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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Frases do carioquismo


Ser carioca demanda entender esta frase em dias de chuva :

"Sombrinha é 5. "Familhão" é 10."

sábado, 30 de outubro de 2010

Praia de sábado

Copacabana estava com uma luz que eu acreditava ser exclusividade de Lisboa. Dia nublado. Cinzento. Plúmbeo diria o pedante lírico. Mas a tarde cinza trazia um sol paradoxalmente presente. Na areia, bem próximo ao calçadão, diversos jogos de futebol davam um colorido especial. Remetiam a minha infância. A cara de dezembro se deu por completo quando entrava um vento forte. No Ipod, música de Natal. Fazia muito sentido. E não é novidade. Ouço música de Natal o ano inteiro. Na rua, só vi gente da Dilma. Se era vontade, amor, paixão, certeza da vitória, militância ou o simples fato da campanha de apelo mais popular, mais voltada para os mais pobres ser e estar mais rica e melhor resolvida que a do Serra, eu realmente não sei. Amanhã eu também voto. E voto na Dilma. Sem o entusiasmo do passado, mas com a sobriedade de que é o melhor para o Brasil. Voto na Dilma mesmo acreditando no valor fundamental e quase sacro da alternância de poder. Voto na Dilma mesmo que contrarie meus valores de "hay gobierno,soy contra" meu jeito "gauche" de ser do contra, de ser de oposicão, meu sentimento niilista. Sem empolgação, mas com coerência pelo Brasil. Voto na Dilma.
A trilha? A música que estava no meu Ipod. Clique e descubra.
E agora, enquanto escrevo estas linhas, depois do meu café e minha torta de chocolate,(quando suas manias se tornam preferências, você está maduro e passa a ter ritos e hábitos e não mais "manias") Chego em casa chego e sinto o cheiro sagrado de chuva.
Agua benta do meu sábado.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Niterói e Haiti

De tanto rodar o Estado e por ter amigos queridos de Niterói, sempre considerei a cidade de Araribóia, mesmo com as diferenças históricas de uma cidade que foi capital do antigo Estado do Rio, mesmo com o ar delicado e provinciano da Cidade, sempre , mas sempre mesmo, vi Niterói como um bairro do Rio. Separado de onde eu estiver por uma Ponte, símbolo do "Brasil grande" da ditadura, e que para mim sempre esteve ali, debruçada na Guanabara.

Não sou de me abalar fácil. Já vi muita coisa neste mundo. Em função de trabalho já subi morro, já visitei comunidade onde a palavra carente seria elogio, recebo cada história que parece ficção de tão real . Em função de estudo passei mais de 3 semestres em IML e ,fora do Brasil, até estar numa cidade logo após bombardeio eu já estive. Ou seja um estômago mais ou menos forte para muita coisa. Mas confesso que desde ontem estou meio "amuado". Com toda força, a dor daquela gente ali, massacrada doeu de verdade em mim. Senti como se tivesse acontecido na esquina de um bairro onde já morei.

A queda de diversas casas não pode ser encarada como fatalidade da natureza tão somente. Ela é reflexo de uma sociedade que parece só prestar atenção nos invisíveis nos momentos de tragédia. E com isto, os que disputam voto, se deliciam na pobreza alheia, que , de perpetuada, lhe garante o voto. O voto do 1 real, do centro social e das políticas demagogas.

Recentemente sentimos a dor do povo do Haiti. Um povo que parecia ali sozinho. Abandonado com a inexistência do poder público. Desde ontem eu estou me sentindo um pouco haitiano. O Haiti é aqui. Logo ali, depois da Ponte Costa e Silva.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Chuva e Caos




Não se trata de culpar este ou aquele governante. Não se trata de responsabilizar a população que joga papel na rua ou que mora em area de risco. Também não adianta atribuir ao clima, a globalização, ao aquecimento global ou aos ursos polares o Caos instaurado no Rio de Janeiro. Depois de mais de 12 horas de chuva, o Caos.
A Cidade parou. Vias interditadas. Ruas transformadas em rios.
Se por um lado serviços fundamentais, como o site da CET Rio, que encontra-se fora do ar,algo inadmissível pois informação é o que de mais importante se tem nesta hora, um ponto para o Prefeito que teve coragem de pedir a população que "não saia de casa", evitando dar ares de normalidade como boa parte da classe política procura passar em situações que fogem do controle e da normalidade.
As capas dos 3 jornais da Cidade falam por si só.
A palavra de ontem: Caos.
E hoje, só saí de casa por dever e obrigação. A palavra para o dia, caso persista a chuva e as pessoas saiam de casa, pode ainda não estar no dicionário.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Repetindo um post

Felipe Schuery é um talentoso músico. Salve Salve o Lasciva Lula. Prefiro chama-lo de "Mão". Seu apelido dos tempos de ECO-UFRJ. Recebi dele um post com o link do seu bom blog. E lá se encontra uma música nossa. Por estas coincidências, ontem mesmo empacotei um K-7 com outra música nossa "Café da Manhã" - em homenagens aos "casais de anúncio de margarina". Entenda como coincidência pois não falo com o Mão tem um bom tempo.