sábado, 9 de janeiro de 2010

Ora, meias

Não sei se foi por insolação de hoje caminhar sob o sol, mas fiquei pensando nas meias.

Se existe uma peça do vestuário que eu julgo importante, é a meia. Passa desapercebida pela maioria das pessoas, mas eu tenho uma relação muito especial com as meias.


Nos tempos de Colégio. E estudei num colégio que usava paletó e gravata. As meias, na cor cinza, finas, diga-se de passagem, faziam parte do uniforme correto. Eu penava. Aflitivamente quando o fio da meia fina não estava no local exato.Sabe aquele fio da meia, a costura. Era quase compulsivo. De tirar o sapato, onde quer que estivesse, para ajeitar o fio no lugar certo. Quando vi minha filha, com 3 anos fazer o mesmo ataque, contrariando todas as recomendações da educação infantil - a mãe e babá já estavam a beira de um ataque de nervos sem entender a razão, eu fui e ajeitei a posição do fio. E falei que tem coisas que não tem explicação. Uma mania, que pode ser oriunda de algum atavismo, passada para uma geração seguinte.

Meias, sem nenhuma conotação erótica ou sensual, isto é coisa para um outro post, porque as meias que falo são as meias de uso.Coisa tosca. Nada que remeta para algo de bom gosto. Pensando no meu pé. Uma coisa absolutamente tosca. Escrevo para falar do conforto. Eu sempre buscava o conforto da "meia esportiva" em algodão. A ponto de usar duas meias.Uma esportiva e uma social por cima quando o terno pedia uma meia no traje. Depois descobri meias sem este fio de costura. meias finas. Mas havia desacostumado por completo com aquele toque estranho nos meus pés. Um toque do material sintético, que não é nada estranho quando a gente segura na coxa da mulher desejada e encontra nos dedos da mão e na palma este toque. Mas nos dedos e palmas dos pés, este toque sintético é estranho demais. Eis que descobri meias de algodão, que fingem ser meias sociais para serem usadas com terno. São descartáveis, não duram duas vezes, mas são boas.

Pode parecer uma bobagem, mas meus pés tem que estar confortáveis para eu ter um bom humor pleno. Pode ser um All Star Converse, um But ou no sapato social. Mas as meias são importantes demais para mim.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Post musical de sexta

Benjor é do bem. Bem musical. Cara da minha infância.
Cara do Verão.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Help, Amarcord

Amarcord, do Fellini, significa, "eu me recordo". Pois a Help, que sábado desaparece, faz parte destas minhas memórias.

Foi na Help a primeira grande briga em boate na adolescência. E era matinê. Depois, foi na Help que fui detido pela primeira vez. E estava correto, mas fui parar na DP. E era menor. Mesmo com os risos, elogios do delegado e amizade do mesmo, dei uma passada por lá. Nada de muito grave, mas era numa época que uma briga de boate chegava aos jornais e que os seguranças de filho de promotora não matavam jovens envolvidos em brigas bobas na porta de boates.

Lembro do depoimento dos integrantes do White Snake dizendo que "Cara, aqui nós somos como os Beatles no auge, as mulheres nos agarram..." Ninguém disse pra eles que as meninas eram "namoradas de alguel" e não "grupies" latinas.

Meninas, antes das "primas" tomarem a Help. Meninas que viraram mulheres. Casaram. Procriaram. Engordaram. Nem de longe são as meninas que eu convivi duas décadas atrás.

Depois do mundo adulto fui apenas uma vez na Help. Ou seja, fui uma única vez na Boate que sábado fecha suas atividades para dar lugar ao Museu da Imagem e do Som, se me lembro em 2005 ou 2006.

A Help não tinha nada de bom. Era uma espécie de "Cinema Paradiso" com exibição de filmes mais desinibidos. Seu fim é perfeitamente compreensível.

A Help, assim como as meninas e namoradas da adolescência(que casaram,procriaram,engordaram e sumiram), não vai fazer falta. Mas vai deixar uma saudade.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lula lá

Sou um emocional, as vezes sou. Eu mesmo acredito nisto. Ouvindo e vendo este vídeo, me lembrei do "primeiro voto". Me lembrei de sonhos.Me lembrei de utopias.
Elas existiam até para um adolescente niilista.
Apenas não as confessava.


domingo, 3 de janeiro de 2010

Cinema nacional

Queria mostrar uma cena com os anões do filme "História que nossas babás não contavam". Anões falando um monte de palavrões. Filme brasileiro que por 10 minutos não aparecer um peitinho ou um palavrão (quase sempre totalmente desconexo como alguém que sofre da Síndrome de Tourette), se não aparecer palavrão ou peitinho, pode apostar é filme dos Trapalhões ou da Xuxa. Bem, este filme tem uma das mulheres que, se o mundo já estivesse globalizado, teria sido uma Eva Mendez e estaria naquelas listas de mais sexys do mundo. Adele Fátima. Aqui com o papel do filme citado, ela está de "Clara das Neves".

