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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bairros do Rio - Catete

Me encanta esta quase dupla personalidade do Catete entre o Clássico e o popularesco. Uma mistura de nobreza ultrapassada com a descontração de um subúrbio carioca. Nitidamente difere de Copacabana. E ainda mais difere de sua natural continuação, o Flamengo. E me traz lembranças lusitanas. Expressas como um café bom.

Neste encontro entre o naiff , o decadente, o europeu, o africano, a desordem, a tentativa de se organizar, no meio disto um bairro sedutoramente globalizado. Cara de subúrbio carioca e Cidade grande ao mesmo tempo, só no Catete ou Londres.

O bairro tem um potencial para ser explorado para moradia e ateliê de jovens artistas. Perto de tudo, cheio de Metrô, com aluguéis ainda baratos em relação ao restante da Zona Sul carioca.

Duas, ou uma galeria, especializada em novos artistas pode fazer este bairro "bombar". O melting pot dele tá pronto. E é dos bons. Tem um certo conservadorismo que o coloca mais primitivo, menos Zona Sul. E isto ainda o faz mais interessante.

O Catete tem tudo para ser um bairro descoberto por novos artistas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Futebol, Brasil e o Flamengo


Depois eu falo de Londres. Hoje eu quero falar de futebol.

Falar do Flamengo.


Não. Não sou rubro-negro. Em que pese no primeiro Fla-Flu de minha vida, onde o Flu ganha, se me lembro de 3 ou 4, eu, ao lado de toda diretoria do Flu, tive a ousadia de berrar "Mengo!". Mas não era flamenguismo, era ser do contra. Ser gauche.


Por ter crescido numa família Flaminense, nunca me senti apaixonado por nenhum time. Mas sim pelo futebol. E, pela história de cada time. De cada título. E o Flamengo que eu conheci. O Flamengo da história, não era o Flamengo do time genial do Zico e Cia que caminhava a frente dos demais. O Flamengo de verdade, da história, era um time que se superava. Era um time onde a torcida, a estrela. Não tinha os talentosos assombrosos de um Botafogo de Didi, Garrincha e Nilton Santos. Sim, que me desculpem os craques rubro-negros do passado, mas eles não eram gênios, Deuses assombrossos do futebol. Mas juntos pareciam times mágicos. Capazes de derrotar adversários mais fortes. E desta teoria surge a magia da camisa e frases feitas cabotinas como "Deixou chegar, agora é nossa...".


Assim eu vi o Flamengo. Onde a arrogância da torcida era compreendida porque ela sabe que faz a diferença. E como sabe. Só foram sempre vitoriosos com uma equipe superior apenas naquele momento dos anos 80. No mais era a equipe da superação. Capaz de fazer o mais fraco vencer o mais forte. Mas sem apelar para um coitadismo. Pelo contrário, usar a força dos que querem a vitória. Foi assim na final de 92 e em diversos outros momentos de orfandade de talento como de um Zico ou de um Ronaldinho Gaúcho.


Assim eu vi o Flamengo. Um time de superação. Não de estrelas. De força de uma camisa. De contrariar matemáticos e teorias. E este ano de 2011, entendam, o Vasco é o Flamengo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tá tudo errado, porra*

Não vou falar da quantidade de sandices e erros do caso Bruno. Não vou falar da sordidez dos detalhes cruéis do caso. Depois de tudo o que já foi falado e supostamente apurado. Choca a imbecilidade dos envolvidos tanto quanto a monstruosidade. E fica barato para a sociedade colocar a culpa em um caso isolado, mas não é.

Eliza, segundo informações, se prostituiu antes de fazer 14 anos. Filha de um pai que engravidou a Tia- gerando um irmão/primo e foi condenado por pedofilia por atos contra uma criança de 9 anos. Eliza viu na sua juventude e beleza a única forma possível de sair da condição que a vida havia lhe colocado. A vida sempre lhe fora violenta. Até mesmo quando prestou queixa e não lhe deram chance. Não por estar dando queixa contra alguém famoso ou rico, mas pelo simples fato de ter uma vida não tão regrada. A violência desta vez, veio em forma de preconceito. E a imprensa que tinha dado cobertura ao fato foi acusada de querer "desestabilizar o Flamengo". A nova moda é culpar a imprensa.

Do outro lado um jovem, com uma origem bem parecida com a de Eliza. Mas que havia conseguido, aparentemente, superar os obstáculos. Ganhava mais de 200 mil reais por mês, ídolo do principal time de futebol do Brasil, cavando uma transferência para o Milan na Italia. Sonhando em ser o goleiro e capitão da Seleção de 2014. Mas vale lembrar, embora parecesse, Bruno não havia superado os mesmos problemas que ele e Eliza tinham: a origem e a falta de família. Falta de estrutura, no sentido máximo desta palavra.

Sempre parece moralista a palavra família. Mas não é. Ela é a organização primária por onde aprendemos o certo e o errado. O primeiro contato com o "certo e errado".E Eliza teve que aprender que seu corpo era tudo o que ela tinha. Tal qual os lutadores dos primórdios do boxe. Apenas o corpo. E Bruno idem. A diferença era a remuneração.

Quando uma menina, filha de um pai condenado por pedofilia e um rapaz que a mãe tentou matar uma mulher se juntam, descobrimos uma mistura explosiva. De falta de valores, de uma formação mal forjada, dos dois lados. A diferença é que a menina era apenas uma aspirante a modelo e atriz e o rapaz era goleiro campeão brasileiro. O Capitão do time. O cara que levantou a Taça. O Flamengo e a Olympikus não podem se eximir de sua parcela. Ele assmiu publicamente que era "normal das umas porradas na mulher" e continuou com a braçadeira de capitão do Flamengo. (Onde, diga-se de passagem, o Presidente é uma mulher.) Era mais que um funcionário, era a imagem do Clube que dava o salvo conduto para Bruno agir da forma que agiu.

