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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tijolinho

Eleitor Carioca

Quando o Segundo Turno chegou, diferente de muita gente, eu comemorei. O carioca havia feito seu "voto político" e faria um Segundo Turno Técnico entre duas propostas diferentes. Ambas inclusivas. Independente do pensamento econômico que dá o norte a cada candidato. Mas como bandeira, ambos chegaram ao Segundo Turno por representarem novas caras ao poder, novas lideranças e UMA NOVA FORMA DE FAZER POLÍTICA.

E como num passe de mágica, tivemos um retrocesso. 

-Não falamos de Programas. 
-Não falamos como cada um dos candidatos vai falar com as EMPRESAS DE ONIBUS.
-Não falamos da Prefeitura e as Empreiteiras
-Não falamos como vai ser a relação da Prefeitura com as OS.
-Não falamos como vai se cuidar, se ocupar o "Legado Olímpico" de concreto.
-Não falamos de Educação - de qualidade - o papo saiu dos trilhos e resolvemos debater se o menino deve ou não usar saia.

Então, sou obrigado a entender que no fundo, o que o eleitor carioca gosta e quer é a forma velha da política. Esquecemos o principal neste segundo turno. Ficamos no FLA-FLU da preferência e da rejeição. Usando todos os nossos arquétipos básicos, preconceitos, estereótipos, sofismas e com isto parece que era o que queríamos, pois aí as Redes Sociais se inflamaram. No que existia de pior nos candidatos e em nós mesmos.

(Se alguém me perguntar quem inflamou, pela lógica não seria o candidato com 30 pontos de vantagem, né? Feio. Muito feio.)

Com este ausência de debate sabe quem ganhou?
As empresas de ônibus. As empreiteiras. As OS. Os velhos fornecedores de sempre.
Sabe quem perdeu?
O CARIOCA.






sábado, 31 de janeiro de 2009

Campanhas polêmicas, reações idiotas


Pior que o péssimo gosto de campanhas publicitárias imbecis, é a polêmica que algumas conseguem gerar.
Lembro de uma marca de lingerie que usava e abusava do mau gosto, piadas pouco inteligentes e recursos desesperados para gerar alguma mídia. A marca ,e os publicitários que a faziam, praticamente desapareceram. 

Agora a polêmica sobre a campanha de uma marca de roupa italiana de segunda linha, Relish que usa modelos sendo "assediadas" por policiais cariocas.
Ora, por mais imbecil que seja a campanha, ela usa o Rio como pano de fundo. Divulga nosso cenário fabuloso.

Ok, ela erra em estimular o assédio sobre a mulher.
Mas esta é uma das mais conhecidas fantasias, a do "estupro consentido". Ou seja, um erro de postura para ser debatido por razões éticas.
Não é um erro para o "turismo do Rio" e sim para a dignidade da mulher.
E se eles tiverem errados, a marca vende roupa feminina, as mulheres se encarregarão de não comprar. Ou de reclamar.

Ela erra em usar policiais com fardas.
Por mais que diversos sites de turistas comentem para ter cuidado com nossos policiais, eles são colocados no site de viagem "dangerous place" como tão perigosos quanto bandidos. Mas aqui a marca realmente "escrachou" a corporação de uma forma contundente. Cabe sim uma reclamação da nossa PM.

Agora lançar esta polêmica sobre o Rio?
Meu Deus, será que acham que um outdoor com policiais "encochando" modelos, algo completamente publicitário, é mais nocivo que as notícias que batemos recordes de assassinatos? 
Será que um outdoor de uma marca de segunda linha é pior que a morte de pessoas fuziladas ou por bala perdida que o noticiário do mundo real correm pelos quatro cantos do planeta? 

A realidade do noticiário é muito mais contundente que uma campanha imbecil com modelos magras e feiosas de uma marca que nem na Itália sabem que existe.

Na boa, "much ado about nothing".
Quem quiser dar uma olhada no site, antes que eles tirem do ar...

http://www.relish.it