segunda-feira, 16 de março de 2009

Manhattan

Ainda farei um canto de amor em forma de filme ao Rio de Janeiro. Como Woody Allen fez com seu Manhattan. Esta cena de abertura com Gershwin de BG é uma delícia.

domingo, 15 de março de 2009

Museu de Cera


Eu não sei o que faz qualquer ser , com mais de 90 pontos de QI ou mais de 13 anos, (basta uma das duas alternativas), ir a um Museu de Cera.

Sei que em London o Tussaud só perde para a London Tower como ponto mais visitado. O que não deixa de mostrar em que consiste o ser humano médio. E a origem da palavra mediocridade. O Museu, sabe ganhar dinheiro com este tipo de diversão para este tipo de gente.

Agora, se alguém lhe exibir fotos em um Museu de Cera, desconfie das dicas de viagem que esta pessoa possa lhe dar. Cuidado com este tipo de gente. Eles fazem coisas horríveis, como assistir reality show. A gente não sabe o que este tipo de gente  é capaz.

Domingos anos 80


Domingos sempre foram dias estranhos. Poderiam ter sol tinindo, mas ainda assim poderiam estar nublados.

Domingos poderiam ser dias de Maracanã, ou de praia cheia. De ir descalço para a praia com a liberdade de um índio de Copacabana.

Domingos poderiam ser dias de harmonia em família, ou de falsidade meramente familiar.

Ah, mas domingos sempre se encerravam com a música dos Trapalhões. Avisava : o dia acabou. Acabou a pausa do fim de semana. Acabou o hedonismo. Chegava o que então era a imensa rotina e responsabilidade. Era hora de arrumar a mala do colégio para segunda-feira. Mas para mim era hora de ficar na ansiedade pelos "Gols do Fantástico".

Nunca uso chinelos ou bermudas aos domingos. Meu protesto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Aguas de março

Tudo parado. Tráfego caótico. Uma chuva de fim de dia. Olhei para o calendário e me lembrei: Estamos em março. Num clima quase twitter, de dentro do carro, um post. Tom e Elis. Aguas de março. Fechando o Verão? No Rio o Verão se fecha?

Não transformem Sean em um novo Elián


A história do menino Sean, de 9 anos, que perdeu a mãe e os avós brasileiros o querem por aqui. E o pai americano também diz querer o menino com ele nos Estados Unidos, chegou as páginas do Washington Post.
Vale notar algumas coisas:
(Independente de emitir opinião de quem deve ficar com o menino.)
O Governo Americano se preocupa com seu cidadão. Os caras fazem pressão para que os avós brasileiros entreguem a criança para o pai, um americano.

Não podemos comprar esta história como se fosse uma causa patriota, ou como se fosse um pobre pai americano contra brasileiros ricos, como ele tentou se fazer passar. Usou a estratégia do coitadinho. Coisa que em geral não estamos acostumados a ver nos norte americanos. 

Não é nem Brasil contra Estados Unidos. Nem pobres contra ricos.
É o destino de uma criança. 

Se o pai deixou de ver o filho por 4 anos, seja por interferência dos avós e da falecida mãe, seja por ato de um pai relapso,de longe, não dá para saber.  Porém até agora eu não vi ninguém se preocupar com o principal envolvido:O menino Sean. Uma criança de 9 anos que recém perdeu a mãe.

Tenho certeza que os avós brasileiros estão bem estruturados para ficar com o menino. Assim como tenho certeza de que um pai tem direito a estar com o filho. Esta decisão tem que ser tomada levando em conta o aspecto jurídico, mas sobretudo a razão. Uma razão que difere.Uma razão que  vem do coração.

Que se decida o melhor para o menino.
Sem patriotadas idiotas de ambos os lados.

