Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tijolinho

Eleitor Carioca

Quando o Segundo Turno chegou, diferente de muita gente, eu comemorei. O carioca havia feito seu "voto político" e faria um Segundo Turno Técnico entre duas propostas diferentes. Ambas inclusivas. Independente do pensamento econômico que dá o norte a cada candidato. Mas como bandeira, ambos chegaram ao Segundo Turno por representarem novas caras ao poder, novas lideranças e UMA NOVA FORMA DE FAZER POLÍTICA.

E como num passe de mágica, tivemos um retrocesso. 

-Não falamos de Programas. 
-Não falamos como cada um dos candidatos vai falar com as EMPRESAS DE ONIBUS.
-Não falamos da Prefeitura e as Empreiteiras
-Não falamos como vai ser a relação da Prefeitura com as OS.
-Não falamos como vai se cuidar, se ocupar o "Legado Olímpico" de concreto.
-Não falamos de Educação - de qualidade - o papo saiu dos trilhos e resolvemos debater se o menino deve ou não usar saia.

Então, sou obrigado a entender que no fundo, o que o eleitor carioca gosta e quer é a forma velha da política. Esquecemos o principal neste segundo turno. Ficamos no FLA-FLU da preferência e da rejeição. Usando todos os nossos arquétipos básicos, preconceitos, estereótipos, sofismas e com isto parece que era o que queríamos, pois aí as Redes Sociais se inflamaram. No que existia de pior nos candidatos e em nós mesmos.

(Se alguém me perguntar quem inflamou, pela lógica não seria o candidato com 30 pontos de vantagem, né? Feio. Muito feio.)

Com este ausência de debate sabe quem ganhou?
As empresas de ônibus. As empreiteiras. As OS. Os velhos fornecedores de sempre.
Sabe quem perdeu?
O CARIOCA.






domingo, 18 de maio de 2014

Maracanã, Maracazzo, Romário, Neymar, Uruguai e outros gols

O Maracanã nunca foi de bom agouro para a Seleção Brasileira. Pairava a derrota de 1950 e um jogo contra a União Soviética e Inglaterra. Duas derrotas que assisti.
Nas duas únicas conquistas que estive presente, o protagonista : Romário.

Romário conquistou algo que a geração de Pelé não conseguiu. Uma Copa América. E eu estava lá.

Depois, num momento crítico da Seleção Brasileira, foi ele que fez os Gols que levaram o Brasil a Copa do Tetra. Esta que foi a maior atuação individual que vi no Maracanã. (Também vi os 3 gols de Zico no retorno. Mas não vi Julio Botelho.)

Por estas e outras que se existe alguém para "dar exemplo" para o Neymar fazer história no Maracanã, pode anotar que o nome dele é Romário.

Romário o homem que exorcizou o fantasma do Maracanã para Seleção Brasileira, o Maracanazzo.
(E de quebra transformou o Uruguai numa Seleção Simpática, no segundo time de muitos brasileiros.)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Manifestações

Pense uma coisa: De sopetão tudo o que você acredita pode ruir. Sim, as manifestações recentes das ruas mostraram um novo paradigma. O qual a atual classe política, distante do povo, por ler apenas o que quer ler nas pesquisas, esquecendo a entrelinha, esquecendo o contato popular, pois bem, este político alçado a categoria de pop star, onde um staff de cabos eleitorais funcionam como um voto indireto, este político que ao ser eleito se comportou como um “novo rico do ego”, este mundo do Centro Social, óbulo, cabo eleitoral, influenciador de voto...este esquema vicioso, simplório pode estar para acabar...

O povo foi pra rua. Cantou o hino. Protestou. Ganhou a Copa. Comemorou. E continuou protestando. Viu como já mudou? Não basta mais o pão e circo. Tem que ter pão, circo e algo mais. O Brasil ganhou um Torneio com autoridade sobre o time mais badalado. Se em momentos anteriores isto bastava e o povo estava silenciado. Agora se pediu algo mais.  O algo mais  é Transparência.

Então alegar que os vândalos pertencem a este ou aquele grupo político é um erro. Já dá para categorizar o tipo de os tipos de “vândalos”.