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Post binário

Depois de um Reveillon maravilhoso, explicar para minha filha, que riu do drama, o que foi a preocupação com o "Bug do Milênio" Y2K. Então um post  em data binária e hora binária. E ainda em tempo, Feliz 2010.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Previsões 2010

Eleições. Copa do Mundo. Alguma CPI. Previsões previsíveis. 
Das eleições, Lula ganha. Mesmo se não fizer Dilma. Se perder, ganha e deixa a imagem do grande democrata que passará o cargo (e com grandes chances, mesmo com a caneta em outras mãos, de retornar em 2014 - 4 anos fiscalizando obras de PAC, de Copa e de Jogos Olímpicos, num shadow cabinet, um "Cornet Cabinet" que vai ficar bravatando com desenvoltura, coitado do Serra). E, coloca o crédito da derrota numa candidata difícil. Se ganhar,  mostra força eleitoral além do inconteste. No mais, nos Estados, o clima de "reeleição" se fará presente. "Reeleição foi feita para reeleger". Como ouvi de uma liderança política do Rio de Janeiro.
Copa, totalmente em aberto. Gostaria de ver um País africano campeão. Gostaria de ver Maradona campeão, mas apenas o Maradona, não a Argentina. Maradona pela coragem de se expor, de tomar riscos, de tentar fazer algo pelo seu País. Todavia, nos cabe a obrigação verde e amarela de torcer por uma seleção pálida. Amarelo pálido. Este time do Dunga parece que será como o do Parreira: pode vencer, vamos comemorar, as emissoras ufanaram ao excesso, os investimentos publicitários idem, mas, sinceramente, o time do Dunga pode ser campeão invicto, mas é sem alma. Por enquanto falta alma. Senza Anima! Senza Grinta!
CPI, bem, alguma existirá. E acabará em alguns minutos de holofote para alguém da oposição e nada mais de aplicabilidade prática.
Feliz Ano Novo.

Rock in Rio 25 anos

Rock in Rio, o primeiro, em 2010 são 25 anos passados.


Tempo demais. Principalmente quando se esteve lá. Ainda que molecote. Dá uma idéia de 1/4 de século de história. O que é mais que uma eternidade para um adolescente.

Em 1985, quando se olhava para o passado de 25 anos, e você chegava em 1960. Parecia tão mais distante.


Entre 1985 e 1960 teve Kennedy, Beatles, Woodstock e Vietnam.

Entre 2010 e 1985 teve Clinton, Nirvana, Loolapalooza e Iraque.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Década a passar

Hoje eu realmente me dei conta que a década 00 chegou ao fim. Se me perguntam sobre década que passou, de bate pronto me vem na cabeça Nirvana, Senna, Seinfeld, Mad About you...mas passa longe, isto são fatos e personagens da década de 90. A década 00 teve um detalhe, foi tão educada que deixa como marca o 11 de setembro. E foi logo no comecinho. E nada mais. Talvez a eleicão do Obama, a crise de 2008 e que eu tente me lembrar, nada de muito significativo e diferente nas artes, na música. E um outro 11 de setembro aconteceu. Nossas tv foram invadidas pelos realities shows, onde pessoas sem graça mostram suas rotinas.
Uma década fácil de não ser lembrada, mas difícil de ser esquecida.
Today I really realized that "00's" , the decade, was over. If you ask me about that decade now, ready to comes to mind Nirvana, Senna, Seinfeld, Mad About You ... but passes away, these are facts and figures of the 90s. The decade was a detail, was so polite as it leaves one great mark : (9/11) September 11. It was right at the very beginning. And nothing more. Perhaps the election of Obama, the crisis of 2008 and I try to remember, nothing very significant and different arts, in music. And another (9/11) : our televisions suffered the attack of realities shows ,like Big Brother.
A decade easy to not remember and not easy to forget.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Miles Davis no Natal

Em certos dias pensei que Miles Davis fosse Deus.
Mais que um abençoado do talento compassado.
Um segredo sagrado?
Nunca ouço Miles no cd do carro.


