Eu sempre aodrei os aromas de canela e cravo . E sempre detestei os cigarros de "Bali" Gudang Garan. Nos anos 90, uma certa moda no Rio de Janeiro, até caírem no mais completo obscurantismo cafona atual. Sim, houve época que Gudang chamava "gatinha" na night. Era um atrativo. Mas graças ao bom Deus, este tempo passou. E as gatinhas daquelas épocas estão em casa com filhos. Mas o Gudang Garan foi formalmente proibido pela Anvisa no Brasil. Do Gudang, o mais engraçado presenciei em 2002, ou 2004, não me lembro bem. Em Paris. Na mesa ao meu lado, num café ao ar livre, um casal faz um cigarro. Um cigarro com tabaco e haxixe. Acendem. Em alguns momentos aparece o dono do estabelecimento. Pensei "Vai repreender". Quando ele chega mais perto, ele pede desculpa ao casal e fala algo como "Tabaco e Haxixe, tudo bem. Pensei que eram aqueles malditos cigarros de cravo." E aponta para uma placa que exibia a proibição do consumo daquele fumo dito como originário da Indonésia.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Cada coisa no seu lugar
Eu sempre aodrei os aromas de canela e cravo . E sempre detestei os cigarros de "Bali" Gudang Garan. Nos anos 90, uma certa moda no Rio de Janeiro, até caírem no mais completo obscurantismo cafona atual. Sim, houve época que Gudang chamava "gatinha" na night. Era um atrativo. Mas graças ao bom Deus, este tempo passou. E as gatinhas daquelas épocas estão em casa com filhos. Mas o Gudang Garan foi formalmente proibido pela Anvisa no Brasil. Do Gudang, o mais engraçado presenciei em 2002, ou 2004, não me lembro bem. Em Paris. Na mesa ao meu lado, num café ao ar livre, um casal faz um cigarro. Um cigarro com tabaco e haxixe. Acendem. Em alguns momentos aparece o dono do estabelecimento. Pensei "Vai repreender". Quando ele chega mais perto, ele pede desculpa ao casal e fala algo como "Tabaco e Haxixe, tudo bem. Pensei que eram aqueles malditos cigarros de cravo." E aponta para uma placa que exibia a proibição do consumo daquele fumo dito como originário da Indonésia.
domingo, 18 de março de 2012
De Curitiba para o Mundo
"...tudo dito,
nada feito,
fito e deito..."
"Nunca cometo o mesmo erro
duas vezes,
já cometo duas três
quatro cinco seis
até esse erro aprender
que só o erro tem vez."
"Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno..."
"...Basta um instante
E você tem amor bastante."
"Repara bem no que não digo."
"Da noite vim para a noite vamos uma rosa de guimarães nos ramos de graciliano."
quinta-feira, 8 de março de 2012
Berlim

