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domingo, 20 de março de 2016

Otélo Caçador e o momento atual

Houve um tempo e eu era moleque, havia no O Globo um Colunista. Na parte de Esportes (ainda não era "Caderno de Esportes", Caderno, só em momentos especiais) seu nome era Otélo Caçador. Na sua Coluna-  Penalty - tudo era assumidamente passional. O Flamengo, por exemplo, quase nunca perdia no seu "Placar Moral". Tudo era leve e descarado. Eis o nosso momento atual. Tudo está muito estranho. O equilíbrio parece não mais existir. A maior parte da imprensa e do que lemos de amigos, parece se comportar com a parcialidade do Otélo, porém sem aquela leveza característica. Ler ou conversar com alguém favorável ao Governo Federal, parece que tem a missão de lhe convencer do que não cabe convencimento. Ler ou conversar com alguém da oposição ao atual Governo Federal, vem na mesma outra missão panfletária de tentar lhe convencer do que não faz sentido. E o grave, quando você, concorda apenas em parte (pois poucas vezes os errados -dos dois lados- estiveram tão certos e errados ao mesmo tempo), você simplesmente "virou inimigo". Parece existir a necessidade de uma concordância de porteira fechada. Como se o maniqueísmo como única fonte de saber. Do Certo e do Errado. Como num "Mundo das Idéias". Estranho ver a sociedade que deveria amadurecer, ficar buscando entes externos para resolver seus problemas. Estranho ver que uma sociedade que poderia ter ficado mais justa e tolerante, ficar mais intolerante. Estamos em processo de retrocesso, amigos. Eis a necessidade do cuidado. 
Opinião divergente e diferente é salutar. Imposição não. E maniqueísmo quase sempre é burro. E sempre limitante.  
Fechando com o Otélo - havia o Diploma de Sofredor, quase sempre era zoando as outras torcidas que não a do Flamengo. Era interativo antes da palavra "interatividade" existir como definição na mídia. Você preenchia do seu jornal, recortava e entregava ao seu amigo. O Brasil está perdendo para a ignorância. Estamos perdendo o critério. Como o 7a1 que não termina. 


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Red Dawn

-Papai, eu quero ver Red Dawn.
-Filha, este filme foi da minha geração.
-Refilmaram, agora sem russos. 

-Daddy, I want to watch the movie Red Dawn.
-Little daughter, this movie was of my generation.
-Remade, now without Russians.


 In times of recycling. Everything back. 
 Em tempos de reciclagem, tudo volta.

domingo, 1 de julho de 2012

Domingo Retrô


Domingo meio "retrô". Parecia o Rio da minha infância. Guloseimas e bicicleta. A Cidade estava feliz. Aromas. Temperatura. Tudo na mais perfeita perfeição. Até mais vazio o Rio parecia estar. 

Ao estudar matérias do primeiro grau, lembrei dos meus domingos de infância. De ir na SHB ou Maracanã. Depois arrumar a mochila para a segunda. Ver os gols do Fantástico e "Chumbo Grosso", na verdade, "Hill Street Blues". Era o Rio dos anos 80. Só faltavam pessoas vestidas de Company, pois de Elle et Lui eu até vi.

O Rio agora recebe o título da Unesco de "Paisagem Cultural". Muito justo. Nosso continente é jovem. Interessante é que o Rio é como um "tronco de árvore", você encontra detalhes da história do continente marcado em nossa história. Todas as fases que o continente e que o Brasil passaram, do descobrimento, primeiras colônias, invasões francesas...até os dias de hoje. Todos os ciclos e/ou momentos de convulsão passaram pelo Rio. Somos o resumo deste País. Isto não é bairrismo por um simples fato. Aqui todo brasileiro pode se sentir em casa. Pois o Rio é construído pelos cariocas de todas as partes do Brasil e do mundo. Desde o século XVI.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Últim vôo do ônibus espacial