Curtindo o presente de Natal.
Gostei.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal

Natais foram recentes na minha vida. Alguns nem tanto. Mas de certa forma e particular, sim o Natal é recente. Tenho referências absolutamente pessoais que se misturam a referências que são verdadeiros arquétipos do Natal. Pelo frio, pelo calor. Pela Neve, pelo Sol. De Nova Iorque a Copacabana. De Roberto Carlos a Nat King Cole - passando por música italiana. Assumidamente cafona. Como é o Natal. Como são as pantufas. Como é comer um bom espaguetti. Gostoso, porém ridículo. Uma das coisas boas de passar dos 30 é não ter vergonha do que poderia se rotulado como cafona por um adolescente. Sobre o dia de hoje, bem, o Dia 25 é dia de rescaldo de Natal. A Segunda divisão do Natal.
Mas ainda em tempo:
Feliz Natal.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Romário

Se "auto-zoar" é fundamental. Demonstra inteligência e desprendimento.
O Romário mandando o menino "treinar" é de uma leveza e de bom humor que ganha o filme publicitário. Feliz Navidad!

Odeio cigarro, mas...

Mesmo detestando os bastões de papel carregados de nicotina, por ter nascido numa família de fumantes, o cigarro faz parte das minhas memórias. E o jeito "gauche" para mim era "não fumar". Do cigarro de pai, me lembro de alguns: Kent, 555, L&M, Benson & Hedges que vinham direto dos Estados Unidos, na época que todo mundo tinha "o seu contrabandista do bem". Dos cigarros de irmãos o John Player Special, e, é claro, quem viveu os anos 80, se lembra desta marca de cigarro-Hollywood- que era o maior lançador de músicas, hábitos e atitudes. E hoje aqui na rádio apareceu a embalagem "retrô" daquela época de infância que as pessoas fumavam sem culpa e sem vergonha.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Então é Natal

Quanto tempo eu não ouvia "Garotos Podres". Talvez desde o tempo que o João Gordo era apenas um integrante gordo do Ratos de Porão e não um apresentador disputado pelas redes abertas. Sem saudosismo, era melhor assim.
Lembrei de um show antológico, eu com uns 13/14 anos, vendo o Garotos Podres arrancado do palco pela organizacão. E aos berros protestando. E a galera, sob chuva torrencial, ao delírio. Aquilo era rock and roll. Era atitude. Hoje as bandas tem profissionais cuidando do seu twitter, da sua gestão de imagem e até do seu facebook. Tudo marketeiramente profissional demais. São produtos sem alma, mais que qualquer outra coisa. Será que não tem como juntar a modernidade , os múltiplos canais de comunicação, com atitude, qualidade do som e , sobretudo, alma?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E o melhor da FIFA vai para...

melhor do mundo 1993 baggio
copa do mundo 1994 baggio perde penalty na final

melhor do mundo 1997 ronaldo - o R9, o Fofão, o amigo dos Travecos
copa do mundo 1998 ronaldo amarela na final

melhor do mundo 2001 figo, melhor do mundo
copa do mundo 2002 figo e portugal humilhados na fase inicial

melhor do mundo 2005 ronaldinho
copa do mundo 2006, ronaldinho e o brasil apagados

melhor do mundo 2009 messi

o título que parece fadado ao fracasso na copa seguinte, eita maldição.juro que não estou "praguejando" a argentina

Verão começa

Horário de Verão. Calor. Calor insuportável. Dias mais longos. Mas tem seu valor. Chega o Verão. Bem-vindo.Chega junto com o metrô de Ipanema. Com 21 anos de atraso, mas chega. Já o Verão não. Ele não chega. Na verdade ele nunca deixa o Rio.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Severino Araújo ganha biografia

Merecidíssima biografia do Severino Araújo. Ele é nosso Benny Goodman, ou nosso Tommy Dorsey de forma atemporal. A Orquestra Tabajara faz trilha para um Rio de sonhos, em um Golden Room imaginário. Quando as mulheres eram divas, os homens tinham caráter, coragem e não se escondiam nas frescuras dúbias da insegurança e do consumismo da metrosexualidade. Para mim, melhor ser um ser do século passado.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Post Musical

Se eu fosse escolher, queria cantar como este cara. Roy Orbison é "o cara".

