domingo, 20 de abril de 2014
Luciano do Valle
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Santos e Barcelona
Messi ainda é absoluto. Sem dúvida. O único ser humano que joga mais bola que ele em atividade é brasileiro. É a Marta. O Barcelona contudo tem ao seu lado um "barcelonismo" que faz com que as pessoas percam o juízo crítico. Até os juízes. Com perdão do quase trocadilho.
Um time não pode ser um grande time com um goleiro ruim. Ok, vai ter gente falando do Felix em 70 com exemplo. Mas o Valdés me passa tanta segurança quanto o Clemer ou Danrlei, quer dizer, nenhuma.
Outro fato. O Barcelona só ganhou aquela do Real Madrid pois conseguiram expulsar o Pepe antes do jogo começar. A guerrinha de nervos entre o retranqueiro Mourinho e o falso bom mocismo do Guardiola contaminou o clima. Dois grandes venecedores. Mourinho pela competência. Pela tática e pela retranca. Guardiola, bem, por enquanto, pelo acaso. Ainda falta a confirmação como técnico. Por enquanto é um grande treinador.
O time do Barcelona tem um monte de "anão frágil" que quando levam um toco desabam. E o juiz, acreditando no "barcelonismo", se convence que eles jogam pelo "bem do futebol" e marca faltas.
Puyol chega sempre atrasado. Tem vontade. Mas o Leandro Guerreiro que jogava no Bota também tinha esta vontade e era amado pela torcida ao chutar a bola para a lateral.
O Barça é mais time que o Santos. Mas o mesmo Barça já perdeu uma final com gol de Adriano Gabiru. Ou seja, em futebol, quase tudo é possível.
O problema do Santos não é o Barcelona. É o próprio Santos. Que, com todo respeito e carinho ao talento já confirmado do Neymar, ainda em evolução, e o talento esperado e ainda não revelado do PH Ganso, tem no seu centroavante o homem mais decisivo de verdade do time. E pode ser Borges que decida tudo.
Se o Muricy abrir mão do que sabe fazer melhor : jogar na retranca e reclamar do juiz, podemos ter um bom jogo. Mas ainda assim não vale acordar as 8 da matina no domingo. Isto é horário de missa.
Agora "peloamordeDeus" chega de acharem que o Barcelona joga pela arte. Ou que "é o melhor time da história" e outras baboseiras. O Barcelona tem um craque genial. Um fora de série, que é o Messi. Mantém a bola muito tempo em sua posse, rodando de um lado para o outro. Mas Iniesta. Xavi. Pedro. Eu não escolheria na minha pelada. E se jogassem comigo, não se criavam. Basta que os juízes tratem os jogadores do Barcelona como homens. E não como meninas jogando contra meninos.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Futebol, Brasil e o Flamengo

Depois eu falo de Londres. Hoje eu quero falar de futebol.
Falar do Flamengo.
Não. Não sou rubro-negro. Em que pese no primeiro Fla-Flu de minha vida, onde o Flu ganha, se me lembro de 3 ou 4, eu, ao lado de toda diretoria do Flu, tive a ousadia de berrar "Mengo!". Mas não era flamenguismo, era ser do contra. Ser gauche.
Por ter crescido numa família Flaminense, nunca me senti apaixonado por nenhum time. Mas sim pelo futebol. E, pela história de cada time. De cada título. E o Flamengo que eu conheci. O Flamengo da história, não era o Flamengo do time genial do Zico e Cia que caminhava a frente dos demais. O Flamengo de verdade, da história, era um time que se superava. Era um time onde a torcida, a estrela. Não tinha os talentosos assombrosos de um Botafogo de Didi, Garrincha e Nilton Santos. Sim, que me desculpem os craques rubro-negros do passado, mas eles não eram gênios, Deuses assombrossos do futebol. Mas juntos pareciam times mágicos. Capazes de derrotar adversários mais fortes. E desta teoria surge a magia da camisa e frases feitas cabotinas como "Deixou chegar, agora é nossa...".
Assim eu vi o Flamengo. Onde a arrogância da torcida era compreendida porque ela sabe que faz a diferença. E como sabe. Só foram sempre vitoriosos com uma equipe superior apenas naquele momento dos anos 80. No mais era a equipe da superação. Capaz de fazer o mais fraco vencer o mais forte. Mas sem apelar para um coitadismo. Pelo contrário, usar a força dos que querem a vitória. Foi assim na final de 92 e em diversos outros momentos de orfandade de talento como de um Zico ou de um Ronaldinho Gaúcho.
Assim eu vi o Flamengo. Um time de superação. Não de estrelas. De força de uma camisa. De contrariar matemáticos e teorias. E este ano de 2011, entendam, o Vasco é o Flamengo.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Uruguai
Tem uma máxima no Uruguai que diz que a sua história se confunde com o futebol. E é compreensível. São 2 vitórias olímpicas 1924-1928 quando não existia Copa FIFA. A vitória na Primeira Copa. Organização da primeira Copa do Mundo FIFA. O primeiro ídolo globalizado produzido pelo futebol, Jose Leandro Andrade. Primeiro negro campeão mundial.(Quando times no Brasil vetavam negros) 15 títulos de Copa América. Antes que brazucas inflamados venham dizer que nós não nos preocupamos em "vencer a Copa América". Nos preocupamos sim. Mas talvez tenha nos faltado "bolas" e não bola para vencer no passado. Pelé, por exemplo, não tem nenhuma Copa América. Fomos conseguir uma com um gol de Romário em 89. E eu estava lá.quinta-feira, 21 de julho de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Domingos
terça-feira, 29 de junho de 2010
Sobre Copa e arbitragem
O que faz o futebol ser interessante é isto.
É o mesmo jogo para amadores e para jogadores regiamente pagos. Difere do basquete e suas configurações sensacionais da NBA com cronometragem, juízes, fiscais de linha...
Futebol é a coreografia do inusitado. Ele é o únicos esporte coletivo que o mais fraco pode vencer o mais forte.
Sugiro que se organize um "Campeonato piloto" carregado de tecnologia para arbitragem e vejam se será tão interessante. Por favor, façam em Curitiba como mercado teste.
Esta frescura de dizer "estava impedido 25,7 cm" é nas raias do patético.
Chega.
Futebol é bola na rede.
E sem mecanismos. Bola inconteste na rede estufada.
Quer ver esporte afrescalhado, vá ver Liga Mundial de Volei. E aturar o Dunga, digo o Bernardinho.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Nova Geografia segundo jornalistas esportivos

