sábado, 12 de fevereiro de 2011

Do Leme ao Pontal


Uma imagem vale mais que mil palavras. Que cidade linda.

Coisas que se perdem para o tempo


Eu tentei explicar para minha filha o que foi a Company nos anos 80. Ela era muito mais que moda praia. Foi uma marca tão a frente do seu tempo que acreditava em Jogos Olímpicos no Rio quando as pessoas ririam disto. A marca traduziu o life style carioca de forma verdadeira e natural. Coisa que Lenny e Osklen tentam. Algumas vezes conseguem, mas não da forma natural que a Company conseguia. Motivo? A Company era absolutamente despretensiosa. Enquanto Lenny e Osklen - com todo o direito - sonham em "dominar o mundo". Algo que não combina com o "carioquismo".

Todo mundo que viveu no Rio nos anos 80 teve uma peça de roupa da Company. Nem que fosse a mochila que você levava os livros do Colégio ou o horrendo Nauru.

A Company não era apenas moda praia. Tinha estampas que eram obras de arte. Era engajada na medida do possível. Falava de ecologia quando era apenas uma tendência. Fazia camisetas sem pelasaquismo, mas com o apelo consumista natural. Patrocinava eventos de surf, equitação, wind, skate. Era a marca que fazia do Rio a nossa vocação californiana, de contra cultura, mas ao mesmo tempo mass media.

A Company foi a marca que acreditou no Rio que estamos vivendo hoje. Por isto, sem saudosismo, obrigado a cada pessoa que consolidou aquela marca. E uma sugestão : Medalha Pedro Ernesto a esta marca, que não mais existe, mas merece um destaque. Ou uma homenagem num dos Fashion Rio da vida.

A foto é ilustrada por outra marca que era a cara dos anos 80. Que eu pensei que não existia mais. Porém ainda existe. A Elle et Lui. Mas quem ainda usa roupas da Elle et Lui? Alguém que vai a uma festa anos 80?

Decoração do Carnaval




Nunca entendi a necessidade de adereçar a cidade para o Carnaval. Como diria Darcy Robeiro, "é colocar gravata no Cristo Redentor". Mas criou-se a tradição. Que poderia ser revista. Já que o Prefeito é um cara jovem, moderno e capaz de quebrar paradigmas.

A deste ano, não gostei. Ficou parecendo decoração de evento em Prefeitura de Cidade pequena. Sabe quando você vai no interior e a pracinha é adereçada com bolas e balões?

E bolas e balões me remetem a festa infantil. Nenhuma referência Carnavalesca.
Ok, buscar inspiração na infância, poderá alegar quem criou, mas ainda assim deixou a Cidade com cara de play ground preparado para uma festinha infantil. Só faltou o cachorro quente, a mini-pizza e a criançada correndo sem rumo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Post Poético


Jack Daniel's
congelado

redime
pecados
passados
e futuros


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Lagoa Rodrigo de Freitas


Fui pedalar com minha filha. Dar um tchau para as férias escolares dela. A Lagoa é um dos grandes presentes, que nós, cariocas, por proximidade da praia, ou por soberba de uma Cidade Maravilhosa, por vezes não damos valor a este presente.



Lagoa Rodrigo de Freitas 16h38

Futebol Globalizado em tempo real

Sonho de toda criança/adolescente dos anos 80 que gostava de esporte. Se fosse teletransportado para os dias de hoje e encontrasse os canais ESPN, seria algo como ser abduzido para o mundo perfeito.

Sim, hoje a onipresença esportiva é um fato que, sob a ótica da programação, chega a saturar pela quantidade de jogos de futebol sendo exibidos quase que de forma contínua.

Mas, eu me imaginei criança, apaixonado pela pelo futebol, como toda criança deve ser, tendo a possibilidade de ver os jogos do Campeonato Italiano - (ok, aqui no Brasil o Silvio Lancelotti continua palpitando nos jogos, assim como na minha infância, e ainda passa um sabor de nostalgia). E sai do Calcio e vai direto para a Liga Inglesa, se quiser ainda tem um joguinho do Espanhol.


Esta tal de globalização/onipresença é chata pra caramba. Mas é maravilhosa.