Uma das melhores cenas

Algo como se Ionesco fosse levado ao cinema. Adoro esta cena. Aliás adoro Mulholland Drive.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

No clima de Flick - Rio em fotos

copacabana 17h30min
praia do leblon, visão da estátua do Zózimo 15h30min

centro da cidade -saara-14h35min

ponte rio-niterói 13h10min
Separei um apanhado de fotos que tirei na semana que passou , com o celular, no caminho de reuniões de trabalho. A do Centro e a ida a Niterói. E de uma caminhada no sábado. Praia e o posterior retorno.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Nelson Cavaquinho

Adoro Cartola. Mas sempre que vejo a idolatria e o respeito da mídia , merecido, diga-se de passagem e que se repita, ao genial compositor da Mangueira, lembro que praticamente esquecem um gênio como Nelson Cavaquinho. Como se não houvesse espaço para dois gênios. Uma pena. Esta música, cantada pela musa do samba encabulado, com sua beleza delicada presença. Nara Leão. Que delícia para encerrar o domingo. Boa noite.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um clássico natalino

As TVs, e diga-se de passagem em todo mundo, adoram passar "A Felicidade não se compra" , "It's a wonderful life" do Frank Capra quando chega dezembro. O filme é perfeito. Uma obra prima. Um roteiro bem resolvido. Aquele tipo de filme que é bem feito. Que vale a pena ver. Que passou no teste do tempo. É de 1946. Hoje, carentão natalino, me lembrei deste filme. E lembrei que, no fim, basta ter paciência, o bem sempre vence. Mas não antes de passar por poucas e boas. Um alento. Quem tem dignidade e caminha na retidão sabe o que eu falo. Nem sempre o bem é o caminho mais fácil. Mas é o caminho a seguir. Embora nem todos entendam. Mas devemos seguir. Quem não viu, que veja.

Post musical de sexta

Semana que vem volto a atualizar com a freqüência de sempre. Semana puxada. Então, a composição que Lennon dizia ter sido sua primeira canção ambiciosa. E, fica aqui para a minha mala amada. E um pouco de Tony Bennett, para mim a cara do Natal. Uma espécie de Roberto Carlos da minha infância.Mas aí a história é longa.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Twitter, blog e Curitiba

A velocidade da micro opinião é devastadora. Postei no twitter, e olha que tenho poucos seguidores, não tenho nenhuma fúria de aumentar o número deles, sobre as cenas de selvageria no Couto Pereira, e uma entrevista por telefone agora a`a noite para uma rádio de São Paulo. Recebi uns 20 mails reclamando. E uns 5 elogiando.
Não tenho nada, mas nada mesmo, contra a terra de Trevisan e Paulo Leminski.
Por mais carioquices e bincadeiras, nunca serei preconceituoso com ninguém.

Apenas as cenas hoje no Couto Pereira fizeram vergonha a uma Cidade que sempre se ufanou pelo seu "primeiro mundismo".Que a gente constata, goste ou não, assim que coloca os pés em Curitiba, Foram cenas de envergonhar uma população educada, culta e sensata. Apenas isto. Foram as cenas que vi. Nada além. Nada contra o Coritiba ou Curitiba.
Cenas que merecem punição exemplar para que não se repitam.

Futebol Carioca

Na final do Brasileiro que o Bangu chegou, vi bandeiras do Flu, do Bota, do Vasco e do Flamengo. Todo mundo junto. O Maraca tava colorido e lindo. Nunca antes na história(frase do Lula) foi visto tamanho carioquismo unido. Na decisões por tiros livres da marca do penalti, um foi pra fora e o Bangu perdeu.
Hoje o Vasco é o campeão da Série B. Flamengo Campeão da Série A. Flu e Bota se seguraram aonde tem que ficar: na elite do futebol brasileiro.

Valeu Rio.
Então o hino do Bangu. Sei que o Lamartine Babo não tava tão inspirado. Mas fica aqui ele para homenagear Flu, Bota, Vasco e o Campeão Brasileiro, o Flamengo.E, é claro, o Bangu.

Agora a nota triste a vergonha em Curitiba. Se a FIFA viu, era para a Cidade de Curitiba, que tanto se exalta como "primeiro mundo", perder o direito de receber a Copa. Cenas de selvageria que já estão correndo o mundo. Como diria o Casoy. Uma vergonha.

