Simples, basta pedalar atrás do cara do gelo. Desfrute da paisagem e vá mais devagar.
sábado, 15 de setembro de 2012
Naturalidade de nascença + carioca
Cariocas podem ser de Buenos Aires, Madrid, Milão, Berlin e até do Rio de Janeiro. O carioquismo é naturalmente aceito e assimila outras naturalidades. Se existe bi-nacionalidade, o Rio de Janeiro criou a bi-naturalidade.
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Rio de Janeiro
Globetrotter por ofício e prazer, fica certeza inequívoca, "Amar o Rio sobre todas as Cidades" não é uma Lei ou Mandamento, é uma simples questão de bom senso.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Livro delícia
"Darth Wader and Son" - Ganhei de Dia dos Pais de minha filha. O livrinho é uma delícia. Seja para "star wars maníacos" ou para quem apenas tem a referência de memória do filme, que passa a ser aquela cultura pop básica.
Recomendo. Em cada página, aquele poder sumarizado das grandes charges, precisas no conjunto da obra, como as da New Yorker, por exemplo.
O livro na Amazon
http://www.amazon.com/Darth-Vader-Star-Wars-Chronicle/dp/145210655X/ref=sr_1_sc_1?ie=UTF8&qid=1346975377&sr=8-1-spell&keywords=darth+wader++and+son
Recomendo. Em cada página, aquele poder sumarizado das grandes charges, precisas no conjunto da obra, como as da New Yorker, por exemplo.
O livro na Amazon
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Manter--se fiel
Manter-se fiel as suas origens, desde adolescência, não é oligofrenia quando a causa é nobre. A minha é nobre: ouvir com a mesma frequência Dead Kennedys, Ramones, The Clash que Cole Porter, Gershwin e Jobim. Agora no caso, ouvindo um disco obrigatório, (ainda chamo CD de Disco. Mas não seria já o CD um dinossauro?), bem, Ella Fitzgerald Song Book do Cole Porter é obrigatório. O maior easy listen de todos os tempos, mas easy listen não precisa ser lounge chatinho bossanova com jeitão de muzak de super mercado.terça-feira, 4 de setembro de 2012
A maior conquista olímpica do Brasil
Um atleta brasileiro derrota o "Usain Bolt". Numa arrancada única. Sensacional. Consegue a maior conquista olímpica da história do esporte brasileiro. E a mídia deu mais destaque ao valor da transação do Hulk do Porto para o Zenit e a falta do Adriano ao treino.
Quando você coloca que esta conquista não foi sobre o Usain Bolt, mas sim contra um atleta olímpico que também é paralímpico. Um bi amputado que competiu com atletas da elite mundial, esta conquista ganha tons épicos. A vitória de Alan Fonteles sobre Pistorius, por tudo que Pistorius representa, deveria colocar o nosso para atleta no Panteão dos "Monstros Sagrados do Esporte". E para quem gosta de Atletismo, de esporte, sem necessidade de comiseração, pena ou qualquer sentimento similar, apenas pelo prazer do esporte, foi algo genial. Não entendi o destaque pífio dado pela mídia e pelas entidades do esporte. Repito : foi a maior conquista olímpica brasileira de todos os tempos. Foi como vencer o Dream Team completo com Jordan e Johnson numa final.
A surpresa do estádio, do narrador, de todos. Só parece não ter impressionado a nossa mídia que deu um destaque pequeno a esta grande conquista. E cá entre nós, a arrancada foi sensacional.
Quando você coloca que esta conquista não foi sobre o Usain Bolt, mas sim contra um atleta olímpico que também é paralímpico. Um bi amputado que competiu com atletas da elite mundial, esta conquista ganha tons épicos. A vitória de Alan Fonteles sobre Pistorius, por tudo que Pistorius representa, deveria colocar o nosso para atleta no Panteão dos "Monstros Sagrados do Esporte". E para quem gosta de Atletismo, de esporte, sem necessidade de comiseração, pena ou qualquer sentimento similar, apenas pelo prazer do esporte, foi algo genial. Não entendi o destaque pífio dado pela mídia e pelas entidades do esporte. Repito : foi a maior conquista olímpica brasileira de todos os tempos. Foi como vencer o Dream Team completo com Jordan e Johnson numa final.