Revoltado Politizado Ataca prédios públicos e instituições que representem opressão ou poder econômico. São difusos de serem identifiados, pois trabalham com emoção. Podem estar vestidos como quem saiu do estágio. Não costumam a ter figurino pré definido.
Grau de perigo para a sociedade: Baixo.

Revoltado sem causa Ataca prédios públicos, privados, conflita com a polícia. A manifestação é válvula de escape. Como um futebol. Podem estar agrupados em ordem ou lobos solitários que se agrupam, sem uma hierarquia pré definida. São facilmente identificáveis nas manifestações.
Grau de perigo para a sociedade: Médio.

Vândalo Pragmático O objetivo do caos é estabelecido.Pode ser para desmobilizar. Pode ser plantado, não por este ou aquele governo, mas sim de forma orgânica pela atual estrutura de poder com o objetivo de auto preservação por não conseguir compreender o momento atual. Em geral estão organizados. Tem alguma hierarquia. São facilmente identificáveis. Incluindo figurino antes mesmo de cobrirem rostos. Podem sim estar sendo fomentados por grupos oportunistas. Podem ser que acreditem numa ideologia extremada e estejam sendo usados por aqueles que precisam deles para ter um tempo para pensar e tentar compreender o momento.
Grau de perigo para a sociedade: Altíssimo.

Saquedor Nada mais do que um ladrão. Aproveitando o momento de inquietação, se aproveita. Não tem causa política ou motivação mobilizatória. Aliado a válvula de escape, baixo freio moral, é ladrão. Tal qual a frase, ocasião faz o ladrão.
Grau de perigo para a sociedade: Médio/Alto

quinta-feira, 28 de março de 2013

Imagem do Brasil no Mundo

Em breve apresentarei um painel mundial de pesquisa  com formadores de opinião sobre a imagem do Rio de Janeiro e do Brasil. Neste ano de inquietante agenda de malas pelo mundo, um trabalho gratificante. E a certeza de que estamos saindo do local meramente exótico para um País moderno e ator no cenário global.  A imagem , a percepção e a realidade.



Um exemplo, olhem o chá, da sempre "up to date",  David´s Tea, que cria uma nova forma para beber chás e infusões, sabor : Brazillionaire....
Parece que lá fora nossa imagem é melhor que com nós mesmos.

Estamos na esquina do Mundo. Vale notar e aproveitar o momento.

Brazilionaire.


Medium caffeine
Have you heard tales of the wealthy Brazilian eccentric? According to local stories, he was completely obsessed with Brazil nuts, the source of his fortune. He insisted on having them in every meal – even his afternoon tea! Was it needless decadence, or a stroke of genius? You’ll have to taste it yourself to decide. This fabulously opulent blend combines black tea with whole Brazil nuts, raisins and coconut. Trust us – it tastes like a million bucks.


http://www.davidstea.com/brazillionaire?&TF=9D4F560478B9&DEID=

sábado, 22 de dezembro de 2012

Rio de Janeiro. Foto retrospectiva 2012 pelo telefone

Fotos pelo telefone. 
Pics from mobile.
Ilhas Cagarras.
Copacabana.

Pão de Açucar.

Lagoa Rodrigo de Freitas.

Copacabana.

Dois Irmãos, Leblon.

Ipanema.

Corcovado, Humaitá.

Aterro do Flamengo.

Morro do Alemão.

Arpoador.

Colombo.

Copacabana.

Calçadão Copacabana.

Leblon.

Leme.
Ipanema
Jardim Botânico




domingo, 25 de novembro de 2012

Contra a injustiça em defesa do Rio - Veta, Dilma


Amo o Rio. Por saber que ele resume o Brasil. Mas este texto é apenas razão. E justiça. Não tem paixão.

Royalties não são "parte da riqueza",  São compensatórios. O petróleo não é uma riqueza ou energia limpa. Ele é sujo e perigoso. Ele demanda uma série de investimentos nas suas proximidades. Petróleo é "o excremento do Diabo".  Como bem disse Juan Pablo Pérez Alfonso. Venezuelano, pioneiro da fundação da OPEP.

