiro". Vi também o terror sair dos castelos, do frio da Europa e ganhar a classe média suburbana americana. Foram nos anos 80 que começaram os filmes que aproximaram o "terror" das pessoas "normais" e não mais de aldeões ou de exploradores. Nos anos 80 o Vampiro podia ser seu vizinho.

E agora com a junção da tecnologia, novas técnicas, filmes com histórias medianas e personagens fracos, ganham uma dimensão que vai até além da moda retrô do 3D. Será que com tanta tecnologia não somos capazes de fazer filmes melhores que os já feitos no passado. Será que temos que empulhar filmes com mais cara de intervalo comercial e experiência estética conformista para os jovens?

O cinema precisou de 100 anos para fazer Matrix. Pensei que a partir dele teríamos o casamento de boas histórias com tecnologia na medida certa. E vampiros poderiam ser. Poderiam.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Iogurterias/Sorveterias - Oportunidades e "Non fat, no brand"

As sorveterias de iogurte são mais que uma tendência, são um sucesso no Rio. Começam a ficar tão a cara da Cidade quanto o nosso Açaí. Ok, o açaí é da Amazônia mas tem uma cara completamente carioca. Sem usurpação. O que não entendo é a mesma oportunidade de marketing que propiciou o aparecimento deste sorvete sem culpa e sem gordura, feito de iogurte zero, non fat, (ao menos eles dizem), não consegue diferenciar os seus produtos. Non fat, no brand. Comi na segunda, terça e quarta. Acreditei que tinha comido em um único "Happy Yogurt da vida" e na verdade comi em 3 diferentes. Só descobri hoje quando fui jogar fora os cartões de fidelidade. Outra coisa que tenta transformar o CRM numa mera distribuição de produtos. E eu penso que esta coisa de "premiar a fidelidade" desta forma, um atraso. Você tem que envolver e não ser um mero distribuidor de desconto de 10% ou 20% para aqueles que tiveram paciência de juntar 5 ou 10 selinhos. Isto não é fidelidade, é prostituição.
Talvez existam mais Iogurterias/Sorveterias por aí, porém para mim são todos iguais. Todas dizem que tem M&M, quando colocam algum confeito genérico do M&M. E prefiro acreditar que seja mesmo "non fat" yogurt. Tal qual o epsiódio do Seinfeld.

sábado, 28 de agosto de 2010

Cagarras, Paineiras e o carro do Irmão mais velho

Me peguei lembrando dos sábados. Primeiro um passeio até as Cagarras. Depois, as Paineiras com meu irmão. E de lá ver as Cagarras*. Elas de lá me dão a idéia meio de proteção. Sempre presentes. Fisicamentes. Na memória, na lembrança, no carinho e na imaginação. Sensorialmente lembrei de um número enorme de músicas que eu ia ouvindo no Carro de meu irmão. O Alfa Romeo ou o sem número de Fuscas de todos anos, cores e motores. Aproveitando as vantagens de ser irmão caçula. Nunca fui gênio. Sempre fui observador. Caçulas observadores podem desenvolver um senso aguçado de percepção e horizontes amplos. E talvez hoje em dia me lembre mais do som que era ouvido naqele toca-fitas Road Star do que o proprietário.

*Arquipélago de Ilhas que ficam em frente a Zona Sul do Rio de Janeiro.

Agora Praia. Preciso "espraiar". Independe de sol ou chuva.
Nos links o som que eu ouvia no carro do meu irmão em algum momento dos meus 7 ou 8 anos.