A surpresa do estádio, do narrador, de todos. Só parece não ter impressionado a nossa mídia que deu um destaque pequeno a esta grande conquista. E cá entre nós, a arrancada foi sensacional.
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sábado, 1 de setembro de 2012
Copacabana
Copacabana é Nova York de sandálias Havaianas e bikini.
Alguns locais "wannabe" Manhattan afloram na Princesinha. E isto é bom. Enquanto aguardamos a abertura de um espaço cultural como o MIS, uma ida ao The Bakers na Santa Clara, uma pedalada até o Leme para constatar que "Do Leme ao Pontal não há nada igual no Mundo" e uma passada no Guerin para comprar o melhor pão da Cidade, você tem a certeza de que muita coisa mudou para melhor por Copacabana. E ela não perdeu sua essência tumultuada, neurótica e deliciosa. Ai te ti Copacabana.
Alguns locais "wannabe" Manhattan afloram na Princesinha. E isto é bom. Enquanto aguardamos a abertura de um espaço cultural como o MIS, uma ida ao The Bakers na Santa Clara, uma pedalada até o Leme para constatar que "Do Leme ao Pontal não há nada igual no Mundo" e uma passada no Guerin para comprar o melhor pão da Cidade, você tem a certeza de que muita coisa mudou para melhor por Copacabana. E ela não perdeu sua essência tumultuada, neurótica e deliciosa. Ai te ti Copacabana.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Embaixadores do Rio
Existem dois caras que globalizaram o Rio, antes do Rio estar na "Ordem do dia" mundial. O britânico Ronald Biggs, sim, o "Ladrão do Trem Pagador" colocou o Rio de Janeiro no mapa. Tive o prazer de conhecer a figura pessoalmente em Santa Tereza, e ele esbanjava simpatia e carinho pelo Rio. Biggs colocou o Rio como "roteiro idílico". Ou, ao menos, como "rota de fuga".
O outro que já mostrou o Rio globalizado, desta vez o "estilo Lapa" para o mundo, foi Mano Chao. Morou por aqui. Bebeu em botequim da Gomes Freire, andava de noite pela Lapa e mostrou este jeito brasileiro para o mundo. Este jeito "Lapa" de ser.
Foram embaixadores do Rio que hoje o mundo vê.
Este Rio de Janeiro que os Jogos Olímpicos colocaram definitivamente no mapa.
Obrigado, Mano Chao.
Obrigado, Ronald Biggs.
O outro que já mostrou o Rio globalizado, desta vez o "estilo Lapa" para o mundo, foi Mano Chao. Morou por aqui. Bebeu em botequim da Gomes Freire, andava de noite pela Lapa e mostrou este jeito brasileiro para o mundo. Este jeito "Lapa" de ser.
Foram embaixadores do Rio que hoje o mundo vê.
Este Rio de Janeiro que os Jogos Olímpicos colocaram definitivamente no mapa.
Obrigado, Mano Chao.
Obrigado, Ronald Biggs.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Bairros do Rio - Catete
Me encanta esta quase dupla personalidade do Catete entre o Clássico e o popularesco. Uma mistura de nobreza ultrapassada com a descontração de um subúrbio carioca. Nitidamente difere de Copacabana. E ainda mais difere de sua natural continuação, o Flamengo. E me traz lembranças lusitanas. Expressas como um café bom.
Neste encontro entre o naiff , o decadente, o europeu, o africano, a desordem, a tentativa de se organizar, no meio disto um bairro sedutoramente globalizado. Cara de subúrbio carioca e Cidade grande ao mesmo tempo, só no Catete ou Londres.
O bairro tem um potencial para ser explorado para moradia e ateliê de jovens artistas. Perto de tudo, cheio de Metrô, com aluguéis ainda baratos em relação ao restante da Zona Sul carioca.
Duas, ou uma galeria, especializada em novos artistas pode fazer este bairro "bombar". O melting pot dele tá pronto. E é dos bons. Tem um certo conservadorismo que o coloca mais primitivo, menos Zona Sul. E isto ainda o faz mais interessante.
O Catete tem tudo para ser um bairro descoberto por novos artistas.
Neste encontro entre o naiff , o decadente, o europeu, o africano, a desordem, a tentativa de se organizar, no meio disto um bairro sedutoramente globalizado. Cara de subúrbio carioca e Cidade grande ao mesmo tempo, só no Catete ou Londres.