Agora que já compreendemos a questão dos royalties. Eles indenizam o que o petróleo estraga. Não se trata de "dividir a riqueza" do Petróleo. O mesmo já é dividido. A Federação fica com a maior parte, que ela reverte para todo o Brasil. Ou deveria reverter. O Rio não é o menino rico que não quer dividir seus brinquedos. Já dividimos. E temos prazer e vontade de ver outros Estados tendo ciclos positivos como o que o Rio de Janeiro vive. Não queremos ser uma Ilha da Fantasia no meio do Brasil. Estamos juntos. E misturados. Mas, Royalties indenizam o estrago da extração do petróleo. Qualquer coisa diferente disto é demagogia.

Outro ponto. O Rio de Janeiro. Povo e bancada. Em momento algum se colocou contra outros Estados. Na partilha das riquezas do Pré Sal e futuras, houve a sinalização de buscar um novo entendimento. O que o Rio clama é para que NÃO SE MUDE AS REGRAS DO JOGO NO MEIO DO JOGO. Esta emenda é quase que um golpe populista, jogando os demais Estados contra Rio e Espírito Santo. Mudar regras do jogo no meio do jogo é golpe. Golpeia a credibilidade na segurança jurídica estabelecida no País.

Por isto, amanhã é dia de ir para as ruas. Se isto vai sensibilizar a Presidenta Dilma, sinceramente, pouco importa. O que vale aqui é mostrar a mobilização. Uma causa justa. Como o Rio de Janeiro foi em momentos de luta pela democracia. E por esta mesma democracia, de valer a Constituição lá estaremos. 

É pela Constituição. Por Justiça. E, fundamentalmente, pela democracia que estaremos retornando.
Contra a injustiça em defesa do Rio.
Em defesa da Constituição.
Em defesa da Democracia.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Por do Sol em Ipanema/ Sunset

Rio de Janeiro as 19h05min. 
Rio de Janeiro, 7PM DST

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Como os americanos estão nos vendo

Por trabalho andanças. E a certeza de ver que os gringos já estão vendo este Brasil novo. Que não é mais apenas "exótico". No Texas, Deus, no Texas, que vinte anos antes era comum não saberem a diferença entre Brasil e Austrália, fato comprovado. Num show ouvimos que o Rio de Janeiro é a esquina do mundo. Em outro uma vendedora comenta "meu Pai ia muito a Taiwan, agora tem ido ao Rio e São Paulo para negócios". Frases como "Brasil, Rio de Janeiro, Olympic Summer Games..."
Miami, Dallas e Nova York. Trabalhando duro e divulgando o Rio de Janeiro.
Pois bem nestas andanças, apresentando o turismo não apenas na ótica de lindas fotos panorâmicas, mas sim de fatos panorâmicos como o Morro do Alemão ou as intervenções por todo o Estado. Passando para os americanos segurança. Mostrando que estamos "working in progress" para a construção de um País rico, sem miséria. Um País classe média.
E o prazer de na Madison, poder brincar com que estamos trabalhando tanto, com cursos de capacitação, que quem sabe nos Jogos Olímpicos nossos taxistas estejam falando melhor inglês que os taxistas de Nova York.

Uma vista clichet.



Um shot de imagem do Sbarro. Meu trash querido.



Podem falar o que quiserem do Romero Britto. O cara é o maior designer brasileiro. Se você quiser ignora-lo como artista plástico, veja o mesmo como o maior artista gráfico, designer, de todos os tempos do Brasil, ainda que seja ele um artista de Miami.


O prazer de dormir com este visual.


MadMan. Yes, I am. In fact. Você nunca foge do seu destino. Ele sempre te encontra. 




domingo, 30 de setembro de 2012

Um Rio para se ver e viver

Ontem acompanhamos 30 jornalistas estrangeiros numa visita ao Morro do Alemão. Todos ficaram encantados com a história da ocupação, com a fórmula da UPP e com a nossa conquista de espaço e territórios. E, é claro, com a vista.
Um dica, vale o passeio. Vale ver o Rio por um novo ângulo.
Ver que a dignidade vem sendo resgatada.
Ver que territórios antes inimagináveis, hoje a população tem acesso.
Carioca, visite o Morro do Alemão. Os turistas já estão fazendo isto antes de quem mora e vive por aqui.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sem ufanismo, o momento é nosso


Apresentação do Estado da Bahia como Sede da Copa no Projeto Goal to Brasil em Paris
Fui criado desde cedo aprendendo a respeitar todas as culturas. Esta bênção de ser brasileiro e ser ninado ou com "Over the Rainbow"  ou "Meu Pai Oxalá". Esta mistura que a classe média obtusa brasileira se envergonhava, é um dos diferenciais do Brasil.