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lançamento Ota no CCBB


Toda uma geração foi influenciada pelo Ota. Era o responsável pelo Mad no Brasil, (quando o Mad era engraçado). E agora ele nos brinda com o Relatório Ota.
Terça, dia 31 na Travessa do CCBB. Imperdível.

sábado, 21 de agosto de 2010

Sergio Mendes e Brasil 66

Esta música é algo que me acompanha. Gostava de dormir ouvindo. Tinha uns 4 anos e pedia esta. Tocava ou cantavam a exaustão. Depois num Verão da década de 90 na Europa, ela era tocada em todos os cantos.  Brasileira e globalizada. Antes da globalização ser moda. O mais legal é que os timbres desta versão, mesmo datados, parecem algo mais que atual. Parece algo de vanguarda. Sergio Mendes é o cara. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Promessa de fim de semana

Atendendo alguns mails, e, é claro a minha vontade. Amanhã tento começar a ostar de forma mais disciplinada. 3 Noites sem dormir. 8 programas no ar. E indo em frente e cansado.
Agora o sono e de trilha Dalva de Oliveira.

sábado, 14 de agosto de 2010

Sábado de Chuva

"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é."
Fernando Pessoa

Poucos povos podem não gostar de chuva tanto quanto o carioca. Desgostar mais da chuva que o carioca, eu duvido. Em andanças nunca encontrei quem tanto abomine a chuva quanto o carioca. E , inspirado em Machado de Assis, na lembrança das aulas de figuras de construção, ainda no ginásio no Padreco, os cariocas somos pouco dados aos dias de chuva.

Terei que discordar. Gosto dos dias de chuva da mesma forma que gosto dos dias de sol. Talvez seja este meu único absoluto e total contra senso da carioquice.

Hoje, caminhando na Praia, notei que além de mim, havia levas de cearenses-hoje o Ceará joga contra o Flamengo aqui no Rio, provavelmente no Maracanã- e o restante era de turistas estrangeiros. Não havia, em toda Orla de Copacabana, até o Leme, um único carioca caminhando pela praia. Onde uma Chuva fina parecia água benta. Uma delícia. Um dias especial. Praia vazia. Foi para poucos. Pelos cariocas, eu testemunhei.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Domingos

Procurando um material para uma apresentação, encontrei este texto perdido, escrito em algum domingo do ano passado. Com o direito de ser dispersivo neste momento, como fala um pouco de Pais e Filhos, achei oportuno postar.

Cheguei em casa com as pontas dos dedos ardendo. Vontade de escrever. Noite de domingo em Copacabana. Camisas de futebol. Clima de fim de festa. Cães e seus donos. O rosto das pessoas no domingo é indecifrável. Carrega ressaca. Culpa. Indulto. Paz. Cansaço. Alegria. Esperança e Frustação. Tudo ao mesmo tempo. Como se o domingo fosse uma espécie de dia trinta e um de dezembro de algum ano imaginário.


Vi um pai. Se despedia dos filhos. Rosto simples. Arredio a olhares. Ao deixar os filhos na portaria, a dor sem disfarce da lágrima contida. Não eram olhos de poeta. Ou me vendo naquele pai. Era um fato jornalístico. O pai, com a camisa do Vasco. Seu filho idem. A menina, uma mochila do Vasco. Nem sei se o Vasco jogou hoje. A família estava trajada de gala cruz maltina. E aquele pai, provavelmente , carregava o orgulho de passar, ou impor, seu time de futebol aos filhos.

Chamou atenção o gestual do menino. Enquanto o pai saía, sem olhar para trás, disfarçando a lágrima, o filho ficava ali. Olhando para um lugar vago. Olhando além de onde o pai caminhava. Como quem olha o futuro. Ele olhava para o vazio. Olhos nada incisivos. Talvez disfarçando de si mesmo o que ele queria ver, mas sabia que assim não seria, ver o pai olhando para trás. Parecia que ele entendia aquela dor do pai. E não olhava ali por ele mesmo, mas olhava ali pelo seu pai. Ele parecia querer confortar o pai. E o maior conforto seria torcer para o pai não se virar chorando. Mas, se assim fizesse, ele estava ali para proteger seu protetor. Talvez ali eu tenha visto alguma coisa minha. A vontade de um dia, no tempo perdido, ter o olhar daquele menino. Um olhar terno. Vi que a razão daquela cena ser forte para mim não era pelo pai. Mas pelo filho. Como pai já havia realizado meu domingo e minhas certezas.

Senti vontade de um dia ter tido vontade de ter aquele olhar de carinho do menino. Não voltamos no tempo. Não precisamos carregar culpas. Nada de terapia. Nem mesmo escrever em forma de terapia. Apenas vontade de em algum momento ter tido aquela força demonstrada na fragilidade e na fraqueza.