PS:
Nada pessoal contra a equipe do Coritiba que foi algoz do meu Bangu naquela decisão do Brasileiro de 85.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Campeonato Brasileiro e os times do Rio

Não vou torcer nunca contra um time do Rio. Meu carioquismo, que nunca é bairrismo, pois cariocas não são bairristas, já que nós traduzimos um Brasil inteiro aqui. Como disse temos cariocas paulistas, cariocas argentinos, cariocas portugueses. Para ser carioca você não precisa negar sua origem. Bem, depois de 17 anos, o time que traduz um País, sim existem equipes que são emblemáticas e traduzem um País. E o Flamengo traduz o Brasil. Com seus contrastes. O Flamengo é a maior torcida na elite e na favela. Por mais que o Fluminense tenha sua aura elitizada, o Botafogo sua tradicional boêmia e vocação para a dor de cotovelo intelectualizada e o Vasco seja o verdadeiro time do povo, o Flamengo consegue ter tudo isto misturado. Sem um rótulo definido. Sim, os times do Rio são os verdadeiros times do Brasil.E isto se deve a Ari Barroso- o autor da Aquarela do Brasil, nosso Hino não formal e radialista, que com a Rádio Nacional transmitia os jogos para todo Brasil. Embora a tv atual, a força econômica dos anunciantes levem o Brasil a uma recente paulistização, incluindo no crescimento das torcidas, o Brasil fica mais leve, mais colorido, mais alegre, quando fica mais carioca. Inclusive no futebol. Boa Sorte Rio.


Footbal in Rio
I will not ever "cheer" against a team from Rio. My "Carioquice", which is never localism, because Rio is not localist, as we translate a whole of Brazil here. We have cariocas from Argentina, cariocas from São Paulo, cariocas from Great Britain. To be carioca you don't need deny their origin.

After 17 years, the football team that represents a country, can be National Champion. Yes there are teams that are iconic and reflect a country and Flamengo represents Brazil. With brazilian contrasts. Flamengo is the largest fan in the elite and the slum. As much as Fluminense has its elitist aura-like a english Chelsea, Botafogo its traditional bohemian and intellectualized and Vasco the real time of the poors. Flamengo have it all mixed. Without a label set. Yes, the teams of Rio are the real national of Brazil. Have supportres in all Brazil. One man is the author of great coverture of cariocas teams : Ari Barroso, the author of "Aquarela do Brasil", our anthem is not formal anthem, but when the first sound, and you said: "Brazil". Ari Barroso was radio speaker in the 50's. and Radio Nacional and transmited whole Brazilian territoire. So the Rio teams were national teams. Now, with the economic power of companies based in São Paulo and the advertising power, we live a "paulistização". Economic and natural for the power of money. And some teams of Sao Paulo become national teams. But, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco ever national teams. With fans all over Brazil. Rio, in the heart of Brazil.
Good Luck, Rio.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Paris, França


A França sempre foi presente pra mim. Os "recuerdos" espalhados pela casa de vó, os discos de Aznavour do pai e aulas de D. Odette. Uma senhora francesa e ruiva que me alfabetizou no colégio com Rabelais. Bem, nunca fui francófano. Admito. Nunca morri de amores pela cultura francesa. Apesar de gostar da culinária normanda. Saber francês garante pedir um bom prato e bancar um ar um pouco pernóstico e quase afeminado.

Mas mesmo sem morrer de amores, sempre tive a França e Paris por perto. E depois de tantas idas e vindas, algumas delas por culpa da Varig com suas insistentes escalas em Paris, eu fui curtindo um pouco mais da Cidade Luz. Já consegui me espalhar por quase todos os arrondissements. Cada vez me hospedava em um. Já fiz Paris a pé. De bicicleta. De carro.(Em alguns momentos com vontade de atropelar os ciclistas). E, é claro, de metrô. Andar com aquele prazer de caminhar quase como um local, conhecendo as ruas como se estivesse em Copacabana, apesar de ainda embrulhar o pão no papel e insistir em mostrar que sou brasileiro e não um gringo de outra origem.

Lembro de dois filmes que via dia sim, dia também ainda em VHS, "As loucas aventuras de Rabi Jacó" e "O dia do Chacal". Os dois ambientados em Paris, transformaram a cidade em algo corriqueiro para mim. Fora o Louvre, que antes de vê-lo pela primeira vez aos 20 anos, eu já conhecia. Graças aos trabalhos de Dona Odette. Então não era uma Cidade que eu descobria, eu apenas vivia o que já tinha vivido nos livros, discos, fotos e filmes. Emocionava a presença, não a descoberta.

