sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Preços na Cidade

O papo de hoje com o Boechat, Rodolfo e a turma da BandNews foi sobre a percepção do aumento dos preços. Entendendo que isto não é uma pesquisa da FIPE ou DIEESE sobre aumento de preços, mas sim da percepção.
Se a "inflação psicológica" é alvo de estudo da economia, vale prestar atenção. Ou lançar mão de práticas que evitem bolhas especulativas. E estas práticas podem ser através de informação.

Não é se meter com a "mão do mercado", mas sim não deixar que esta "mão do mercado" "passe na bunda" de quem vive no Rio.


1.

Sr(a) tem a sensação que os preços na Cidade do Rio de Janeiro estão :


SUBINDO MUITO 52%

SUBINDO DE UMA FORMA NORMAL 29%

ESTÁVEIS 07%

ABAIXANDO DE UMA FORMA NORMAL 03%

ABAIXANDO MUITO 01%

NS/NQO 08%


(somente para quem respondeu “Subindo” na pergunta 1)

Universo 339 pessoas, 81% do total


2.

O Sr(a) acredita que este comportamento de subida de preços seja :



NORMAL,ACONTECE NO MUNDO 11%

EM FUNÇÃO DAS OLÍMPIADAS COPA 58%

EM FUNÇÃO DO BRASIL 16%

NS/NQO 15%



3.

Existe algum item dentre estes que o Sr(a) acredite que tenha subido muito no Rio de Janeiro?

(caso sim, qual a melhor opção onde o Sr(a) percebeu esta alta?)

Aluguel 19%

Imóveis 18%

Tarifas de transporte público 14%

Condomínio 13%

Alimentação fora de Casa 12%

Diversão/Lazer 07%

Cabeleireiro 05%

Estacionamento 04%

Nenhum item 02%

NS/NQO 06%



Fonte:DataRio

Objetivo:

Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção sobre os preços na Cidade do Rio de Janeiro

Local:

Município do Rio de Janeiro

Período do Campo:

16 e 17 de agosto de 2011

Universo:

A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo

420 Entrevistas

Amostra:

Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Hit makers" Ultraje, Katy Perry e Michael Jackson

Li que a semi-infantil Katy Perry emplacou 5 músicas no Top List da Bilboard com um mesmo trabalho. Antes só o Michael Jackson havia feito isto.


No Brasil, antes da música pop se tornar um gigante painel classe C. Antes os nichos eram definidos entre o popular e o popularesco. Entre o Giberto Gil e o Amado Batista. Com direito a espaço e público para os dois. Sem nenhum preconceito. Curiosamente hoje que temos mais segmentação, pasteurizou.


É um tal de Ivete Sangalo, Luan Santana e uma penca de sertanejos-fakes e realmente goianos, aquele tipo de som, que era restrito aos programas de auditório do SBT, sem saudosismo ou crítica, mera constatação, hoje ganha horário nobre. Naquele tempo, uma banda de pop Rock conseguiu emplacar praticamente um disco inteiro no Top Ten.

A banda foi o Ultraje a Rigor.


E perdurou seu som nas festinhas infantis. Pois eles, se não foram pioneiros, foram os primeiros a obter o sucesso com a fórmula, de levar humor e escracho ao pop rock.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Consumo - Chocolate


Não sou pernóstico. Aliás solene sem motivo e presunção são coisas que abomino nos humanos. Tipo alguém começa a achar que beber vinho o transforma em "chique". Ou entra na onda de bancar profundo conhecedor de cerveja. Até mesmo com os charutos que consumo com frequência, detesto pretensos "connaisseurs". Buscam no solene esconder algo de si mesmo ou tentar emular "life style". Com chocolate a mesma coisa.
Conheço o assunto, mas dispenso o ar professoral. Quando tenho tempo, procuro conheer onde fazem, Zotter um dos meus preferidos. Mas entendo de dizer se um chocolate é bom ou ruim provando. Pelo gosto. Pelo hábito. Pelo paladar.

O Brasil tem um exemplo de chocolate que é um case de marketing. A Cacau Show. O produto em si, o chocolate é péssimo. Pior que os que você encontra no super mercado, os das grandes marcas, mas eles dão um show de embalagem. Como se pensassem na Linha Presente/Gift.

