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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Canecão

Eu não vou tomar partido da legalidade, que se encontra ao lado da minha querida UFRJ, nem da forma pouco clara que o Canecão era "cedido" aos antigos proprietários, mas o fato que fica triste para uma Cidade como o Rio ver a ausência de uma casa de espetáculos do porte do Canecão na Zona Sul.

Pensando no "patrimônio imaterial" ali eu vi quase tudo que deveria ter visto em se tratando de mass media. De Saltimbancos a Caetano. De Cazuza a Cássia Eller passando por incontáveis shows e atrações que agora não me recordo, ou das que prefiro esquecer como dois integrantes do Police, mais o Stanley Jordan e uma vocalista que parecia a Terezinha Sodré. Mas meu "patrimônio imaterial pessoal", se fosse escolher um único show, um único dia, seria lá no ano de 1986. Miles Davis. Eu fiquei praticamente ao lado do performático e genial Miles Davis. E isto eu agradeço ao Canecão.

Não penso apenas no patrimônio imaterial que esta ex cervejaria, dedicou ao Rio e a minha vida, mas no critério objetivo. A Zona Sul não pode ficar sem uma casa do porte do Canecão para eventos e shows. Sugestão? Que a UFRJ licite o uso do espaço com contra partidas sociais e/ou educativas e ali se faça algo. A sugestão é que se mantenha a mesma função. Elementar, a Zona Sul precisa de um equipamento assim. Shows nos confins da Barra não agradam a ninguém.