Mostrando postagens com marcador crivella. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crivella. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Tijolinho

Eleitor Carioca

Quando o Segundo Turno chegou, diferente de muita gente, eu comemorei. O carioca havia feito seu "voto político" e faria um Segundo Turno Técnico entre duas propostas diferentes. Ambas inclusivas. Independente do pensamento econômico que dá o norte a cada candidato. Mas como bandeira, ambos chegaram ao Segundo Turno por representarem novas caras ao poder, novas lideranças e UMA NOVA FORMA DE FAZER POLÍTICA.

E como num passe de mágica, tivemos um retrocesso. 

-Não falamos de Programas. 
-Não falamos como cada um dos candidatos vai falar com as EMPRESAS DE ONIBUS.
-Não falamos da Prefeitura e as Empreiteiras
-Não falamos como vai ser a relação da Prefeitura com as OS.
-Não falamos como vai se cuidar, se ocupar o "Legado Olímpico" de concreto.
-Não falamos de Educação - de qualidade - o papo saiu dos trilhos e resolvemos debater se o menino deve ou não usar saia.

Então, sou obrigado a entender que no fundo, o que o eleitor carioca gosta e quer é a forma velha da política. Esquecemos o principal neste segundo turno. Ficamos no FLA-FLU da preferência e da rejeição. Usando todos os nossos arquétipos básicos, preconceitos, estereótipos, sofismas e com isto parece que era o que queríamos, pois aí as Redes Sociais se inflamaram. No que existia de pior nos candidatos e em nós mesmos.

(Se alguém me perguntar quem inflamou, pela lógica não seria o candidato com 30 pontos de vantagem, né? Feio. Muito feio.)

Com este ausência de debate sabe quem ganhou?
As empresas de ônibus. As empreiteiras. As OS. Os velhos fornecedores de sempre.
Sabe quem perdeu?
O CARIOCA.






terça-feira, 17 de junho de 2008

Ver dois dias na frente

Diante da força da bandidagem, pois o que Cidades como Rio e São Paulo vivem está além de chamar de violência urbana, os mais simplistas, sempre pedem a presença do exército nas ruas.

Dizer não com reservas a esta presença não se trata de nenhum sentimento anti-militar, ou desrespeitoso com nossas Forças Armadas.

O ser humano tende a desejar repetir experiências bem sucedidas. E a presença do Exército durante da Rio-92(Eco92
Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente) foi um sucesso que parece ter deixado saudade.

O fato é que a história não se repete e vivíamos um momento diferente nestes mais de 15 anos.

Hoje o poder paralelo da bandidagem não é localizado a uma única atividade. Mesmo se acabasse com o tráfico, as ramificações do crime seriam mutáveis. A bandidagem, que alguns chamam de violência urbana, ocupou o papel do Estado nas comunidades. Legislam. Cobram. Julgam. Executam. Este último verbo conjugado nos amplos sentidos.

Se por mágica acabasse o consumo e a entrada de entorpecentes no Rio de Janeiro, o poder paralelo da bandidagem estaria habilitado a novas formas de ser exercido. Não acabaria nem de longe a violência urbana. Ela existe no vácuo do estado omisso.

E a ocupação do exército, colocando jovens bem treinados próximos a este poder paralelo pode servir para militarizar esta bandidagem. Um risco previsível para qualquer pessoa que veja dois dias na frente.

Porém atribuir culpa direta ao Senador Marcelo Crivella no caso do Morro da Providência é uma maldade. O projeto Cimento Social busca diminuir a omissão deste Estado tão omisso nas comunidades que acabou criando uma filial do Brasil. O Brasil aonde o Lula é amado. O Cabral é conhecido. O César é visto de forma simpática, mas o respeitado mesmo é o "dono da comunidade".