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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Setor de Feiras e os novos paradigmas

"Certos ódios honram mais que a solidariedade." Alvaro Lins

Abri este post com uma frase do Mencken brasileiro, Alvaro Lins.
Eu não entro no mérito se o jornalista Claudio Humberto foi usado como "boca de aluguel" ou acredita no que escreveu. Mas como homem de marketing digo: insano. O Mundo vem mudando. O segmento de Feiras, em todos os setores no Mundo, se repensa. Após a chegada diversos adventos tecnológicos de informação e a ampliação da plataforma de usuários finais com acesso a internet, temos um novo mundo. E a Embratur, com um trabalho vigoroso e virtuoso, procura o caminho certo deste Mundo Novo.

Não é "puxa saquismo" com a gestão Presidente da Embratur, Flavio Dino. Nem corporativismo. Nem alinhamento partidário ou político. Mas uma defesa coerente de quem pensa exatamente desta forma. É a coerência e o marketing que me fazem abrir este espaço.

Quanto ao que o Claudio Humberto disse, bem, o histórico do jornalista fala por si só. Mas querer antecipar um processo eleitoral atacando sem coerência um trabalho sério, não parece um ataque inteligente. Só aglutina mais em torno do nome do Flavio Dino.

Resposta de Flavio Dino ao Claudio Humberto:

“A EMBRATUR não diminuiu a presença do Brasil no mundo. Ao contrário, aumentamos o número de notícias, de ações e de eventos. Em 2012 realizamos uma atividade internacional POR DIA útil, atingindo todos os mercados prioritários. Prova da eficiência dessas ações está no fato de que em 2012 obtivemos os melhores números do turismo internacional da nossa história, no tocante aos 3 indicadores mais importantes: ingresso de turistas; ingresso de divisas e realização de eventos internacionais
Sobre a participação em feiras internacionais – um dos instrumentos de ação dos órgãos de promoção turística internacional – reduziremos em 2013 a presença em alguns eventos de baixa produtividade para priorizar eventos próprios do Brasil, a exemplo dos seminários GOAL TO BRASIL e das atividades que realizaremos na Copa das Confederações e na Jornada Mundial da Juventude. Algumas feiras internacionais perderam a importância que tiveram outrora, por mudanças de mercado e pelo crescente uso da internet. Vários países têm revisto sua participação em feiras, como França e Chile, entre outros.
Uma gestão eficiente e responsável não pode se manter presa aos paradigmas do passado, desperdiçando recursos públicos, apenas para agradar algumas poucas empresas.
Em 2013 vamos superar os recordes de 2012, confirmando a trajetória virtuosa do turismo no Brasil.
Sobre inverdades e agressões veiculadas em comentários derivados da cena eleitoral maranhense, prefiro nada dizer. Os fatos falam por si. No momento próprio, ou seja na campanha eleitoral de 2014, faremos os debates necessários, quando apresentarei indicadores do meu desempenho de funções nos TRÊS PODERES, em mais de 20 anos como servidor público”.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um pouco de Lisboa


Minhas aventuras na República Portuguesa.
Parodiando Miguel Esteves Cardoso.


Em Portugal, respondendo sobre Copa do Mundo. Pessoas ávidas por informações. Up to date em tudo, até na recente ocupação de Manguinhos. Vendo Felipão como um bom garoto propaganda de São Paulo. Num evento irretocável do Turismo de São Paulo, SeCopa, Ministério dos Esportes. Ministério do Turismo e Embratur.
E vendo estes lusitanos tão bem informados do Rio de Janeiro e do Brasil, temos uma certeza de algo muito forte unindo estes dois Países. E lusitanos pessimistas consigo mesmo e aparentemente esperançosos com este novo Brasil. Cientes disto. E nós estávamos lá explicando, falando, exibindo as nossas conquistas, nossos números.

E um pouco mais de visões de Lisboa

Claro que Lisboa é uma delícia por ser nostálgica,
ser do passado
ter um som de fado.