Com esta visão de que não existem culturas superiores, mas sim diferentes eu fui criado. E assim permaneci. Em tempos de globalização com o Euro, sim pois sou do tempo de viajar pela Europa com Escudo, Peso, Franco, Marco, Dracma, Lira...(Ah, da Lira eu sinto falta, aqueles bilhetes com muitos números e coloridos, divertida como a Itália.) Bem, nestes hábitos de velho, ainda mantenho alguns. Exemplo: meu porta moeda de viagem é uma caixinha redonda de filme. Será que alguém ainda se lembra da caixa de filme , película para máquina fotográfica?  (Que se torna uma raridade, pois hoje é tudo digital) Aquele hábito carioca de tirar fotos e mandar fazer o "contatão" das em branco e preto no Honório em Ipanema. Saudosismo a parte, o Rio de Janeiro vive um momento único.

Conversei com uma boa quantidade de jornalistas. A proposta da UPP foi algo realmente que funcionou de prático e de imagem. E segurança é sim um problema também de percepção. Por mais que em diversos momentos a imprensa tenha confundido desejo com realidade,  a filosofia UPP foi um dos maiores acertos ocorridos neste País nos últimos 50 anos. E com inclusão social vem o mercado consumidor. E eu vejo os amigos mais esquerdistas vendo índices de consumo como indicador social. O que é benéfico. O Brasil é um mercado gigante potencial. E assim estamos sendo vistos pelo Mundo.

O que faz o Brasil despertar este desejo não é o dinheiro do Eike Batista. Não é o dinheiro dos nossos milionários, não é a riqueza do Pré Sal, não é a Petrobras, mas sim um mercado potencial enorme de pessoas comuns. Agregado ao charme, sim o charme do Rio. O Rio é  o destino da moda. Inegavelmente. Sempre na torcida para que este crescimento seja estruturante e que ajude a romper as ainda existentes barreiras da desigualdade social e de problemas graves de infra estrutura. Não só para o Rio, mas para todo o Brasil. 

Mas falemos da França. Longe de falar mal da França, Dona Odette Gissy, minha professora de francês dos tempos de criança me daria uma bronca, já que ela me considerava um dos mais francófanos de seus alunos por conhecer Rabelais e Moliére. Mesmo que Paris tenha se tornado um destino tão óbvio, uma espécie de Disney para quem quer dizer que foi a Europa, ainda assim, Paris tem seu charme e como disse no início que temos que compreender culturas, assim entender que a falta de apreço pelo banho dos franceses vem da mentalidade rural desta País. (Sempre falava isto e encontrei em Paris uma brasileira residente que divide a mesma opinião).Um país que teve seu peso agrícola muito forte, e ainda tem, vide as lideranças anti trangênicos dos pequenos produtores que fazem uma grande luta, e que tem meu apoio. Assim eles não tem o hábito e o gosto que nós, um pouco índios que somos, temos pelos dois banhos diários. Mas vamos falar uma verdade, eles são piores de filas que nós brasileiros. 

Falando especificamente de Paris. Por ocasião da Rio+20 a imprensa criticava a falta de quartos de hotéis no Rio, pois bem, eles estavam fazendo falta em Paris. Com alta nos preços. Em pesquisa realizada pela FSB foi comentado os problemas de internet no Rio, pois os mesmos problemas aconteceram em Paris por ocasião simultânea de 3 eventos que juntos não davam nem um terço da dimensão de um Encontro como a Rio+20. Mas nós brasileiros herdamos dos nossos ancentrais portugueses o excesso de senso crítico com nós mesmos. E preferimos achar que o errado só acontece no Brasil.