O bairro tem um potencial para ser explorado para moradia e ateliê de jovens artistas. Perto de tudo, cheio de Metrô, com aluguéis ainda baratos em relação ao restante da Zona Sul carioca.
Duas, ou uma galeria, especializada em novos artistas pode fazer este bairro "bombar". O melting pot dele tá pronto. E é dos bons. Tem um certo conservadorismo que o coloca mais primitivo, menos Zona Sul. E isto ainda o faz mais interessante.
O Catete tem tudo para ser um bairro descoberto por novos artistas.
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sábado, 25 de agosto de 2012
Rio, Duran Duran - referência de década
Talvez Rio, Duran Duran tenha sido o clipe que mais influenciou toda uma "geração" de filmes publicitários. Pura referência de intervalos comerciais. Parece um clip de todos os comerciais que passavam na TV.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Mais um prédio no Leblon
Eis que alguns colégios marcam a vida da gente mesmo sem a gente ter estudado neles. O St. Patrick's do Leblon foi um pouco assim. A Miss Maureen. Os muitos queridos amigos de infância. E até numa formatura deles, quando recebi um "diploma" de honra ao mérito pela presença no Colégio. Não fico triste apenas por parte da história pessoal que se vai. Isto é obrigatório ser compreendido de forma natural. Fico triste por ter a certeza que ali subirá mais um prédio aumentando o adensamento do Leblon, ainda que substitua um verde de gosto duvidoso até para um irlandês típico que ainda está naquela esquina.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Mutantes
Nossa cultura era muito mais européia vendo o que não fosse europeu de forma quase caricata. Mas o resultado do trabalho dos Mutantes é ser a primeira banda não brasileira a gravar em português como nativo. Foram "gringos" que prestigiaram o Brasil.
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domingo, 12 de agosto de 2012
Rio 2016 - Começou de verdade
Não quero falar do resultado pífio de medalhas. Pelos valores investidos, uma melhor posição no quadro de medalhas é fundamental. Nem da vergonha do futebol que ainda fica devendo muito. E olha que enviamos quase completo o que temos de menos pior. Justo quando o Brasil vai receber a Copa, temos uma das maiores entre safras de talento. Nem na década de 90 tenha sido assim. Nossos talentos atuais nascem mimados e estragados. Nascem com brilho, mas sem brio. Mas voltemos aos olhos do mundo esportivo, turístico, econômico e comportamento que agora estão vidrados no Brasil.
Mas eis que o sonho olímpico, aquele na loucura pela candidatura de 2004 estivemos presentes. E atuantes. Chegou com um atraso de uma década. Mas o momento do Brasil chegou. Os Jogos Olímpicos, mero detalhe que comprova o fato.
Sem patriotada. Sem ufanismo. Sem arroubos. Vivemos um momento único. Vamos esperar como o futuro verá o que estamos vivendo.
Quando terminam os Jogos Olímpicos em uma Cidade, começa o período, a "olimpíada". E nestes 4 anos futuros, somos a Cidade Olímpica.
Rio de Janeiro, Cidade Olímpica por natureza.
Com dores e delícias, como tem que ser a vida, realizaremos os Jogos Olímpicos. Estamos de parabéns. Como o Rio é o resumo do Brasil, parabéns Rio de Janeiro. Parabéns Brasil.
http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-19233328
Mas eis que o sonho olímpico, aquele na loucura pela candidatura de 2004 estivemos presentes. E atuantes. Chegou com um atraso de uma década. Mas o momento do Brasil chegou. Os Jogos Olímpicos, mero detalhe que comprova o fato.
Sem patriotada. Sem ufanismo. Sem arroubos. Vivemos um momento único. Vamos esperar como o futuro verá o que estamos vivendo.
Quando terminam os Jogos Olímpicos em uma Cidade, começa o período, a "olimpíada". E nestes 4 anos futuros, somos a Cidade Olímpica.
Rio de Janeiro, Cidade Olímpica por natureza.
Com dores e delícias, como tem que ser a vida, realizaremos os Jogos Olímpicos. Estamos de parabéns. Como o Rio é o resumo do Brasil, parabéns Rio de Janeiro. Parabéns Brasil.
http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-19233328
domingo, 5 de agosto de 2012
Post Poético
Búzios me traz uma saudade danada
de um monte mortos queridos
Gorby, Fred, Alexandre, Umberto, Cláudio, Anne e Monica.
