quinta-feira, 22 de março de 2012

Cada coisa no seu lugar

Eu sempre aodrei os aromas de canela e cravo . E sempre detestei os cigarros de "Bali" Gudang Garan. Nos anos 90, uma certa moda no Rio de Janeiro, até caírem no mais completo obscurantismo cafona atual. Sim, houve época que Gudang chamava "gatinha" na night. Era um atrativo. Mas graças ao bom Deus, este tempo passou. E as gatinhas daquelas épocas estão em casa com filhos. Mas o Gudang Garan foi formalmente proibido pela Anvisa no Brasil. Do Gudang, o mais engraçado presenciei em 2002, ou 2004, não me lembro bem. Em Paris. Na mesa ao meu lado, num café ao ar livre, um casal faz um cigarro. Um cigarro com tabaco e haxixe. Acendem. Em alguns momentos aparece o dono do estabelecimento. Pensei "Vai repreender". Quando ele chega mais perto, ele pede desculpa ao casal e fala algo como "Tabaco e Haxixe, tudo bem. Pensei que eram aqueles malditos cigarros de cravo." E aponta para uma placa que exibia a proibição do consumo daquele fumo dito como originário da Indonésia.

domingo, 18 de março de 2012

De Curitiba para o Mundo

Foi o Millor, acho que foi ele mesmo, que criou a máxima que "ritiba" significava : "do mundo" já as duas primeiras letras eram elas mesmas.

E hoje mil escritos do Paulo Leminski, apareceram em cadernos antigos. Fiz um apanhado e aqui copio, copilo. Uma forma de ser um pouco menos injusto com Curitiba.


"...tudo dito,
nada feito,
fito e deito..."



"Nunca cometo o mesmo erro
duas vezes,
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez."



"Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno..."



"...Basta um instante
E você tem amor bastante."



"Repara bem no que não digo."



"Da noite vim para a noite vamos uma rosa de guimarães nos ramos de graciliano."

Berlim Clichet


Berlim. De bicicleta. No meio da madrugada. Final de inverno. Ruas desertas.

Rio Clichet

Manhã de rotina. Indo para o trabalho. Final de Verão.

Manhattan Clichet

Madrugada. Fuga noturna com a filha. Cachecol perdido e encontrado.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Berlim


Existem cidades que são "moráveis" e outras que são "para morar". E Berlim, mesmo sem eu nunca ter morado por aqui, julgo que se encontra no seletíssimo grupo de "para morar". Adoro retornar aqui.


Poder usar casaco de couro uma boa época do ano faz com que ela seja interessante, mas ainda assim não seria o suficiente, afinal em Anchorage AK, com todo carinho e respeito, também pode.


O que faz Berlim ser interessante vai desde a sua história, ainda nos anos 30, algo fascinante, a passagem do comunismo dividindo uma Cidade - algo inimaginável para quem não viveu os tempos de Guerra Fria. Eu tenho referências pessoais da infância que me remetem a esta Cidade. E começam na estante do meu pai com o livro "O Espião que veio do frio" os papos com meu avô e depois mais tarde com o filme de Win Wenders. A arte urbana e uma cidade que se respeita. Se moderniza. Mas mantém os seus "cantinhos como uma espécie de Lapa" onde floresce uma cultura que não aspira a pretensão de ser contra-cultura, apenas de se produzir algo criativo. Sem pretensões. E desta despretensão surge o novo. E isto me lembra demais o Rio. Sim, eu só consigo amar cidades quando eu encontro nelas algum ponto comum com o Rio de Janeiro. Não é etnocentrismo, nem egoísmo, é amor, é carioquismo mesmo.


Berlin tem ruas escuras a noite. Enquanto boa parte das capitais européias aumentaram a quantidade de luzes, Berlim propicia caminhadas deliciosas na madrugada fria, deserta com pouca luz. Algo confortante sem letreiros pulsantes , painéis publicitários excessivos, uma cidade iluminada como a luz fria , ou o excesso de luz que são expostas as batatas fritas antes de serem servidas no McDonalds. Por falar em McDonalds, sim, me incomoda um pouco ver o mesmo plantado na Alexanderplatz. Me remete ao delicioso "Good bye Lenin" um daqueles filmes que quem ainda não viu está em falta consigo mesmo.