E antes que falem se estamos preparados para organizar grandes eventos, bem, todos os anos realizamos o maior Carnaval do Mundo. Então somos vocacionados para grandes eventos no nosso DNA. Não é ufanismo, é fato.

sábado, 15 de setembro de 2012

Naturalidade de nascença + carioca

Cariocas podem ser de Buenos Aires, Madrid, Milão, Berlin e até do Rio de Janeiro. O carioquismo é naturalmente aceito e assimila outras naturalidades. Se existe bi-nacionalidade, o Rio de Janeiro criou a bi-naturalidade.

Rio de Janeiro

Globetrotter por ofício e prazer, fica certeza inequívoca, "Amar o Rio sobre todas as Cidades" não é uma Lei ou Mandamento, é uma simples questão de bom senso.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Embaixadores do Rio

Existem dois caras que globalizaram o Rio, antes do Rio estar na "Ordem do dia" mundial. O britânico Ronald Biggs, sim,  o "Ladrão do Trem Pagador" colocou o Rio de Janeiro no mapa. Tive o prazer de conhecer a figura pessoalmente em Santa Tereza, e ele esbanjava simpatia e carinho pelo Rio. Biggs colocou o Rio como "roteiro idílico". Ou, ao menos, como "rota de fuga".
O outro que já mostrou o Rio globalizado, desta vez o "estilo Lapa"  para o mundo, foi Mano Chao. Morou por aqui. Bebeu em botequim da Gomes Freire, andava de noite pela Lapa e mostrou este jeito brasileiro para o mundo. Este jeito "Lapa" de ser.
Foram embaixadores do Rio que hoje o mundo vê.
Este Rio de Janeiro que os Jogos Olímpicos colocaram definitivamente no mapa.
Obrigado, Mano Chao.
Obrigado, Ronald Biggs.

domingo, 1 de julho de 2012

Domingo Retrô


Domingo meio "retrô". Parecia o Rio da minha infância. Guloseimas e bicicleta. A Cidade estava feliz. Aromas. Temperatura. Tudo na mais perfeita perfeição. Até mais vazio o Rio parecia estar. 

Ao estudar matérias do primeiro grau, lembrei dos meus domingos de infância. De ir na SHB ou Maracanã. Depois arrumar a mochila para a segunda. Ver os gols do Fantástico e "Chumbo Grosso", na verdade, "Hill Street Blues". Era o Rio dos anos 80. Só faltavam pessoas vestidas de Company, pois de Elle et Lui eu até vi.

O Rio agora recebe o título da Unesco de "Paisagem Cultural". Muito justo. Nosso continente é jovem. Interessante é que o Rio é como um "tronco de árvore", você encontra detalhes da história do continente marcado em nossa história. Todas as fases que o continente e que o Brasil passaram, do descobrimento, primeiras colônias, invasões francesas...até os dias de hoje. Todos os ciclos e/ou momentos de convulsão passaram pelo Rio. Somos o resumo deste País. Isto não é bairrismo por um simples fato. Aqui todo brasileiro pode se sentir em casa. Pois o Rio é construído pelos cariocas de todas as partes do Brasil e do mundo. Desde o século XVI.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Leblon - Uma Ilha

O Leblon é uma Ilha. A constatação não é minha. Ouvi pela primeira vez, ainda criança, do João Saldanha. E ele falava? "Qual a definição de Ilha? Não é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados? Então?" 
Aí você para um minuto e pensa:
Na frente o Oceano Atlântico.
Ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas.
A Leste o Canal do Jardim de Alah. 
A Oeste o Canal da Visconde de Albuquerque.


Faz sentido.




quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro consegue ser europeu e africano ao mesmo tempo. Isto faz esta Cidade única. Uma eterna Corte. Tropical e despretensiosa. Ser africana e caucasiana ao mesmo tempo. É mais do que ser mestiça. É ser múltipla. Apaixonante.

Pedalar no Rio com chuva. Pedalada noturna


Num dia de grande evento na Cidade, onde boa parte das comitivas parece estar curtindo mais o RioSul que o RioCentro, digo que a Cidade está maravilhosa. Em todos os sentidos. No sensorial. Aromas, por exemplo.

A chuva, providencial, protegendo os visitantes da praga nossa de todos os dias, dengue. E a Cidade num colorido que parece a ONU com um quadro do Zorra Total a julgar pela variedade dos trajes e cores.