Por favor, vamos comprar Atlas. Aulas de geografia urgente. Informação para os coleguinhas das Redações Esportivas. A ONU ainda não conhece o "novo País" criado pelos nossos jornalistas. Eles criaram o País chamado "Mundo Árabe".
Todo jogador de futebol que some, pouco importa se ele esteja no Qatar, Emirados Árabes Unidos ou Síria, "foi contratado pelo Mundo Árabe". Ainda acho que deve ser culpa daquele jogo chato chamado War, que eu só me lembro de nunca ter terminado uma partida e sempre atacava Vladivostok.
Se bem que, pensando bem, faz diferença que o Emerson (ex Fla) esteja no Iraque ou no Qatar?
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Jogos de futebol apenas com uma torcida
Basta , literalmente, sem nenhuma citação a Foucault, "vigiar e punir" quem merece.
Quem conhece Maracanã sabe do espetáculo que as torcidas fazem. Suas cores. Seus cantos. Sua festa.
E a rivalidade pode ser saudável.
Agora atirar contra alguém ou matar alguém após jogo, isto não é coisa de torcedor. É coisa de fora da lei.
A Sociedade tem que ser protegida dos foras da lei. E não se acuar ou ceder. Jogos com apenas uma torcida é um nítido recuo da Sociedade. Ou seja, meia dúzia de baderneiros ganharam a partida. Literalmente.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ronaldinho Gaúcho e Marat Safin
sábado, 7 de março de 2009
Futebol ao sol e `a sombra

Talvez Eduardo Galeano tenha sido o autor que me apresentou o mundo. Ao ler "As veias abertas da América Latina" tive a impressão de ter entrado na maturidade. Eu tinha 13 anos.
Agora Eduardo Galeano me trouxe mais uma descoberta: Eu prefiro a história do futebol que o futebol jogado hoje.
Sim, histórias da bola de 1930, 40, 50, 60,70 parecem mais interessantes que os incontáveis jogos que surgem nas nossas TVs a cabo do mundo globalizado.
Com seu livro "Futebol ao sol e `a sombra" , um mimo que ganhei de uma mulher super especial, vou lendo e a cada página descortinando uma história de amor. Sim, como um Romeu e Julieta, como um Tristão e Isolda...Cada mini conto um exagero de amor. Mas sempre com a presença dela, a bola.
Este livro não é apenas recomendado, é obrigatório. Mini crônicas que conseguem fazer com que se viaje no tempo, em apenas meia ou uma lauda. Um poder de sumarização notável. E ainda assim traduzam não só o tempo vivido como trazem alguma história deliciosa, com algum personagem interessante. Em alguns casos a imagem das jogadas narradas surgem como se fosse uma tela imaginária diante dos seus olhos. Você é capaz de ver um gol ocorrido em 1920. Através deste livro eu fui testemunha ocular de Piendibene. Vi Andrade flanando pelas ruas de Paris. As jogadas de Domingos da Guia foram mostradas para mim como num clip de vários jogos. E o gol que Zizinho fez duas vezes para valer. Eu vi, e passo no polígrafo garantindo que vi tudo isto.
Amor, ódio, ternura, compaixão, amizade, solidariedade, intriga...Tudo o que se vê em Shakespeare parece refletido neste livrinho. Apenas que o pano de fundo aqui é o futebol. Que delícia. Um livro que consegue ser bem escrito, didático, comprometimento histórico e conta a história das Copas, narradas em resumo mas deixando a sensação de ter visto uns 3 documentários de cada uma delas.
Viva o futebol!
Viva Eduardo Galeano.
terça-feira, 25 de março de 2008
Jogos Mágicos
Bem, eu resolvi postar sobre os jogos que eu mais me culpo de não ter visto ao vivo.
Um foi jogão do Napoli contra Stuttgart.Inesquecível na final da Uefa 88.
Ano 1989, Napoli com Maradona, Giordano, Careca (Ma-Gi-Ca)e Alemão. Pela memória afetiva não falo mais nada deste jogo. 19 anos se passaram e ainda lembro de cada lance.
A bola que Don Diego lança na área de cabeça para Ferrara fazer o 2 a 1 é um lance de um gênio. Vejam.
O outro jogo que me arrependo não fazer parte dos quase mil que assisti "in locco" foi um jogo que realizou um milagre. Vi um ato que seria uma conversão, ou uma heresia. Vi flamenguistas torcendo para o Vasco. O jogo que realizou este milagre? Vasco e Palmeiras final da Mercosul no Parque Antártica. E a Band, ainda era Bandeirantes, com Juarez "China" Soares falando mal dos times do Rio neste jogo. No final, Romário e Cia fizeram o dever de casa. E calaram a boca do "China" que chamava o Flamengo de "o Meeeengo" e secavam. Como secava os times do Rio este cara.
Dois jogos além da paixão clubística. Para amantes do futebol. Foram inesquecíveis. Pouco importa quem venceria. Ou quem venceu.