Hoje é dia de SuperBowl

Eu só perdôo americanos assistirem ao SuperBowl ou Baseball(World Series é de uma pretensão inacreditável). Esta idiotia vem no DNA norte americano e devemos compreender com compaixão.
Por aqui assistir ao jogo pela TV é assinar o atestado de idiota supremo com direito a uma americanização que não é mais pernóstica, é apenas cafona.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cinema e formação

Eu poderia citar um Bergman para fazer uma aura intelectual, ou um Tarantino para parecer contemporaneamente imbecil, mas minha formação como ser humano foi feita Linkpelos filmes de John Ford, Fellini e tudo de James Bond.

Simplório. Masculino que venera a mulher. Sem misogenia nem politicamente correto.

Que o mundo voltasse a ser politicamente incorreto e sincero.

ENTREVISTA LOBÃO - Como bem disse o Lobão...Tá um porre este bom mocismo hipócrita.


Meu filme de sábado. De ver uma vez por ano. De delirar com o onirismo pessoal.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

100 dias de Dilma - reprodução rádio

Reproduzo aqui a minha abertura sobre os 100 dias do Governo Dilma.
Como nem todo mundo tem tempo para ouvir.
Segue aqui.

A postura sóbria, séria, gerentona, começa a matar no nascedouro candidaturas que tenham o viés "udenista". Já as candidaturas com viés "popularesco", para não dizer "populista" pois aí se insere em critérios objetivos pela ciência política, ela poderá matar com a "caneta" e com a inteligência gerencial e objetiva.


Ao contrário do que muita gente pensou, Dilma mostrou que para ganhar uma eleição poderia ser uma neófita não preparada. Mas para gerir um País, se mostrou extremamente capaz. Dizer a mais capaz, independente de gênero, não seria um extremo elogioso.

Autoridade. Liturgia do cargo. História de luta. Preparo formal. Assumo que até agora estou apaixonado pela Dilma.

Vamos ver como ela vai se sair no jogo político tendo na sua sombra um partido grande, com história e ávido por cargos e um ex Presidente popular. Estes são os maiores adversários de Dilma. A oposição, que não soube derrotar um líder carismático, se bater de frente com uma mulher que vem conquistando até quem a repelia, como a classe média obtusa, pode ter mais problemas do que pensa.

E a Classe Média - local de origem da Presidente Dilma - ela conquista com facilidade. Duas ou tres medidas mais simpáticas a eles. Eles trocam as geladeiras de casa e pronto. Viram Dilma desde criancinha. Independente de PT. Tal qual foi com Lula. O brasileiro é personalista no voto e os partidos são difusos nas propostas.

Por isto quem tem a caneta e cabeça, pode sim ampliar seu espaço. E Dilma parece ter cabeça.

Cabines Espaciais

A quantidade de luzes que temos pela nossas casas nos dias de hoje configuram quase que uma Cabine de Nave Espacial. Ficam as TVs no stand by, conversor da tv a cabo, o modem, o roteador, dvd, telefones...Mas estas luzes nos fomos nos acostumando. Agora as luzes da cozinha, me pareceram, novidade. É um tal de microondas com relógio e mútiplas luzes, geladeira que parece entrada de boate ou uma tv que ainda me surpreende.

Antes a luz do insone na cozinha era só quando abria a porta da geladeira. Hoje em dia o caminhar até a cozinha é como taxear num aeroporto. Luzes e mais luzes.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"The best camera is the One That's You"



Sabe aquele movimento, quase que "dogma", pois eu estou acreditando nisto "The Best Camera is the One That's With You". Foto de celular na pausa entre um trabalho e outro a gente preenche com vida. Com Rio. Este é nosso "mind the gap".