Búzios
é uma saudade de verdade
de um monte de vivos
distantes
ausentes
ou perdidos.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Globo e a cobertura dos Jogos Olímpicos
Para quem pensava que haveria um boicote da TV Globo na transmissão, exclusiva para canais abertos da TV Record, bem...com toda dor de corno que pode ter rolado na TV Globo, pelo cochilo no leilão destes direitos de transmissão. (Justa a edição anterior a realização no Rio de Janeiro, - Brasil), mesmo com esta dor de corno global, eles estão fazendo uma cobertura jornalística precisa e sem recalques.
Jornalisticamente justa. Correta. Eficiente.
O lado positivo disto?
Estamos livres do Galvão Bueno.
Jornalisticamente justa. Correta. Eficiente.
O lado positivo disto?
Estamos livres do Galvão Bueno.
sábado, 21 de julho de 2012
Um ídolo feliz e leve
O Botafogo é uma instituição carioca e um dos maiores times da história do futebol mundial. Sim, onde Didi, Garrincha e Nilton Santos jogaram, é um campo santo. Isto ficando apenas num triunvirato dos gênios do futebol mundial.
Mas o Botafogo carrega com ele o "botafoguismo", onde mais importante que a vitória, é o reclamar após o jogo que foi roubado. Sim, pois o Botafogo não perde. "Ou ganha ou é roubado". Palavra de botafoguenses de todas as idades.
Botafoguense sabe a escalação do time Vice-Campeão de um turno na década de 70 e ainda cita o erro/roubo do juiz que aconteceu naquele fatídico jogo, mesmo que o mesmo tenha acontecido numa chuvosa quarta-feira. Se o erro ocorreu ou não, não precisa, afinal para um botafoguense de verdade, o Botafogo não perde por vias normais.
Da mesma forma que acredito que Zico e Garrincha foram ídolos diferentes de suas torcidas. O Gênio das pernas tortas tem uma história tipicamente rubro negra, brasileira, ao passo que o Galinho de Quintino tem a cara do Botafogo. Zico com seus pequenos dramas e grandes injustiças é a cara do Fogão.
Agora chega o risonho, feliz e aparentemente leve Seedorf.
Como o Flamengo teve uma eleiminação digna de Botafogo na Libertadores, (aos 47 do segundo tempo com gol em outro jogo - Veja aqui), o Botafogo ter um craque que é a cara do adversário é plenamente normal.
Seedorf já contaminou positivamente o ambiente do Botafogo e do futebol brasileiro. Agora se o craque, que foi capa de video games no seu auge, vai responder em campo, é uma aposta. Futebol para jogar este Brasileiro ele tem.
Ficamos na torcida.
Independe de Clube. Parabéns ao Fogão. Pela aposta e por ter feito a contratação mais midiática do ano.
E como o cara parece ainde ter bola, não ficando apenas no critério de factóide para imprensa, sei não, mas Bota se junta ao grupo que vai brigar por título de verdade.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Argentina-Brasil
O fato de preferir o Maradona ao Pelé não me faz menos brasileiro. Sou apaixonado por esta terra. Mas também não nasci com o sentimento anti-argentino que, talvez por atavismo, exista em muitos brasileiros.
Mas a Argentina tem algo que nos supera. E não falo de duas medalhas olímpicas do futebol.(Sim, no futebol para brasileiros e argentinos só vale o ouro). Muito menos na maior vitória épica por equipes, que foi a conquista no basquete sobre os auto proclamados hegemônicos norte americanos. Também não precisamos invejar os argentinos no cinema. Os seus filmes, com muito menos investimento de governo, tem Oscar na prateleira. Muito menos que eles já conseguiram Prêmio Nobel. O mais perto que chegamos foi a conquista de Peter Medawar, que nasceu em Petrópolis, embora não tenha sido educado ou vivido por aqui.
Os argentinos tem algo de louvável, além dos alfajores e do Gardel. (ok, alfajores são uruguaios e Gardel é provavelmente francês). O que de tão louvável eles tem? A sua história. Os julgamentos dos militares envolvidos com as atrocidades cometidas durante o Regime Militar foram exemplares. Não teve clima de revanchismo. Nem ânimos exageradamente exaltados. Foi com a calma de quem estava fazendo algo correto. E não "jogando para a platéia".