E Berlin é tão interessante que contraria até aquela máxima vulgar e popularesca, "puta não sente frio". Aqui as meninas de difícil vida fácil, a maior parte com tipo físico do leste europeu, atléticas, não sucumbem ao frio exibindo seus corpos com roupas de ski. Nossas meninas em Copacabana, também atléticas, usam as roupas de ginástica, elas aqui, para segurar o menos dois graus de hoje, estão nas ruas usando roupas de ski.

terça-feira, 6 de março de 2012

Cinema em tela pequena, muito pequena

Acredito que o confinamento do avião nos proporciona ver filmes. Com certeza depois do cinema e das cabines da FOX (aqui com uma ponta de saudade) o local que eu mais vejo filmes, são nos aviões. Apesar da micro tela contrariar a dimensão da "tela grande".


Hoje tirei o atraso em 5 filmes que eu estava querendo ver. "Vi Se beber não case 2". Divertido, mas daquelas coisas que o interesse financeiro foi maior que o prazer do primeiro, assim como Matrix. O que vem a seguir é digno, porém completamente dispensável.


Vi Horrible Bosses, uma espécie de "Strangers on a Train"("Pacto Sinistro") para dummies. Parece um seriado de TV, meio Two and a Half Man.


Parei para assistir e sentir, "Descendants". História boa. Bem contatada. Uma nova visão de drama. Coloca o homem como o "esteio afetivo" de tudo. E isto nem Frank Capra fez. Desta forma isto é novidade no cinema. O filme é bom. Apesar do moralismo onde "a mulher distante do marido se envolve com um cara e ela romanceia uma vida que o cara que ela se envolveu nem sabia que ela pensava num sonho tão tolo para sua fuga da realidade". Ou seja a mulher em coma é uma besta. Poderiam nos ter poupado do moralismo misógeno. Poderia haver algum tipo de retorno. Ou será que é sempre assim, a mulher faz papel de idiota e romanceia o que um homem casado vê apenas como uma pulada de cerca? Clooney está perfeito. Consegue ser humano. Ser pequeno. E ser grande ao mesmo tempo. Como devem ser os humanos e não arquétipos da vilania ou uma eterna alma de "Melanie" do E o Vento levou. A personagem com mais elevados padrões de caráter que o cinema já fez. O filme mostra esta nova Hollywood, que pega roteiros como Miss Sunshine, Juno, Spanglish, As good as it gets e faz um belo filme, sem a paranóia ou a inveja do bom cinema europeu e sem esquecer que estão fazendo cinema nos Estados Unidos.


E vi também New Years Eve. E neste confesso que chorei. E não foi pouco. A convenção de Genebra ainda vai proibir a partiicipação de animais e personagens terminais, principalmente os realizados por grandes atores, como De Niro, que de tão discreto, rouba a cena. E este filme, cheio de personagens, meio sem um enredo, com uma trama em aberto, resolve e entretem bem. E Nova York participa do filme como atriz e tema. De todos, o único que veria de novo. Por Nova York e por um De Niro em cima de uma cama esperando para morrer que me colocou repensando em muita coisa do que faço, fiz e farei. Bom quando um filme simples deixa a gente assim, pensando.


domingo, 4 de março de 2012

Releituras e nostalgias


Eu ando muito anos 90. Culpando a tv a cabo, em grande parte. O acaso sempre me remetendo aos anos 90. E neste clima de "releitura" lembrei de imagens e sons. E de uma "musa pornô" que era tipicamente daqueles anos 90, que eram os oitenta se modernizando, a Kascha. Será que mais alguém lembra dela?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

100% do Bem


Existem pessoas que contrariam as máximas e os rótulos. Ainda estarrecido e muito dolorido, com a morte de uma pessoa querida. Uma pessoa que contrariava o rótulo de "cunhado", quase sempre uma alcunha que nos remete ao inconveniente. E no caso do Manequinho, era exatamente o contrário. Uma pessoa que o papo, o momento, sempre fora deliciosamente despretensioso. Onde quer que ele estivesse, seria conveniente sua presença.