Existem cidades que são "moráveis" e outras que são "para morar". E Berlim, mesmo sem eu nunca ter morado por aqui, julgo que se encontra no seletíssimo grupo de "para morar". Adoro retornar aqui.
Poder usar casaco de couro uma boa época do ano faz com que ela seja interessante, mas ainda assim não seria o suficiente, afinal em Anchorage AK, com todo carinho e respeito, também pode.
O que faz Berlim ser interessante vai desde a sua história, ainda nos anos 30, algo fascinante, a passagem do comunismo dividindo uma Cidade - algo inimaginável para quem não viveu os tempos de Guerra Fria. Eu tenho referências pessoais da infância que me remetem a esta Cidade. E começam na estante do meu pai com o livro "O Espião que veio do frio" os papos com meu avô e depois mais tarde com o filme de Win Wenders. A arte urbana e uma cidade que se respeita. Se moderniza. Mas mantém os seus "cantinhos como uma espécie de Lapa" onde floresce uma cultura que não aspira a pretensão de ser contra-cultura, apenas de se produzir algo criativo. Sem pretensões. E desta despretensão surge o novo. E isto me lembra demais o Rio. Sim, eu só consigo amar cidades quando eu encontro nelas algum ponto comum com o Rio de Janeiro. Não é etnocentrismo, nem egoísmo, é amor, é carioquismo mesmo.
Berlin tem ruas escuras a noite. Enquanto boa parte das capitais européias aumentaram a quantidade de luzes, Berlim propicia caminhadas deliciosas na madrugada fria, deserta com pouca luz. Algo confortante sem letreiros pulsantes , painéis publicitários excessivos, uma cidade iluminada como a luz fria , ou o excesso de luz que são expostas as batatas fritas antes de serem servidas no McDonalds. Por falar em McDonalds, sim, me incomoda um pouco ver o mesmo plantado na Alexanderplatz. Me remete ao delicioso "Good bye Lenin" um daqueles filmes que quem ainda não viu está em falta consigo mesmo.
E Berlin é tão interessante que contraria até aquela máxima vulgar e popularesca, "puta não sente frio". Aqui as meninas de difícil vida fácil, a maior parte com tipo físico do leste europeu, atléticas, não sucumbem ao frio exibindo seus corpos com roupas de ski. Nossas meninas em Copacabana, também atléticas, usam as roupas de ginástica, elas aqui, para segurar o menos dois graus de hoje, estão nas ruas usando roupas de ski.
terça-feira, 6 de março de 2012
Cinema em tela pequena, muito pequena
Acredito que o confinamento do avião nos proporciona ver filmes. Com certeza depois do cinema e das cabines da FOX (aqui com uma ponta de saudade) o local que eu mais vejo filmes, são nos aviões. Apesar da micro tela contrariar a dimensão da "tela grande".
Hoje tirei o atraso em 5 filmes que eu estava querendo ver. "Vi Se beber não case 2". Divertido, mas daquelas coisas que o interesse financeiro foi maior que o prazer do primeiro, assim como Matrix. O que vem a seguir é digno, porém completamente dispensável.
Vi Horrible Bosses, uma espécie de "Strangers on a Train"("Pacto Sinistro") para dummies. Parece um seriado de TV, meio Two and a Half Man.
Parei para assistir e sentir, "Descendants". História boa. Bem contatada. Uma nova visão de drama. Coloca o homem como o "esteio afetivo" de tudo. E isto nem Frank Capra fez. Desta forma isto é novidade no cinema. O filme é bom. Apesar do moralismo onde "a mulher distante do marido se envolve com um cara e ela romanceia uma vida que o cara que ela se envolveu nem sabia que ela pensava num sonho tão tolo para sua fuga da realidade". Ou seja a mulher em coma é uma besta. Poderiam nos ter poupado do moralismo misógeno. Poderia haver algum tipo de retorno. Ou será que é sempre assim, a mulher faz papel de idiota e romanceia o que um homem casado vê apenas como uma pulada de cerca? Clooney está perfeito. Consegue ser humano. Ser pequeno. E ser grande ao mesmo tempo. Como devem ser os humanos e não arquétipos da vilania ou uma eterna alma de "Melanie" do E o Vento levou. A personagem com mais elevados padrões de caráter que o cinema já fez. O filme mostra esta nova Hollywood, que pega roteiros como Miss Sunshine, Juno, Spanglish, As good as it gets e faz um belo filme, sem a paranóia ou a inveja do bom cinema europeu e sem esquecer que estão fazendo cinema nos Estados Unidos.
E vi também New Years Eve. E neste confesso que chorei. E não foi pouco. A convenção de Genebra ainda vai proibir a partiicipação de animais e personagens terminais, principalmente os realizados por grandes atores, como De Niro, que de tão discreto, rouba a cena. E este filme, cheio de personagens, meio sem um enredo, com uma trama em aberto, resolve e entretem bem. E Nova York participa do filme como atriz e tema. De todos, o único que veria de novo. Por Nova York e por um De Niro em cima de uma cama esperando para morrer que me colocou repensando em muita coisa do que faço, fiz e farei. Bom quando um filme simples deixa a gente assim, pensando.
domingo, 4 de março de 2012
Releituras e nostalgias