Eu tenho uma decisão que, mesmo parecendo pouco séria,  julgo ser pertinente.
Arruma-se um emprego para o pai americano aqui no Rio de Janeiro. Dar aulas de inglês, por exemplo. Olha a oportunidade para um factóide, seja de um político ou de um curso de inglês. O pai fixa residência aqui no Rio. Vai dar entrevistas na Luciana Gimenez. Vai ser fotografado na Dias Ferreira por algum paparazzo. Namorará alguma menina do Big Brother, será uma celebridade por algum tempo e ficará próximo do filho, que continuaria morando em guarda compartilhada com os avós e com o pai , aqui no Rio de Janeiro.
Mas cá entre nós, este pai parece que quer o filho, mas não agora. Ele precisa aparecer ainda um pouco mais na CNN, Ophra e escrever um livro que vire telefilme. Tenho certeza que este cara já tem um agente/empresário cuidando disto.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sogra da Madonna


A "sogra da Madonna", quer dizer, a mãe do modelo brasileiro, Jesus Luz. Aquele que Madonna, num golpe de marketing, para se reciclar e se rejuvenecer, resolveu atacar. Sim, ela viu que seus fans estavam envelhecendo, então como num reality show pega um modelo pobre do Brasil, deixando que outros jovens, da mesma idade passem a ouvir, comprar os CDs, como se fosse participar de uma promoção "Coma a Madonna e vá a Nova Iorque". 
"Madonna faz você virar celebridade".
E na foto, " a sogra da Madonna", que parece uma mistura da Adriane Galisteu com uma daquelas amigas(ou seria amigo) que o Ronaldinho, o R-9 do Timão, andou pegando na Barra da Tijuca e levando para o motel.

Maldita Globalização - Bairro Alto, Lisboa


Uma das coisas mais deliciosas, e despretensiosas, de Lisboa era se perder pelo Bairro Alto e, com idas e vindas, bebericar nos bares. Quase que a carioca cultura do "Chopp em Pé". E isto seguia até altas horas da noite, digo madrugada. Nunca acabava. Era assim, deliciosa até para quem bebe pouco como eu.
Ah, mas eis que chega a globalização, o politicamente correto e, como num passe de mágica, os bares agora fecham pontualmente as duas da manhã. Todos.
Uma pena.

A foto do post não se refere ao Bairro Alto, mas sim a Santa Tereza, nosso "Bairro Alto" que andou no noticiário devido a 3 crimes em apenas uma semana. 

Crédito da foto: Henrique Freire

quarta-feira, 11 de março de 2009

Piazolla

Sempre penso que no dia que o aeroporto internacional do Rio de Janeiro for algo melhor que uma rodoviária, for um aeroporto digno, então o nome de Antonio Carlos Jobim fará sentido. Hoje, nas atuais condições, se eu fosse da família Jobim, pediria para retirar o nome do Maestro de um aeroporto, em especial o terminal antigo, que não condiz com o que o Rio aspira, mas sobretudo com a imagem do Maestro.

Pois bem, hoje é aniversário de Piazolla. 

Minha sugestão, que já coloquei em livro, que se mude o nome de Ezeiza (Aeroporto de Buenos Aires) para Aeroporto Internacional Astor Piazolla.

Já pensou um vôo Tom Jobim - Piazolla?


terça-feira, 10 de março de 2009

Cada um com seu marketing

Claro que posso estar errado.
E Parreira pode ter uma passagem sensacional assim como o Ronaldo pode ser o artilheiro com pança e tudo mais.

Mas Ronaldo no Timão e Parreira no Fluminense.
É mais marketing/RP que qualquer outra coisa.

Os dois tem seu valor. Os dois tem sua história. Um passado de vitórias. O futuro é outra coisa.

Porém verdade seja dita : Ronaldo, mesmo gordo, é melhor que Luis Fabiano e outras enganações criadas pelo São Paulo.

Parreira, mesmo sem embocadura, é muito melhor que coisas criadas pela imprensa, como o Muricy Ramalho. Um cara que tem uma fama de competente, maior que sua competência. E se esconde atrás de um mau humor achando que isto lhe confere algum charme. E tem gente que ainda compra isto.

domingo, 8 de março de 2009

Verão - Curso de Terapia por Correspondência

Finalmente entendi o motivo de gostar tanto do Verão na Europa. Não que eu goste necessariamente de Verão.  Mas fica como se eu ganhasse uma segunda chance. Depois do nosso Verão por aqui, mais um Verão por lá.