Eis as palavras que tanto me aproximavam do irmão de minha ex mulher: despretensão e leveza. Duas palavras que julgo inerentes ao bem viver.


Os papos musicais, sempre fantásticos. Com substância. Sem pretensão. Sem bancar o "professor de Deus". Afinal gente que banca "Professor de Deus" nunca será leve.


Entre muitas leves e divertidas passagens, acabei lembrando da cena em que eu, ele, seu filho e minha filha, andavam me mãos dadas em um shopping em Orlando. Estavam os debates sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo em diversos estados norte americanos. Capa de revista com "A Nova Família". E as pessoas que passavam nos olhavam muito dedicadamente. Ele solta a pérola :

-"Guto, notou como estão nos encarando? Acho que as pessoas tem certeza que nós 4 somos a tal nova família..."


E com risos é que eu tenho a obrigação de me lembrar de você. Era seu sorriso "salve salve simpatia" que contagiava. Você tinha outras qualidades, mas eu prefiro ficar com a leveza, o bom astral, o sorriso, o bom gosto musical e com o fato de ser uma pessoa que poderia usar a camiseta 100%DO BEM. Coisa que cada dia menos gente pode usar.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A imprensa e a cobertura da greve das polícias no Rio de Janeiro

Determinados fatos demandam uma abordagem com inteligência. De quem lê. E de quem constrói a notícia. Importante a clareza e a veracidade. Mas não devemos clamar por um estilo de cobertura que beira o espetaculoso. Como se estivéssemos diante de um programa de tv, ou ficção.

Estes momentos de espetáculo ou ficcional podem ser inocentes. Podem ter algum fundamento no interesse do dono da palavra, do veículo. Como algumas pessoas alegam a cobertura dos arrastões na praia de Copacabana na véspera de eleições municipais, tinham interesses diferentes que a mera notícia.

No caso da greve das polícias, longe de entrar no mérito, na justificativa, de citar parlamentares possivelmente envolvidos, da boa presença da Presidenta Dilma, ou da própria greve, se atendo apenas na cobertura da imprensa, até agora a mesma foi madura. Precisa. Não usou o espetáculo para "vender o medo" e com ele capas de jornal. Fez um pacto silencioso. Não com este ou aquele governo. Fez um pacto silencioso com a sociedade. E nos jornais uma cobertura que me lembra muito a cobertura de casos que acontecem em Israel. A imprensa noticia. Não omite. Mas não transforma o ato em espetáculo.

Em resumo, parabéns a maturidade da imprensa carioca. Que "não bateu palma para maluco dançar".

Jorge Ben Jor

O Brasil tem vários estilos de música. Dentro delas um especial : "jorgebenjor".

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O dia eu que muita coisa mudou

Poucas coisas na minha vida, em algum momento, julguei absolutas. E dentre estas poucas coisas, eu tinha uma crença que Mike Tyson era invencível. E assim o mundo deveria seguir numa lógica correta e única. Mas um dia, 11 de fevereiro de 1990, um pouco da crença linear que eu tinha na linearidade se foi com a derrota de Tyson.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Copacabana


Religião vem do "religare" com Deus. Pois é, cada um se liga com Deus da sua forma. A minha forma é Copacabana.

"Era tão religiosamente apaixonado por Copacabana,
que fazia o sinal da cruz cada vez que passava em frente ao Copacabana Palace.

Era como se fosse a Basílica de São Pedro."

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Frases do carioquismo


Ser carioca demanda entender esta frase em dias de chuva :

"Sombrinha é 5. "Familhão" é 10."

domingo, 29 de janeiro de 2012


Timbres anos 80, versão leve, delícia da Vanessa da Mata.