Estamos no século XXI, as mulheres lutaram para conseguir seu espaço. Debatemos clonagem, célula tronco, vamos a Lua, mas não podemos acabar com casos isolados de mulheres que vejam no seu corpo ou na chance de engravidar uma opção. Mas podemos evitar sim que este seja um pensamento vigente. Da mesma forma que a Sociedade tenta condenar Eliza, absolve e exalta as "Elizas" que foram bem sucedidas no "Golpe da Barriga". Algumas estão na TV e são celebridades. Também não vamos acabar com a violência contra a mulher ou contra o mais fraco apenas por decreto e de sopetão, mas podemos tirar este pensamento como aceitável ou tolerável na ordem do dia.

Seria muito mais confortável afirmar que é um caso isolado. Mas não é. As atrocidades são cometidas por uma sociedade que fomenta o surgimento de "Elizas" e os "Brunos". No caso em questão apenas juntaram todos os pontos. E quase tão violento quanto o show de horrores cometidos pelo Goleiro Monstro e seus amigos é a contemplação da sociedade pela falta de valores verdadeiros. Pode não ser tão emblemático quanto fatiar uma mulher, mas é tão cruel quanto.



* "Tá tudo errado, porra." É uma frase clássica do Paulo Cesar Pereio

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Campeonato Brasileiro e os times do Rio

Não vou torcer nunca contra um time do Rio. Meu carioquismo, que nunca é bairrismo, pois cariocas não são bairristas, já que nós traduzimos um Brasil inteiro aqui. Como disse temos cariocas paulistas, cariocas argentinos, cariocas portugueses. Para ser carioca você não precisa negar sua origem. Bem, depois de 17 anos, o time que traduz um País, sim existem equipes que são emblemáticas e traduzem um País. E o Flamengo traduz o Brasil. Com seus contrastes. O Flamengo é a maior torcida na elite e na favela. Por mais que o Fluminense tenha sua aura elitizada, o Botafogo sua tradicional boêmia e vocação para a dor de cotovelo intelectualizada e o Vasco seja o verdadeiro time do povo, o Flamengo consegue ter tudo isto misturado. Sem um rótulo definido. Sim, os times do Rio são os verdadeiros times do Brasil.E isto se deve a Ari Barroso- o autor da Aquarela do Brasil, nosso Hino não formal e radialista, que com a Rádio Nacional transmitia os jogos para todo Brasil. Embora a tv atual, a força econômica dos anunciantes levem o Brasil a uma recente paulistização, incluindo no crescimento das torcidas, o Brasil fica mais leve, mais colorido, mais alegre, quando fica mais carioca. Inclusive no futebol. Boa Sorte Rio.


Footbal in Rio
I will not ever "cheer" against a team from Rio. My "Carioquice", which is never localism, because Rio is not localist, as we translate a whole of Brazil here. We have cariocas from Argentina, cariocas from São Paulo, cariocas from Great Britain. To be carioca you don't need deny their origin.

After 17 years, the football team that represents a country, can be National Champion. Yes there are teams that are iconic and reflect a country and Flamengo represents Brazil. With brazilian contrasts. Flamengo is the largest fan in the elite and the slum. As much as Fluminense has its elitist aura-like a english Chelsea, Botafogo its traditional bohemian and intellectualized and Vasco the real time of the poors. Flamengo have it all mixed. Without a label set. Yes, the teams of Rio are the real national of Brazil. Have supportres in all Brazil. One man is the author of great coverture of cariocas teams : Ari Barroso, the author of "Aquarela do Brasil", our anthem is not formal anthem, but when the first sound, and you said: "Brazil". Ari Barroso was radio speaker in the 50's. and Radio Nacional and transmited whole Brazilian territoire. So the Rio teams were national teams. Now, with the economic power of companies based in São Paulo and the advertising power, we live a "paulistização". Economic and natural for the power of money. And some teams of Sao Paulo become national teams. But, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco ever national teams. With fans all over Brazil. Rio, in the heart of Brazil.
Good Luck, Rio.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Semana do Dirigente esportivo - Marcio Braga


Depois de Nuzman e Eurico : Marcio Braga
A declaração do Presidente do Flamengo foi inoportuna. 
Mais inoportuna que seu visual quase andrógino, estranho para qualquer ser, quanto mais para um "homem"(sic) octagenário. 
Garantir o título no tom de bravata é engraçado na boca de um jogador, é patético vindo de um treinador e imbecilmente inaceitável para um dirigente. 

Calado. Você foi um dos responsáveis pela eliminação precoce do Flamengo na Libertadores na noite de Adeus ao Joel e a Libertadores.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Imprevistos Previstos 2


Começa o jogo. Sem bancar o "Profeta do Passado", comento: "O Flamengo está se comportando como amistoso. Vai se dar mal."
Não esperava a eliminação, mas a derrota, dava como certa. Muitos dirigentes. Muitos sorrisos. Muitas placas. Taças. Pouco ciso. Ninguém com determinação e um aspecto que já estava certa a vaga. Parecia jogo de entrega de faixas.


Os Deuses do futebol não perdoam a soberba.


Resultado: eliminado numa noite de gala do Vasco, após a noite de classificação do Tricolor na Libertadores.
Um dor rubro-negra que ninguém cala. E um choro do goleiro Bruno, digno de um botafoguense.