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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Rabiscos do Rio

Em homenagem a Beatriz Milhazes, goste você ou não, ela é digna de nota. Seus  quadros tem valor internacional e ela buscou seu "traço característico". A mesma serve de referência em estampas e publicidade. Por ser menos "caricata" ou midiática que Romero Brito, porém igualmente colorida, ela tem menos destaque fora do "Mundo das Artes", seja lá o que este Mundo signifique, mas sempre as voltas nas páginas de comportamento e economia. Ela é um "hit maker" das pinturas. Tenhamos menos preconceito com o sucesso alheio.

 http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1186109-beatriz-milhazes-volta-a-bater-recorde-em-leilao-de-artes-plasticas.shtml

Então, para Beatriz Milhazes, e para os pintores de paletas excessivamente coloridas, um Rio de Janeiro full color....


E para quem tem a alma "bossanova" sem saudosismo ou retrógado, mas que curte o traço de um argentino brasileiro como Carybé, um Arpoador na paz. 




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Por do Sol em Ipanema/ Sunset

Rio de Janeiro as 19h05min. 
Rio de Janeiro, 7PM DST

sábado, 15 de setembro de 2012

Rio de Janeiro

Globetrotter por ofício e prazer, fica certeza inequívoca, "Amar o Rio sobre todas as Cidades" não é uma Lei ou Mandamento, é uma simples questão de bom senso.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pedalar no Rio com chuva. Pedalada noturna


Num dia de grande evento na Cidade, onde boa parte das comitivas parece estar curtindo mais o RioSul que o RioCentro, digo que a Cidade está maravilhosa. Em todos os sentidos. No sensorial. Aromas, por exemplo.

A chuva, providencial, protegendo os visitantes da praga nossa de todos os dias, dengue. E a Cidade num colorido que parece a ONU com um quadro do Zorra Total a julgar pela variedade dos trajes e cores.

E numa noite de chuva, após o brilho na tarde - sim em função do fuso do outro lado do Atlântico, após o brilho vespertino do Ronaldo lusitano, uma vitória épica que parece querer redimir uma geração que teve no seu início, seu ápice. A vitória sobre o Brasil no Sub 20 da FIFA de 1991 com o velho estádio dos encarnados lotado como no passado. Pois o português, que tem alguma coisa de Michael Jackson, pelo pop, pela genialidade, pelo desejo midiático. Pois Cristiano Ronaldo  é bom de bola. E decisivo. Ao menos até agora foi. E Portugal vem oferecendo  uma superação coletiva, um amor pela bola e a presença do talento individual decisivo. Chamando para si a responsabilidade. O título, se vier, é um detalhe. Mas parece que ficará em boas mãos caso vá para Lisboa. Portugal, pelo histórico nos últimos 10 anos, está entre os grandes do futebol. E EuroCopa é uma festa. Das que eu mais curto. E pelo prazer presencial nem a Copa do Mundo chega perto. A proximidade dos Países na Europa e a malha de transporte faz a festa das torcidas se deslocando.

Um "Bansky Tabajara" em Ipanema.

Quiosques Aromáticos. Flores. Caril/Curry. Chuva.Terra molhada. Praça Nossa Senhora da Paz.
Voltemos ao Rio com chuva. Pedalando, ao ver minha sombra, com capuz e a cesta na frente da magrela, a inevitável  lembrança da cena clássica de "ET". Mas sem Bicicletas Voadoras. Assim como a lembrança paternal, do "Parapluie de Cherbourg", mas sem Catherine Deneuve.

Pedalar na chuva resgata um prazer quase adolescente. Despretensioso. Completamente sem motivo. Sem razão ou responsabilidade. E pedalar na chuva, adulto com esta consciência é como terapia de regressão. Sem nostalgia. Sem paranóia. Sem dramas. Apenas relaxar. Aproveitar a chuva. Ver o mundo como uma pintura impressionista. Sentir o aroma da chuva, da terra molhada, mesclado com o aroma das flores dos quiosques da Praça Nossa Senhora da Paz. Ouvir os sons além do próprio Ipod. Ver a convivência harmoniosa de um samba, dos bons saindo de dentro do Bip Bip com direito a Alfredinho reclamando, com um Hendrix do lado de fora e um pagode rasteiro e popular. Aqual mistura que Copacabana sabe fazer. E fica um passeio completamente sensorial. Campo para todas as sinestesias de cores, sons e aromas.