Descoberta do entardecer


Como é bom descobrir algo novo. Mesmo que este algo novo tenha mais de meio século. Sempre aprendendo. Num entardecer que a luz da Cidade parece os quadros do Norman Rockwell, nem parece domingo de verdade.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Bar Gaspar , uma boa idéia


O Rio tem uma qualidade ímpar. Ele aceita o que vem de fora com facilidade. Apenas faz sua leitura e aperfeiçoa. Transforma em algo carioca. É um comportamento de uma Cidade portuária aberta a tendências, mas sobretudo uma Cidade que sabe colocar a sua assinatura em tudo o que recebe. Do sanduíche Bauru a Feijoada, tudo no Rio parece ter um tempero carioca, que não discorda do original, apenas tropicaliza, coloca o acento carioca.

Com o galeto foi assim. Se ele é tipicamente do Sul, que me perdoem, mas ele parece algo que é tipicamente carioca. Talvez uma das coisas mais cariocas, seja em ambientes de restaurante, seja naqueles galetos com balcão e bancos altos que vão rareando, mas ainda resistem.

O Gaspar é uma boa surpresa e idéia. Não se restringiu a fazer um restaurante que serve galeto, mas sim num restaurante de galeto que serve outras comidas. E pelo visto, tudo muito bem preparado e bem feito. O ambiente é um outro ponto de elogio. Não entupiram de mesas, como restaurantes do estilo e bares no Rio de Janeiro, que começaram a achar legal colocar todo mundo junto com a desculpa de calor humano, mas que na vida prática, quando você vê, para o bem ou para o mal, o vizinho do lado participa da sua conversa e se der bobeira até belisca a sua batata frita. No Gaspar você come sem ter que proteger sua comida ou sua conversa do vizinho de mesa. E diria, em se tratando de comer no Rio atualmente, diria que o preço é baixo pelo o que oferece. Comida boa e um ambiente agradável.

Parece que nasceu para ser um clássico. Daqueles que a gente fica na torcida para que ganhem as esquinas, como cafeterias Starbucks ou agências do HSBC, isto é apareçam em todas as esquinas cariocas e componham a paisagem, oferecendo comida boa, em espaço agradável por preço justo.

E pelo site, quase que um cartão de visita da irreverência. Um restaurante que tem um carioquismo exacerbado que merece ser cultuado. Leveza e boa comida. O Rio de Janeiro pode ser isto. Falta apenas um "tour virtual" para aqueles que ainda não deram um pulinho por lá conferirem o local. Ok, site não consegue transmitir o cheiro bom da comida na brasa, mas...


O primeiro dos muitos, assim fico na torcida, fica na Praça Tiradentes, 18. Esquina com a Sete de Setembro. No Centro da Cidade.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Canecão

Eu não vou tomar partido da legalidade, que se encontra ao lado da minha querida UFRJ, nem da forma pouco clara que o Canecão era "cedido" aos antigos proprietários, mas o fato que fica triste para uma Cidade como o Rio ver a ausência de uma casa de espetáculos do porte do Canecão na Zona Sul.

Pensando no "patrimônio imaterial" ali eu vi quase tudo que deveria ter visto em se tratando de mass media. De Saltimbancos a Caetano. De Cazuza a Cássia Eller passando por incontáveis shows e atrações que agora não me recordo, ou das que prefiro esquecer como dois integrantes do Police, mais o Stanley Jordan e uma vocalista que parecia a Terezinha Sodré. Mas meu "patrimônio imaterial pessoal", se fosse escolher um único show, um único dia, seria lá no ano de 1986. Miles Davis. Eu fiquei praticamente ao lado do performático e genial Miles Davis. E isto eu agradeço ao Canecão.