Mais que uma procastinação,isto, uma segunda chance.
Agora, segunda chance do que, sinceramente, fica para o segundo módulo do curso freudiano por correspondência.

Dia Internacional da Mulher

Teria um post mais feminista, e na luta por uma eqüidade, do que um elogio rasgado ao melhor futebol praticado por um cidadão brasileiro?  É o dela.
Viva Marta!
E viva cada mulher deste planeta.

sábado, 7 de março de 2009

Natal, neve, lobos e huskies em março


Que alguém me explique os motivos que eu gosto de música de Natal. Ouço o ano inteiro. Minha predileção por huskies e lobos eu entendo. A neve, bem...depois de 3 dias dos termômetros beirando os 40 graus no Rio de Janeiro, nossa atávica insatisfação oriunda da vontade de reclamar de algo, se ilustra na neve. Sinatra diminui o calor. Ouça, é verdade.

Futebol ao sol e `a sombra


Talvez Eduardo Galeano tenha sido o autor que me apresentou o mundo. Ao ler "As veias abertas da América Latina" tive a impressão de ter entrado na maturidade. Eu tinha 13 anos.
Agora Eduardo Galeano me trouxe mais uma descoberta: Eu prefiro a história do futebol que o futebol jogado hoje.
Sim, histórias da bola de 1930, 40, 50, 60,70 parecem mais interessantes que os incontáveis jogos que surgem nas nossas TVs a cabo do mundo globalizado.

Com seu livro "Futebol ao sol e `a sombra" , um mimo que ganhei de uma mulher super especial, vou lendo e a cada página descortinando uma história de amor. Sim, como um Romeu e Julieta, como um Tristão e Isolda...Cada mini conto um exagero de amor. Mas sempre com a presença dela, a bola.

Este livro não é apenas recomendado, é obrigatório. Mini crônicas que conseguem fazer com que se viaje no tempo, em apenas meia ou uma lauda. Um poder de sumarização notável. E ainda assim traduzam não só o tempo vivido como trazem alguma história deliciosa, com algum personagem interessante. Em alguns casos a imagem das jogadas narradas surgem como se fosse uma tela imaginária diante dos seus olhos. Você é capaz de ver um gol ocorrido em 1920. Através deste livro eu fui testemunha ocular de Piendibene. Vi Andrade flanando pelas ruas de Paris. As jogadas de Domingos da Guia foram mostradas para mim como num clip de vários jogos. E o gol que Zizinho fez duas vezes para valer. Eu vi, e passo no polígrafo garantindo que vi tudo isto.

Amor, ódio, ternura, compaixão, amizade, solidariedade, intriga...Tudo o que se vê em Shakespeare parece refletido neste livrinho. Apenas que o pano de fundo aqui é o futebol. Que delícia. Um livro que consegue ser bem escrito, didático, comprometimento histórico e conta a história das Copas, narradas em resumo mas deixando a sensação de ter visto uns 3 documentários de cada uma delas. 
Viva o futebol!
Viva Eduardo Galeano.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Urbanamente lamurioso


Parece mentira para alguém tão urbano, mas eu gosto de mato.
Refúgio, silêncio, natureza e calma.
Era um desejo latente. Mas veio de verdade com o amadurecimento.
Esta música ilustra um pouco este dito amadurecimento, o mato e um monte de coisas boas, no clima de toada ela diz tudo.
Salve, salve Almir Satter e Renato Teixeira.
Uma espécie de Willie Nelson da MPB.

Rio 40 graus


Eu vi...
Hoje na Rua da Assembléia um camelô vendia essência de eucalipto.
Nada contra. Até melhor que o mau cheiro de tubulação de algumas ruas do nosso Centro da Cidade.

40 graus e essência de eucalipto, era uma sauna.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Jornal Nacional de hoje - Ato falho

Falhas acontecem até no bem realizado Jornal Nacional.

Hoje o casal Bonner e Bernardes se despediu falando do Big Brother, do futebol e até amanhã. 

Esqueceram a novela que tem logo depois do jornal.