No clima de falar/escrever na primeira pessoa, eu que nunca quis ser astronauta - (que nunca consegui nem gostar de ficcção científica, sempre preferi ver e rever um documentário sobre futebol ou um de terror clássico ou mesmo uma comédia, a qualquer Star Wars ou similar). Eu que nunca joguei RPG, que nunca tive o menor saco para todos os filmes de ficção científica, incluindo "2001", que vi por obrigação. Todos os autores de ficcão científica, tirante Julio Verne, Lovercraft e HG Wells, achava e ainda acho um saco. Quase tão chato quanto Senhor dos Anéis. Pois bem eu que nunca quis ser astronauta. Que sempre fui terrestre e terráqueo. Fiquei triste com o último vôo do ônibus espacial. Quase deprimido.

http://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/main/index.html

O ônibus espacial era a visão romântica de futuro de minha geração. Uma visão do passado para o futuro que não virou presente. Até mesmo os que nunca pensaram em ir a Cabo Canaveral viveram isto. Nós que crescemos nos anos 80, vendo filmes do Stallone e do Schwarzenegger, ok, alguns do Chuck Norris e revendo Ferris Buellers. Nós que vievmos esta época de cabelos cafonas, que tivemos o disco LP Thriller do Michael Jackson, crescemos tendo a Nasa como referência de "alta tecnologia" aplicada e exemplificada para todo e qualquer idiota. Ainda não tinha a Super Interessante nas bancas, nem a internet para pesquisar e dar substância ao curioso e chato. O ônibus espacial era aquela coisa mais popular na exploração do espaço. O próprio nome nos dá uma idéia cotidiana, ao nosso lado. "Ônibus". Vou fazer o sinal no ponto e vou a Lua e volto.


Então ver o último vôo, certificar que as Utopias de parecem ter acabado, que Che Guevara hoje é tão pop quanto uma Coca-Cola, que o Muro caiu tem mais de 20 anos, que a "corrida espacial não faz mais o menor sentido". Ver tudo isto dá uma sensação de ter uma história vivida por mim e pela história. Como se desse para sentir-se parte integrante de um processo muito maior que você ou sua existência. Sentir que o que você viu e viveu como testemunha, passa a ser história. A constar nos livros. As notícias que você leu. As histórias que você viveu. As músicas que você ouviu. O que você se vestiu. Tudo isto passa a ser história da humanidade. Você, mais que apenas a passiva testemunha, passa a ser história vivida.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Coisas que se perdem para o tempo


Eu tentei explicar para minha filha o que foi a Company nos anos 80. Ela era muito mais que moda praia. Foi uma marca tão a frente do seu tempo que acreditava em Jogos Olímpicos no Rio quando as pessoas ririam disto. A marca traduziu o life style carioca de forma verdadeira e natural. Coisa que Lenny e Osklen tentam. Algumas vezes conseguem, mas não da forma natural que a Company conseguia. Motivo? A Company era absolutamente despretensiosa. Enquanto Lenny e Osklen - com todo o direito - sonham em "dominar o mundo". Algo que não combina com o "carioquismo".

Todo mundo que viveu no Rio nos anos 80 teve uma peça de roupa da Company. Nem que fosse a mochila que você levava os livros do Colégio ou o horrendo Nauru.

A Company não era apenas moda praia. Tinha estampas que eram obras de arte. Era engajada na medida do possível. Falava de ecologia quando era apenas uma tendência. Fazia camisetas sem pelasaquismo, mas com o apelo consumista natural. Patrocinava eventos de surf, equitação, wind, skate. Era a marca que fazia do Rio a nossa vocação californiana, de contra cultura, mas ao mesmo tempo mass media.

A Company foi a marca que acreditou no Rio que estamos vivendo hoje. Por isto, sem saudosismo, obrigado a cada pessoa que consolidou aquela marca. E uma sugestão : Medalha Pedro Ernesto a esta marca, que não mais existe, mas merece um destaque. Ou uma homenagem num dos Fashion Rio da vida.

A foto é ilustrada por outra marca que era a cara dos anos 80. Que eu pensei que não existia mais. Porém ainda existe. A Elle et Lui. Mas quem ainda usa roupas da Elle et Lui? Alguém que vai a uma festa anos 80?

domingo, 26 de setembro de 2010

No Pet allowed

Sexta no Gula Gula do Rio Design Center, eu que sou observador, olhei todas as mesas. A única que tinha uma Coca Cola normal, aquela vermelha, era a minha. Apenas eu bebia a Coca Cola com açúcar.