Não penso apenas no patrimônio imaterial que esta ex cervejaria, dedicou ao Rio e a minha vida, mas no critério objetivo. A Zona Sul não pode ficar sem uma casa do porte do Canecão para eventos e shows. Sugestão? Que a UFRJ licite o uso do espaço com contra partidas sociais e/ou educativas e ali se faça algo. A sugestão é que se mantenha a mesma função. Elementar, a Zona Sul precisa de um equipamento assim. Shows nos confins da Barra não agradam a ninguém.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Rio de Janeiro



O Rio de Janeiro hoje estava um cenário. Presente de Natal.

sábado, 17 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Santos e Barcelona

Messi ainda é absoluto. Sem dúvida. O único ser humano que joga mais bola que ele em atividade é brasileiro. É a Marta. O Barcelona contudo tem ao seu lado um "barcelonismo" que faz com que as pessoas percam o juízo crítico. Até os juízes. Com perdão do quase trocadilho.


Um time não pode ser um grande time com um goleiro ruim. Ok, vai ter gente falando do Felix em 70 com exemplo. Mas o Valdés me passa tanta segurança quanto o Clemer ou Danrlei, quer dizer, nenhuma.


Outro fato. O Barcelona só ganhou aquela do Real Madrid pois conseguiram expulsar o Pepe antes do jogo começar. A guerrinha de nervos entre o retranqueiro Mourinho e o falso bom mocismo do Guardiola contaminou o clima. Dois grandes venecedores. Mourinho pela competência. Pela tática e pela retranca. Guardiola, bem, por enquanto, pelo acaso. Ainda falta a confirmação como técnico. Por enquanto é um grande treinador.


O time do Barcelona tem um monte de "anão frágil" que quando levam um toco desabam. E o juiz, acreditando no "barcelonismo", se convence que eles jogam pelo "bem do futebol" e marca faltas.


Puyol chega sempre atrasado. Tem vontade. Mas o Leandro Guerreiro que jogava no Bota também tinha esta vontade e era amado pela torcida ao chutar a bola para a lateral.


O Barça é mais time que o Santos. Mas o mesmo Barça já perdeu uma final com gol de Adriano Gabiru. Ou seja, em futebol, quase tudo é possível.


O problema do Santos não é o Barcelona. É o próprio Santos. Que, com todo respeito e carinho ao talento já confirmado do Neymar, ainda em evolução, e o talento esperado e ainda não revelado do PH Ganso, tem no seu centroavante o homem mais decisivo de verdade do time. E pode ser Borges que decida tudo.


Se o Muricy abrir mão do que sabe fazer melhor : jogar na retranca e reclamar do juiz, podemos ter um bom jogo. Mas ainda assim não vale acordar as 8 da matina no domingo. Isto é horário de missa.


Agora "peloamordeDeus" chega de acharem que o Barcelona joga pela arte. Ou que "é o melhor time da história" e outras baboseiras. O Barcelona tem um craque genial. Um fora de série, que é o Messi. Mantém a bola muito tempo em sua posse, rodando de um lado para o outro. Mas Iniesta. Xavi. Pedro. Eu não escolheria na minha pelada. E se jogassem comigo, não se criavam. Basta que os juízes tratem os jogadores do Barcelona como homens. E não como meninas jogando contra meninos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Darwin em cordel



Uma das coisas interessantes do Brasil é esta mistura. Encontrei um "cordel" , sobre a vida de Charles Darwin.

One of the interesting Brazil´s aspects is the mixture . I found a "cordel" , popular literature, as printed in the past, so ruimentar. "Cordel" means string. The cordel booklet are hung on strings. Popular poems, love affairs, popular legends, old wive stories and even the life of Darwin.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pelé - o Maomé do Brasil

Longe de falar mal de mitos. Principalmente no Brasil onde falar mal ou verdades sobre o Pelé é como fazer charge de Maomé numa reunião de ardorosos islamistas. Paixão ou sectarismo não combina com inteligência ou coerência.

Pelé foi gênio. Foi. Sem dúvida. Foi o maior? Pode ter sido.

Scout?
Engraçado que as mesmas pessoas que criticam o scout, falam que Pelé foi Tri. Vejamos pela história. Em 58 o menino fenômeno que entrou no meio da Copa e assombrou o Mundo. Em 62 foi tão útil quanto o Ronaldão (aquele zagueiro do cabelo estranho) em 94. Jogou um jogo e mais nada. Mas Deus nos deu Amarildo e Garrincha naquela Copa. Na Inglaterra não viu a bola. Em 70, numa equipe cheia de monstros, fez chover. Em 74, prevendo uma Copa forte, tal qual na Inglaterra em 66, se recolheu e estrategicamente não disputou para não correr o risco de manchar a imagem do mito.