Em Paris comecei um casamento. Muito tempo depois, tive a certeza do fim dele também. Sem tramas ou dramas. Depois, um teste: uma nova chance. Uma nova história sendo escrita diretamente daquela Cidade. Vi minha filha zombar da Gioconda, com a acidez de humor que se faz necessário a quem merece um sorriso pela inteligência. Então, no Ano da França no Brasil, que está quase chegando ao fim. Viva Paris.

Acredito que a Place des Vosges fica aqui na minha esquina. E que fumo um Cohiba e bebo Calvados , sem ninguém me incomodar. E continuo invicto sem ter ido a Versailles.(Mas isto eu não conto pra ninguém)
No título, parodiei Win Wenders.
Paris, France
France has always been present to me. The trip gifts and goods around the house of grandmother, the Aznavour in father's songs and lessons by Madam Odette. A French lady with the big red hair who taught me the A B C with Rabelais. Well, I was never francophone.I never fall in love with French culture. Ok, I love Normand Recipes and Cuisine. If you know French , you can ask a good meal and pay for a air a little pedantic and almost effeminate.
After so many trips to Paris, some fault with our deceased Varig , wich repeated stops in Paris, I was enjoying a little over the City of Light. I have managed to spread almost all the arrondisements . Each time I stayed in one. I've done Paris on foot. Cycling. By car. (At times, willing bypass or to run over cyclists). And, of course, the subway. Walking with that pleasure to walk almost like a place, knowing the streets as if in Copacabana. I still wrap the bread in paper and insist on showing that I am Brazilian and not a foreigner from another european country.
I remember two films , I saw many times, also still on VHS, "The Adventures of Rabbi Jacob" and "The Day of the Jackal". The two set in Paris. Transformed the city into something commonplace for me. Outside the Louvre, before seeing it for the first time at age 20, I already knew. Thanks to the "Dona Odette's homeworks". Thank you very much indeed, Madam Odette. So it was a city that I discovered, I just lived what he had been in the books, records, photos and movies. I had seen. I already knew. Now, I lived. Just this.
In Paris got a marriage. Later, 10 years, I was sure the end of it too. Without drama. In Paris last year, a test: a new chance. A new history being written directly to that city. Thank you Paris. The romanti City. I saw my I saw my daughter make a comment with verve about The Gioconda. With the acidity of humor and inteligence that is necessary to who deserves a smile. 2009 the Year of France in Brazil, which is almost over. Viva Paris.
I believe the Place des Vosges is here in my corner. Yes, is nearest. I smoke a Cohiba and drink Calvados, without anyone bothering me. And I'm proud of never having gone to to Versailles. (But this I did not tell anyone)
I parodie this title - Wim Wenders, of course.

Adoro programa ao vivo

O falecido Chacrinha tinha horror a programa ao vivo. Eu adoro. Alguém tem que dar uma maracujina ou calmante ao Datena. Como conseguir de certo ficar errado em poucos segundos. E a cara do Luxemburgo é impagável.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dia do Samba

Hoje é dia do samba - coisa que difere daquele pagode de mauricinho corno ou de bebum balbuciando meia dúzia de sons sem sentido e com a presença constante da palavra "Sapucaí", bem falava o saudoso João Saldanha que "queria ver o dia que colocassem o desfile na Almirante Cochrane, ia enlouquecer o compositor.
Então, "eu sou o samba" e a presença da Velha Guarda da Mangueira, nosso "Buena Vista Social Club"

Today is the day of the Samba. The song "Eu sou o samba" -I'm the samba . And with the Velha Guarda da Mangueira, our Buena Vista Social Club.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Chato e os chatos

Deixemos as piadas no campo das piadas. E levemos com bom humor. A resposta do Prefeito Eduardo Paes ao bom e chato ator Robin Willians por sua piada de mau gosto foi precisa :"Dor de Corno".
Não sejamos pesados.
Ele pegou muito mais pesado com a Primeira Dama -Michelle Obama e com a Ophra. O Rio foi um detalhe.
E vamos aprender a rir da piada.
Afinal ganhamos.
E o Rio sempre teve bom humor.
Aos que acharam ofensivo e ficaram chocados, isto é coisa de paulista. Sejamos mais cariocas e menos caricatos.

Só falta algum chato pedir "boicote" aos filmes do chato.