É ato falho.
O principal produto da casa parece ser o futebol, agora transformado em uma espécie de reality show com a volta de Ronaldo e o reality show, o BBB9 que teremos que ver, obrigatoriamente, até a décima edição. Obrigatoriamente, pois dão ao mesmo cobertura jornalística de evento. Com capas e mais capas de jornal e notícias em todos os "on lines" de news. Como se fosse importante ou interessante a vida de 10 desocupados colocados confinados em uma casa em Jacarepaguá.



terça-feira, 3 de março de 2009

Aniversário do Zico

O ex grande craque dos gramados com a camisa do Flamengo faz aniversário. Como o Assaf cunhou a frase que todo dia 3 de março é Natal na Gávea, ela é aqui repetida. Faz muito sentido. O que Zico foi para o Flamengo. A tradução de um time.

A coincidência é que Zico nasceu justamente no dia que foi criado, em 1891,  a penalidade máxima no futebol. E aqui um penalti que nem Zico, nem os brasileiros vivos naquela época, mesmo as crianças, esquecem.

Brasil e França, Copa do México, 1986.

E de Zico, me lembro de uma atuação memóravel, a segunda maior atuação individual que presenciei no Maracanã, a maior foi a do Romário contra o Uruguai nas eliminatórias para a Copa de 94. Na atuação maravilhosa de Zico, foi um 4 a 1 no Fluminense. Com 3 gols de Zico. E, acredite, a torcida do Flu aplaudiu Zico. Sim, Zico saiu aplaudido de um Fla-Flu. Pela torcida do Fla e do Flu. Antológico o jogo e o momento. Nunca vi isto no Maracanã. Coisas do Fla-Flu. Coisas da fidalguia tricolor. Coisas de ver um grande craque em ação.


domingo, 1 de março de 2009

Parabéns pra você, Rio

Este blog é assumdiamente carioca. Sem ser bairrista, afinal cariocas não podem ser bairristas, somos o resumo do Brasil. Nosso DNA tem um o Brasil inteiro, e algumas partes do mundo. Carioca poderia ser uma definição, do aspecto positivo da palavra "globalização". E ao mesmo tempo, tão abertos, tão influenciadores e influenciados, assimilamos o que vem de fora, sem perdermos a identidade, carioca.

Somos um pouco de tudo, e ,de braços abertos, ainda que a gente não feche os braços, dando um abraço colossal. Mesmo que "passa lá em casa" é apenas uma forma de dizer, tchau. Somos acima de tudo um povo muito interessante, colocado em um local interessante.

Temos nossos venenos, é verdade, mas ainda com todas as nossas mazelas, somos um pouco de tudo.E assim temos qualidades e defeitos.  Somos, cariocas. Generalistas, marrentos, divertidos, inventivos, naturais, abençoados...Somos, na tradução, cariocas. Uma gente especial que nasceu, ou escolheu o Rio.

O Rio não é nunca apenas um cenário. Qualquer que seja a história, o Rio sempre tem um papel de destaque. Então, Parabéns Rio de Janeiro.

Num surto cafona, me lembrei desta música.
Rio de Janeiro.
E junto com este clip de imagem, se não traduz o Rio, ao menos ilustra.

E Barry White é o que o Shabba sempre tentou ser.



sábado, 28 de fevereiro de 2009

Diálogos precisos

Melvin é uma entidade. Este seu "diálogo" é preciso. Seco. Direto. Delicioso. Para entrar nas grandes "quotes" da história do cinema.

Noodle salad.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Duke Ellington - Ele merece


Enfim um afro americano numa moeda americana. Demorou, mas enfim. O genial e popular Duke Ellington aparecerá nas moedas de dollar. 
São aquelas moedas que cada unidade da Federação pode "cunhar". Mas elas circulam por todo o País.

Aqui no Brasil, Pixinguinha merece uma moeda. Se merece.

Cariocas não são bairristas


O Rio de Janeiro foi uma cidade que inventou a globalização antes desta palavra existir. Basta uma bola na praia e ninguém se interessa em saber seu nome. Sua origem. Classe social. Se você estiver com a camisa do Barcelona com o nome do Messi nas costas. Pronto. Seu nome é Messi.