Lances geniais em 70
Pelé tem lances geniais. Da Copa de 70 Tem um chute do meio de campo. Que não entrou. Uma cabeçada contra a Inglaterra, que não entrou. Um drible mágico no goleiro uruguaio, que não entrou.



Repito que não tenho nada contra o Pelé jogador. Ainda que o homem tenha tido suas falhas, como lutar para não reconhecer uma filha fora do casamento. Mas em campo, pelos lances que vi, foi realmente um craque.

Respeito muito a história do gênio Pelé. Mas me reservo ao direito crítico de não ver o mesmo como uma verdade absoluta em relação a gênios , que também não vi ao vivo, como Didi e Garrincha ou que eu tenha visto, como Maradona



E incrível como ninguém se lembra da cotovelada que ele deu no uruguaio na semi-final da Copa de 70. Hoje com o vídeo teria pegado um gancho e não jogaria a final.



sábado, 3 de dezembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

A CBF, escândalos e Nahom Chomsky


Um dos pensadores mais interessantes do mundo Moderno, Nahom Chomsky, traçou um modelo de domínio das massas dentro do sistema de "livre mídia e mercado". Considero obrigatório a compreensão disto para aprendermos a ler na entrelinha da notícia e da "não notícia". Copiarei aqui um resumo dos 10 passos para dominar pessoas que se julgam livres e inteligentes, ou ao menos razoaelmente alfabetizadas e informadas.

Mas o que significa incluir a CBF num mesmo texto que Nahom Chomsky? Simples. As escolhas aparentemente insensatas. Que despertam ira na mídia. Como colocar Andres Sanchez. Um cara que não tem currículo ou história e que representa o atraso no comando das Seleções da CBF. Faz exatamente isto. Desvia atenção do principal para o acessório. E torcedores de todos os times ficam abismados com a prática e se sentem injustiçados. Mas entendam, o Timão está sendo apenas usado. Assim como a escolha do R9, o Ronaldo, para ter um posto de comando na CBF ou no COL 2014(Comitê Olímpico Organizador).

É fato notório. E pouco divulgado no Brasil. Que a FIFA tem pressionado a saída de Ricardo Teixeira do COL2014. Com ameaça de abrir os arquivos da ISL, por exemplo. Fora que recentemente o emissário da FIFA esteve com a Presidenta Dilma oferecendo a troca de nome do COL e falando mal de Ricardo Teixeira. Que com Dilma não tem o mesmo acesso e simpatia que desfrutava com Lula ou FHC.

Mas enquanto nos preocupamos com a rodada que pode ser escandalosamente favorável ao Corinthians. O Timão que sempre foi um time simpático. Do povo. Se torna em mero bode espiatório da tática da "Distração" falada por Nahom Chomski.

Que Ricardo Teixeira não tem interesse nenhum em Montar uma seleção de verdade é fato. Que ele também não tem interesse de ter Clubes brasileiros fortes idem. Ao conquistar a Copa no Brasil ele conquistou a empreitada que ele sonhava. Mas usar um time tão simpático como um dia foi o Corinthians para disfarçar seus escândalos e até mesmo se defendendo de um possível afastamento, é vergonhoso.

Se caíram ditadores tão mais fortes, mais inteligentes e mais preparados em algumas nações árabes, Ricardo Teixeira nunca esteve tão fragilizado como está agora. Uma movimentação de imprensa nacional e internacional, Ministério Público, Legislativo e Executivo Federais, vira esta página da história do futebol Brasileiro. Sem bravatas, perigo de ameaça da Copa, do futebol brasileiro. Pode derrubar sem medo. Instituições são mais fortes que pessoas. E o futebol Brasileiro idem. Assim como o Corinthians.

