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domingo, 20 de março de 2016

Otélo Caçador e o momento atual

Houve um tempo e eu era moleque, havia no O Globo um Colunista. Na parte de Esportes (ainda não era "Caderno de Esportes", Caderno, só em momentos especiais) seu nome era Otélo Caçador. Na sua Coluna-  Penalty - tudo era assumidamente passional. O Flamengo, por exemplo, quase nunca perdia no seu "Placar Moral". Tudo era leve e descarado. Eis o nosso momento atual. Tudo está muito estranho. O equilíbrio parece não mais existir. A maior parte da imprensa e do que lemos de amigos, parece se comportar com a parcialidade do Otélo, porém sem aquela leveza característica. Ler ou conversar com alguém favorável ao Governo Federal, parece que tem a missão de lhe convencer do que não cabe convencimento. Ler ou conversar com alguém da oposição ao atual Governo Federal, vem na mesma outra missão panfletária de tentar lhe convencer do que não faz sentido. E o grave, quando você, concorda apenas em parte (pois poucas vezes os errados -dos dois lados- estiveram tão certos e errados ao mesmo tempo), você simplesmente "virou inimigo". Parece existir a necessidade de uma concordância de porteira fechada. Como se o maniqueísmo como única fonte de saber. Do Certo e do Errado. Como num "Mundo das Idéias". Estranho ver a sociedade que deveria amadurecer, ficar buscando entes externos para resolver seus problemas. Estranho ver que uma sociedade que poderia ter ficado mais justa e tolerante, ficar mais intolerante. Estamos em processo de retrocesso, amigos. Eis a necessidade do cuidado. 
Opinião divergente e diferente é salutar. Imposição não. E maniqueísmo quase sempre é burro. E sempre limitante.  
Fechando com o Otélo - havia o Diploma de Sofredor, quase sempre era zoando as outras torcidas que não a do Flamengo. Era interativo antes da palavra "interatividade" existir como definição na mídia. Você preenchia do seu jornal, recortava e entregava ao seu amigo. O Brasil está perdendo para a ignorância. Estamos perdendo o critério. Como o 7a1 que não termina. 


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rio. Aqui se trabalha. Mas se vive

Foto 17:58 Praia da Barra 19:36 Av Rio Branco

O Rio tem delícias. Venenos e prazeres, mas sobretudo é uma bênção. Hoje, antes de uma reunião no Centro ,que atrasou meia hora, vi o mar na minha frente. Pensei é dia de Yemanjá. Chuveiros da praia funcionando. Sunga na mala do carro e toalha... Um mergulho deixa de ser uma idéia e passa a ser obrigação. Uma saudação, uma reverência, um pedido de proteção para gente aos que a gente gosta e sobretudo agradecimento.
Coisas que o Rio oferece.
E Yemanjá para quem vive na beira do mar é muito mais que uma "entidade" é a tradução das forças da natureza, do Mar por exemplo. Como manifestação de Deus até para os ateus. Independe de credo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Serviços no Rio de Janeiro

Muita coisa melhorou no Brasil nos últimos anos. Mas a qualidade do serviço oferecido para a população continua num nível do subdesenvolvimento. Vem gente desinformada e fala que "agora o telefone celular ficou barato" como se fosse uma evolução da prestadora de serviço no Brasil. Isto se deve a queda do preço e evolução da tecnologia. Fenômeno mundial, stupid. Nenhum mérito para as empresas de telefonia. (E pensar que cheguei a pagar 4 mil e quinhentas doletas por uma linha de celular). Ou seja a Oi continua sendo tão nojenta quanto era sua origem a Telerj/Telemar. Não podemos esquecer o passado. A Oi é como se Hitler tivesse trocado de nome e assinasse agora como "Tony Hawk". Ele não passaria para ser um "cara legal". E esta falta de qualidade e respeito não é um mérito da Oi. As demais funcionam da mesma forma rudimentar no Brasil.
Transporte público é outra vergonha. Um exemplo : o preço do metrô no Rio - um metrô que funciona precariamente, que tem uma linha diminuta e infeciente, o metrô do Rio tem preços similares ao de Berlim, Nova Iorque e Paris. Ônibus no Rio são envergonhantes. Toda semana acidente. Barcas S/A, bem em qualquer País sério, a concessão de Barcas teria sido caçada e feita uma licitação internacional com players sérios que entendam que dá para ganhar dinheiro prestando um bom serviço. SuperVia, aqui não dá nem para falar. Chicoteiam passageiros. E não pense você que o carro livra você do caos. Nunca o Rio esteve tão engarrafado. O aumento de 30% da frota em 8 anos levou o Rio a uma "paulistização" do tráfego.
Não preciso citar prestadores de serviço de Internet, estes estão junto com telefonia. Péssimos.

A Light, que em conjunto com a CEG(Cia de Gás) tem explodido bueiros na Zona Sul, causando ferimentos nas pessoas, a Light - responsável pela energia que chega a nossas casas, colocou em prédios do Leblon este cartaz que ilustra o post. Isto assusta. Parece um aviso que o serial killer vai cuidar de uma creche.