Então mais que Prêmio Nobel, Oscar, Medalha Olímpica do Futebol ou do Basquete, a dignidade da história de um País que viveu uma das poucas, talvez a única, ditadura sem nenhum respaldo popular, merece ser vista. E aplaudida.
Mas a Argentina tem algo que nos supera. E não falo de duas medalhas olímpicas do futebol.(Sim, no futebol para brasileiros e argentinos só vale o ouro). Muito menos na maior vitória épica por equipes, que foi a conquista no basquete sobre os auto proclamados hegemônicos norte americanos. Também não precisamos invejar os argentinos no cinema. Os seus filmes, com muito menos investimento de governo, tem Oscar na prateleira. Muito menos que eles já conseguiram Prêmio Nobel. O mais perto que chegamos foi a conquista de Peter Medawar, que nasceu em Petrópolis, embora não tenha sido educado ou vivido por aqui.
Os argentinos tem algo de louvável, além dos alfajores e do Gardel. (ok, alfajores são uruguaios e Gardel é provavelmente francês). O que de tão louvável eles tem? A sua história. Os julgamentos dos militares envolvidos com as atrocidades cometidas durante o Regime Militar foram exemplares. Não teve clima de revanchismo. Nem ânimos exageradamente exaltados. Foi com a calma de quem estava fazendo algo correto. E não "jogando para a platéia".
Então mais que Prêmio Nobel, Oscar, Medalha Olímpica do Futebol ou do Basquete, a dignidade da história de um País que viveu uma das poucas, talvez a única, ditadura sem nenhum respaldo popular, merece ser vista. E aplaudida.
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Pedalando, pedalando
A bicicleta é o veículo perfeito para deslocamentos em areas urbanas. Não é charme de bancar o ecologicamente correto. É útil, saudável, inteligente, prático e para completar, agradável.
Em dias que a temperatura baixa de 20ºC então, o seu uso fica como ALTAMENTE RECOMENDÁVEL.
E quem usa bicicleta, em viagens por exemplo, acaba que conhece muito mais dos destinos.
Pedalem!
Em dias que a temperatura baixa de 20ºC então, o seu uso fica como ALTAMENTE RECOMENDÁVEL.
E quem usa bicicleta, em viagens por exemplo, acaba que conhece muito mais dos destinos.
Pedalem!
domingo, 8 de julho de 2012
Amar o Rio
Amar o Rio. Amor incondicional condicionado a esta Cidade. Chegar de viagem e poder pedalar. Dezessete graus centígrados. Quase glacial para cariocas. Escondidos da chuva fina. Em casa como adolescentes vendo resenhas esportivas. Matando o tempo. E eu correndo na pista vazia. Só digo uma coisa : delícia.
Tem até trilha para o momento solene.
Bizarre Love Triangle. A versão mais bizarra, é claro. Coerência.
E me remeto aos momentos de infância.
Ao passar pela obra do futuro MIS, eu penso. Nossa geração não esperava este momento que o Rio de Janeiro está vivendo na nossa geração.
Um Museu fantástico onde era a Help ( Avenida Atlântica, quase esquina com Rua Djalma Ulrich ) . Sai o reduto da cultura da saliência, entra a saliência do reduto cultural.
Um espaço deste a gente não sonhava lá nos anos 80. O Rio de Janeiro avançou além do nosso sonho.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Prédio-Cenário
Se você trabalha com publicidade e nunca usou este prédio em algum roteiro, falta algo na sua carreira.
domingo, 1 de julho de 2012
Domingo Retrô
Domingo meio "retrô". Parecia o Rio da minha infância. Guloseimas e bicicleta. A Cidade estava feliz. Aromas. Temperatura. Tudo na mais perfeita perfeição. Até mais vazio o Rio parecia estar.
Ao estudar matérias do primeiro grau, lembrei dos meus domingos de infância. De ir na SHB ou Maracanã. Depois arrumar a mochila para a segunda. Ver os gols do Fantástico e "Chumbo Grosso", na verdade, "Hill Street Blues". Era o Rio dos anos 80. Só faltavam pessoas vestidas de Company, pois de Elle et Lui eu até vi.