Rio. Aqui se trabalha. Mas se vive

Foto 17:58 Praia da Barra 19:36 Av Rio Branco

O Rio tem delícias. Venenos e prazeres, mas sobretudo é uma bênção. Hoje, antes de uma reunião no Centro ,que atrasou meia hora, vi o mar na minha frente. Pensei é dia de Yemanjá. Chuveiros da praia funcionando. Sunga na mala do carro e toalha... Um mergulho deixa de ser uma idéia e passa a ser obrigação. Uma saudação, uma reverência, um pedido de proteção para gente aos que a gente gosta e sobretudo agradecimento.
Coisas que o Rio oferece.
E Yemanjá para quem vive na beira do mar é muito mais que uma "entidade" é a tradução das forças da natureza, do Mar por exemplo. Como manifestação de Deus até para os ateus. Independe de credo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Rua do Rio


Aubergine.
Rua do Rio
naquele
vento estranho

que só venta
naquele
Agosto desértico

no deserto de Paris.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tv paga ou Tv aberta? Tv desligada

Eu confesso que não tenho paciência com a TV aberta, motivos de sobra que não precisam ser elencados.
A TV a cabo, ela irrita por motivos simples:

-Se pagamos, o que faz ter breakes comerciais gigantescos?
Nos intervalos parece ter interprograma de tão longos.
Outro dia cronometrei 17 minutos de intervalo.
Eu desisto na maior parte das vezes e apelo para os DVDs.
Tudo de Seinfeld, muita coisa de Dexter, Simpsons, South Park que me livram de ter que ver qualquer canal além da BBC, CNN e Globonews.

Já a Net e seus comerciais desgastantes são algo para se entrar no CONAR. Eu já pensei em pedir indenização por danos morais. Aquilo acaba com nossa sanidade mental.

E eu nem falei que a TV paga agora descobriu uma fonte de renda. Alugar seus espaços para as TV jóias de segunda linha. Peraí? Sou assinante. Paguei. Eles podem fazer isto com a programação a qual eu paguei? Por mais que seja legal, é injusto e apelativo.

Por isto a TV perde audiência cada dia mais para a internet e outros meios. Não é só o meio que está inadequado. A programação colabora.

Este post começou na verdade pois estava pensando no único seriado que ainda vejo, no Brasil, transmitido pela Warner, o Two and a Half Man. Afinal quem foi internado? Charlie Sheen ou Charlie Harper?
Tell me who was admitted "in hospital" Charlie Sheen or Charlie Harper?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Arte na Rua


Algo que o Rio poderia explorar mais. O espaço urbano, forma de arte aplicada. Rua Jardim Botânico. Em frente ao Jardim Botânico.

(Momento comercial)
Publicitários, agências e clientes: quem tiver interesse temos alguns projetinhos bem legais de arte urbana e arte aplicada. Entrem em contato.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Poeminha Recorrente


É recorrente
quando
contente

estou
Lisboa

O que eu gosto do Rio?


Que Ele sempre me surpreende. Faz a gente se sentir um eterno turista. Assim, do nada, sai de um estacionamento e encara um prédio muito bonito. Que a gente passa sem reparar. Tamanha é a beleza da Cidade.


Rio Branco esquina com Marechal Floriano.
Antiga Caixa de Amortização do Banco do Brasil/Banco Central

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Copacabana


Múltiplos passaportes e um só coração. Multidividido, multifacetado e sempre apaixonado. Um bairro resumo de um País, tradução de mim mesmo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Calor no Rio

Um carioca não tem direito de reclamar do calor. Sim nascemos no calor. Crescemos tendo dois Verões da Cidade. Um muito quente. E o outro mais ameno. Inverno? Ah, o inverno existe no Rio. Acontece por 4 ou 5 dias do ano. Não necessariamente seguidos, nem necessariamente nos dias que o inverno de fato consta no calendário.

Então, o que nos faz reclamar do calor? Nos encontros. No elevador. Parecemos ingleses e seu hábito, que já virou chacota ou tradição, de comentar o tempo. Mas no Verão, nós não comentamos. Nós reclamamos.

Eu não culpo o mau humor do calor. Culpo nossa catarse e resignação. Oferecemos o calor como uma "kapparra" para reclmar de tudo. Para expiar nossa culpa verbalizada no calor. Poderíamos procurar outra coisa, caso ou causo ou pessoa, mas simplificamos no calor. E basta.

Ou somos mais simplórios e reclamamos pelo simples prazer de reclamar. Como reclamamos daquela empregada que não demitiremos. Como reclamamos da namorada, esposa que não terminaremos. Queremos apenas reclamar. E ter a certeza que o calor pode sim provocar alterações. Como fazer homem ter TPM.

