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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Censura é o melhor marketing

Com Godard já foi assim na década de 80. Fez um filme ruim. Meia dúzia de idiotas se levantaram (ou seria levantou?) contra. A obra do cineasta, que é mais gênio para ele mesmo que para o cinema, acabou tendo uma luz não erudita sobre a mesma. Ganhou, graças a um filme ruim, uma aura de "maldito". E notoriedade popular.

Agora acontece a mesma coisa que ocorreu com "Je Vous Salue Marie". Que sendo visto hoje, poderia bem passar na Sessão da Tarde. Um dia depois de "Curtindo a Vida a Doidado" ou "Férias do Barulho".

Já o "Serbian Film", parece apelativo. Da mesma forma que o terror, quando saiu do "terror clássico", migrou para a "classe média" de subúrbio americana. Trazendo a popularização do pesadelo comum. (Antes você precisava estar na Europa. Precisava de uma noite fria. De um Barão rico amalucado e coisas do gênero. )Filmes como "Pesadelo na Elm Street" ou Jason e suas sequências trouxeram o terror na porta de casas sem muro e belos jardins de pessoas comuns. Trouxeram para o seu cotidiano. Aquele seu vizinho poderia ser um vampiro. Ao seu lado um Jason. Quase que uma lógica da liberdade vigiada. No caso o terror ao lado. Um Foucault lhe cai bem.

E se hoje o nosso dia-a-dia morrem inocentes de bala perdida. Padres abusam de crianças. Velhinhos são espancados pelos seus filhos e netos. Crack fazendo pessoas definharem nas ruas, um filme tem que apelar muito para conseguir "aterrorizar" na ficção mais que na vida real. E os exemplos de terror citado não acontecem em distantes periferias. Mas em grandes Cidades da oitava economia do planeta.

Não verei o filme. Nenhum interesse. Nem mesmo tempo. Mas censurar "Serbian Film" é de uma idiotice tacanha que só aumenta a divulgação do filme. Até mesmo é de se questionar se envolvidos com o filme não "incentivaram" tal censura. A proibição de Serbian Film foi a maior ação de marketing que o filme poderia ter.

Assim, imbecis saem nas ruas e mandam e-mails solicitando que o mesmo seja proibido. Tudo com a defesa da família. Dos bons costumes. Da religiosidade. Ou até da Coca-Cola. Já outros imbecis, como o que escreve, resolve lembrar que o Estado não deve tutelar adultos. Afinal, tratar adultos como crianças é uma das formas de exercer uma dominação. Não precisa ser um Noam Chomsky para notar. E levar a sociedade a debates idiotas idem. Liberem este filme ruim e deixem o mesmo ter o destino que teria se não houvesse a proibição. Iria para o ocaso.

A foto que ilustra este post é do "O Gringo" Filme sobre o sérvio bom de bola, Petkovic. Com certeza vale mais do que o filme censurado. Ou seja, o único serbian film liberado é o do Pet. Então, vamos esquecer um "snuff" de quinta que conseguiu o que queria. A chancela de "filme proibido".


sábado, 18 de junho de 2011

Ícone do Rio, case de "retromarketing"

Em tempos de tecnologia, investimentos detalhados em planos de mídia, redes sociais, virais, embalagens criativas, preocupação excessiva com higiene e armazenamento, distribuição com logística científica e outros pontos que a maior parte dos Gerentes de Marketing e Produto consideram, aparece um biscoito que contraria tudo sobre o que o MBA lhe ensinou.

Freud dizia, "um charuto as vezes é apenas um charuto", no caso do biscoito Globo "um bom produto é apenas um bom produto". Por favor sem teorias de mercado sobre o mesmo. Apenas saboreie.
A cara do Rio. De forma natural e não forçada.

Talvez a marca mais carioca, que não teve uma "avaliação de valor", mas que não tem mérito de nenhum publicitário ou marketeiro. O mérito é do povo carioca. E do Biscoito Globo. Um case.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Iogurterias/Sorveterias - Oportunidades e "Non fat, no brand"

As sorveterias de iogurte são mais que uma tendência, são um sucesso no Rio. Começam a ficar tão a cara da Cidade quanto o nosso Açaí. Ok, o açaí é da Amazônia mas tem uma cara completamente carioca. Sem usurpação. O que não entendo é a mesma oportunidade de marketing que propiciou o aparecimento deste sorvete sem culpa e sem gordura, feito de iogurte zero, non fat, (ao menos eles dizem), não consegue diferenciar os seus produtos. Non fat, no brand. Comi na segunda, terça e quarta. Acreditei que tinha comido em um único "Happy Yogurt da vida" e na verdade comi em 3 diferentes. Só descobri hoje quando fui jogar fora os cartões de fidelidade. Outra coisa que tenta transformar o CRM numa mera distribuição de produtos. E eu penso que esta coisa de "premiar a fidelidade" desta forma, um atraso. Você tem que envolver e não ser um mero distribuidor de desconto de 10% ou 20% para aqueles que tiveram paciência de juntar 5 ou 10 selinhos. Isto não é fidelidade, é prostituição.
Talvez existam mais Iogurterias/Sorveterias por aí, porém para mim são todos iguais. Todas dizem que tem M&M, quando colocam algum confeito genérico do M&M. E prefiro acreditar que seja mesmo "non fat" yogurt. Tal qual o epsiódio do Seinfeld.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Romário na Kaiser

Querem proibir o divertido filme publicitário estrelado pelo genial, o novo "Baixinho" da Kaiser. A cerveja pode não ser grande coisa, mas entre Romário com a Kaiser e Luis Fabiano com a Brhama, a do Baixinho foi bem mais inteligente, bem mais brasileira. Agora a Brhama reclamar que "usaram a imagem da Seleção e ela é a patrocinadora oficial". No ditado, quem com ferro fere, com ferro é ferido. Só para lembrar: na Copa de 94, a Brhama deu uma calça arriada nos patrocinadores oficiais com a torcida número 1. Foi mais que "guerrilha/ambush" marketing. E não tinha o bom humor com o Baixinho. Que pelo o que sei, assim como eu, nunca foi bebedor de cerveja.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tudo pode ser marketing?

Recebo uma mensagem:
"Guto tem um cara correndo nu, pelado, peladão, muita gente filmou, amanhã deve estar  no youtube, comenta no seu programa, mas cuidado,  deve ser alguma ação viral de marketing..."

Parei e descobri que de tanto pensar na posibilidade do diferente, descobrimos que nem tudo precisa ser marketing. Pode ser apenas um artista perfomático. Alguém em busca dos seus minutos de "fama" ou apenas alguém que perdeu uma aposta. Ou um pouco do juízo.

Mas claro que pode ser alguma ação tosca ou não, alguma ação. Afinal a publicidade já se fundiu com o entretenimento sem pedir licença faz tempo.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Wave - Festival Latino-Americano de Publicidade


Por convite do Meio e Mensagem, a publicação mais importante do setor publicitário do Brasil, estou postando comentários no blog/hotsite do Wave, o Festival de Internacional Publicidade que acontece no Copacabana Palace. Interessante ver a publicidade fazendo um Festival com toda a pompa e circunstância que o mercado gosta numa Cidade que merece um Evento assim. É como se mostrasse a capacidade de Rio e São Paulo serem complementares e não concorrentes.

E peças de altíssimo nível de todo mercado latino-americano.

Uma ida ao Copa sempre vale, e agora para quem trabalha com publicidade, uma desculpa a mais.


http://wavefestival.mmonline.com.br/eventos/wavefestival/wavefestival2009/waveFestival.action