O Rio agora recebe o título da Unesco de "Paisagem Cultural". Muito justo. Nosso continente é jovem. Interessante é que o Rio é como um "tronco de árvore", você encontra detalhes da história do continente marcado em nossa história. Todas as fases que o continente e que o Brasil passaram, do descobrimento, primeiras colônias, invasões francesas...até os dias de hoje. Todos os ciclos e/ou momentos de convulsão passaram pelo Rio. Somos o resumo deste País. Isto não é bairrismo por um simples fato. Aqui todo brasileiro pode se sentir em casa. Pois o Rio é construído pelos cariocas de todas as partes do Brasil e do mundo. Desde o século XVI.
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sábado, 30 de junho de 2012
Marcelo Novaes e Ferrugem
O Ferrugem. De humorista dos anos 70/80 se tornou em assistente do João Gordo . O Marcelo Novaes de pseudo do galã sem camisa de novela das 7 se tornou no Ferrugem do mal na novela Avenida Brasil. Incrível, o Marcelo Novaes está muito parecido com o Ferrugem.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Gonzagão - Ninguém é Rei por acaso
Sim, gosto de Gonzagão. E muito. "Vida de Viajante" é um clássico que fica no meu Ipod como ficam os clássicos que me deixam feliz, o som de Tim Maia, por exemplo.
Ao ouvir Gonzagão penso no prazer de ser brasileiro. Sabe ter orgulho, satisfação de ser brasileiro, nesta nossa multiplicidade de "terroirs" tão diversos. E ver no Rio o resumo deste País, alegria de viver aqui.
E, em primeira pessoa, a canção que ilustra este post é triste. Na verdade a primeira música que me emocionou. Eu tinha uns 7 anos. Tinha enterrado meu coleiro morto pelo gato naquela noite. Cheguei em casa. Troquei o canal da TV. Passei num canal ,TV Brasil. Na minha época era TVE. Passava o Daniel Azulay. Naquele momento uma música com letra de legenda. Eu ouvi, vi e li. Pensei na maldade que faziam. Pela primeira vez senti raiva. Vi como não suporto injustiça. Até hoje sou assim. Não importa a consequência.
Ao ouvir Gonzagão penso no prazer de ser brasileiro. Sabe ter orgulho, satisfação de ser brasileiro, nesta nossa multiplicidade de "terroirs" tão diversos. E ver no Rio o resumo deste País, alegria de viver aqui.
E, em primeira pessoa, a canção que ilustra este post é triste. Na verdade a primeira música que me emocionou. Eu tinha uns 7 anos. Tinha enterrado meu coleiro morto pelo gato naquela noite. Cheguei em casa. Troquei o canal da TV. Passei num canal ,TV Brasil. Na minha época era TVE. Passava o Daniel Azulay. Naquele momento uma música com letra de legenda. Eu ouvi, vi e li. Pensei na maldade que faziam. Pela primeira vez senti raiva. Vi como não suporto injustiça. Até hoje sou assim. Não importa a consequência.
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Samba do Padre
Eu não vou falar se é proselitismo religioso. Se é louvor digno. Ou se é Caetano na sacristia. Sei que ficou boa música. Amém.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Lula na Onu
"Lula na ONU". É a minha sugestão. Lula capitaneou mudanças que incluiram de milhares de pessoas no consumo. (Quem diria que o consumo, tão capitalista, seria uma unidade de desenvolvimento social?)
Pois bem, Lula já entrou na história.
Agora, para se manter na história, ao menos no "lado bom da história"(se é que existe um lado bom), não deve entrar no realpolitik . Ou em esferas de poder, onde o poder se cruza ou se funde com o pecuniário. Lula deve seguir sua biografia. O País com Dilma parece estar em boas mãos. Lula deve seguir o caminho nobre. Ser Presidente da FAO. Ser líder na ONU. Fome Zero para o Mundo.
Se Lula já é exemplo em campanhas políticas no Egito, na América Central e até na Europa, ele deve surfar nesta popularidade e mostrar o desapego ao poder mesquinho. Ser o que se desejava do Lula do ABC. Do Lula contra o Collor em 89. O excesso de amor pelo poder, pelos cargos, pelo pragmatismo é coisa para outros ex presidentes. Que parecem vagar, quase sem alma, por Brasília. Este tipo de atitude não serve para aquele que quer ficar na história como um dos maiores agentes da transformação de um País.