Mas acredite. Mesmo com todo calor. De doer cabeça e incomodar, o Rio está maravilhoso. Até um mergulho noturno na praia está valendo. E que prazer isto dá.

Mas amanhã, persiste o calor. E retomemos as reclamações como linha de estabelecer diálogo no elevador.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tom Jobim

Portugal tem no seu grande feriado o dia de Camões, o 10 de Junho. Sugiro que dia 25 de Janeiro seja o grande feriado do Brasil. Aniversário de Tom Jobim e da Boa Música.

Como já é feriado na maior Cidade do Brasil, São Paulo, que está de Parabéns, seria algo bem simples de operar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Coisas de Casal

OBS:
Antes de tudo antes que algum imbecil e politicamente correto não entenda. Esta observação não é , em momento algum, homofóbica.

-O mundo se tornou tão "babaca" que somos obrigados a abrir com observação quando tratamos alguns assuntos.

Vi um casal (ou seria um par?) de dois gays do sexo masculino brigando e uma amiga do sexo feminino intervindo para acalmar os ânimos. Segue.




Numa esquina de Copacabana. O sinal parecia inacreditavelmente demorado.
(Já vinha bate boca anterior que não soube, nem imagino.)

Parte do Casal 1 :
(Com fleuma, calma e deboche)
-Vou trancar a porta e não te deixo entrar em casa...Simples assim.

Parte do Casal 2:
(Descendo do salto com dedinho em riste)
-Você me respeita.
-Não me conheceu na rua.


Parte do Casal 1:
(Usando a calma como deboche)
-Pronto. Vou para casa e você não vai entrar neste estado alterado.

Parte do Casal 2:
(meio descontrolado)
-Eu arrombo! Arrombo!
-Me respeita que você não me pegou na rua. Me respeita...

Amiga:
(Envergonhada.Buscando sensatez, compaixão e quase que pedindo desculpa com o olhar
aos demais que
participavam como figurantes sem escolha da cena.)
-Gente! Olha o nível. Chega. Vocês tem um nome. Parem!


O sinal abriu, eu atravessei a Rua, rindo sozinho e vendo como todo debate de casal é patético. Não é uma exclusividade heterosexual.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sexta no Rio

Uma das coisas mais interessantes no Rio é a sexta-feira. Em especial observar as cariocas. Sexta-feira, mulher e carioca, realmente o assunto fica interessante.

Nas sextas, as cariocas, que são sempre mais despojadas, são vistas dentro de uma quase formalidade. Seja na hora do almoço indo ao salão para fazer as unhas, ou no mais engraçado. Quando fazem uma maquiagem ou um cabelo para a noite.
Mas esta maquiagem é feita, em virtude do horário de Verão, com o dia claro.
E em geral estão elas ainda com a roupa do dia.
E isto dá um contraste divertido.
O rosto tá na night e o corpo e roupa está no dia.
E uma roupa de dia carioca significa um despojamento delicioso que fica no limiar entre a moda praia e a funkeira da periferia.

Pode observar. Este fenômeno ocorre entre 17 e 19 horas das Sextas-feiras com horário de Verão. E é melhor observado em Ipanema e Copacabana.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dia do Padroeiro


Borsch fria conclui tarde quente,
deixa gosto de Leste Europeu.
Semana subversiva com sábado no meio.
É dia do Padroeiro.
Salve São Sebastião,
do meu Rio de Janeiro.


Foto Leme as 17h 45 min
20/01/2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A lei, o Justo e o Serviço

Sou um bacharel que brinca dizendo que tudo que sabe de leis é que o Forum fica na Erasmo Braga. Mas para mim, o princípio da Justiça é ser justo. O bom senso.

Agora , parte da Sociedade, representada pelo combatente Ministério Público, que por sua vez vem representada pelo competente Rodrigo Terra, trava uma queda de braço com as empresas que fazem a "venda on line de ingressos e bilhetes para shows".