Bem, sobre o nome do Estádio do Corinthians, com todo respeito, "Fielzão" parece nome de Corno em casa de swing.

10 Estratégias de Manipulação através da Mídia. Por Nahom Chomsky.
(Deveria ser leitura obrigatória para o juízo crítico.)

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").


2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.


3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.


sábado, 19 de novembro de 2011

Pretenso post poético


Completamente anos 80.
Completamente Paris.
Subway.

E o Centro da Cidade
em sábados nublados
beira `a perfeição.

Lembranças boas.

Rio de Janeiro, eu te amo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Petróleo, Royalties e Rio de Janeiro


Este post não é bairrista. Apenas apela para a inteligência. E bom senso. Coisa que nem sempre gera debate.

Tomamos a luta pelos royalties como um embate político. Mas vai muito além. E o Rio de Janeiro e os Estados produtores tem todo o direito, e dever, de lutar por uma divisão dos royalties que seja justa. E o correto é manter uma parcela maior com os Estados produtores.

Royalties não são meros impostos. Royalties são indenizatórios. Compensatórios. A definição do petróleo, atribuída ao ex Ministro venezuelano Juan Pablo Peres Afonso, é lapidar. "O excremento do diabo".

Por onde o petróleo passa, junto com o rastro da possibilidade do desenvolvimento, vem uma quantidade maior de problemas. Que vão desde a possibilidade de desastres, como o impacto social das demandas provocadas por inchaços de Cidades.

Então gritar pelos royalties não é coisa de carioca/fluminense. Não é algo apenas de responsabilidade deste ou daquele Governo. Não é um ato de Governo ou de governos. Vai muito além de lutar por um orçamento forte. Coisa que todo Governo gosta. Lutar pelos royalties é lutar pela justiça.

Foi oportunista quem teve a idéia. E é coisa de gente pouco séria dar prosseguimento a uma distribuição, onde a palavra "igualitária" nunca foi tão desigual ou injusta.

A União tem sua parcela de tributo, então que aumente a distribuição. Estes royalties não são para transformar o Rio de Janeiro em uma Ilha da Fantasia, mas sim para indenizar os problemas do rastro sujo do petróleo.

Exemplo dado hoje nas capas dos Jornais. A foto que ilustra este post.

A Chevron, mais uma vez a Chevron, trouxe um desastre ambiental para o Rio de Janeiro.

Bem ilustrativo, mexer com os royalties e ser igualitário é ser desigual com quem produz e arca um ônus deste "excremento do diabo".

E se os deputados e senadores resolverem perseguir o Rio de Janeiro, sugiro a quebra do pacto federativo e que o Rio de Janeiro declare sua independência de Brasília e se insira como membro da OPEP.
Claro que isto é uma brincadeira. Quem ama não se separa. E o Rio ama e resume o Brasil.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Futebol, Brasil e o Flamengo


Depois eu falo de Londres. Hoje eu quero falar de futebol.

Falar do Flamengo.


Não. Não sou rubro-negro. Em que pese no primeiro Fla-Flu de minha vida, onde o Flu ganha, se me lembro de 3 ou 4, eu, ao lado de toda diretoria do Flu, tive a ousadia de berrar "Mengo!". Mas não era flamenguismo, era ser do contra. Ser gauche.


Por ter crescido numa família Flaminense, nunca me senti apaixonado por nenhum time. Mas sim pelo futebol. E, pela história de cada time. De cada título. E o Flamengo que eu conheci. O Flamengo da história, não era o Flamengo do time genial do Zico e Cia que caminhava a frente dos demais. O Flamengo de verdade, da história, era um time que se superava. Era um time onde a torcida, a estrela. Não tinha os talentosos assombrosos de um Botafogo de Didi, Garrincha e Nilton Santos. Sim, que me desculpem os craques rubro-negros do passado, mas eles não eram gênios, Deuses assombrossos do futebol. Mas juntos pareciam times mágicos. Capazes de derrotar adversários mais fortes. E desta teoria surge a magia da camisa e frases feitas cabotinas como "Deixou chegar, agora é nossa...".