Lula, Preserve sua história. Sua biografia.
Fome Zero para o Mundo.
Lula lá.
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Leblon - Uma Ilha
O Leblon é uma Ilha. A constatação não é minha. Ouvi pela primeira vez, ainda criança, do João Saldanha. E ele falava? "Qual a definição de Ilha? Não é um pedaço de terra cercado de água por todos os lados? Então?"
Aí você para um minuto e pensa:
Na frente o Oceano Atlântico.
Ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas.
A Leste o Canal do Jardim de Alah.
A Oeste o Canal da Visconde de Albuquerque.
Faz sentido.
Aí você para um minuto e pensa:
Na frente o Oceano Atlântico.
Ao fundo a Lagoa Rodrigo de Freitas.
A Leste o Canal do Jardim de Alah.
A Oeste o Canal da Visconde de Albuquerque.
Faz sentido.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Rio +20 - Saldo positivo para Cidade
Se o resultado "ecologicamente" foi de poucos avanços, para a capacidade do Rio em grandes eventos foi um excelente teste. E a Cidade foi aprovada. Vivemos um mega evento com participação social, pompa e circunstância ao mesmo tempo. Ainda vimos manifestações populares num show de participação de verdade. Num show de democracia. Ainda que o pensamento politico-econômico-social ser hoje tão pasteurizado dentro da "social democracia" vigente quase ditatorial. Vimos manifestação de verdade e não "flash mob" com assinatura de marketing.
Mas no quesito, Cidade Sede, o Rio deu show. As instalações. As interferências. A programação. Variada e quase impossível de acompanhar. Parece que faltou um local de convergência total e intuitiva. Um canal Rio+20. Um ambiente. Fica a dica. Mas o Rio. Cidade. Estrutura. Foi muito bem. Pequenos engarrafamentos para passagem de Comitivas, mas nada tão mais estressante que o dia-a-dia. A Prefeitura pareceu bem capacitada. A orquestração entre esferas de poder, pelo cenário externo parece ter funcionado. Em que pese pequenas reclamações particulares que devem ser apuradas. Mas a Cidade recebeu o selo de aprovação. Ao menos de um cara que é apaixonado pelo Rio. E por isto mesmo não perde o senso crítico. O Rio foi muito bem no teste. E a curadoria de eventos foi muito boa. O Rio não deveu a nenhum grande Centro mundial em termos de programação, conteúdo e eventos. Foi uma nítida demonstração deste mundo novo que vivemos, onde Países anteriormente secundários, hoje são protagonistas. Somos protagonistas. Somos novos atores do cenário mundial. Passa pelo Brasil. Passa pelo Rio. E a qualidade do apresentado nestes dias foi uma clara evolução.
Momento único que esta Cidade está vivendo. A história não é linear. Este momento será de constar nos livros.
Choveu? Sim. E ainda assim a Cidade funcionou sob chuva intensa com um Mega Evento como a Rio+20, a UNCSD. Uma centena de Chefes de Estado. E a Cidade não pareceu mais estressada que numa sexta feira do mês de setembro. A Feira da Providência já incomodou muito mais no passado que um Mega Evento como este. Ou seja, evoluímos muito. Centenas de Chefes de Estado causam menos tumulto que dezenas de barraquinhas de Países. E o Corcovado estava lindo numa foto em cinza, branco, preto e verde. E isto basta.
Mas no quesito, Cidade Sede, o Rio deu show. As instalações. As interferências. A programação. Variada e quase impossível de acompanhar. Parece que faltou um local de convergência total e intuitiva. Um canal Rio+20. Um ambiente. Fica a dica. Mas o Rio. Cidade. Estrutura. Foi muito bem. Pequenos engarrafamentos para passagem de Comitivas, mas nada tão mais estressante que o dia-a-dia. A Prefeitura pareceu bem capacitada. A orquestração entre esferas de poder, pelo cenário externo parece ter funcionado. Em que pese pequenas reclamações particulares que devem ser apuradas. Mas a Cidade recebeu o selo de aprovação. Ao menos de um cara que é apaixonado pelo Rio. E por isto mesmo não perde o senso crítico. O Rio foi muito bem no teste. E a curadoria de eventos foi muito boa. O Rio não deveu a nenhum grande Centro mundial em termos de programação, conteúdo e eventos. Foi uma nítida demonstração deste mundo novo que vivemos, onde Países anteriormente secundários, hoje são protagonistas. Somos protagonistas. Somos novos atores do cenário mundial. Passa pelo Brasil. Passa pelo Rio. E a qualidade do apresentado nestes dias foi uma clara evolução.