Conseguiram se transformar numa espécie de Kopenhagen popular. Levaram algo novo para um público que não tinha acesso. Que achava a Kopenhagen cara. E levaram com mérito. Claro que não posso elogiar o chocolate. Ele é muito ruim. Mas as embalagens. O posicionamento. O sucesso das lojinhas, eles são nota 10. Levaram uma sofisticação inexistente para um nicho de público. Atenderam uma necessidade. E como não sou crítico de chocolate, me cabe apenas não comer os produtos da Cacau Show e aplaudir o vitorioso rumo da empresa.


sábado, 13 de agosto de 2011

Ser pai




O que é ser pai? Ser pai não é apenas ser o dono da bagagem genética. Ser pai ou mãe na biologia é fácil. Mais fácil que obter licença para dirigir. Ser pai, principalmente ser pai, pois mãe tem um arquétipo que a evolução dentro da linha do tempo foi melhor trabalhado, ser pai hoje em dia é difícil mesmo.


O mundo mudou. A mulher mudou. E o ser humano nem sempre consegue entender a mudança. E a mudança é o equilíbrio e não necessariamente a ruptura.


Antes o esteio afetivo era da mãe. Por gerações e gerações. Por atavismo. Por instinto. Por costume. Não tem curso para um homem aprender a desempenhar este papel. O homem buscou ser mulher no item mais simples. No metrosexualismo simplório. Se enchendo de cosméticos e outras frescuras que passaram a ter aceitação em nome do consumismo. Dobraram o mercado de frescura quando afrescalharam o homem. Mas não criaram um curso para o homem lidar com o novo mundo. Com o ser pai no século XXI, onde os papéis da mãe e do pai não são clássicos clichets dos anos 50.


Então ser pai decidamente não é fácil. Até já foi. Falam sempre "da nova mulher", "da mulher que trabalha na rua", "da independência da mulher" e ninguém se tocou que numa Sociedade se tem o Novo papel da mulher, demanda o Novo papel do homem. E digo, sem nenhum dúvida, que a mulher vem desempenhando com muito mais brilho o papel da nova mulher que o homem seu novo papel. Alguém tem que avisar que ser pai e amigo, ser "pãe", ou contrário que o uso de cosméticos, não diminui a testosterona. Até aumenta.


Para mim uma entrada na Sephora ainda é como entrar num outro mundo desagradável. Muitas cores, muitos produtos prometendo milagres que não acredito e uma confusão olfativa enlouquecedora. Já com o fato de lidar com o "ser pai com um percentual de mãe", este eu tenho aprendido todos os dias.


A todos os Pais que tentam desempenhar este novo papel. Que buscam estar mais próximos com os filhos, um Feliz Dia dos Pais tão verdadeiro quanto o desafio diário de ser pai no século XXI.


A trilha escolhida, a música que eu considero um hino do "ser pai". Ser pai é isto, "Stand by me".


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Juventude Acomodada

O que Chile, Primavera árabe e Londres tem em comum?


Jovens.

Que para o certo ou o errado estão mobilizados.


Enquanto no Brasil, os setores mais mobilizáveis se aburguesaram, envelheceram sem amadurecer.


Triste isto.


Pois o Brasil vive um bom momento. E a indagação jovem deveria estar no topo. Ajudando a repensar o Brasil. Ajudando a banir a corrupção. Participando com cidadania, com visão social, visão de País etc e tal.


Não culpem apenas a UNE que foi absorvida pelo poder. Nossos jovens andam sem visão social, sem vontade de ser agente da mudança, arte acomodada, focados em si de forma comercial, sem pegada para contestar, maduros demais. E maduro demais é podre.


Parodiando Nelson Rodrigues as avessas, um conselho:

"Jovens, rejuveneçam."



Dia dos Pais

Domingo é dia dos Pais. Sensorial que sou, lembrei do cheiro de Acqua di Parma e de maresia.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Censura é o melhor marketing

Com Godard já foi assim na década de 80. Fez um filme ruim. Meia dúzia de idiotas se levantaram (ou seria levantou?) contra. A obra do cineasta, que é mais gênio para ele mesmo que para o cinema, acabou tendo uma luz não erudita sobre a mesma. Ganhou, graças a um filme ruim, uma aura de "maldito". E notoriedade popular.