No Rio de Janeiro você vê Presidente de multinacional tomando um "choppinho" num boteco conversando sobre futebol com um humilde trabalhador. Amigos de chopp.

O Rio de Janeiro usa camiseta e havaianas. E tá todo mundo igual. Pronto.

Os jornais do Rio são : "Jornal do Brasil", "O Globo", "O Dia"...nada referente ao nosso Estado. Como em Minas ou São Paulo(Folha e Estado).

O Rio até perde em representação política. O parlamentar do Rio tem "vergonha" de ser "bairrista". De defender causas importantes para o Estado. Como os Royalties  do Petroléo, que agora querem tungar o Rio. Parlamentar do Rio quer pensar o País. Afinal, alma de Corte. Dificil conseguir ser "provinciano". 

Quando o Brasil era Rio de Janeiro, o Brasil não era um enorme programa de auditório com BBBs disputando uma audiência na TV. Não é saudosismo, é constatação. Tinha mais massa crítica.

O Rio tem um pouco do nordeste, do sul, do norte. Tudo misturado, dando uma receita nova com uma cara, a cara do Rio. A cara do Brasil.
Aqui o Tutu mineira ganha uma nova versão. A moqueca capixaba vira capixaba, mas acariocada. O acarajé fica menos "quente" e até o "fogo paulista" e o "Bauru" tem versões tipicamente brasileiras, quer dizer cariocas. Muda o original, permanece a essência. A essência do Brasil.

O Rio teve coragem de eleger, durante o Regime Militar, o seu maior inimigo para Governador.Talvez uma eleição única no mundo.

No Rio de Janeiro, o "fenômeno" Collor, não vingou em 89.

No Rio de Janeiro você encontra cariocas de todas as partes do mundo. Conheço cariocas argentinos, cariocas mineiros, cariocas pernambucanos, cariocas gaúchos, cariocas cearenses, cariocas franceses. Ser carioca é escolher o Rio. E para isto você não precisa negar sua origem. O Rio de Janeiro não é ciumento. 

O Brasil fica mais brasileiro quando fica mais carioca. O Rio de Janeiro é resumo do Brasil. Sem pretensão de ser melhor. Apenas de ser o resumo de um País como tanta multiplicidade maravilhosa. Com tantos "Brasis". E o Rio aceita com carinho todas estas influências, como uma Cidade de mar. Aberta as novidades.
Não é bairrismo. É constatação.
O Rio mora no coração do Brasil, porque o Brasil inteiro mora no coração do Rio.

PS: Esta foto não é minha.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Oscar 2009

Claro que Sean Penn é um excelente ator. E seu desempenho em Milk deve ser memóravel(ainda não vi), mas é incrível a predileção da grande mídia por personagens que sejam homosexuais ou pertencentes de algum tipo de dita minoria. Como no caso ao interpretar o assistente do Prefeito de São Francisco, Harvey Milk. Primeira personalidade pública assumidamente homosexual nos Estados Unidos. Sean Penn sabia que tinha mais alguns pontos sobre os rivais. 

Não sou nem um pouco homofóbico, (cada um tem direito a sua opção) como diria Seinfeld - "not there's anything wrong with that", mas cada dia que passa eu vejo que parece existir um movimento estranho. Talvez, num futuro próximo, com esta estética maluca e o politicamente correto e pouco inteligente campeando,  onde sermos heterosexuais seja considerado um crime de homofobia. 

Um pouco da cena final do episódio onde George Constanza e Jerry Seinfeld são confundidos com um casal gay. E procuram negar, mas sempre com a preocupação de dizer que não existe nada errado com quem é. ("Not There's Anything Wrong With That")

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Carnaval e praias lotadas


Meus últimos 3 Carnavais foram longe do calor, de nossa maravilhosa Cidade e do Carnaval propriamente dito.
O que constatei com esta pequena distância:
O Carnaval de rua do Rio voltou.

Minha geração foi orfã do Carnaval de rua, que agora retornou em grande estilo.

Com isto, aquelas barangas e aquelas gordinhas que se despencavam para Bahia e coisas similares, com intuito de se sentirem menos feias e melhorar a auto estima, resolveram ficar por aqui. 

