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domingo, 8 de julho de 2012

Amar o Rio

Amar o Rio. Amor incondicional condicionado a esta Cidade. Chegar de viagem e poder pedalar. Dezessete graus centígrados. Quase glacial para cariocas. Escondidos da chuva fina. Em casa como adolescentes vendo resenhas esportivas. Matando o tempo. E eu correndo na pista vazia. Só digo uma coisa : delícia.

Tem até trilha para o momento solene.

Bizarre Love Triangle. A versão mais bizarra, é claro. Coerência.

E me remeto aos momentos de infância.

Ao passar pela obra do futuro MIS, eu penso. Nossa geração não esperava este momento que o Rio de Janeiro está vivendo na nossa geração.


Um Museu fantástico onde era a Help ( Avenida Atlântica, quase esquina com Rua Djalma Ulrich ) . Sai o reduto da cultura da saliência, entra a saliência do reduto cultural.

Um espaço deste a gente não sonhava lá nos anos 80. O Rio de Janeiro avançou além do nosso sonho. 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Help, Amarcord

Amarcord, do Fellini, significa, "eu me recordo". Pois a Help, que sábado desaparece, faz parte destas minhas memórias.

Foi na Help a primeira grande briga em boate na adolescência. E era matinê. Depois, foi na Help que fui detido pela primeira vez. E estava correto, mas fui parar na DP. E era menor. Mesmo com os risos, elogios do delegado e amizade do mesmo, dei uma passada por lá. Nada de muito grave, mas era numa época que uma briga de boate chegava aos jornais e que os seguranças de filho de promotora não matavam jovens envolvidos em brigas bobas na porta de boates.

Lembro do depoimento dos integrantes do White Snake dizendo que "Cara, aqui nós somos como os Beatles no auge, as mulheres nos agarram..." Ninguém disse pra eles que as meninas eram "namoradas de alguel" e não "grupies" latinas.

Meninas, antes das "primas" tomarem a Help. Meninas que viraram mulheres. Casaram. Procriaram. Engordaram. Nem de longe são as meninas que eu convivi duas décadas atrás.

Depois do mundo adulto fui apenas uma vez na Help. Ou seja, fui uma única vez na Boate que sábado fecha suas atividades para dar lugar ao Museu da Imagem e do Som, se me lembro em 2005 ou 2006.

A Help não tinha nada de bom. Era uma espécie de "Cinema Paradiso" com exibição de filmes mais desinibidos. Seu fim é perfeitamente compreensível.

A Help, assim como as meninas e namoradas da adolescência(que casaram,procriaram,engordaram e sumiram), não vai fazer falta. Mas vai deixar uma saudade.