Agora acontece a mesma coisa que ocorreu com "Je Vous Salue Marie". Que sendo visto hoje, poderia bem passar na Sessão da Tarde. Um dia depois de "Curtindo a Vida a Doidado" ou "Férias do Barulho".

Já o "Serbian Film", parece apelativo. Da mesma forma que o terror, quando saiu do "terror clássico", migrou para a "classe média" de subúrbio americana. Trazendo a popularização do pesadelo comum. (Antes você precisava estar na Europa. Precisava de uma noite fria. De um Barão rico amalucado e coisas do gênero. )Filmes como "Pesadelo na Elm Street" ou Jason e suas sequências trouxeram o terror na porta de casas sem muro e belos jardins de pessoas comuns. Trouxeram para o seu cotidiano. Aquele seu vizinho poderia ser um vampiro. Ao seu lado um Jason. Quase que uma lógica da liberdade vigiada. No caso o terror ao lado. Um Foucault lhe cai bem.

E se hoje o nosso dia-a-dia morrem inocentes de bala perdida. Padres abusam de crianças. Velhinhos são espancados pelos seus filhos e netos. Crack fazendo pessoas definharem nas ruas, um filme tem que apelar muito para conseguir "aterrorizar" na ficção mais que na vida real. E os exemplos de terror citado não acontecem em distantes periferias. Mas em grandes Cidades da oitava economia do planeta.

Não verei o filme. Nenhum interesse. Nem mesmo tempo. Mas censurar "Serbian Film" é de uma idiotice tacanha que só aumenta a divulgação do filme. Até mesmo é de se questionar se envolvidos com o filme não "incentivaram" tal censura. A proibição de Serbian Film foi a maior ação de marketing que o filme poderia ter.

Assim, imbecis saem nas ruas e mandam e-mails solicitando que o mesmo seja proibido. Tudo com a defesa da família. Dos bons costumes. Da religiosidade. Ou até da Coca-Cola. Já outros imbecis, como o que escreve, resolve lembrar que o Estado não deve tutelar adultos. Afinal, tratar adultos como crianças é uma das formas de exercer uma dominação. Não precisa ser um Noam Chomsky para notar. E levar a sociedade a debates idiotas idem. Liberem este filme ruim e deixem o mesmo ter o destino que teria se não houvesse a proibição. Iria para o ocaso.

A foto que ilustra este post é do "O Gringo" Filme sobre o sérvio bom de bola, Petkovic. Com certeza vale mais do que o filme censurado. Ou seja, o único serbian film liberado é o do Pet. Então, vamos esquecer um "snuff" de quinta que conseguiu o que queria. A chancela de "filme proibido".


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Jornal Metro

Bom quando o jornalismo faz crônica. Parabéns a turma do Jornal Metro/Rio. Inteligente.

domingo, 7 de agosto de 2011

Palavras, adjetivos


Existem duas palavras que servem como adjetivo embora não sejam. São elas : sábado e carioca. O sábado é bem mais que um dia da semana. E carioca é bem mais que apenas nascer no Rio de Janeiro. Hoje estava um daqueles domingos com cara de sábado. O sol meio adolescente em crise, ora forte como num janeiro, ora delicado, com a tibieza do inverno. Do calor do Verão a leveza da temperatura perfeita. Dol sol a sombra. Do sábado ao domingo. E vice versa.
E quem era cool mesmo, era a trilha. Miles Davis. Exposição no CCBB. Verei. Óbvio. Previsível.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Rio naturalmente cenário

O "Bar mais europeu da publicidade mundial", fica no Rio de Janeiro. A Confeitaria Colombo. Cenário deste filme da Stella Artois. Uma marca que aprendeu a fazer a transição da publicidade para o entretenimento.
Confeitaria Colombo.
Rua Gonçalves Dias 32, Centro. Rio de Janeiro

sábado, 30 de julho de 2011

Sorteio da Copa FIFA 2014

A falta de equilíbrio incomoda. Quando é com mídia incomoda muito mais. De um lado uma movimentação, quase "chapa branca" , que preferiu ignorar as manifestações contrárias ao Ricardo Teixeira que aconteciam ao lado de fora. Do outro a tentativa "derrotista" de desqualificar o evento.