Explico o motivo. A Coca Cola normal para mim tem o gosto de infância. Quando os refrigerantes diet eram mera referência de latinhas de Miami e Orlando. E o gosto de infância da Coca Cola vem na garrafa de vidro, com o sabor tátil do gás nos lábios (nossa que viadagem poética) saboreada na praia, na padaria com um pão puro ou pão doce, depois de um jogo de futebol. Momentos infantilmente deliciosos.

Não entendo a paranóia, as pessoas se enchem de refrigerante diet. Aumentam o consumo. Antes uma garrafa de um Litro dava para toda uma família no almoço. E a gente ria dos hábitos de americanos que tinham suas garrafas pets de Dois litros e meio. Pois cá estamos, como americanos, nos enchendo de Aspartame e outras coisas que podem ser bem mais nocivas que o bom e velho açúcar.

Mas fiquemos com a garrafinha de Coca Cola de 350 ml, apesar de parecer bem menos tem a mesma coisa ou mais que a nossa tradicional "Coca" dos tempos de infância nos anos 80. Da época do "vale uma Coca" que apostamos num desafio de futebol. Seja de mesa, campo, salão ou praia. "Quer apostar uma Coca?" é quase tão forte como um "É claro que foi Gol." E vale uma Coca-Cola. De garrafa de vidro.

domingo, 8 de novembro de 2009

Surto musical

Lembranças de infância. Uma década completamente cafona. Com Trump de ícone. Mas foi uma década minha. No gosto do leite moça da latinha, na geladeira, uma música viajando de costas no tempo. Uma banda que na época eu achava pretensa e metida a "cabeça". E o bom, e velho Bob. Uma cancão particular da Vonda Shepard. Pessoal como sempre aos domingos. Particular, como o detalhe. E um texto maravilhoso de Clarice Lispector, musicado pelo Cazuza. Letra perfeita, som de blues de fim de noite, de boate, de puteiro com uísque ruim. Domingos são estranhos mesmo.

Que o Deus venha

Cazuza, Frejat, C.Lipector

Sou inquieto, áspero
E desesperançado
Embora amor dentro de mim eu tenha
Só que eu não sei usar amor
Às vezes arranha
Feito farpa

Se tanto amor dentro de mim
Eu tenho, mas no entanto
Continuo inquieto
É que eu preciso que o Deus venha
Antes que seja tarde demais

Corro perigo
Como toda pessoa que vive
E a única coisa que me espera
É o inesperado

Mas eu sei
Que vou ter paz antes da morte
Que vou experimentar um dia
O delicado da vida
Vou aprender
Como se come e vive
O gosto da comida





sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sexta-feira de fadiga caseira

Lembrei desta música. Batidão dos anos 80. The The, Infected.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Quando as pessoas usavam bigode

O Sarney trouxe de volta o bigode a mídia. Nos anos 80 ele era uma praga. O bigode. O Sarney era presidente. 
O bigode é algo que deixa todo mundo com cara de integrante do Village People. Mas quem usa se acha (ou achava) o Magnun. 
Estes bonequinhos são autênticos GI-JOE. Estavam na mesa do competente e antenado diretor de Arte e blogueiro André Oberg do "Como é que tá lá" que ele toca junto com o Digo Souto e a Equipe da PS10.
Voltando aos GI-JOE, bem eles não são bonecos do Village People. Mas poderiam ser. 

sábado, 18 de julho de 2009

Post musical - Anos 80

Cantarolei. Não me pergunte o motivo. Postei em seguida.
"Head over Hills".
Parece uma coisa caricata feita por alguém para imitar os aos 80. As cores. Os cortes de cabelo. Os instrumentos. Os planos. O som... mas é algo autêntico dos anos 80.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Post Musical de Sexta

Back to 80's...
A Madonna nem sempre foi uma "Tia Véia". Ela já foi jovem. Esta música está a cara da minha sexta.



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Momento saudade


Descobri que sou velho ou antiquado.
Sou do tempo que silicone era coisa de travesti. E , sinceramente, por mim ainda seria assim.

Me peguei tentando lembrar de "musas" da minha infância.

Uma tem seu lugar para lá de especial. Apesar de sumida (ou seria consumida?) pelo tempo. Márcia Porto. Era na Ele e Ela, na Playboy, no Programa do Jô Soares- (que os mais novos acreditem, ele era engraçado, assim como o Chico Anysio também era. Juro que eles tinham alguma graça!).

