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sábado, 26 de novembro de 2011

A CBF, escândalos e Nahom Chomsky


Um dos pensadores mais interessantes do mundo Moderno, Nahom Chomsky, traçou um modelo de domínio das massas dentro do sistema de "livre mídia e mercado". Considero obrigatório a compreensão disto para aprendermos a ler na entrelinha da notícia e da "não notícia". Copiarei aqui um resumo dos 10 passos para dominar pessoas que se julgam livres e inteligentes, ou ao menos razoaelmente alfabetizadas e informadas.

Mas o que significa incluir a CBF num mesmo texto que Nahom Chomsky? Simples. As escolhas aparentemente insensatas. Que despertam ira na mídia. Como colocar Andres Sanchez. Um cara que não tem currículo ou história e que representa o atraso no comando das Seleções da CBF. Faz exatamente isto. Desvia atenção do principal para o acessório. E torcedores de todos os times ficam abismados com a prática e se sentem injustiçados. Mas entendam, o Timão está sendo apenas usado. Assim como a escolha do R9, o Ronaldo, para ter um posto de comando na CBF ou no COL 2014(Comitê Olímpico Organizador).

É fato notório. E pouco divulgado no Brasil. Que a FIFA tem pressionado a saída de Ricardo Teixeira do COL2014. Com ameaça de abrir os arquivos da ISL, por exemplo. Fora que recentemente o emissário da FIFA esteve com a Presidenta Dilma oferecendo a troca de nome do COL e falando mal de Ricardo Teixeira. Que com Dilma não tem o mesmo acesso e simpatia que desfrutava com Lula ou FHC.

Mas enquanto nos preocupamos com a rodada que pode ser escandalosamente favorável ao Corinthians. O Timão que sempre foi um time simpático. Do povo. Se torna em mero bode espiatório da tática da "Distração" falada por Nahom Chomski.

Que Ricardo Teixeira não tem interesse nenhum em Montar uma seleção de verdade é fato. Que ele também não tem interesse de ter Clubes brasileiros fortes idem. Ao conquistar a Copa no Brasil ele conquistou a empreitada que ele sonhava. Mas usar um time tão simpático como um dia foi o Corinthians para disfarçar seus escândalos e até mesmo se defendendo de um possível afastamento, é vergonhoso.

Se caíram ditadores tão mais fortes, mais inteligentes e mais preparados em algumas nações árabes, Ricardo Teixeira nunca esteve tão fragilizado como está agora. Uma movimentação de imprensa nacional e internacional, Ministério Público, Legislativo e Executivo Federais, vira esta página da história do futebol Brasileiro. Sem bravatas, perigo de ameaça da Copa, do futebol brasileiro. Pode derrubar sem medo. Instituições são mais fortes que pessoas. E o futebol Brasileiro idem. Assim como o Corinthians.

Bem, sobre o nome do Estádio do Corinthians, com todo respeito, "Fielzão" parece nome de Corno em casa de swing.

10 Estratégias de Manipulação através da Mídia. Por Nahom Chomsky.
(Deveria ser leitura obrigatória para o juízo crítico.)

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").


2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.


3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.


sábado, 30 de julho de 2011

Sorteio da Copa FIFA 2014

A falta de equilíbrio incomoda. Quando é com mídia incomoda muito mais. De um lado uma movimentação, quase "chapa branca" , que preferiu ignorar as manifestações contrárias ao Ricardo Teixeira que aconteciam ao lado de fora. Do outro a tentativa "derrotista" de desqualificar o evento.


Mas antes de tudo : o evento foi um sucesso. Nota 10.


Não questiono o custo. Os 30 milhões ali estavam. O benefício? Não sei. Mas sem dúvida foi um cartão de visitas da Cidade ao Mundo.


Antes que reclamem do fechamento do Santos-Dumont, a FIFA e o COL(Comitê Olímpico Local) queriam "fechar o espaço aéreo do Rio de Janeiro", incluindo o Galeão. Por razões de sanidade, o Governo Brasileiro foi contra. E fechar o Aeroporto central , acessório, que fica ao lado de onde ocorria o evento, por 4 horas, fez sentido.


A fala da Dilma também merece ser analisada. Foi polida. Educada. Formal. Incisiva. Abriu mão do "baba-ovismo" que parecia um desvairismo não adequado a liturgia do cargo, que foi reinante em relação a CBF e a pares estrangeiros na ordem do dia recente da Presidência. Se Dilma não atacou Ricardo Teixeira anteriormente, a fala fria com relação ao Presidente da CBF mostrou um flanco aberto. Se houver denúncias graves e um projeto que passe tranquilidade na execução da Copa do Mundo, a faxina iniciada no Dnit pode ir mais longe. Dilma já mudou outros paradigmas. E exatamente por ser uma corajosa, ainda não contaminada pelo receio pulsilanime que a arte política pede, não estranharia se amanhã começasse algo novo. Uma operação "mãos limpas" na CBF. Dilma conquistaria mais que uma elite pensante do Brasil. Dilma daria um exemplo ao mundo. "Tão" de olho na Bola. E atualmente "tão" de olho no Brasil. E a Presidenta parece bem orientada.


O evento teve de tudo. Personalidades da bola. Sonorização perfeita. Belas imagens. Música boa e música péssima. Apresentador idiota. Roupas cafonas. "Comme il faut" aos grandes eventos similares. Venceram a ventania da noite anterior, que destruiu parte dos materiais. Exposição boa das marcas dos patrocinadores master da FIFA. E tudo funcionou direito. Ok, nada da Oi funciona direito. Foi a lástima. Fazer o que? Mas, em resumo : O evento foi um sucesso. A Cidade e a organização estão de parabéns.


Claro que a opinião centrada parece não valer muito. Hoje as pessoas esperam que se fale mal, ou seja do puxa saquismo chapa branca que fala bem incondicionalmente. Um maniqueísmo imbecil e sem sentido. Pena.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ricardo Teixeira - CBF, Copa 2014 e Eliminatórias


O Ricardo Teixeira, presidente da CBF, já mostrou que tem alguma competência. Afinal tem a CBF desde a Copa de 90. Tivemos 2 fiascos e 3 finais. Na sua gestão o Brasil voltou a ser finalista de Copa. O que é um mérito. Não apaga as manobras extra campo. Mas não deve ser esquecida a trajetória vitoriosa do dirigente. Mas com critério e sem os exageros que alguns profissionais de imprensa, que mais deveriam ser chamados de profissionais do entretenimento ou puxa saquismo. O equilíbrio deve existir entre a seriedade de um cara como o Juca Kfouri e a figura de um Milton Neves.

Quando Ricardo Teixeira conseguiu trazer a Copa de 2014 para o Brasil ele mostrou que gosta muito mais de bastidor que de futebol. Curtindo o assédio dos políticos a seu redor, mais que nunca.


Claro que nesta Eliminatória Sul Americana é quase impossível Brasil ficar de fora da Copa 2010 na Africa do Sul, mas se ficar pode mandar a conta para o "oba-oba" criado. Esqueceram de se preocupar com a Seleção. Antes da Copa de 2014 no Brasil, tem a de 2010. Esporte é business. Mas também é paixão. E esporte propriamente dito.