Mas antes de tudo : o evento foi um sucesso. Nota 10.


Não questiono o custo. Os 30 milhões ali estavam. O benefício? Não sei. Mas sem dúvida foi um cartão de visitas da Cidade ao Mundo.


Antes que reclamem do fechamento do Santos-Dumont, a FIFA e o COL(Comitê Olímpico Local) queriam "fechar o espaço aéreo do Rio de Janeiro", incluindo o Galeão. Por razões de sanidade, o Governo Brasileiro foi contra. E fechar o Aeroporto central , acessório, que fica ao lado de onde ocorria o evento, por 4 horas, fez sentido.


A fala da Dilma também merece ser analisada. Foi polida. Educada. Formal. Incisiva. Abriu mão do "baba-ovismo" que parecia um desvairismo não adequado a liturgia do cargo, que foi reinante em relação a CBF e a pares estrangeiros na ordem do dia recente da Presidência. Se Dilma não atacou Ricardo Teixeira anteriormente, a fala fria com relação ao Presidente da CBF mostrou um flanco aberto. Se houver denúncias graves e um projeto que passe tranquilidade na execução da Copa do Mundo, a faxina iniciada no Dnit pode ir mais longe. Dilma já mudou outros paradigmas. E exatamente por ser uma corajosa, ainda não contaminada pelo receio pulsilanime que a arte política pede, não estranharia se amanhã começasse algo novo. Uma operação "mãos limpas" na CBF. Dilma conquistaria mais que uma elite pensante do Brasil. Dilma daria um exemplo ao mundo. "Tão" de olho na Bola. E atualmente "tão" de olho no Brasil. E a Presidenta parece bem orientada.


O evento teve de tudo. Personalidades da bola. Sonorização perfeita. Belas imagens. Música boa e música péssima. Apresentador idiota. Roupas cafonas. "Comme il faut" aos grandes eventos similares. Venceram a ventania da noite anterior, que destruiu parte dos materiais. Exposição boa das marcas dos patrocinadores master da FIFA. E tudo funcionou direito. Ok, nada da Oi funciona direito. Foi a lástima. Fazer o que? Mas, em resumo : O evento foi um sucesso. A Cidade e a organização estão de parabéns.


Claro que a opinião centrada parece não valer muito. Hoje as pessoas esperam que se fale mal, ou seja do puxa saquismo chapa branca que fala bem incondicionalmente. Um maniqueísmo imbecil e sem sentido. Pena.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Brasilidade

Passaportes são múltiplos.
Mas o coração,
este tem sempre o mesmo destino:
Copacabana.
Não é um bairro, é mais que uma Cidade,
Meu lar que resume minha brasilidade.


Pois, por mais que eu rode o mundo ou me mude,
tenho a impressão que nunca tirei meus pés de Copacabana.

Nasci numa nesga de terra onde Alfama faz esquina com Copacabana.
Ouvindo mais tango que samba.
Preferindo água `a cerveja.

E assim seja.
Amém duas vezes.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uruguai

Tem uma máxima no Uruguai que diz que a sua história se confunde com o futebol. E é compreensível. São 2 vitórias olímpicas 1924-1928 quando não existia Copa FIFA. A vitória na Primeira Copa. Organização da primeira Copa do Mundo FIFA. O primeiro ídolo globalizado produzido pelo futebol, Jose Leandro Andrade. Primeiro negro campeão mundial.(Quando times no Brasil vetavam negros) 15 títulos de Copa América. Antes que brazucas inflamados venham dizer que nós não nos preocupamos em "vencer a Copa América". Nos preocupamos sim. Mas talvez tenha nos faltado "bolas" e não bola para vencer no passado. Pelé, por exemplo, não tem nenhuma Copa América. Fomos conseguir uma com um gol de Romário em 89. E eu estava lá.

Na Inglaterra o chart do Jornal de hoje coloca que o Uruguai tem 15 Títulos, Argentina 14 e Resto da América do Sul, 14. Estranho em futebol o Brasil ser colocado como "resto". Mas é um fato na história do Sul Americano/Copa América. Não no scout frio e tolo.