O Rio com chuva fica perfeito. Quem não nota é por falta de sensibilidade. Ou por ser um chato. Pedalando é como se sentir com 15 anos. Sem para isto ser completamente ridículo. Apenas o limite tolerável.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cagarras

Para algumas pessoas são Ilhas, para mim são lembranças paternas.

domingo, 27 de março de 2011

Outono

Acabou o Verão. De fato e sem ficção. Para um iniciado no carioquismo é fácil ter a certeza de que o Verão realmente acabou. Ipanema fica menos educada que Copacabana. Fica mais densa. Mais povoada. (A praia) Mas como nem todo mundo é PHD em Rio de Janeiro, tem algo simples de notar. O Sol fica polido. Estilo visita formal. Que pede licença. Diferente do Sol de Verão que nunca se prezou por formalidade ou educação.

Eu gosto desta Estação pois o Rio de Janeiro fica como o Rio de minha infância. Mais vazio. Menos barulhento.

Eu troco meu play list sonoro. Não fica bem ouvir música com cara de Verão.

Foi um Verão light em modismos. E o "Coqueirão" jaz no esquecimento. O Rio é assim. Uma onda engole outra com naturalidade e velocidade. Que Gisele Bundchen não fique vindo muito por aqui. Periga ela virar arroz de festa e, mesmo com toda beleza e glamour, ocupar o lugar do Coqueirão.

O Coqueirão é o Orkut vegetal. Ninguém mais fala dele.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Rio


Sou assumidamente apaixonado por esta Cidade de encantos mil e problemas mil. Mas ainda assim, Maravilhosa.
Ipanema, Domingo 13/02/2011 16h 35 min

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Túnel do Tempo em Ipanema

Tem um Túnel do Tempo na Praça Nossa Senhora da Paz. E eu entre hoje lá.

Conheci uma banca de Revistas muito especial. De Revistas antigas. Fica na Nossa Senhora da Paz. Um verdadeiro túnel do tempo, justo na minha primeira praça de infância.

Acabei que me atrasei para um compromisso. Mas a causa era nobre. Vi revistas como Cruzeiro, Esquire dos anos 60(para os diretores de arte obrigatória), Veja das décadas de 70 e 80. Um passeio sem nostalgia ou saudosismo, mas com um delicado prazer.

Adda recebe as pessoas com o carinho de quem te recebe em casa para beber um chá. Se ela colocasse chá na Banca, seria um local mais concorrido que Starbucks.

Para meu carioquismo, uma vergonha. A Cena Muda existe tem mais de 5 anos. Tem 2 anos de Praça Nossa Senhora da Paz. E só descobri hoje. Literalmente antes "a tarde" do que nunca, com perdão do trocadilho.

Diretores de arte, produtores ou meramente curiosos devem conhecer A CENA MUDA. Fica na Visconde de Pirajá/Praça Nossa Senhora da Paz, quase esquina com Maria Quitéria. É uma viagem no tempo. Altamente recomendável.

domingo, 30 de agosto de 2009

Sensatez

Quem me conhece sabe da dificuldade que tenho de rasgar elogios a quem está no poder. Coisas do meu carioquismo gauche e minhas idéias adolescentes niilistas. Foram elas que me ensinaram: "hay gobierno, soy contra". Mas tenho que elogiar o Eduardo Paes pela remoção da escultura disfarçada de passarela (ou seria ao contrário?) que ficava nas imediações do Bar Vinte entre Ipanema e Leblon. Aquilo era um estupro a Cidade feita pelo Conde e removida hoje pelo Eduardo Paes.
Por este rasgo de carioquice do Eduardo Paes, hoje ele merece: Valeu, Duda.



Agora falta implodir o shopping Rio Sul e aquela torre medonha, para deixar a cidade mais bonita.

Domingão, dia de acordar cedo e buscar filhota na casa de amigas, pegar esta demolição da passarela. Agora, uma Praia democrática para ler O Estadão num dia de Verão Light. Nunca pensei no O Estadão como meu jornal. Nem mesmo em ir a praia com jornal. Nunca mesmo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ipanema 115 anos


Eu nasci em Ipanema. Lá o nome de família está gravado em bronze. Ali eu fui batizado na Igreja católica. As primeiras fotos, primeiros registros. As primeiras lembranças que não lembro. 

Apesar de achar que meu mundo se chama Copacabana, sempre achei Ipanema um bairro demasiado sofisticado para meu jeito de ser. Ou pretensamente sofisticado.

Hoje Ipanema é meu caminhar. Minha mesa da sala. Minha memória de infância que renego, mas não nego. Talvez não lembre.