Assim eu vi o Flamengo. Onde a arrogância da torcida era compreendida porque ela sabe que faz a diferença. E como sabe. Só foram sempre vitoriosos com uma equipe superior apenas naquele momento dos anos 80. No mais era a equipe da superação. Capaz de fazer o mais fraco vencer o mais forte. Mas sem apelar para um coitadismo. Pelo contrário, usar a força dos que querem a vitória. Foi assim na final de 92 e em diversos outros momentos de orfandade de talento como de um Zico ou de um Ronaldinho Gaúcho.


Assim eu vi o Flamengo. Um time de superação. Não de estrelas. De força de uma camisa. De contrariar matemáticos e teorias. E este ano de 2011, entendam, o Vasco é o Flamengo.

sábado, 29 de outubro de 2011

Post musical - Diana Krall

I don't want clever conversation
don't want to work that hard
I just want some someone to talk to
I want you just the way you are.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Palavra difícil

Hoje se foi um avô. Curiosamente falei dele aqui no blog dia 12. Não era um avô de sangue. Era mais.

Só me restam boas lembranças.

Até registrei em poesia no meu primeiro livro.

Agradecimento. Pelo carinho. Pelas viagens atrás da bola. Pela paciência.

Para muitos era o da "Palavra Fácil", para mim sempre será o "Menino de Ouro", seu primeiro apelido ainda nos tempos de Rio Grande do Sul.

Foram tantas histórias. Sim, o Luiz Mendes era um dos seres humanos mais "personagem" que eu tenha conhecido. Confesso que a voz dá uma embargada e algumas lágrimas aparecem.

Estou realmente triste. Um dia com calma eu conto uma de tantas histórias com ele.
Pode ser o vídeo de madeira que o Cau comprou na Copa da Itália. Seja ele dizendo "Guto, plantel é de animais". Ou entrando num quarto de madrugada perguntando "Que anarquia é esta?" Ah, "Seu Luiz", bom e velho Mendes. Meu avô postiço, descanse em paz.

Palavra Fácil, Adeus é uma palavra difícil.

Meu Amarcord (Poesia Incompleta, Editora Francisco Alves, 1998)

ou Amigos retrospectiva.

Amigos,
dividimos o bem maior
que é dado aos mortais:
a adolescência,
um estado intermediário entre
a felicidade e a responsabilidade.
O divertimento como preocupação maior
Futebol na rua.
-"Olha o carro!"
Vinho barato,
algumas brigas,
primeiras mulheres
primeiros porres e
rock.
Chega uma hora que é hora de agradecer
por este tempo.
De agradecer a tanta gente,
por tanta coisa.
Ao Artur pela calma, hospitalidade e paciência
ao Garça pelos discos que roubei e pela
companhia dominical no 557
lembras?
o Cau,
não sei bem porquê,
meio Judas,
mas amigo e amado.
Ao Porfírio
pelo mau gosto e alegria.
Ao Marcelinho,
que perguntava:
"Quando a gente crescer será que a gente vai se ver?"
e eu o vejo todo dia após o meio-dia.
Ao Pião
que um dia já soube jogar futebol.
As meninas,
amigas e namoradas,
algumas que ficaram pro Caritó,
outras que casaram e não deixaram
o endereço.
Aos velhos
que curiosamente
ficaram menos velhos
agora que eu também envelheci.
Ao avô que me adotou
e que aceitei com orgulho ser o neto postiço.
Obrigado pela amizade,
pelas viagens Brasil afora seguindo a bola.
Ao Estação Botafogo
contribuindo para meu pseudointelectualismo adolescente.
A Fluminense FM,
que sinto a falta até hoje quando ligo o rádio.
Faço minha homenagem "póstuma":
Não sintonizo os 94.9 no dial do FM. Jamais.
Ao Urgência,
(André, Carlos e Adam),
a mais cult de todas as bandas de rock,
pelos ensaios barulhentos na casa 434 da
Khalil Gibran. E aos amigos que não
considerei, mais por preguiça
que por falta de importância,
um abraço com carinho.