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quinta-feira, 22 de março de 2012

Cada coisa no seu lugar

Eu sempre aodrei os aromas de canela e cravo . E sempre detestei os cigarros de "Bali" Gudang Garan. Nos anos 90, uma certa moda no Rio de Janeiro, até caírem no mais completo obscurantismo cafona atual. Sim, houve época que Gudang chamava "gatinha" na night. Era um atrativo. Mas graças ao bom Deus, este tempo passou. E as gatinhas daquelas épocas estão em casa com filhos. Mas o Gudang Garan foi formalmente proibido pela Anvisa no Brasil. Do Gudang, o mais engraçado presenciei em 2002, ou 2004, não me lembro bem. Em Paris. Na mesa ao meu lado, num café ao ar livre, um casal faz um cigarro. Um cigarro com tabaco e haxixe. Acendem. Em alguns momentos aparece o dono do estabelecimento. Pensei "Vai repreender". Quando ele chega mais perto, ele pede desculpa ao casal e fala algo como "Tabaco e Haxixe, tudo bem. Pensei que eram aqueles malditos cigarros de cravo." E aponta para uma placa que exibia a proibição do consumo daquele fumo dito como originário da Indonésia.

domingo, 4 de março de 2012

Releituras e nostalgias


Eu ando muito anos 90. Culpando a tv a cabo, em grande parte. O acaso sempre me remetendo aos anos 90. E neste clima de "releitura" lembrei de imagens e sons. E de uma "musa pornô" que era tipicamente daqueles anos 90, que eram os oitenta se modernizando, a Kascha. Será que mais alguém lembra dela?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mac é Pop

No início da década de 90 não era fácil encontrar Mac. Nem nos Estados Unidos. Exceto na Costa Oeste/Califórnia, onde as lojas que vendiam Mac pipocavam. Até mesmo na Grande Maçã(nenhum trocadilho com a Apple) você tinha que rodar para encontrar acessórios e programas para Mac. Era uma coisa meio de "gueto".


No passado, quando você falava que usava Mac. Poderia causar algumas reações como : "Uau, o cara manda bem. É artista. Usa Mac." ou "Pernóstico e exibido este cara do Mac, meu PC faz a mesma coisa e é mais barato."


Agora o Mac não provoca reações de amor e ódio. Não é mais apenas uma plataforma preferida por "artistas" ou "alternativos". O Mac é pop. E graças a inclusão de consumo em nosso Brasil, aquela mesma que permitiu a pessoas que nunca viajaram para fora do País conhecer o exterior, este desenvolvimento de consumo, (torcendo que não seja uma bolha), trouxe a reboque a popularização do Mac. Hoje o Mac é pop.


Claro que produtos como o Ipod, Iphone e Ipad trabalharam esta marca. Produtos que traduziram categoria pelo bom marketing da Apple. Se antes era uma love mark restrita, a qual era defendida com unhas e dentes, hoje é preferida. Popularizada ao extremo. Menos love e mais mark.


Antes usar o Mac passava alguma coisa. Uma aura de artista. Hoje, não mais. A marca não agrega nenhum valor subjetivo ou aspiracional, mas o Mac continua muito mais interessante que a maior parte de seus concorrentes. E cada dia mais barato. Cada dia mais acessível.


Bom quando coisas boas saem do elitismo pretensioso e chegam a comunidades carentes. Que seja assim com a educação e com o chocolate belga.



Este Mac da foto é de 1993/4. Foi ligado e funcionou. Mesmo tendo ficado jogado por mais de 10 anos no meio da umidade. Deve ser convertido em um Bettario em breve.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sobre Ronaldo e o tempo que passa

Claro que vi diversos jogadores encerrarem a carreira. Craques como Zico, Francescoli e Maradona. Até mesmo o genial baixinho Romário. Mas o que difere o encerramento da carreira de Ronaldo(R9) dos demais? Ele foi um grande craque midiático. E seu bom mocismo (nunca soube se hipócrita por marketing ou sincero) sempre o colocou no olho da mídia. Além dos 15 gols feitos em Copa do Mundo. (Que não adianta algum espírito de porco lembrar que o bonde polonês/alemão Klose tem 14 Gols.)

Ronaldo pode não ter sido tão craque quanto Romário, mas teve uma projeção gigantesca e merecida. Foi mais que um jogador e menos que um gênio. Porém uma das maiores celebridades brasileiras contemporâneas. Soube se gerenciar e estar nos lugares certos. (Exceto quando entrou no Motel com 4 travecos)

O R9 pode não ter realizando nenhum contrato com os Clubes até o fim. Mas com a camisa da Seleção este cara merece aplauso. Independe de gostar ou não. Mas de ser justo. Sempre jogou com vontade pela Seleção.

Agora o que faz o encerramento da carreira dele ter tanto impacto na minha geração? Falo por mim. Ronaldo foi o primeiro grande jogador mais jovem que eu a encerrar a carreira. O primeiro que acompanhei desde muito moleque. Desde o início. E vê-lo encerrar agora me dá uma dimensão de idade. De fechamento de ciclo. Todos vimos Ronaldo começar, ainda dentuço andando no seu Golf dentro da concentração do Cruzeiro passando pelo mico na Copa da França, a Redenção Gloriosa em 2002 e um gordo milionário e agonizante com a camisa do Corinthians. Vimos o início, o meio e o fim.

Claro que é um ponto de vista.
De ter certeza que os anos 90 faz muito tempo.
A trilha? A música que mostra que existia vida inteligente no pop rock dos anos 90.