Então um País que tem pouco mais que a metade da população da Cidade do Rio de Janeiro. Que tem metade do PIB da Cidade do Rio de Janeiro, foi semi-finalista da Copa FIFA de 2010. E agora vence o Torneio Continental. Contrariando todos que falavam que não tem como competir com gigantes do futebol como Brasil e Argentina. Em dimensões e potencial de economia. Entenderam? O Uruguai tem metade da população e da economia da Cidade do Rio de Janeiro.

A diferença é uma equipe que se supera. Focada. Com menos mimados. Que joga com amor a camisa celeste. Sem apelar para violência, truculência, mas com vontade, determinação e, é claro, talento. Se querem fazer um "benchmarketing" não usem a Espanha. Façam o espírito uruguaio e resgatem o talento brasileiro.

O antigo grande rival. Que calou 200 mil pessoas no Maracanazo se tornou o queridinho dos brasileiros. Eles jogam como gostaríamos de ver a Seleção Brasileira jogando. Amor, vontade, carinho, talento, dedicação, hombridade e dignidade. Parodiando Chico, mirem-se no exemplo daqueles homens do Uruguai.

Parabéns Uruguai. Com o futebol do time do Mano, se repetirem o "Maracanazo" de 1950 em 2014, desta vez não haverá choro ou comoção.

domingo, 24 de julho de 2011

Campanha Ministério da Saúde


Primeiro foi a popularização do silicone. Que chegou até as meninas da Avenida Atlântica. Mais um exemplo de crescimento da economia. E dos seios das meninas de difícil vida fácil. Depois foi a popularização do Botox. Na Barra da Tijuca a dificuldade é encontrar alguém sem botox. E ficou popular. A copeira do escritório de um amigo, aplicou botox.

E agora, mais um fato da popularização. O clareamento dental. Em 6 reuniões esta semana, notei que em todas tinham pessoas com Mentex radiantes na boca. Não censuro. Juro que não. Me lembrei quando eu falei para meu dentista que queria fazer clareamento. Ele riu e me mostrou os padrões de "branco de dente". O meu era o segundo mais claro. E ele falou "Quer ter os dentes mais claros? Tome um sol. Seus dentes estão brancos. Muito brancos. Não aparecem pois você está muito branco". Bom quando você encontra profissionais sérios que dão uma meia trava nos delírios e imbecilidades estéticas que profissionais focados na futilidade e na grana acabam por envolver clientes.

Nada contra o Botox. Apesar de acreditar que num futuro próximo alguma ruguinha vá dar uma idéia de ser mais jovem que o rosto com photoshop. Nada contra o silicone, apesar de recomendado em alguns casos, nada supera o toque de um seio natural e durinho. Nada contra o clareamento dental, mas quando ele passa dos limites, parece que as pessoas carregam nas suas bocas materiais sintéticos ou Mentex com glitter.

Tudo em nome do mercantilismo superficial. O mesmo mundo que trasformou as mulheres em gordas potenciais para vender remédios e todos os produtos de dieta. Os homens em metrossexuais para dobrarem o mercado de cosméticos, antes restrito apenas as mulheres, cria cada dia uma nova paranóia, uma nova moda. Os incautos mau orientados seguem. Estilo "Simon Says".

sábado, 23 de julho de 2011

O fracasso da publicidade solitária

O Rio está vivendo um evento de grande porte. Os Jogos Mundiais Militares. Não chega a ser algo como Jogos Olímpicos, mas é bem maior que uma quermesse junina ou uma corrida de Fórmula 1. A cidade tem se comportado bem. O tráfego já é caótico e paulistizado e isto não é culpa dos Jogos Militares. A Cidade. A organização. O evento como um todo, estão de parabéns.

A campanha publicitária que foi veiculada antes é boa. Bonita. Inteligente, mas, decidamente não funcionou. Os estádios, mais desertos que o Engenhão em dia de jogo no meio de semana começando as 21h 45min em função da novela.

Motivos?

Bem, publicitários por vezes esquecem o principal : quem é o público a ser "comunicado". E fica na frieza dos belos lay outs que vão para as pastas dos criativos. Mas não foi só isto.