Mas mesmo com esta gente ineficaz. Incompetente. O Rio continua sendo lindo e maravilhoso.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Rio, incomparável

Nossa cidade pode ter prédios que são verdadeiras aberrações arquitetônicas, é verdade. Malditas esquadrias de alumínio. Mas temos um conjunto de prédios como a Cinelândia que compensa tudo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Repetindo um post

Felipe Schuery é um talentoso músico. Salve Salve o Lasciva Lula. Prefiro chama-lo de "Mão". Seu apelido dos tempos de ECO-UFRJ. Recebi dele um post com o link do seu bom blog. E lá se encontra uma música nossa. Por estas coincidências, ontem mesmo empacotei um K-7 com outra música nossa "Café da Manhã" - em homenagens aos "casais de anúncio de margarina". Entenda como coincidência pois não falo com o Mão tem um bom tempo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Post de sexta


Do lado de dentro do carro, com ar condicionado ligado, vendo o Rio de Janeiro como o local mais maravilhoso do planeta. A trilha, Lou Reed com seu album, New York, obrigatório para qualquer humano que pense em gostar de boa música.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Jornal Nacional - 02 de Outubro 2009

Confesso. Não chorei na morte do Senna. Não chorei na morte do Tancredo. Não chorei na morte de Lady Di. Não chorei na morte de George Harrison e em nenhum outro fim do JN em tom emocional. Sempre achei piegas. O critério jornalístico trocado pelo tom de entretenimento.
Hoje chorei.
Pra caralho.

Sem ufanismos.
Hoje não é dia de pensar no que de bom os Jogos Olímpicos possam trazer. Hoje não é dia de não pensar no que de ruim estes jogos possam trazer. Amanhã a gente acorda e fala de tudo isto. Do bom, dos cuidados, das atenções, das preocupações, dos problemas. Amanhã a gente acorda e lembra da importância de investir em educação. Amanhã a gente aproveita e acorda ainda mais estimulado em pensar este País. Hoje não. Hoje só é dia de celebrar.

Esta vitória de uma Nova Ordem Mundial é do Rio de Janeiro.

Rio 2016 - Agora é pra valer. E valeu

Sem ufanismos. Ganhamos com mérito. Mérito também da nova ordem mundial. Da Globalização. Da inclusão. De ter um Presidente com estrela, carisma - que soube fazer o discurso do "coitadinho" na hora certa (tal qual Mandela para conseguir a Copa de 2010). 
Agora é ficar de olho.
Fiscalizar tudo.
E torcer para fazer um 2016 memorável.
Que Tóquio, Chicago e Obama, Madri e a empáfia madrilhenha nos desculpe.

O Rio é Olímpico por natureza.

domingo, 1 de março de 2009

Parabéns pra você, Rio

Este blog é assumdiamente carioca. Sem ser bairrista, afinal cariocas não podem ser bairristas, somos o resumo do Brasil. Nosso DNA tem um o Brasil inteiro, e algumas partes do mundo. Carioca poderia ser uma definição, do aspecto positivo da palavra "globalização". E ao mesmo tempo, tão abertos, tão influenciadores e influenciados, assimilamos o que vem de fora, sem perdermos a identidade, carioca.

Somos um pouco de tudo, e ,de braços abertos, ainda que a gente não feche os braços, dando um abraço colossal. Mesmo que "passa lá em casa" é apenas uma forma de dizer, tchau. Somos acima de tudo um povo muito interessante, colocado em um local interessante.

Temos nossos venenos, é verdade, mas ainda com todas as nossas mazelas, somos um pouco de tudo.E assim temos qualidades e defeitos.  Somos, cariocas. Generalistas, marrentos, divertidos, inventivos, naturais, abençoados...Somos, na tradução, cariocas. Uma gente especial que nasceu, ou escolheu o Rio.

O Rio não é nunca apenas um cenário. Qualquer que seja a história, o Rio sempre tem um papel de destaque. Então, Parabéns Rio de Janeiro.

Num surto cafona, me lembrei desta música.
Rio de Janeiro.
E junto com este clip de imagem, se não traduz o Rio, ao menos ilustra.

E Barry White é o que o Shabba sempre tentou ser.



segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Rio de Janeiro em dias de chuva


Chuva.
Ah, se a gente esquece o engarrafamento, tudo fica maravilhoso.
Esta foto que recebi por mail, não veio o crédito do autor, é linda.
Uma prova que o Rio fica lindo em dias de sol e em dias de chuva.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Lagoa, Ipanema, Cagarras...


Uma imagem fala mais que qualquer palavra, que me perdoem os poetas, mesmo porque o Rio de Janeiro, quase sempre nos deixa sem palavras.

Não podemos negar: morar nesta Cidade é um dos maiores salários indiretos que alguém pode ter. No dia que houver uma política de inclusão social-sem pilantropistas metidos a ongueiros modernos, mas no dia que tivermos uma política social, pensando realmente em quem precisa como um ser humano e não como um título de eleitor, pode ter certeza que nenhuma Cidade no planeta será capaz de superar o Rio.

domingo, 2 de março de 2008

Primeiro de Março

Ontem foi aniversário do Rio de Janeiro.
Nada mais justo que comemorar ao som de "Samba do avião".
Estas tomadas aéreas, simples, objetivas como de um "home video de turista" mostram uma Cidade Maravilhosa, que vista de cima mantém o clima de um cenário de novela.

E parodiando o poeta, "as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental."
E com todo veneno que exista no Rio, a cidade transpira beleza.