Momento único que esta Cidade está vivendo. A história não é linear. Este momento será de constar nos livros.
Choveu? Sim. E ainda assim a Cidade funcionou sob chuva intensa com um Mega Evento como a Rio+20, a UNCSD. Uma centena de Chefes de Estado. E a Cidade não pareceu mais estressada que numa sexta feira do mês de setembro. A Feira da Providência já incomodou muito mais no passado que um Mega Evento como este. Ou seja, evoluímos muito. Centenas de Chefes de Estado causam menos tumulto que dezenas de barraquinhas de Países. E o Corcovado estava lindo numa foto em cinza, branco, preto e verde. E isto basta.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro consegue ser europeu e africano ao mesmo tempo. Isto faz esta Cidade única. Uma eterna Corte. Tropical e despretensiosa. Ser africana e caucasiana ao mesmo tempo. É mais do que ser mestiça. É ser múltipla. Apaixonante.
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Rio de Janeiro
Pedalar no Rio com chuva. Pedalada noturna
Num dia de grande evento na Cidade, onde boa parte das comitivas parece estar curtindo mais o RioSul que o RioCentro, digo que a Cidade está maravilhosa. Em todos os sentidos. No sensorial. Aromas, por exemplo.
A chuva, providencial, protegendo os visitantes da praga nossa de todos os dias, dengue. E a Cidade num colorido que parece a ONU com um quadro do Zorra Total a julgar pela variedade dos trajes e cores.
E numa noite de chuva, após o brilho na tarde - sim em função do fuso do outro lado do Atlântico, após o brilho vespertino do Ronaldo lusitano, uma vitória épica que parece querer redimir uma geração que teve no seu início, seu ápice. A vitória sobre o Brasil no Sub 20 da FIFA de 1991 com o velho estádio dos encarnados lotado como no passado. Pois o português, que tem alguma coisa de Michael Jackson, pelo pop, pela genialidade, pelo desejo midiático. Pois Cristiano Ronaldo é bom de bola. E decisivo. Ao menos até agora foi. E Portugal vem oferecendo uma superação coletiva, um amor pela bola e a presença do talento individual decisivo. Chamando para si a responsabilidade. O título, se vier, é um detalhe. Mas parece que ficará em boas mãos caso vá para Lisboa. Portugal, pelo histórico nos últimos 10 anos, está entre os grandes do futebol. E EuroCopa é uma festa. Das que eu mais curto. E pelo prazer presencial nem a Copa do Mundo chega perto. A proximidade dos Países na Europa e a malha de transporte faz a festa das torcidas se deslocando.
Voltemos ao Rio com chuva. Pedalando, ao ver minha sombra, com capuz e a cesta na frente da magrela, a inevitável lembrança da cena clássica de "ET". Mas sem Bicicletas Voadoras. Assim como a lembrança paternal, do "Parapluie de Cherbourg", mas sem Catherine Deneuve.
Pedalar na chuva resgata um prazer quase adolescente. Despretensioso. Completamente sem motivo. Sem razão ou responsabilidade. E pedalar na chuva, adulto com esta consciência é como terapia de regressão. Sem nostalgia. Sem paranóia. Sem dramas. Apenas relaxar. Aproveitar a chuva. Ver o mundo como uma pintura impressionista. Sentir o aroma da chuva, da terra molhada, mesclado com o aroma das flores dos quiosques da Praça Nossa Senhora da Paz. Ouvir os sons além do próprio Ipod. Ver a convivência harmoniosa de um samba, dos bons saindo de dentro do Bip Bip com direito a Alfredinho reclamando, com um Hendrix do lado de fora e um pagode rasteiro e popular. Aqual mistura que Copacabana sabe fazer. E fica um passeio completamente sensorial. Campo para todas as sinestesias de cores, sons e aromas.
O Rio com chuva fica perfeito. Quem não nota é por falta de sensibilidade. Ou por ser um chato. Pedalando é como se sentir com 15 anos. Sem para isto ser completamente ridículo. Apenas o limite tolerável.
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