Eis uma daquelas coisas para refletir. Pois o bom senso e sentimento de justiça precisam caminhar com os novos tempos. Nos tempos da prestação de serviço. Uma "indústria limpa" que ao oferecer conveniência e mimos, agrega valor, gerando empregos e satisfação. E o melhor: com baixa emissão de carbono.
(Sobretudo se o motoboy que fizer a entrega estiver com a moto regulada)

Brincadeiras com a moto regulada `a parte, o serviço é sim algo que pode evoluir e ser o diferencial da paridade dos produtos nos próximos anos.

A alegação do MP é pertinente. A defesa da cobrança também. Diz o MP que não se pode cobrar um preço diferenciado penalizando o consumidor. Pois a responsabilidade é do promotor do evento. Sobre esta ótica é correto. Corretíssimo. Pois ele coloca o serviço como o show. E a venda aí seria responsabilidade de quem resolveu fazer o show.

Mas se você entende que o ingresso está disponível em bilheterias, e o que se cobra é uma taxa de conveniência para receber em casa, com seu nome, sem aporrinhação, isto é um serviço, que tem um valor.


Sou partidário da igualdade e isonomia. Mas se alguém estiver disposto a pagar mais pela comodidade, que pague e aproveite. Se não, não teríamos classes diferenciadas em serviço e espaço nos aviões. Afinal, o produto seria vôo.

Interessante este tipo de debate. Os dois argumentos parecem extremamente pertinentes.


Ou seja, uma daquelas questões que vale testar no próximo bus de pesquisa. Ao menos a percepção do cidadão.

Mas sou partidário que todas as pessoas recebam seus ingressos em casa. Nada me parece mais patético que pessoas na fila para comprar ingresso para um show ou jogo vindouro. Quando vejo pessoas com cadeiras de praia, acampando para comprar um ingresso, beijando o ingresso eu sinto vergonha do idiota que virou a noite na fila. Na verdade fico com vergonha até dos pais dele. Vergonha alheia.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Futebol e Frescura

Neymar é craque? Sem dúvida alguma. Mas ele está mais mimado do que o Zico foi. Se continuar assim vão acabar tendo que contratar um segurança para o Neymar. Um segurança para entrar em campo para bater em quem pegar o moleque bom de bola.
Ele já cai reclamando e pedindo cartão.
Cai olhando para o juiz.
Isto irrita com 4 erres. "IRRRRITA".

Não acho anormal ele querer resolver sozinho. Quem joga bola sabe do prazer de querer ficar com ela um pouco mais do que se deve ficar. Mas isto tem um preço chamado responsabilidade e decisão. E que eu saiba, até aqui não decepcionou. Além de bom de bola, ele já define muito melhor que diversos jogadores consagrados, como por exemplo o Robinho.

Mas insisto que mídia e empresários estão estragando o Neymar. Estão "viadando" o menino bom de bola. Ele precisa de alguém com cabeça para explicar para ele coisas do "céu, da terra e do mar". Para dar dimensão do seu talento. Explicar que "quando se dá o dom, se dá o chicote." Ele não precisa ficar um chato politicamente correto, estilo leitor de livro de auto-ajuda. Um babacão. Claro que não. Ele precisa apenas de apoio nesta transição de "ser homem" no sentido máximo da palavra. De chamar para si a responsabilidade e entender que tudo que tem bônus, tem ônus.

O moleque é craque e não precisa de ninguém ensinar para ele como se joga bola. Isto ele é inteligente e vem descobrindo seu lugar em campo cada dia melhor. Neymar precisa de alguém para ajuda-lo a ter hombridade e sobriedade. E despertar da coragem. Pois coragem não se forma. Ou nasce com, ou nasce sem. E ele parece ter.

Neymar precisa apenas de alguém que possa oferecer experiência de vida de forma profissional e compromissada. Alguém que mais que as verdadeiras "rêmoras", que ficam em volta dos jogadores, esteja junto de verdade. Que admire seu talento, mas que tenha ascendência para fazer ele "baixar a bola" quando for o caso.

