Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tatuagem

Na minha época (Adoro usar o "Na minha época" faz eu me sentir o Mr. Peterman) tatuagem era coisa na borda do gueto. Era da turma do fundão. Ou Rock and Roll. Acontece que tudo o que é bom sai do gueto e ganha as ruas. Até conquistar de forma massiva o mundo. Com a tatuagem. Que de bandido e marinheiro foi para o Rock e a juventude, hoje é algo normal que pais conversam com filhos.

E então o que era do gauche, do Rock and Roll, normalizou? Sim. E de uma forma natural, sem necessariamente ser vulgar. Normal a ponto de a Patricinha, a Putinha, os Descolados, a Caixa do Super Mercado, o Mauricinho de mercado financeiro, o Formal Juiz de Direito, o Playboy mané, o Nerd que gosta de Star Trek ou Star Wars... ou seja, hoje difícil é encontrar alguém "não tatuado". Mostrando que nossa sociedade, embora tentem ao contrário com Leis formuladas por um estado "paternalista" que gosta de fazer lei para tudo, vem se mostrando naturalmente mais tolerante. Mais assimiladora. O que ela não pode contra, ela assimila e digere.

Claro que algum oportunista vai sacar isto e em breve haverá uma cota para "não tatuados" como representantes de uma minoria sem graça, sem atitude, ou apenas receosos de coisas que são para sempre.

PS:
Ok, ainda existe um certo preconceito com a "Tramp Stamp". Esta tatuagem no dorso que ilustra o post.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cabines Espaciais

A quantidade de luzes que temos pela nossas casas nos dias de hoje configuram quase que uma Cabine de Nave Espacial. Ficam as TVs no stand by, conversor da tv a cabo, o modem, o roteador, dvd, telefones...Mas estas luzes nos fomos nos acostumando. Agora as luzes da cozinha, me pareceram, novidade. É um tal de microondas com relógio e mútiplas luzes, geladeira que parece entrada de boate ou uma tv que ainda me surpreende.

Antes a luz do insone na cozinha era só quando abria a porta da geladeira. Hoje em dia o caminhar até a cozinha é como taxear num aeroporto. Luzes e mais luzes.

sábado, 4 de abril de 2009

Uma cidade tão próxima do Rio e tão distante


Niterói fica ao lado do Rio. Uma ponte. Pouco mais de 13 km de distância física e uma distância enorme em comportamento. Se bem que, pensando com calma, Niterói fica muito próximo da Barra da Tijuca.  Não necessariamente em quilometragem.
O niteroiense tem sua fidalguia interiorana mantida. Eles foram a "Capital do Interior" por muito tempo. E tem coisas que não se muda por decreto. Niterói nunca se comportou como "um bairro do Rio", o que é um mérito. Niterói sempre foi a Cidade que influenciava o interior fluminense. Era a Cidade importante que espelhava Campos dos Goytacazes.  Até diferente o niteroiense fala. Sim, menos de 20 km de distância e eles falam diferente. Ninguém vai na casa "DO" fulano, em Niterói se vai na casa "DE" fulano. Um mérito de resistência. Parabéns a Niterói que se mantém preservada e não se curvou ao cosmopolitismo de estar ao lado de uma Cidade como o Rio de Janeiro.

Outro dia, conversando com um amigo, que traduz bem este espírito niteroiense, ele falou em tom de vaticínio: "...O Kone(esta temakeria que é sucesso em todo o Rio) não deu certo em Niterói. Nós somos muito chegados a um bom atendimento. E eles deixam a desejar. E em frente abriu uma temakeria de um cara de Niterói, que capricham no atendimento. Sabem quem você é, não falta nada..."
Parei e pensei naquela frase do Drummond que no interior ninguém se incomoda com a fama, pois todo mundo é conhecido. Talvez para a classe média e enricados de Niterói ser considerado um a mais de um restaurante de gente do Leblon era muito desagradável. Melhor ser o "escolhido" do restaurante do amigo niteroiense.
Interessante analisar o comportamento de uma Cidade tão perto do Rio em quilômetros e tão diferente em hábitos e atitudes. Nada de errado em ser como é. 
Viva Niterói, que tem uma bela praia, Itacoatiara. 
E tem também uma maravilhosa vista do Rio de Janeiro.

Adoro esta foto. Quase todas as montanhas do Rio, vistas de Niterói.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Novas grandes mentiras...Mãos secas com apenas 2 folhas


Existe algo que me incomoda: a mentira. O adesivo no porta toalhas  de banheiros "Mãos secas com apenas 2 folhas" é uma grande mentira. Por mais preocupações ecológicas, desafio alguém a secar as mãos com apenas duas folhas...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Barra da Tijuca - Pertinho do Rio de Janeiro


A Barra da Tijuca até que se esforça. Mas ela não consegue fazer parte do Rio. Cidades independentes e vizinhas, como Recife-Olinda ou Vitória-Vila Velha, parecem ser mais próximas que a Zona Sul e a Barra da Tijuca.

Não se trata de um preconceito com os emergentes. Se nos anos 90 eles causavam algum incômodo com suas festas para cachorros e tapetes persas cortados nos carros, hoje, no esquecimento, eles foram apenas celebridades instantâneas coletivas. Não incomodam mais. E vivem ostracismo dos ex Big Brothers.

A culpa não é da geografia ou do Plano Lúcio Costa. Por mais que pensem que os prédios da Barra não tenham a cara do Rio, decididamente não é isto. Tudo bem que a ausência de esquinas tira uma das características do Rio, seja Zona Sul ou Zona Norte. A esquina, o boteco, a banca de jornal. Apesar que alguns botecos hoje vão se transformando em pés limpos para happy hour da galera. Mas o popular botequim, aqueles plantados nas esquinas, seja do subúrbio, seja de Copacabana, parece que na Barra inexiste.

A Barra também não é distante do Rio pelo cheiro de peixe frito nos quiosques da praia. Você sai para correr ou caminhar e sente o aroma de peixe frito.

Então o que faz a Barra ser algo diferente do Rio como Niterói? O que faz são as pessoas. Na Barra as pessoas se arrumam para ir ao Restaurante.

Na Barra existe a maior quantidade de mulheres suecas trangênicas, leia-se louras de farmácia.

A água da Barra deve alisar cabelos, como tem mulher de cabelo liso por lá.

Na Barra se tem a maior quantidade per capita de silicone.

Na Barra se encontra o maior número de mulheres com botox.

Mas a Barra tem seu mérito. Ela descriminalizou a ida a churrascaria com uma namorada. A Barra fez um traço de união entre zona norte e zona sul. Onde não tem nenhum inconveniente o filho de um banqueiro –de banco- ser vizinho de um dono de ferro velho. A Barra pode ser estranha, mas ela é democrática. Por isto, que apesar de tudo, a gente sorri. Pois que lugar do mundo pode ser tão agradável com verde, com mar limpo e vias outrora expressas. A Barra é excelente. E o melhor: é Pertinho do Rio de Janeiro.