O Maracanã nunca foi de bom agouro para a Seleção Brasileira. Pairava a derrota de 1950 e um jogo contra a União Soviética e Inglaterra. Duas derrotas que assisti.
Nas duas únicas conquistas que estive presente, o protagonista : Romário.
Romário conquistou algo que a geração de Pelé não conseguiu. Uma Copa América. E eu estava lá.
Depois, num momento crítico da Seleção Brasileira, foi ele que fez os Gols que levaram o Brasil a Copa do Tetra. Esta que foi a maior atuação individual que vi no Maracanã. (Também vi os 3 gols de Zico no retorno. Mas não vi Julio Botelho.)
Por estas e outras que se existe alguém para "dar exemplo" para o Neymar fazer história no Maracanã, pode anotar que o nome dele é Romário.
Romário o homem que exorcizou o fantasma do Maracanã para Seleção Brasileira, o Maracanazzo.
(E de quebra transformou o Uruguai numa Seleção Simpática, no segundo time de muitos brasileiros.)
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domingo, 18 de maio de 2014
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Montevidéu
Antes de tudo, algumas vírgulas sumiram...
A primeira vez que estive no Uruguai, e eu era criança, disse que ele tinha um ar de antigamente, nas vezes seguinte a mesma coisa.
Agora compreendi a nostalgia que via em Montevidéu, perdão, Montevideo, assim como gosto de escrever "Uruguay", com "Y" em que pese a inexistência do "Y" em nosso idioma de Camões e Machado de Assis. (Assim como gosto de escrever Singapura com "S" mesmo sabendo que o correto é com "C".(Licenças poéticas não fonéticas.)
Pessoas são mais calmas, eu diria tranquilas, o tempo parece passar mais devagar, todos andam com suas garrafas de mate , digo chimarrão, ou fumando um baseado nas ruas , sim aqui é permitido como em Amsterdam.
Vejo "Montevideo" com um pouco do Rio de Janeiro de minha infância, do Brasil antes do nosso momento de "novorriquismo", um pouco dos Jardins em São Paulo da minha época de criança. Um pouco de Madrid anos 80. Algo que um dia tive, ou tivemos, e não mais temos. Como a inocência perdida. Não é mera nostalgia, é delicioso.
Dizem que o Tango nasceu aqui, se é verdade pura e simples, não sei. Mas, "La Cumparsita" é uruguaia. Assim como o alfajor. Assim como, talvez, Carlos Gardel. Que pode ser francês ou uruguaio. Quem sabe argentino.
Bem, o Uruguai tem o tango e o alfajor, o melhor da Argentina sem Maradona e Messi. Um pouco de Brasil. Tem "Santerias" , uma influência musical africana e Carnaval. Um País com a população da Zona Norte carioca tem um pouco de coisas boas dos Vizinhos "grandes", Brasil e Argentina.
Chamam um rio de oceano, de Mar, pouco importa. O "rambling" é quase tão agradável quanto andar pela Orla do Rio. Quase. Pocitos, uma delícia, me parece ser um local agradável de se viver.
Quem diz que "não tem nada para fazer em Montevidéu, está enganado. Ou não tem sensibilidade. Ou não soube procurar. Claro, não tem a quantidade de opções turísticas que o Brasil tem. Maldade qualquer comparação. O Brasil é praticamente completo em todas as possibilidades turísticas. E tem o tamanho de um Continente.
O "Uruguay", apesar do "Maracanazo", é extremamente amável e simpático. Assim como o seu Presidente. Que figuraça o Mujica, tem o nome parecido com nosso Zé do Caixão, fisicamente lembra o comedidante Mazzaraopi, mas uma visão social muito além da social democracia globalizante e sem flerte com o populismo.
Um País que 10% da população visita o Brasil por ano. Isto mesmo. Que tem carros antigos, antigos e não apenas velhos, circulando pelas ruas. Quase que no estilo "cubano".
Uma cidade, uma capital, com um jeito lento e calmo, que parece pouco povoada, pouco adensada e isto a faz ser bem agradável.
Uma cidade, uma capital, com um jeito lento e calmo, que parece pouco povoada, pouco adensada e isto a faz ser bem agradável.
Enfim, como uma observação, que não é minha, mas de amigos que estavam comigo, um resumo : Montevidéu é "vintage".
E isto é maravilhoso.
E isto é maravilhoso.
Alguns carros que vi em meia hora na rua.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Uruguai
Tem uma máxima no Uruguai que diz que a sua história se confunde com o futebol. E é compreensível. São 2 vitórias olímpicas 1924-1928 quando não existia Copa FIFA. A vitória na Primeira Copa. Organização da primeira Copa do Mundo FIFA. O primeiro ídolo globalizado produzido pelo futebol, Jose Leandro Andrade. Primeiro negro campeão mundial.(Quando times no Brasil vetavam negros) 15 títulos de Copa América. Antes que brazucas inflamados venham dizer que nós não nos preocupamos em "vencer a Copa América". Nos preocupamos sim. Mas talvez tenha nos faltado "bolas" e não bola para vencer no passado. Pelé, por exemplo, não tem nenhuma Copa América. Fomos conseguir uma com um gol de Romário em 89. E eu estava lá.Na Inglaterra o chart do Jornal de hoje coloca que o Uruguai tem 15 Títulos, Argentina 14 e Resto da América do Sul, 14. Estranho em futebol o Brasil ser colocado como "resto". Mas é um fato na história do Sul Americano/Copa América. Não no scout frio e tolo.
Então um País que tem pouco mais que a metade da população da Cidade do Rio de Janeiro. Que tem metade do PIB da Cidade do Rio de Janeiro, foi semi-finalista da Copa FIFA de 2010. E agora vence o Torneio Continental. Contrariando todos que falavam que não tem como competir com gigantes do futebol como Brasil e Argentina. Em dimensões e potencial de economia. Entenderam? O Uruguai tem metade da população e da economia da Cidade do Rio de Janeiro.
A diferença é uma equipe que se supera. Focada. Com menos mimados. Que joga com amor a camisa celeste. Sem apelar para violência, truculência, mas com vontade, determinação e, é claro, talento. Se querem fazer um "benchmarketing" não usem a Espanha. Façam o espírito uruguaio e resgatem o talento brasileiro.
O antigo grande rival. Que calou 200 mil pessoas no Maracanazo se tornou o queridinho dos brasileiros. Eles jogam como gostaríamos de ver a Seleção Brasileira jogando. Amor, vontade, carinho, talento, dedicação, hombridade e dignidade. Parodiando Chico, mirem-se no exemplo daqueles homens do Uruguai.
Parabéns Uruguai. Com o futebol do time do Mano, se repetirem o "Maracanazo" de 1950 em 2014, desta vez não haverá choro ou comoção.
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