Mas Lisboa é uma delícia por ser moderna. Inventiva. Ah, lusitanos, se vocês conseguissem se ver e se vender como o que são. Lisboa teria a aura de Berlin. No LX Factory, que ambientaação de algo "wannabe nova york", mas deliciosa. E nem falo da pretensa modernidade do Parque das Nações e Estação Oriente. A LX Factory é imperdível. De dar vontade de laborar por lá. Ou de trazer projeto similar para cá.

http://www.lxfactory.com/PT/welcome/

http://www.lxfactory.com/PT/welcome/


E o fado bem relido. Moderno e ao mesmo tempo tradicional. Perfeito. Mariza.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sem ufanismo, o momento é nosso


Apresentação do Estado da Bahia como Sede da Copa no Projeto Goal to Brasil em Paris
Fui criado desde cedo aprendendo a respeitar todas as culturas. Esta bênção de ser brasileiro e ser ninado ou com "Over the Rainbow"  ou "Meu Pai Oxalá". Esta mistura que a classe média obtusa brasileira se envergonhava, é um dos diferenciais do Brasil.

Com esta visão de que não existem culturas superiores, mas sim diferentes eu fui criado. E assim permaneci. Em tempos de globalização com o Euro, sim pois sou do tempo de viajar pela Europa com Escudo, Peso, Franco, Marco, Dracma, Lira...(Ah, da Lira eu sinto falta, aqueles bilhetes com muitos números e coloridos, divertida como a Itália.) Bem, nestes hábitos de velho, ainda mantenho alguns. Exemplo: meu porta moeda de viagem é uma caixinha redonda de filme. Será que alguém ainda se lembra da caixa de filme , película para máquina fotográfica?  (Que se torna uma raridade, pois hoje é tudo digital) Aquele hábito carioca de tirar fotos e mandar fazer o "contatão" das em branco e preto no Honório em Ipanema. Saudosismo a parte, o Rio de Janeiro vive um momento único.

Conversei com uma boa quantidade de jornalistas. A proposta da UPP foi algo realmente que funcionou de prático e de imagem. E segurança é sim um problema também de percepção. Por mais que em diversos momentos a imprensa tenha confundido desejo com realidade,  a filosofia UPP foi um dos maiores acertos ocorridos neste País nos últimos 50 anos. E com inclusão social vem o mercado consumidor. E eu vejo os amigos mais esquerdistas vendo índices de consumo como indicador social. O que é benéfico. O Brasil é um mercado gigante potencial. E assim estamos sendo vistos pelo Mundo.

O que faz o Brasil despertar este desejo não é o dinheiro do Eike Batista. Não é o dinheiro dos nossos milionários, não é a riqueza do Pré Sal, não é a Petrobras, mas sim um mercado potencial enorme de pessoas comuns. Agregado ao charme, sim o charme do Rio. O Rio é  o destino da moda. Inegavelmente. Sempre na torcida para que este crescimento seja estruturante e que ajude a romper as ainda existentes barreiras da desigualdade social e de problemas graves de infra estrutura. Não só para o Rio, mas para todo o Brasil. 

Mas falemos da França. Longe de falar mal da França, Dona Odette Gissy, minha professora de francês dos tempos de criança me daria uma bronca, já que ela me considerava um dos mais francófanos de seus alunos por conhecer Rabelais e Moliére. Mesmo que Paris tenha se tornado um destino tão óbvio, uma espécie de Disney para quem quer dizer que foi a Europa, ainda assim, Paris tem seu charme e como disse no início que temos que compreender culturas, assim entender que a falta de apreço pelo banho dos franceses vem da mentalidade rural desta País. (Sempre falava isto e encontrei em Paris uma brasileira residente que divide a mesma opinião).Um país que teve seu peso agrícola muito forte, e ainda tem, vide as lideranças anti trangênicos dos pequenos produtores que fazem uma grande luta, e que tem meu apoio. Assim eles não tem o hábito e o gosto que nós, um pouco índios que somos, temos pelos dois banhos diários. Mas vamos falar uma verdade, eles são piores de filas que nós brasileiros. 

Falando especificamente de Paris. Por ocasião da Rio+20 a imprensa criticava a falta de quartos de hotéis no Rio, pois bem, eles estavam fazendo falta em Paris. Com alta nos preços. Em pesquisa realizada pela FSB foi comentado os problemas de internet no Rio, pois os mesmos problemas aconteceram em Paris por ocasião simultânea de 3 eventos que juntos não davam nem um terço da dimensão de um Encontro como a Rio+20. Mas nós brasileiros herdamos dos nossos ancentrais portugueses o excesso de senso crítico com nós mesmos. E preferimos achar que o errado só acontece no Brasil.

E antes que falem se estamos preparados para organizar grandes eventos, bem, todos os anos realizamos o maior Carnaval do Mundo. Então somos vocacionados para grandes eventos no nosso DNA. Não é ufanismo, é fato.