Enfim, como Marcia Porto ficou na minha infância, ela está igualzinha. . E prometo não procurar "que fim levou" a moça. Melhor assim.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Locais Sagrados


Inicialmente as bancas de jornais eram uma espécie de campo santo para mim. Olhava as revistas. Os pacotes de figurinha. Aquilo para mim era lúdico. Pensava em ser jornaleiro apenas para ficar mais perto das revistas.

Algumas vezes pedia licença e ficava dentro da banca. Tomava conta de tudo sozinho. Eram momentos efêmeros. Me sentia um adulto dentro da banca de jornal da Rua Miguel Lemos. Fazia vendas. Lia os jornais. Conversava. Recebia dinheiro e dava o troco certinho. Tudo com muita responsabilidade e escondido dos meus pais. O meu pagamento era um ou dois pacotinhos de figurinha. Mas eu até pagaria por aqueles momentos. Hoje, sem saudosismo, mas saudade, eu pagaria por aquelas sensações.

Estar ali ao lado das Revistas, dos fascículos, dos jornais...Era como se eu estivesse no Céu. Não consigo narrar o que era para mim. Era uma satisfação, uma felicidade. Um sonho.

Nada escapava ao meu olhar infantil e atento. Queria memorizar tudo. Como aquele esforço para se lembrar do sonho bom na manhã seguinte.

Via as manchetes sangrentas dos jornais populares. Achava o máximo. Olhava com desejo para as revistas como Playboy, Ele e Ela. Mas era um olhar lúdico. Não era erotizado. Olhava para aquelas mulheres como quem olha para um catálogo de obras de arte. Olhava encantado e hipnotizado por aquelas mulheres que hoje, algumas delas, podem estar com netos na pracinha.

Não me fascinava as revistas do personagens da Disney. Isto não. Preferia a Cripta, com suas vampiras e desenhos em preto e branco.

Eu tinha menos de 12 anos. Ainda marcava minha vida por Copas do Mundo. Por isto posso ter esta precisão dos fatos no tempo. Na Revista Placar eu sabia a escalação de quase todos os principais times brasileiros. E acompanhava o futebol europeu antes do mesmo ser uma moda globalizada a UEFA. Com a Geográfica Universal, antes de ser "Nat Geo", que eu também levava para casa. O prazer de ter visitado pessoalmente quase todos os destinos que eu vi na infância e falei, um dia irei. E fui. Se não a todos, quase todos.

Também tinha outro campo santo, era a Musical São José, uma lojinha numa galeria na Rua Djalma Ulrich, que em meio a encordamentos de guitarra e partituras eu me deliciava, mas aí é outra história. Mais sonora e menos visual. Mas esta loja eu levava o violão de minha irmã para afinar. Eu era super prestativo. Ia lá até quando não me pediam.

Era uma Copacabana mais serena.
Agradeço muito ter vivido ali. Naquela Copacabana.

E nesta foto, olhando pro mar, eu vejo que nada mudou em Copacabana.

domingo, 22 de março de 2009

Anos 80 - Baby lonest


Para a poeta Ledusha, um beijo via blog, ao som de sua canção - em parceria com Lobão e Cazuza. Amanhã é segunda, amanhã tem revolution, Baby. Amanhã tem. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Antecipando a Sexta

Como amanhã será um dia corrido, um post gigante para antecipar a sexta.
Ao debater com minha leitora favorita da EMERJ-agora escrevi certo, uma fanática pelos anos 60, eu falei que teve alguma coisa além dos "mullets" e ombreiras nos anos 80. Separei algumas lembranças sentimentais desta época.



Angel Heart - 1986
Um filme com Lisa Bonet e Charlotte Rampling, vale apenas por isto.



My beautiful Laundrette - 1985
A melhor crônica cinematografica da Londres e de choques leves de cultura



Full Metal Jacket - 1987
Um excelente filme de guerra, perde para Hamburguer Hill, é verdade, mas este tem a melhor cena da história do cinema para filmes de guerra. Aqui repetida.




Ferris Bueller's Days Off - Curtindo a vida a doidado. 1986
Um clássico da sessão da tarde, embalado com música dos anos 60.