Eu ando muito anos 90. Culpando a tv a cabo, em grande parte. O acaso sempre me remetendo aos anos 90. E neste clima de "releitura" lembrei de imagens e sons. E de uma "musa pornô" que era tipicamente daqueles anos 90, que eram os oitenta se modernizando, a Kascha. Será que mais alguém lembra dela?
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
100% do Bem

Existem pessoas que contrariam as máximas e os rótulos. Ainda estarrecido e muito dolorido, com a morte de uma pessoa querida. Uma pessoa que contrariava o rótulo de "cunhado", quase sempre uma alcunha que nos remete ao inconveniente. E no caso do Manequinho, era exatamente o contrário. Uma pessoa que o papo, o momento, sempre fora deliciosamente despretensioso. Onde quer que ele estivesse, seria conveniente sua presença.
Eis as palavras que tanto me aproximavam do irmão de minha ex mulher: despretensão e leveza. Duas palavras que julgo inerentes ao bem viver.
Os papos musicais, sempre fantásticos. Com substância. Sem pretensão. Sem bancar o "professor de Deus". Afinal gente que banca "Professor de Deus" nunca será leve.
Entre muitas leves e divertidas passagens, acabei lembrando da cena em que eu, ele, seu filho e minha filha, andavam me mãos dadas em um shopping em Orlando. Estavam os debates sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo em diversos estados norte americanos. Capa de revista com "A Nova Família". E as pessoas que passavam nos olhavam muito dedicadamente. Ele solta a pérola :
-"Guto, notou como estão nos encarando? Acho que as pessoas tem certeza que nós 4 somos a tal nova família..."
E com risos é que eu tenho a obrigação de me lembrar de você. Era seu sorriso "salve salve simpatia" que contagiava. Você tinha outras qualidades, mas eu prefiro ficar com a leveza, o bom astral, o sorriso, o bom gosto musical e com o fato de ser uma pessoa que poderia usar a camiseta 100%DO BEM. Coisa que cada dia menos gente pode usar.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
A imprensa e a cobertura da greve das polícias no Rio de Janeiro
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
O dia eu que muita coisa mudou
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Copacabana

Religião vem do "religare" com Deus. Pois é, cada um se liga com Deus da sua forma. A minha forma é Copacabana.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Descoberta do entardecer
sábado, 14 de janeiro de 2012
Bar Gaspar , uma boa idéia

O Rio tem uma qualidade ímpar. Ele aceita o que vem de fora com facilidade. Apenas faz sua leitura e aperfeiçoa. Transforma em algo carioca. É um comportamento de uma Cidade portuária aberta a tendências, mas sobretudo uma Cidade que sabe colocar a sua assinatura em tudo o que recebe. Do sanduíche Bauru a Feijoada, tudo no Rio parece ter um tempero carioca, que não discorda do original, apenas tropicaliza, coloca o acento carioca.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Canecão
Eu não vou tomar partido da legalidade, que se encontra ao lado da minha querida UFRJ, nem da forma pouco clara que o Canecão era "cedido" aos antigos proprietários, mas o fato que fica triste para uma Cidade como o Rio ver a ausência de uma casa de espetáculos do porte do Canecão na Zona Sul.sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Santos e Barcelona
Messi ainda é absoluto. Sem dúvida. O único ser humano que joga mais bola que ele em atividade é brasileiro. É a Marta. O Barcelona contudo tem ao seu lado um "barcelonismo" que faz com que as pessoas percam o juízo crítico. Até os juízes. Com perdão do quase trocadilho.
Um time não pode ser um grande time com um goleiro ruim. Ok, vai ter gente falando do Felix em 70 com exemplo. Mas o Valdés me passa tanta segurança quanto o Clemer ou Danrlei, quer dizer, nenhuma.
Outro fato. O Barcelona só ganhou aquela do Real Madrid pois conseguiram expulsar o Pepe antes do jogo começar. A guerrinha de nervos entre o retranqueiro Mourinho e o falso bom mocismo do Guardiola contaminou o clima. Dois grandes venecedores. Mourinho pela competência. Pela tática e pela retranca. Guardiola, bem, por enquanto, pelo acaso. Ainda falta a confirmação como técnico. Por enquanto é um grande treinador.
O time do Barcelona tem um monte de "anão frágil" que quando levam um toco desabam. E o juiz, acreditando no "barcelonismo", se convence que eles jogam pelo "bem do futebol" e marca faltas.
Puyol chega sempre atrasado. Tem vontade. Mas o Leandro Guerreiro que jogava no Bota também tinha esta vontade e era amado pela torcida ao chutar a bola para a lateral.
O Barça é mais time que o Santos. Mas o mesmo Barça já perdeu uma final com gol de Adriano Gabiru. Ou seja, em futebol, quase tudo é possível.
O problema do Santos não é o Barcelona. É o próprio Santos. Que, com todo respeito e carinho ao talento já confirmado do Neymar, ainda em evolução, e o talento esperado e ainda não revelado do PH Ganso, tem no seu centroavante o homem mais decisivo de verdade do time. E pode ser Borges que decida tudo.
Se o Muricy abrir mão do que sabe fazer melhor : jogar na retranca e reclamar do juiz, podemos ter um bom jogo. Mas ainda assim não vale acordar as 8 da matina no domingo. Isto é horário de missa.
Agora "peloamordeDeus" chega de acharem que o Barcelona joga pela arte. Ou que "é o melhor time da história" e outras baboseiras. O Barcelona tem um craque genial. Um fora de série, que é o Messi. Mantém a bola muito tempo em sua posse, rodando de um lado para o outro. Mas Iniesta. Xavi. Pedro. Eu não escolheria na minha pelada. E se jogassem comigo, não se criavam. Basta que os juízes tratem os jogadores do Barcelona como homens. E não como meninas jogando contra meninos.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Darwin em cordel

terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Pelé - o Maomé do Brasil
Pelé foi gênio. Foi. Sem dúvida. Foi o maior? Pode ter sido.
Scout?
Engraçado que as mesmas pessoas que criticam o scout, falam que Pelé foi Tri. Vejamos pela história. Em 58 o menino fenômeno que entrou no meio da Copa e assombrou o Mundo. Em 62 foi tão útil quanto o Ronaldão (aquele zagueiro do cabelo estranho) em 94. Jogou um jogo e mais nada. Mas Deus nos deu Amarildo e Garrincha naquela Copa. Na Inglaterra não viu a bola. Em 70, numa equipe cheia de monstros, fez chover. Em 74, prevendo uma Copa forte, tal qual na Inglaterra em 66, se recolheu e estrategicamente não disputou para não correr o risco de manchar a imagem do mito.
Lances geniais em 70
Pelé tem lances geniais. Da Copa de 70 Tem um chute do meio de campo. Que não entrou. Uma cabeçada contra a Inglaterra, que não entrou. Um drible mágico no goleiro uruguaio, que não entrou.
Repito que não tenho nada contra o Pelé jogador. Ainda que o homem tenha tido suas falhas, como lutar para não reconhecer uma filha fora do casamento. Mas em campo, pelos lances que vi, foi realmente um craque.
Respeito muito a história do gênio Pelé. Mas me reservo ao direito crítico de não ver o mesmo como uma verdade absoluta em relação a gênios , que também não vi ao vivo, como Didi e Garrincha ou que eu tenha visto, como Maradona
E incrível como ninguém se lembra da cotovelada que ele deu no uruguaio na semi-final da Copa de 70. Hoje com o vídeo teria pegado um gancho e não jogaria a final.
sábado, 3 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
A CBF, escândalos e Nahom Chomsky

Um dos pensadores mais interessantes do mundo Moderno, Nahom Chomsky, traçou um modelo de domínio das massas dentro do sistema de "livre mídia e mercado". Considero obrigatório a compreensão disto para aprendermos a ler na entrelinha da notícia e da "não notícia". Copiarei aqui um resumo dos 10 passos para dominar pessoas que se julgam livres e inteligentes, ou ao menos razoaelmente alfabetizadas e informadas.
1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").
2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
sábado, 19 de novembro de 2011
Pretenso post poético
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Petróleo, Royalties e Rio de Janeiro