A comunicação dos Jogos Mundiais Militares ficou no milênio passado. Fria. Distante. Sem interatividade. Não trouxe o público para si. Não teve esforço promocional. Não teve envolvimento da população, dos estudantes, das pessoas. Usando o marketing que tanto fala dos tradicionais 4P's, esqueceram que o mundo mudou e tem um P importante: "People". E ele, decidamente, não foi convidado a participar. Claro que ainda há tempo para diminuir o vazio. E acredito que acontecerá, mas fica a lembrança que a primeira semana foi um fiasco de público para eventos que tem um ponto que o brasileiro adora: "DE GRAÇA". "0800". "GRÁTIS".

Sem usar exemplos pessoais, mas de alguns eventos que eu cuidei, pensando no público e usando esforços promocionais, conseguimos fazer 4 dos 10 maiores públicos mundiais. Sem alarde ou apelação. Fazendo apenas uma coisa. Se colocar no lugar do outro. E criar promoções simples. Criativas. Envolventes. Recursos hoje não faltam. E com twitter, redes sociais e diversos recursos que possibilitam fazer promoções sem para isto gerar sujeira ou grandes impactos de carbono.

Ser moderno é ser interativo. É passar transparência. É envolver.

Ou seja, fica a Lição para Copa e Jogos Olímpicos. E sem fazer o marketing pessoal, mas já fazendo, tem uma empresa capaz de fazer isto. Com currículo internacional. Contato com o autor deste blog.


PS:
Se colocar no lugar do outro serve não só para uma comunicação vitoriosa, mas também para nossas relações de vida. Tudo fica mais fácil.

Outro site

Achei legal. Recebi um mail de um site sobre minhas poesias, feito por terceiros que não sabia da existência. Confesso que fiquei feliz, até mesmo envaidecido. Sem solene ou pretensão. Já ri quando fui tema de dissertação de pós em literatura...Bem, aí, realmente se eu ficasse envaidecido, seria contrariar minha essência.
Sobre o site, mesmo sendo não oficial, ele ganha hoje a oficialidade e o agradecimento para a Carla Chaves autora do site.

Diário Fragmentado

O site do livro Diário Fragmentado. Coisa antiga.



sexta-feira, 22 de julho de 2011

A Catedral mais feia do mundo

Sou carioca e amo demais o Rio. Mas não sou idiota de perder critério. De confundir desejo com realidade etc e tal...Agora quando você pensa que nada pode ficar mais feio na Catedral São Sebastião, eles conseguem lançar mão de recursos de iluminação, que vão trocando as cores. Amarelo, Roxo, Rosa, Azul, Verde... Não é kitsch não. É cafona. É feio. E ainda joga atenção para uma Catedral que não parece uma coisa carioca. Deveriam cobrir de samambaias, quem sabe ficaria kitsch e aceitável.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Trilha de ninar

Sem sono fui ouvir as músicas que me colocavam para ninar.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Mac é Pop

No início da década de 90 não era fácil encontrar Mac. Nem nos Estados Unidos. Exceto na Costa Oeste/Califórnia, onde as lojas que vendiam Mac pipocavam. Até mesmo na Grande Maçã(nenhum trocadilho com a Apple) você tinha que rodar para encontrar acessórios e programas para Mac. Era uma coisa meio de "gueto".


No passado, quando você falava que usava Mac. Poderia causar algumas reações como : "Uau, o cara manda bem. É artista. Usa Mac." ou "Pernóstico e exibido este cara do Mac, meu PC faz a mesma coisa e é mais barato."


Agora o Mac não provoca reações de amor e ódio. Não é mais apenas uma plataforma preferida por "artistas" ou "alternativos". O Mac é pop. E graças a inclusão de consumo em nosso Brasil, aquela mesma que permitiu a pessoas que nunca viajaram para fora do País conhecer o exterior, este desenvolvimento de consumo, (torcendo que não seja uma bolha), trouxe a reboque a popularização do Mac. Hoje o Mac é pop.


Claro que produtos como o Ipod, Iphone e Ipad trabalharam esta marca. Produtos que traduziram categoria pelo bom marketing da Apple. Se antes era uma love mark restrita, a qual era defendida com unhas e dentes, hoje é preferida. Popularizada ao extremo. Menos love e mais mark.


