Mostrando postagens com marcador alma carioca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alma carioca. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Aniversariante do Dia


Hoje é aniversário da inauguração do Cristo Redentor. Parabéns para ele. Mais que um símbolo da Igreja ou dos católicos, o Cristo Redentor é do Rio. É do Brasil. "Braços abertos sobre a Guanabara..." Ainda que estes braços não se fechem, fazendo um abraço carentemente carinhoso,traduz o Rio.  Cariocas estão de braços abertos. Sem fechar. Sem exageros e intensidades. Isto é o Rio de Janeiro. 

sábado, 4 de abril de 2009

Uma cidade tão próxima do Rio e tão distante


Niterói fica ao lado do Rio. Uma ponte. Pouco mais de 13 km de distância física e uma distância enorme em comportamento. Se bem que, pensando com calma, Niterói fica muito próximo da Barra da Tijuca.  Não necessariamente em quilometragem.
O niteroiense tem sua fidalguia interiorana mantida. Eles foram a "Capital do Interior" por muito tempo. E tem coisas que não se muda por decreto. Niterói nunca se comportou como "um bairro do Rio", o que é um mérito. Niterói sempre foi a Cidade que influenciava o interior fluminense. Era a Cidade importante que espelhava Campos dos Goytacazes.  Até diferente o niteroiense fala. Sim, menos de 20 km de distância e eles falam diferente. Ninguém vai na casa "DO" fulano, em Niterói se vai na casa "DE" fulano. Um mérito de resistência. Parabéns a Niterói que se mantém preservada e não se curvou ao cosmopolitismo de estar ao lado de uma Cidade como o Rio de Janeiro.

Outro dia, conversando com um amigo, que traduz bem este espírito niteroiense, ele falou em tom de vaticínio: "...O Kone(esta temakeria que é sucesso em todo o Rio) não deu certo em Niterói. Nós somos muito chegados a um bom atendimento. E eles deixam a desejar. E em frente abriu uma temakeria de um cara de Niterói, que capricham no atendimento. Sabem quem você é, não falta nada..."
Parei e pensei naquela frase do Drummond que no interior ninguém se incomoda com a fama, pois todo mundo é conhecido. Talvez para a classe média e enricados de Niterói ser considerado um a mais de um restaurante de gente do Leblon era muito desagradável. Melhor ser o "escolhido" do restaurante do amigo niteroiense.
Interessante analisar o comportamento de uma Cidade tão perto do Rio em quilômetros e tão diferente em hábitos e atitudes. Nada de errado em ser como é. 
Viva Niterói, que tem uma bela praia, Itacoatiara. 
E tem também uma maravilhosa vista do Rio de Janeiro.

Adoro esta foto. Quase todas as montanhas do Rio, vistas de Niterói.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Cariocas não são bairristas


O Rio de Janeiro foi uma cidade que inventou a globalização antes desta palavra existir. Basta uma bola na praia e ninguém se interessa em saber seu nome. Sua origem. Classe social. Se você estiver com a camisa do Barcelona com o nome do Messi nas costas. Pronto. Seu nome é Messi.

No Rio de Janeiro você vê Presidente de multinacional tomando um "choppinho" num boteco conversando sobre futebol com um humilde trabalhador. Amigos de chopp.

O Rio de Janeiro usa camiseta e havaianas. E tá todo mundo igual. Pronto.

Os jornais do Rio são : "Jornal do Brasil", "O Globo", "O Dia"...nada referente ao nosso Estado. Como em Minas ou São Paulo(Folha e Estado).

O Rio até perde em representação política. O parlamentar do Rio tem "vergonha" de ser "bairrista". De defender causas importantes para o Estado. Como os Royalties  do Petroléo, que agora querem tungar o Rio. Parlamentar do Rio quer pensar o País. Afinal, alma de Corte. Dificil conseguir ser "provinciano". 

Quando o Brasil era Rio de Janeiro, o Brasil não era um enorme programa de auditório com BBBs disputando uma audiência na TV. Não é saudosismo, é constatação. Tinha mais massa crítica.

O Rio tem um pouco do nordeste, do sul, do norte. Tudo misturado, dando uma receita nova com uma cara, a cara do Rio. A cara do Brasil.
Aqui o Tutu mineira ganha uma nova versão. A moqueca capixaba vira capixaba, mas acariocada. O acarajé fica menos "quente" e até o "fogo paulista" e o "Bauru" tem versões tipicamente brasileiras, quer dizer cariocas. Muda o original, permanece a essência. A essência do Brasil.

O Rio teve coragem de eleger, durante o Regime Militar, o seu maior inimigo para Governador.Talvez uma eleição única no mundo.

No Rio de Janeiro, o "fenômeno" Collor, não vingou em 89.

No Rio de Janeiro você encontra cariocas de todas as partes do mundo. Conheço cariocas argentinos, cariocas mineiros, cariocas pernambucanos, cariocas gaúchos, cariocas cearenses, cariocas franceses. Ser carioca é escolher o Rio. E para isto você não precisa negar sua origem. O Rio de Janeiro não é ciumento. 

O Brasil fica mais brasileiro quando fica mais carioca. O Rio de Janeiro é resumo do Brasil. Sem pretensão de ser melhor. Apenas de ser o resumo de um País como tanta multiplicidade maravilhosa. Com tantos "Brasis". E o Rio aceita com carinho todas estas influências, como uma Cidade de mar. Aberta as novidades.
Não é bairrismo. É constatação.
O Rio mora no coração do Brasil, porque o Brasil inteiro mora no coração do Rio.

PS: Esta foto não é minha.