O que falta? Nada, apenas cheguei com uma vontade imensa de escrever. Não queria falar. Não queria ser ouvido. Não queria nem ouvir música. No máximo um chocolate.

Post Musical de Sexta

Seguindo o post anterior, da vantagem de ser caçula/temporão, eis um disco que eu ouvia com uns 7 ou 8 anos. Graças aos discos dos meus irmãos. Lembro bem dos detalhes do LP. Não é saudosismo, é rock and roll.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vantagens de ser caçula

Quando se tem irmãos mais velhos como eu tive, você acaba não tendo irmãos. Você tem Tios muito proximos. Quando se é o caçula temporão você aproveita esta vida de quase um filho único. Mesmo sem ser. E isto é bom. Inegavelmente "egoisticamente" bom.

Mas o filho temporão pode aproveitar algo mais do que ter a atenção de um filho único. Ele pode ter as referências de seus irmãos mais velhos. Pegar emprestado. O que você vai fazer com estas referências, aí cabe a você.

Tive as influências de minha geração, mas pude ter a influência da geração anterior a minha. Assim cresci ouvindo tudo que se ouviu nos anos 60/70 como se fosse também a minha geração. Musicalmente isto é bom. Amplia horizontes.

Dos desenhos animados então, poucas pessoas de minha geração conheceram os Thunderbirds. Mas eu até a espaçonave deles tive. Hoje tenho DVDs, que servem de referência estética e memória afetiva por um tempo que eu não deveria ter vivido, mas vivi.

domingo, 1 de agosto de 2010

Nino Rota

Eu tenho meu panteão de gênios. Ele é muito pequeno. Nele eu coloco Nino Rota. Mais que trilha ou incidentais dos filmes de Fellini, ele desenhava a alma musical das películas deste também gênio. Depois de ver um pouco de Nine. Eu precisava. Fumei meu charuto. E me deliciei com um set list inteiro de Nino Rota. Delícia. Agora hora de dormir.

sábado, 31 de julho de 2010

Travessia dos Fortes

Vou dar um pulo na Praia. Farei minha Travessia dos Fortes. Posto 6 - Leme. Longe de ser um "ser aquático". Ou um atleta da água. Muito longe disto. Nadarei com toda calma. Pretendo fazer em uns 90 minutos. Passear no mar. Depois eu conto.

Acordei com uma música na cabeça. Memória afetiva. E de um dos grandes compositores populares do Brasil, um cara que eu sempre achei genial, Zé Rodrix. A canção que acordei cantarolando é um jingle. Sim, um jingle publicitário. Tecnicamente não gosto do recurso: "Clip + Jingle". Parece uma preguiça criativa ao extremo. Embora alguns sejam vencedores. Mas não gosto da fórmula. Quanto mais hoje em dia com a multiplicidade de meios e a redução dos impactos massivos e absolutos da mídia tradicional. No passado, jingles e trilhas de comerciais eram transformados em, (parodiando os filmes publicitários do cigarro Hollywood), "o sucesso". Muito antes do viral. Do youtube. Da convergência dos meios. Quando o rádio e a tv aberta caminhavam sozinhos. Uma época romântica e que não deixa necessariamente saudade.


Jingle é música. E música pode ser memorável. Como qualquer música. Nem presta atenção que foi uma preguiça do publicitário. A música toca. Literal e figuradamente. E o recado é dado. E memorável. Ok jingle é uma merda. Viva o jingle.

domingo, 25 de julho de 2010

Ritos e Hábitos


Quem me conhece um pouco, sabe que sou de ritos e hábitos. Agora domingo, depois de muito trabalho, hora de curtir Manhattan do Woody Allen em casa. Com o cão perturbando as gatas.

