terça-feira, 18 de março de 2014
Em Família
terça-feira, 12 de abril de 2011
Vale Tudo - A novela
Uma novela com mais de 20 anos faz sucesso. Ok, não é um sucesso em números absolutos, como a audiência vem sendo medida pelo bolo de anunciantes desde que mundo é mundo (ao menos o mundo midiático que vivemos desde o século passado), mas inegavelmente Vale Tudo é hoje a novela que mais desperta comentários. No meu "Trending Topics", entre as pessoas que convivo, fala-se mais de Odete Roitman do que da personagem da bela Paola Oliveira da atual novela das 21 horas que eu realmente esqueci o título e não sei o nome da personagem.
Claro que não estou a comparar números absolutos de produtos distintos, novela aberta com uma reprise num canal recente do Cabo, claro que não. Mas serve para ver como a audiência hoje é multifacetada, tem nuances que os indicadores do passado podem não mais servir para uma correta aferição.
Vale Tudo hoje pode parecer fora do tempo, personagens "over" e até algum ar "naiff" sobre maldades e bondades. A produção as vezes parece precária. Alguns diálogos provincianos, mas o texto propriamente dito no todo, lhe prende. A trama. O desenrolar dos fatos. Mesmo sabendo do final previsto, mais que o final previsível, mas ela funciona como crônica de uma época. Dos hábitos, das atitudes. Um tempo que não volta mais. Em muitos casos, ainda bem.
E nas novelas do Gilberto Braga, já existia algo que só passou a existir depois da era Lula, a classe C com padrão de vida aceitável.
A novela não prende as pessoas apenas por saudosismo, mas por um texto gostoso, uma trama amarradinha, personagens que funcionam. Os núcleos se ligam de uma forma natural. Um literalmente Vale a pena ver de novo.
Agora que a novela funciona como uma máquina do tempo, ah, como funciona.
Sobre "Vale Tudo" observações singelas:
-Os ricos da novela parecem pobres/classe média das novelas de hoje.
-Regina Duarte tem a mesma cara desde 1988. É nossa Dorian Gray. Nossa Doriana. Ou nosso Wilson Grey. Não sei.
-Paula Lavigne, ex senhora Caetano, tinha bochechas.
-A franja da Lidia Brondi deveria ser tombada pelo Patrimônio Histórico.
-Falava-se palavrão em 1988 no horário nobre, que era uma hora mais cedo, era N20H, agora é N21H.
-As pessoas nesta novela usam ombreiras impunemente.
-Bebe, Heleninha. Ela sem estar bêbada é muito mais chata que de porre.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Insensato Coração
"...As aparências enganam, mas, enfim, aparecem, o que já é alguma coisa..." Paulo Leminski
Eu parei para ver o primeiro capítulo. Achei estranho. Como diz o talentoso redator publicitário LeoBap "Preferia ver quando o Lazáro Ramos fazia papéis com o Wagner Moura e não papel de Wagner Moura". Mas tudo parece que foi bizarro neste primeiro capítulo. A verdade é que não parecia uma novela com o padrão Globo. Brinquei falando que "o sinal do SBT está transmitindo na TV Globo" Os atores falando o texto como num curso de dicção.
Achei legal escolher um galã afro brasileiro para fazer o papel de "pegador" rico-malvado-sofisticado-poderoso. Uma espécie de Felipe Barreto afro.(Alguém se lembra do Fagundes de Felipe Barreto?)Pareceu um pouco falso, dentro de uma sociedade ainda preconceituosa. Pareceu falso ou barra forçada. Então ao invés de um avanço inclusivo, acaba sendo caricato.
Paola Oliveira(moça que ilustra este post) é a mais bonita mulher casada da Ilha Porchat. Parece aquela moça bonita dando entrevistas no Programa do Amaury Jr. Inquestionavelmente bonita. Uma beleza simples. Porém explícita. Se vai segurar o papel, seria leviano de minha parte falar qualquer coisa.
A cena dentro do avião, nos remete aos comparativos diretos com o cinemão americano. Melhor nem falar. A novela pode emplacar? Evidente que pode. Mas com certeza não será pelo primeiro capítulo. Muito menos pela minha audiência.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Viver a Vida
Quem olha apenas os números frios e diz que Viver a Vida teve um Ibope baixo fala bobagem. Não estou saindo em defesa da TV Globo ou do Manoel Carlos. Ambos não precisam de defesa. Mas profissionais de comunicação, devemos olhar o todo. Comparar Viver a Vida com o Ibope de novelas do início da década, não faz o menor sentido. Em 8 anos a quantidade de computadores, acesso a internet e games aumentou em 2o vezes. Ou seja não podemos julgar o produto, mas sim o meio. Quem perdeu audiência foi o meio TV . Redes como Bandeirantes e Rede TV perdem para os meios internet em diversos horários. O que hoje se vê é o share. E no Share(parcela das TVs ligadas), Viver a Vida foi imbatível no horário. Perdendo apenas para o jogo Flamengo e Corinthians. E as ações de merchandising (ok, exibitécnica eletrônica) em Viver a Vida foram o maior sucesso da história da TV Globo nos produtos de teledramaturgia. A novela em si foi leve. No estilo Manoel Carlos, nosso Robert Altman. Mosaico de personagens. Onde todos tem espaço para brilhar. Todos podem ser protagonistas por alguns capítulos. Cada ator pode crescer, dependendo do seu desempenho e do gosto do autor. Um texto sempre delicioso. E de quebra cenas maravilhosas do Rio. Que a gente agradece a Deus pela Cidade. Que com todos os problemas, tem muita coisa maravilhosa. Algo que envolva Rio de Janeiro. Texto bem escrito. Alta participação de share de mercado. Recorde de ações de merchandising só pode ser chamado de sucesso. A única observação é que a "verdadeira Helena" foi a Lília Cabral e não a Taís Araújo.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Raul Seixas em Viver a Vida
Versos geniais de Paulo Coelho e de Raulzito Rock Seixas:
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?"