Antes usar o Mac passava alguma coisa. Uma aura de artista. Hoje, não mais. A marca não agrega nenhum valor subjetivo ou aspiracional, mas o Mac continua muito mais interessante que a maior parte de seus concorrentes. E cada dia mais barato. Cada dia mais acessível.


Bom quando coisas boas saem do elitismo pretensioso e chegam a comunidades carentes. Que seja assim com a educação e com o chocolate belga.



Este Mac da foto é de 1993/4. Foi ligado e funcionou. Mesmo tendo ficado jogado por mais de 10 anos no meio da umidade. Deve ser convertido em um Bettario em breve.

domingo, 17 de julho de 2011

Cigarros e comportamento

Outro dia ouvi de uma amiga de minha filha :
"Gente, vocês não imaginam... vi uma novela antiga e as pessoas fumavam dentro de casa e ninguém falava nada".
Aquilo me surpreendeu. E foi aí que notei. Eu também entrei nesta onda "modernosa" de combate ao fumo. Tanto que eu casa tenho um local que fumo meus charutos e cigarrilhas. Meu "fumoir". Coerente é que o "fumoir" tem um ar retrô. De passado. De quando as pessoas fumavam impunemente. Madeiras mais pesadas, móveis antigos e esboço do grande pintor na parede. Agora com o telefone de disco, (outra coisa que espanta as novas gerações, elas nunca usaram um telefone de disco) , parece um cantinho do passado que liga a gente com o presente. Detalhe, o telefone ainda funciona. Um beijo para a Sandra pelo presente.

sábado, 16 de julho de 2011

Disney

Ele não questionava o fato dos pais não deixarem ele conhecer os personagens da Disney. Como Mickey não despertava seu interesse, não se levantava contra isto. E os pais incentivavam que ele questionasse. E ele questionava praticamente tudo. Era uma criança "chato-adestrada" por pais que viam na contestação a única forma de existir.


Eis que um exemplar da Paris Match. Encontrado ao acaso. Falava das florestas de Bariloche, que para ele era San Carlos. As florestas daquela que ele achava sua terra. As árvores que ele via nas fotos onde ele mesmo aparecia. (Não se lembrava que estivera ou mesmo não se lembrava que ele existia. Ainda não. Mas efetivamente estava nas fotos). Aquele cenário, tão conhecido por ele, ao menos nas fotos, era a fonte de inspiração para o desenho animado "Bambi". Aquele do veadinho. Sem nenhuma agressão ao politicamente correto ou duplo sentido.


Mesmo com diversos desenhos tchecos, sem nenhuma legenda, que o pai disponibilizava no projetor de 16mm, sem audio, ele queria ver o Disney com o Bambi. Queria ver o que "inimigo" teria feito com um local que ele conhecia. Queria ver se ele contava mesmo mentiras. Ali ele conhecia. E não seria um desenhista do imperialismo yankee que conseguiria enganá-lo. Ele não era bobo. Já tinha 8 anos.


Viu Bambi. Seu primeiro contato com o Mundo Disney. Se emocionou com a cena da morte da mãe. Entendia bem aquilo de alguma forma. E o apartamento do 18º arrondissement de Paris, numa tarde fria de um fevereiro, ficou ainda mais gelado.


Até hoje a dúvida se era uma janela ou uma ferida aberta.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Últim vôo do ônibus espacial

No clima de falar/escrever na primeira pessoa, eu que nunca quis ser astronauta - (que nunca consegui nem gostar de ficcção científica, sempre preferi ver e rever um documentário sobre futebol ou um de terror clássico ou mesmo uma comédia, a qualquer Star Wars ou similar). Eu que nunca joguei RPG, que nunca tive o menor saco para todos os filmes de ficção científica, incluindo "2001", que vi por obrigação. Todos os autores de ficcão científica, tirante Julio Verne, Lovercraft e HG Wells, achava e ainda acho um saco. Quase tão chato quanto Senhor dos Anéis. Pois bem eu que nunca quis ser astronauta. Que sempre fui terrestre e terráqueo. Fiquei triste com o último vôo do ônibus espacial. Quase deprimido.