Este post não é bairrista. Apenas apela para a inteligência. E bom senso. Coisa que nem sempre gera debate.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Futebol, Brasil e o Flamengo

Depois eu falo de Londres. Hoje eu quero falar de futebol.
Falar do Flamengo.
Não. Não sou rubro-negro. Em que pese no primeiro Fla-Flu de minha vida, onde o Flu ganha, se me lembro de 3 ou 4, eu, ao lado de toda diretoria do Flu, tive a ousadia de berrar "Mengo!". Mas não era flamenguismo, era ser do contra. Ser gauche.
Por ter crescido numa família Flaminense, nunca me senti apaixonado por nenhum time. Mas sim pelo futebol. E, pela história de cada time. De cada título. E o Flamengo que eu conheci. O Flamengo da história, não era o Flamengo do time genial do Zico e Cia que caminhava a frente dos demais. O Flamengo de verdade, da história, era um time que se superava. Era um time onde a torcida, a estrela. Não tinha os talentosos assombrosos de um Botafogo de Didi, Garrincha e Nilton Santos. Sim, que me desculpem os craques rubro-negros do passado, mas eles não eram gênios, Deuses assombrossos do futebol. Mas juntos pareciam times mágicos. Capazes de derrotar adversários mais fortes. E desta teoria surge a magia da camisa e frases feitas cabotinas como "Deixou chegar, agora é nossa...".
Assim eu vi o Flamengo. Onde a arrogância da torcida era compreendida porque ela sabe que faz a diferença. E como sabe. Só foram sempre vitoriosos com uma equipe superior apenas naquele momento dos anos 80. No mais era a equipe da superação. Capaz de fazer o mais fraco vencer o mais forte. Mas sem apelar para um coitadismo. Pelo contrário, usar a força dos que querem a vitória. Foi assim na final de 92 e em diversos outros momentos de orfandade de talento como de um Zico ou de um Ronaldinho Gaúcho.
Assim eu vi o Flamengo. Um time de superação. Não de estrelas. De força de uma camisa. De contrariar matemáticos e teorias. E este ano de 2011, entendam, o Vasco é o Flamengo.
sábado, 29 de outubro de 2011
Post musical - Diana Krall
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Palavra difícil
ou Amigos retrospectiva.
Amigos,
dividimos o bem maior
que é dado aos mortais:
a adolescência,
um estado intermediário entre
a felicidade e a responsabilidade.
O divertimento como preocupação maior
Futebol na rua.
-"Olha o carro!"
Vinho barato,
algumas brigas,
primeiras mulheres
primeiros porres e
rock.
Chega uma hora que é hora de agradecer
por este tempo.
De agradecer a tanta gente,
por tanta coisa.
Ao Artur pela calma, hospitalidade e paciência
ao Garça pelos discos que roubei e pela
companhia dominical no 557
lembras?
o Cau,
não sei bem porquê,
meio Judas,
mas amigo e amado.
Ao Porfírio
pelo mau gosto e alegria.
Ao Marcelinho,
que perguntava:
"Quando a gente crescer será que a gente vai se ver?"
e eu o vejo todo dia após o meio-dia.
Ao Pião
que um dia já soube jogar futebol.
As meninas,
amigas e namoradas,
algumas que ficaram pro Caritó,
outras que casaram e não deixaram
o endereço.
Aos velhos
que curiosamente
ficaram menos velhos
agora que eu também envelheci.
Ao avô que me adotou
e que aceitei com orgulho ser o neto postiço.
Obrigado pela amizade,
pelas viagens Brasil afora seguindo a bola.
Ao Estação Botafogo
contribuindo para meu pseudointelectualismo adolescente.
A Fluminense FM,
que sinto a falta até hoje quando ligo o rádio.
Faço minha homenagem "póstuma":
Não sintonizo os 94.9 no dial do FM. Jamais.
Ao Urgência,
(André, Carlos e Adam),
a mais cult de todas as bandas de rock,
pelos ensaios barulhentos na casa 434 da
Khalil Gibran. E aos amigos que não
considerei, mais por preguiça
que por falta de importância,
um abraço com carinho.








