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domingo, 17 de outubro de 2010

Vá ao Engenhão, mas não me chame

Nos anos 80/90 tinha uma camiseta "Vá ao Teatro". O pessoal do Casseta&Planeta, na época eles eram engraçados-acredite, fez a paródia: "Vá ao Teatro, mas não me chame". Hoje o Engenhão desperta este mesmo sentimento. Vá, mas não me chame.
Não o culpe. O Estádio não é ruim.

Vi jogos de futebol em diversas partes do planeta. E volto a repetir. O Engenhão é um bom estádio, assim como Maria Rita é uma boa cantora, apenas são desprovidos de alma.

Já tive camarote no Maracanã, era um suplício para conseguir atender as demandas e os pedidos. No Engenhão, parece fácil. O carioca prefere ver em casa o jogo. Fiquei pensando nos motivos. O que faz o carioca amar o ir ao Maraca e desprezar o Estádio que a prefeitura cedeu com carinho ao Botafogo.

O Estádio não é ruim. A localização é próxima de toda a Cidade. Mas ainda assim o carioca não gosta. Nada muito difícil de entender quando se vê que não "venderam" o estádio para Cidade. Nem no "gueto" botafoguense, que amava o Caio Martins, em Niterói, com a intensidade de um botafoguense-poucas coisas no mundo podem ser tão intensas quanto um botafoguense. Eles tem a idiotia da paixão extremada e caricata, mas até para eles, que atravessavam a Ponte com o amor de um corno ouvinte de música sertaneja, até para eles, parece que o Engenhão não empolga.

Sugiro que a FFERJ(Federação de Futebol do Rio de Janeiro) urgentemente se reúna com a Prefeitura, com o Botafogo e com o Governo Estadual para fazer uma campanha gigante sobre o hábito de ir ao Engenhão. Não vai pegar do dia para noite. Nem deve ser algo similar a um estupro. Mas aos poucos vender o Estádio para os cariocas. Fazer com que os cariocas se sintam em casa no Estádio. Fazer com que seja um programa. Dinamizar as areas externas, combinar com as pessoas em um "novo Belini", e o mais simples sinalizar a Cidade para as pessoas verem como o Estádio é próximo, é fácil e sobretudo, que ele é carioca.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Campeonato Brasileiro e os times do Rio

Não vou torcer nunca contra um time do Rio. Meu carioquismo, que nunca é bairrismo, pois cariocas não são bairristas, já que nós traduzimos um Brasil inteiro aqui. Como disse temos cariocas paulistas, cariocas argentinos, cariocas portugueses. Para ser carioca você não precisa negar sua origem. Bem, depois de 17 anos, o time que traduz um País, sim existem equipes que são emblemáticas e traduzem um País. E o Flamengo traduz o Brasil. Com seus contrastes. O Flamengo é a maior torcida na elite e na favela. Por mais que o Fluminense tenha sua aura elitizada, o Botafogo sua tradicional boêmia e vocação para a dor de cotovelo intelectualizada e o Vasco seja o verdadeiro time do povo, o Flamengo consegue ter tudo isto misturado. Sem um rótulo definido. Sim, os times do Rio são os verdadeiros times do Brasil.E isto se deve a Ari Barroso- o autor da Aquarela do Brasil, nosso Hino não formal e radialista, que com a Rádio Nacional transmitia os jogos para todo Brasil. Embora a tv atual, a força econômica dos anunciantes levem o Brasil a uma recente paulistização, incluindo no crescimento das torcidas, o Brasil fica mais leve, mais colorido, mais alegre, quando fica mais carioca. Inclusive no futebol. Boa Sorte Rio.


Footbal in Rio
I will not ever "cheer" against a team from Rio. My "Carioquice", which is never localism, because Rio is not localist, as we translate a whole of Brazil here. We have cariocas from Argentina, cariocas from São Paulo, cariocas from Great Britain. To be carioca you don't need deny their origin.

After 17 years, the football team that represents a country, can be National Champion. Yes there are teams that are iconic and reflect a country and Flamengo represents Brazil. With brazilian contrasts. Flamengo is the largest fan in the elite and the slum. As much as Fluminense has its elitist aura-like a english Chelsea, Botafogo its traditional bohemian and intellectualized and Vasco the real time of the poors. Flamengo have it all mixed. Without a label set. Yes, the teams of Rio are the real national of Brazil. Have supportres in all Brazil. One man is the author of great coverture of cariocas teams : Ari Barroso, the author of "Aquarela do Brasil", our anthem is not formal anthem, but when the first sound, and you said: "Brazil". Ari Barroso was radio speaker in the 50's. and Radio Nacional and transmited whole Brazilian territoire. So the Rio teams were national teams. Now, with the economic power of companies based in São Paulo and the advertising power, we live a "paulistização". Economic and natural for the power of money. And some teams of Sao Paulo become national teams. But, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco ever national teams. With fans all over Brazil. Rio, in the heart of Brazil.
Good Luck, Rio.