Bizarre Love Triangle.
Minha canção. Perfeita. New Order




Katia Flávia -Fausto Fawcett e os Robôes Efêmeros 1987.
Seria injusto se não colocasse alguma coisa referente a Copacabana, na minha visão de anos 80.




O gênio não se explica.
O craque também.
Um golaço do Maradona.


Os anos 80 foram trash, mas foram gostosos.
Foi a primeira década que começou a misturar tudo.
De raças a sons.Passando por releituras das décadas passadas.
E foram meus, ora.
Boa sexta.

sábado, 29 de novembro de 2008

Misturas que funcionam anos 70, 80 e 90

Um filme emblemático dos anos 80-embora alguns incautos não se lembrem da história de Rusty James, seu irmão Motorcycle Boy e a necessidade de fugir para o mar. O filme se não é obrigatório, é quase. Com Matt Dillon e Mickey Rourke. Dois atores que poderiam ter sido a releitura do Marlon Brando.

Enfim a cena do confronto de gangues ao som de uma música emblemática dos anos 90 "Smells like a teen spirit" do Nirvana, cantada por Patti Smith, um ícone dos anos 70. 

O que eu gosto deste admirável mundo novo é misturando a gente se entende. Anos 70, 80 e 90 num único post.

Agradeço a leitora quase brasiliana, quase italiana que me enviou este link. Baci amiga.




sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Anos 80...Cafona ao extremo

Eis um clip que resumo o gosto cafona das imagens, cores, sons e sobretudo os penteados. 
Que estética era esta?
Dio mio...

Duran Duran, Rio. 

Bom final de semana.



sexta-feira, 28 de março de 2008

200 anos da Família Real, um novo Halley



Quem viveu os anos 80 se lembra de um grande mico. Em 1986, por ocasião da passagem do Cometa de Halley, uma série de produtos, especiais de tv e toda sorte de licenciamento foram elaborados pela espera do Cometa. A passagem do cometa foi pífia.

Depois de 22 anos, um novo cometa de Halley: os 200 anos da chegada da Família Real.
Falou-se muito. Esperou-se muito e até agora nada. Ou muito pouco.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Presente de Páscoa

Um post essencialmente pessoal, mas que pode, sem forçar a barra, se tornar coletivo.

Recebi da leitora Silvia Fonseca uma listagem com diversas músicas, clips, filmes publicitários, moda e textos que tem influência dos anos 80, que ela acha que eu falo mal sistematicamente. Falo como quem viveu. Uma década cafona e gostosa. Com muita coisa boa além dos ternos de ombreira e cabelos com mullets, mas ainda assim uma época para ser zoada mesmo.
Pois bem, no meio destes links enviados, podcasts e uma brilhante pesquisa anos 80, encontro um clip da Martika, "Love will be done".

O clip é datado. Parece filme comercial Calvin Klein ou de alguma marca tentando ser exótica. Mas, por memória afetiva, (mesmo sem parecer um som que eu goste, eu adorava esta música.) Me lembrei de algumas insônias. TV ligada na MTV. Bloco de anotações. Madrugada avançando. Começo dos anos 90.

Foi um presente de Natal. Digo, de Páscoa. Valeu Silvia. Obrigado por me trazer lembranças de mais de uma década através deste clip. Interatividade é isso aí.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Post Musical

Conversando com uma molecada que trabalha comigo-interessante quando você de moleque passa a ser o mais velho da molecada- bem, conversando, notei que tinha gente que gostava de bandas que vivenciei, digamos que sonoramente "aos vivos".
Tinha um bando de coisa que para mim só se ouve em festa Ploc de zoação. Titãs, Nenhum de Nós, Engenheiros, Legião, Ultraje e coisas chatas de ouvir até para um "balzaquiano", mas para a molecada, era um som interessante. Fiquei tentando entender.
O Rock BR dos anos 80 não foi nada além de cronista de uma época. O som era ruim. Mal executado. Mas foi delicioso para quem viveu. Nunca pensei que resistisse a mais de duas décadas agregando gente que nem era nascida na época das festinhas no playground ao som de Ultraje.

A música escolhida foi na levada.
Se quer ir ao inferno, então vá de primeira classe.
Uma banda chata demais, porém volta e meia me pego cantarolando alguma música do IRA! Ou seja, eles venceram.