Rio e o Mar

O Rio de Janeiro não é uma Cidade que fica na beira do mar. O Rio de Janeiro é dentro do mar. Como um pedaço de terra entre Mar e Montanha, só resta ao Rio viver deste jeito. Aí você, dentro do carro, olha pela janela e entende exatamente o que estou falando. Esta foto as 17h 40 min na Avenida Niemeyer explica mais que qualquer texto. Rio de Janeiro is not a city that sits on the seashore. Rio de Janeiro is "in the sea". As a piece of land between sea and mountains. To Rio and cariocas remains only live this way. Then you, in your car, look out the window and understands exactly what I'm talking about. This picture 17h 40 min at Avenida Niemeyer explains more than any text.

Memória involuntária

Cada qual com sua Madeleine. Hoje me peguei, sem nostalgia, apenas lembrança, gostosa lembrança, evocada pelo cheiro do Metrô. Talvez borracha. Talvez freio ou óleo. Num instante, 20 anos se passam. Volto a um interminável Verão na Europa. Não, não é saudosismo não, é viagem mesmo. Tranporte no tempo. Coisa de domingos impagáveis. Memória involuntária, tempo viajando de costas. Remoço. Recomeço. A trilha deste post é tão íntima e pessoal quanto o escrito, apenas menos explícito.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Post completamente pessoal e instantâneo

A melhor música já feita.


Minha única inveja.


Vivendo Melvin.

Ele:
-Claro que sou capaz de ser um ser humano comum. Algo assim(Demonstra um certo desdenho com o corpo e expressão facial) sem graça, como vocês...
(Vê o olhar de reprovação dela e tenta reparar o erro, sem muita ênfase ou interesse)
-Tá, desculpe o sem graça. Um ser humano normal e comum.

Ela:
(Com força na voz e expressão corporal desafiadora)
-Prove!

Ele:
(Sorridente com aquele olhar de quem está dando de presente a maior jóia da coroa)
-Eu sou capaz de me emocionar com uma música do Billy Joel


Trilha do Dia.



Uma das maiores verdades já escritas.

Saudade matinal

Por uma destas razões desprovidas de razão, acordei com uma saudade lusitana. Vai ver que foi aquele documento. Isto, o Cartão de Cidadão com meu nome impresso pela República Portuguesa me deu um banzo. Saudade de casa. Engraçado. Sempre os locais que mais gosto, são os cantos e os pontos mais em comum com o meu Rio de Janeiro. Que consigo ver em Cannes, Paris, Roma, Amsterdam, Berlim, Nova Iorque e Londres. Tal qual o ser apaixonado que vê o ser amado em cada detalhe alheio. Amo cada Cidade. Em cada uma vejo um pouco do Rio e o Rio tem um pouco de cada uma. Mas, Lisboa, ah, que o Porto me desculpe, mas em Lisboa vou além de me sentir em casa. Acredito estar na esquina da rua que fui criado. Mesmo que a primeira vez em Lisboa já tinha quase 20 anos. Então, Portugal, tão sem motivo, tão recheado de motivos, que saudade de casa. Desta minha saudade, o livro. Primeiro da casa nova, que veio num sábado de sol, (L'art de vivre a Portugal)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rio de Janeiro


Dizem que a Pedra da Gávea foi esculpida pelos fenícios. Dizem que é a maior montanha em volume banhada pelo mar. Sinceramente, não sei o que é verdade neste ponto. Para mim ela guarda segredos incontáveis. E o segredo maior, ela assim tão linda, e tem gente que não nota. Prefere reclamar do engarrafamento apenas. O Rio é encantamento no detalhe. Foto de agora, as 10h da manhã. Caminho para este município pertinho do Rio, a Barra da Tijuca.

domingo, 18 de julho de 2010

Paulo Moura

Semana passada, por ocasião da morte de Paulo Moura, eu, aproveitando o sol, fotografei meu Panamá . Faria um post em homenagem ao genial músico. Recebi do Marton Olympio o video do Eduardo Escorel com a "Despedida do Paulo Moura". Algo para ser visto com a sensibilidade da alma. E não a sensibilidade musical tão somente.
Confesso que as lágrimas desceram. De emoção pelo amor de alguém por alguma coisa. Seja pela vida, seja pela música.
O link do registro sensacional feito pelo Escorel. A nós cabe apenas o agradecimento. Ao Paulo Moura pela existência e ao Escorel pela sensibilidade do registro.