http://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/main/index.html

O ônibus espacial era a visão romântica de futuro de minha geração. Uma visão do passado para o futuro que não virou presente. Até mesmo os que nunca pensaram em ir a Cabo Canaveral viveram isto. Nós que crescemos nos anos 80, vendo filmes do Stallone e do Schwarzenegger, ok, alguns do Chuck Norris e revendo Ferris Buellers. Nós que vievmos esta época de cabelos cafonas, que tivemos o disco LP Thriller do Michael Jackson, crescemos tendo a Nasa como referência de "alta tecnologia" aplicada e exemplificada para todo e qualquer idiota. Ainda não tinha a Super Interessante nas bancas, nem a internet para pesquisar e dar substância ao curioso e chato. O ônibus espacial era aquela coisa mais popular na exploração do espaço. O próprio nome nos dá uma idéia cotidiana, ao nosso lado. "Ônibus". Vou fazer o sinal no ponto e vou a Lua e volto.


Então ver o último vôo, certificar que as Utopias de parecem ter acabado, que Che Guevara hoje é tão pop quanto uma Coca-Cola, que o Muro caiu tem mais de 20 anos, que a "corrida espacial não faz mais o menor sentido". Ver tudo isto dá uma sensação de ter uma história vivida por mim e pela história. Como se desse para sentir-se parte integrante de um processo muito maior que você ou sua existência. Sentir que o que você viu e viveu como testemunha, passa a ser história. A constar nos livros. As notícias que você leu. As histórias que você viveu. As músicas que você ouviu. O que você se vestiu. Tudo isto passa a ser história da humanidade. Você, mais que apenas a passiva testemunha, passa a ser história vivida.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

1982 - Quando nosso muro caiu



A nota de ontem no Ancelmo gerou telefonemas e e-mails. De gente interessada em dar depoimentos e contar causos sobre aquela eleição, que foi a mais importante da história da democracia brasileira. E eu explico. Se o Chile na década de 70 propiciou a chegada de um socialista pelas eleições, os cariocas levaram um socialista - considerado o maior inimigo do regime militar vigente- ao poder também pelo voto. A vocação do Rio de Janeiro de vanguarda. Quase que a celebração da República Independente do Rio de Janeiro.

O documentário não tem a pretensão de ser um programa político. Nem de agradar um ou outro, mas sim dar importância a um ano que se teve o início da redemocratização no Brasil, uma Seleção Brasileira de futebol mágica e os passos da popularização dos jovens cronistas daquela época, que usavam o Rock para se manifestar.

Celebrar este Rio de Janeiro de vanguarda, gauche e de contra cultura. Porém sem ufanismos, mas apresentando os fatos. Com o Rio em evidência mundial temos que compreender a nossa essência para entender a real vocação contida no nosso DNA.


domingo, 3 de julho de 2011

Seleção Brasileira de Futebol - Feminino

Torço muito pelas meninas do futebol brasileiro. Muito mais que pela Seleção Principal Masculina. Hoje por exemplo, vou ignorar o jogo do Brasil na Copa América. Marta e Cia parecem jogar com amor. Não parece como os mimados mercenários da Seleção do Mano. Isto não é culpa do Mano. Nem dos mimados. Mas do Star System que alça bons jogadores a categoria de craques e craques a categoria de gênio. Tudo por razões de marketing. E boa parte da imprensa entra no barco.


Já as meninas do Brasil, sem nenhum apoio da CBF e seus patrocinadores master, jogam com vontade. E a imprensa parece ignorar. Salvo o Luciano do Valle. Um cara que apoia o futebol feminino desde o começo.


Marta está anos luz a frente de todos os jogadores brasileiros em atividade (do futebol mais ou menos masculino - esta seleção é tão cheia de mimadinhos que eles não jogam futebol masculino, jogam algo no meio termo. Pois se encostam caem, jogam olhando para o juiz. Falta de bolas de quem nunca jogou pelada de rua.)


Hoje conseguiram fazer mais uma que os jogadores de futebol masculino nunca conseguiram: ganhar da Noruega.


A verdade é que as meninas jogam com um romantismo, menos business, mais vontade. E eu gosto disto. Sou um romântico.


Sobre Marta, bem, ela é um caso a parte. Ser o maior futebolista brasileiro em atividade, de um País proclamado como o País do futebol diz tudo.