E numa noite de chuva, após o brilho na tarde - sim em função do fuso do outro lado do Atlântico, após o brilho vespertino do Ronaldo lusitano, uma vitória épica que parece querer redimir uma geração que teve no seu início, seu ápice. A vitória sobre o Brasil no Sub 20 da FIFA de 1991 com o velho estádio dos encarnados lotado como no passado. Pois o português, que tem alguma coisa de Michael Jackson, pelo pop, pela genialidade, pelo desejo midiático. Pois Cristiano Ronaldo  é bom de bola. E decisivo. Ao menos até agora foi. E Portugal vem oferecendo  uma superação coletiva, um amor pela bola e a presença do talento individual decisivo. Chamando para si a responsabilidade. O título, se vier, é um detalhe. Mas parece que ficará em boas mãos caso vá para Lisboa. Portugal, pelo histórico nos últimos 10 anos, está entre os grandes do futebol. E EuroCopa é uma festa. Das que eu mais curto. E pelo prazer presencial nem a Copa do Mundo chega perto. A proximidade dos Países na Europa e a malha de transporte faz a festa das torcidas se deslocando.

Um "Bansky Tabajara" em Ipanema.

Quiosques Aromáticos. Flores. Caril/Curry. Chuva.Terra molhada. Praça Nossa Senhora da Paz.
Voltemos ao Rio com chuva. Pedalando, ao ver minha sombra, com capuz e a cesta na frente da magrela, a inevitável  lembrança da cena clássica de "ET". Mas sem Bicicletas Voadoras. Assim como a lembrança paternal, do "Parapluie de Cherbourg", mas sem Catherine Deneuve.

Pedalar na chuva resgata um prazer quase adolescente. Despretensioso. Completamente sem motivo. Sem razão ou responsabilidade. E pedalar na chuva, adulto com esta consciência é como terapia de regressão. Sem nostalgia. Sem paranóia. Sem dramas. Apenas relaxar. Aproveitar a chuva. Ver o mundo como uma pintura impressionista. Sentir o aroma da chuva, da terra molhada, mesclado com o aroma das flores dos quiosques da Praça Nossa Senhora da Paz. Ouvir os sons além do próprio Ipod. Ver a convivência harmoniosa de um samba, dos bons saindo de dentro do Bip Bip com direito a Alfredinho reclamando, com um Hendrix do lado de fora e um pagode rasteiro e popular. Aqual mistura que Copacabana sabe fazer. E fica um passeio completamente sensorial. Campo para todas as sinestesias de cores, sons e aromas.

O Rio com chuva fica perfeito. Quem não nota é por falta de sensibilidade. Ou por ser um chato. Pedalando é como se sentir com 15 anos. Sem para isto ser completamente ridículo. Apenas o limite tolerável.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Rio de Janeiro



O Rio de Janeiro hoje estava um cenário. Presente de Natal.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Rio naturalmente cenário

O "Bar mais europeu da publicidade mundial", fica no Rio de Janeiro. A Confeitaria Colombo. Cenário deste filme da Stella Artois. Uma marca que aprendeu a fazer a transição da publicidade para o entretenimento.
Confeitaria Colombo.
Rua Gonçalves Dias 32, Centro. Rio de Janeiro

sábado, 30 de abril de 2011

Sábado no Rio


Chocolate e atualizar o blog sentado num café. Acompanhado de, óbvio, café.

Passei na praia que meu pai me ensinou a entoar um coro, de dentro do mar bravo, "A turma da areia é bicha..." mas isto faz tempo. Hoje em dia diriam que é bullying. Ou é homofobia. A nossa sociedade atual vive uma fobia. A fobia da sinceridade. A fobia da leveza.

Mas com esta leveza aprendi que o mar não deve ser temido. Deve ser respeitado.


Aproveito para limpar a memória do telefone, que estava com a foto da nota de 2 Dólares. A nota menos vista dos Estados Unidos. Para alguns quase que a foto do Sasquatch.(Um dos apelidos que tive na infância)



E os olhos intrigantes das paredes do Leblon.

Aproveito cada segundo de Rio de Janeiro.