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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Gostos de infância

Kadin e Sofia me trouxeram Marzipan. Amanhã é dia das crianças. Inevitável lembrança de quando eu era criança. O Marzipan foi minha "madeleine" na viagem, sem escalas, para minha infância. Sem nem tempo para pensar.Gostos que me o gosto do Marzipan me remeteu: Baunilha, Canela e Noz moscada. Juntas. Na "gemada". Páprica na carne, no goulasch.Suco de Uva. Cheiros que o gosto do Marzipan me remeteu: Feijão Refogado. Fracas. Pão Torrado. Músicas que o gosto do Marzipan me remeteu: Chove Chuva , Solo le pido a Dios, Debaixo dos Caracóis dos Seus cabelos.


domingo, 26 de setembro de 2010

No Pet allowed

Sexta no Gula Gula do Rio Design Center, eu que sou observador, olhei todas as mesas. A única que tinha uma Coca Cola normal, aquela vermelha, era a minha. Apenas eu bebia a Coca Cola com açúcar.

Explico o motivo. A Coca Cola normal para mim tem o gosto de infância. Quando os refrigerantes diet eram mera referência de latinhas de Miami e Orlando. E o gosto de infância da Coca Cola vem na garrafa de vidro, com o sabor tátil do gás nos lábios (nossa que viadagem poética) saboreada na praia, na padaria com um pão puro ou pão doce, depois de um jogo de futebol. Momentos infantilmente deliciosos.

Não entendo a paranóia, as pessoas se enchem de refrigerante diet. Aumentam o consumo. Antes uma garrafa de um Litro dava para toda uma família no almoço. E a gente ria dos hábitos de americanos que tinham suas garrafas pets de Dois litros e meio. Pois cá estamos, como americanos, nos enchendo de Aspartame e outras coisas que podem ser bem mais nocivas que o bom e velho açúcar.

Mas fiquemos com a garrafinha de Coca Cola de 350 ml, apesar de parecer bem menos tem a mesma coisa ou mais que a nossa tradicional "Coca" dos tempos de infância nos anos 80. Da época do "vale uma Coca" que apostamos num desafio de futebol. Seja de mesa, campo, salão ou praia. "Quer apostar uma Coca?" é quase tão forte como um "É claro que foi Gol." E vale uma Coca-Cola. De garrafa de vidro.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Odeio cigarro, mas...

Mesmo detestando os bastões de papel carregados de nicotina, por ter nascido numa família de fumantes, o cigarro faz parte das minhas memórias. E o jeito "gauche" para mim era "não fumar". Do cigarro de pai, me lembro de alguns: Kent, 555, L&M, Benson & Hedges que vinham direto dos Estados Unidos, na época que todo mundo tinha "o seu contrabandista do bem". Dos cigarros de irmãos o John Player Special, e, é claro, quem viveu os anos 80, se lembra desta marca de cigarro-Hollywood- que era o maior lançador de músicas, hábitos e atitudes. E hoje aqui na rádio apareceu a embalagem "retrô" daquela época de infância que as pessoas fumavam sem culpa e sem vergonha.