sábado, 13 de agosto de 2011

Ser pai




O que é ser pai? Ser pai não é apenas ser o dono da bagagem genética. Ser pai ou mãe na biologia é fácil. Mais fácil que obter licença para dirigir. Ser pai, principalmente ser pai, pois mãe tem um arquétipo que a evolução dentro da linha do tempo foi melhor trabalhado, ser pai hoje em dia é difícil mesmo.


O mundo mudou. A mulher mudou. E o ser humano nem sempre consegue entender a mudança. E a mudança é o equilíbrio e não necessariamente a ruptura.


Antes o esteio afetivo era da mãe. Por gerações e gerações. Por atavismo. Por instinto. Por costume. Não tem curso para um homem aprender a desempenhar este papel. O homem buscou ser mulher no item mais simples. No metrosexualismo simplório. Se enchendo de cosméticos e outras frescuras que passaram a ter aceitação em nome do consumismo. Dobraram o mercado de frescura quando afrescalharam o homem. Mas não criaram um curso para o homem lidar com o novo mundo. Com o ser pai no século XXI, onde os papéis da mãe e do pai não são clássicos clichets dos anos 50.


Então ser pai decidamente não é fácil. Até já foi. Falam sempre "da nova mulher", "da mulher que trabalha na rua", "da independência da mulher" e ninguém se tocou que numa Sociedade se tem o Novo papel da mulher, demanda o Novo papel do homem. E digo, sem nenhum dúvida, que a mulher vem desempenhando com muito mais brilho o papel da nova mulher que o homem seu novo papel. Alguém tem que avisar que ser pai e amigo, ser "pãe", ou contrário que o uso de cosméticos, não diminui a testosterona. Até aumenta.


Para mim uma entrada na Sephora ainda é como entrar num outro mundo desagradável. Muitas cores, muitos produtos prometendo milagres que não acredito e uma confusão olfativa enlouquecedora. Já com o fato de lidar com o "ser pai com um percentual de mãe", este eu tenho aprendido todos os dias.


A todos os Pais que tentam desempenhar este novo papel. Que buscam estar mais próximos com os filhos, um Feliz Dia dos Pais tão verdadeiro quanto o desafio diário de ser pai no século XXI.


A trilha escolhida, a música que eu considero um hino do "ser pai". Ser pai é isto, "Stand by me".


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Juventude Acomodada

O que Chile, Primavera árabe e Londres tem em comum?


Jovens.

Que para o certo ou o errado estão mobilizados.


Enquanto no Brasil, os setores mais mobilizáveis se aburguesaram, envelheceram sem amadurecer.


Triste isto.


Pois o Brasil vive um bom momento. E a indagação jovem deveria estar no topo. Ajudando a repensar o Brasil. Ajudando a banir a corrupção. Participando com cidadania, com visão social, visão de País etc e tal.


Não culpem apenas a UNE que foi absorvida pelo poder. Nossos jovens andam sem visão social, sem vontade de ser agente da mudança, arte acomodada, focados em si de forma comercial, sem pegada para contestar, maduros demais. E maduro demais é podre.


Parodiando Nelson Rodrigues as avessas, um conselho:

"Jovens, rejuveneçam."



Dia dos Pais

Domingo é dia dos Pais. Sensorial que sou, lembrei do cheiro de Acqua di Parma e de maresia.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Censura é o melhor marketing

Com Godard já foi assim na década de 80. Fez um filme ruim. Meia dúzia de idiotas se levantaram (ou seria levantou?) contra. A obra do cineasta, que é mais gênio para ele mesmo que para o cinema, acabou tendo uma luz não erudita sobre a mesma. Ganhou, graças a um filme ruim, uma aura de "maldito". E notoriedade popular.

Agora acontece a mesma coisa que ocorreu com "Je Vous Salue Marie". Que sendo visto hoje, poderia bem passar na Sessão da Tarde. Um dia depois de "Curtindo a Vida a Doidado" ou "Férias do Barulho".

Já o "Serbian Film", parece apelativo. Da mesma forma que o terror, quando saiu do "terror clássico", migrou para a "classe média" de subúrbio americana. Trazendo a popularização do pesadelo comum. (Antes você precisava estar na Europa. Precisava de uma noite fria. De um Barão rico amalucado e coisas do gênero. )Filmes como "Pesadelo na Elm Street" ou Jason e suas sequências trouxeram o terror na porta de casas sem muro e belos jardins de pessoas comuns. Trouxeram para o seu cotidiano. Aquele seu vizinho poderia ser um vampiro. Ao seu lado um Jason. Quase que uma lógica da liberdade vigiada. No caso o terror ao lado. Um Foucault lhe cai bem.

E se hoje o nosso dia-a-dia morrem inocentes de bala perdida. Padres abusam de crianças. Velhinhos são espancados pelos seus filhos e netos. Crack fazendo pessoas definharem nas ruas, um filme tem que apelar muito para conseguir "aterrorizar" na ficção mais que na vida real. E os exemplos de terror citado não acontecem em distantes periferias. Mas em grandes Cidades da oitava economia do planeta.

Não verei o filme. Nenhum interesse. Nem mesmo tempo. Mas censurar "Serbian Film" é de uma idiotice tacanha que só aumenta a divulgação do filme. Até mesmo é de se questionar se envolvidos com o filme não "incentivaram" tal censura. A proibição de Serbian Film foi a maior ação de marketing que o filme poderia ter.

Assim, imbecis saem nas ruas e mandam e-mails solicitando que o mesmo seja proibido. Tudo com a defesa da família. Dos bons costumes. Da religiosidade. Ou até da Coca-Cola. Já outros imbecis, como o que escreve, resolve lembrar que o Estado não deve tutelar adultos. Afinal, tratar adultos como crianças é uma das formas de exercer uma dominação. Não precisa ser um Noam Chomsky para notar. E levar a sociedade a debates idiotas idem. Liberem este filme ruim e deixem o mesmo ter o destino que teria se não houvesse a proibição. Iria para o ocaso.

A foto que ilustra este post é do "O Gringo" Filme sobre o sérvio bom de bola, Petkovic. Com certeza vale mais do que o filme censurado. Ou seja, o único serbian film liberado é o do Pet. Então, vamos esquecer um "snuff" de quinta que conseguiu o que queria. A chancela de "filme proibido".


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Jornal Metro

Bom quando o jornalismo faz crônica. Parabéns a turma do Jornal Metro/Rio. Inteligente.

domingo, 7 de agosto de 2011

Palavras, adjetivos


Existem duas palavras que servem como adjetivo embora não sejam. São elas : sábado e carioca. O sábado é bem mais que um dia da semana. E carioca é bem mais que apenas nascer no Rio de Janeiro. Hoje estava um daqueles domingos com cara de sábado. O sol meio adolescente em crise, ora forte como num janeiro, ora delicado, com a tibieza do inverno. Do calor do Verão a leveza da temperatura perfeita. Dol sol a sombra. Do sábado ao domingo. E vice versa.
E quem era cool mesmo, era a trilha. Miles Davis. Exposição no CCBB. Verei. Óbvio. Previsível.