O tempo dirá se ele nasceu com a estrela de ser um novo Pelé ou um novo Denilson.
Eu acredito no potencial da genialidade do Neymar.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Insensato Coração

"...As aparências enganam, mas, enfim, aparecem, o que já é alguma coisa..."
Paulo Leminski


Eu parei para ver o primeiro capítulo. Achei estranho. Como diz o talentoso redator publicitário LeoBap "Preferia ver quando o Lazáro Ramos fazia papéis com o Wagner Moura e não papel de Wagner Moura". Mas tudo parece que foi bizarro neste primeiro capítulo. A verdade é que não parecia uma novela com o padrão Globo. Brinquei falando que "o sinal do SBT está transmitindo na TV Globo" Os atores falando o texto como num curso de dicção.


Achei legal escolher um galã afro brasileiro para fazer o papel de "pegador" rico-malvado-sofisticado-poderoso. Uma espécie de Felipe Barreto afro.(Alguém se lembra do Fagundes de Felipe Barreto?)Pareceu um pouco falso, dentro de uma sociedade ainda preconceituosa. Pareceu falso ou barra forçada. Então ao invés de um avanço inclusivo, acaba sendo caricato.

Paola Oliveira(moça que ilustra este post) é a mais bonita mulher casada da Ilha Porchat. Parece aquela moça bonita dando entrevistas no Programa do Amaury Jr. Inquestionavelmente bonita. Uma beleza simples. Porém explícita. Se vai segurar o papel, seria leviano de minha parte falar qualquer coisa.

A cena dentro do avião, nos remete aos comparativos diretos com o cinemão americano. Melhor nem falar.
A novela pode emplacar? Evidente que pode. Mas com certeza não será pelo primeiro capítulo. Muito menos pela minha audiência.

Itaipava proibida de usar lata vermelha


Ah, Ok, a Ambev conseguiu proibir a Itaipava de usar a latinha vermelha. É eles "patentearam a cor vermelha". E a gente achava o Bill Gates megalô ao tentar patentear o 0(zero) e o 1(um). Logo a Brahma que na Copa de 94 deu uma baita corneada na Coca-Cola, agora bancando a defesa ética. Ambush marketing tem limites. E ali , em 94, a Cervejaria ultrapassou a guerrilha e se inseriu no terrorismo. Alguém se lembra?

A lata da Brhama foi branca por anos. Não é vermelha tem um ano. E eles se acham donos da cor?

Sem julgar o mérito jurídico, mas sim em termos de marketing, parece um absurdo a proibição da lata vermelha para a Itaipava. Parece. E é.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Operadoras de Telefonia e o caos


As cidades serranas estão isoladas de contato. Os celulares não funcionam. A miopia do marketing nas telefonias. Se tivessem um pouco de inteligência, agilidade e resposta, no dia seguinte já teria deslocado equipe para oferecer telefones. Oferecer sinal. Seria a oportunidade de tentar se mostrar ao lado da população e auxiliar de verdade.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Chuvas no Rio de Janeiro

As chuvas que caíram na região serrana do Rio não são nem um fator isolado da natureza, nem culpa exclusiva de omissão de autoridades. Se ano passado, quando uma comunidade inteira despencou em Niterói (Rio de Janeiro), matando muitos e levando tudo, a culpa não pode ser creditada a natureza. Sim. Ali foi omissão. Foi um exemplo de políticos que trocam o voto pela omissão. Ora, uma comunidade inteira foi criada sobre um aterro de lixão, jogado em uma encosta. Um terreno completamente instável. E nada foi feito. Esperou-se a tragédia. E quem sobreviveu, ficou sem sua casa, sem moradia, sem assistência. Isto faz um ano.
Agora a tragédida na Serra. O maior desastre natural já visto em terras brasileiras. Ali foi a soma de fatores. Uma equação:
Omissão do Estado + Construção Irregular + Natureza = Caos

O caos na Serra foi chocante. Diversos locais que conheci na minha infância ficaram irreconhecíveis. A dor das pessoas parece doer na gente.

Se na ocasião do Morro do Bumba nos sentimos que o Haiti é logo ali em Niterói, com este problema na Serra, todos nós nos sentimos um pouco em Nova Orleans após o furacão Katryna.

E que esta tragédia poderia servir para ser nosso "Morro do Alemão" nas ocupações irregulares. Quem sabe? Ser o turning point de uma situação?

domingo, 9 de janeiro de 2011