Junta isto com a crise, menos gente viajando pra fora do País, mais o fascínio que o mar e o Rio de Janeiro exercem sobre os mineiros, mais os turistas que vem pelo Carnaval, resultado desta equação, Cidade lotada.

Já foi tempo que no Carnaval o Rio ficava maravilhoso até para quem não gosta de Carnaval. Praias menos cheias. Bons restaurantes vazios e cinemas desertos. Quase um paraíso terreno.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Desfile de Escolas de Samba de SP - Uma violência

Entendo e respeito o direito de se fazer Desfile de Escolas de Samba em toda e qualquer cidade. Mas daí a tentar trasformar o Desfile de Escolas de Samba de São Paulo em um espetáculo como o do Rio é uma barra forçada pela TV Globo. Algo não natural. Seria como resolver fazer um "Festival de Paritins" na Avenida Paulista para atender os anunciantes do maior mercado.

O mercantilismo de tentar fazer o Desfile de São Paulo em um espetáculo nacional, fere o bom senso, a dignidade até mesmo dos sambistas de São Paulo.

O Desfile do chamado Grupo de Acesso, que acontece hoje no Sambódromo do Rio de Janeiro, mesmo com a diferença das Escolas do Grupo Especial que desfilam no domingo e segunda, que tem a LIESA e o apoio de muito dinheiro é muito superior ao que a TV Globo tenta empurar goela abaixo do telespectador com o Desfile de São Paulo.

Não se trata de um bairrismo. São Paulo tem uma grande importância para a cultura, para  a economia, mas em se tratando de "Escolas de Samba" é uma barra forçada transmitir para todo o Brasil o Desfile de sexta e sábado. Falta história, peso, tradição, comunidade e sobretudo samba.

Você veria o jogo da Terceira Divisão do Campeonato Coreano de Futebol?
Pois é.

Apesar da distância em dinheiro que separa as Escolas que desfilam hoje das do Grupo Especial, elas tem muito valor. E tem samba.
Por isto hoje quem quiser ver Desfile de Escolas de Samba, sintonize na CNT que tem a apresentação do Paulo Stein no Desfile da "Lesga". Caprichosos, União da Ilha, São Clemente, Estácio...merecem o aplauso e audiência. 

O site da "Liga da Série B" para quem quiser outras informações.

http://www.lesga.org

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Woodstock 40 anos

Sei que quando o segundo semestre chegar, ou um pouco antes, logo assim que passar o Carnaval, a imprensa começará a lembrar Woodstock. Não sei o motivo da compulsão por datas redondas de 10, 20,30, 40...

Mas vendo Woodstock, um festival direto, sem patrocínios, puro, na loucura e até infantil.

Hoje em dia teria uma ONG catando as latinhas, alguma entidade se preocupando com o Carbono Zero, um patrocínio de refrigerante, discursos politicamente corretos-o que difere de discursos politizados-provavelmente o cara da Virgin faria uma aparição. E a Caras faria de tudo para ter um camarote por lá. Claro, teria algum lobby para incluir artistas latinos, talvez algum brasileiro. A mesma coisa que fizeram com a NBA para globalizar e popularizar. Caindo o nível, mas, para que nível? O importante é globalizar.

Sem saudosismo, os festivais eram mais divertidos e menos patéticos. Menos lucrativos, porém mais românticos.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Engarrafamento no Rio


Ontem o Rio teve um gol contra sua pretensão de sediar os Jogos Olímpicos. Um caminhão vira no túnel e o caos se instaurou na Cidade. Acidentes acontecem. O que irrita é a frequência, a falta de planejamento, de alternativa, de treinamento. Fico pensando se um dia acontece um acidente nuclear em Angra dos Reis...Melhor não pensar.

Agora, sem bairrismos, ficar preso no tráfego do Rio tem privilégios. A foto ao lado não me deixa mentir. Rio, sempre e apesar de tudo, maravilhoso. 


A maior barriga da história do jornalismo brasileiro

Entendo  a velocidade, o mal moderno do mundo é a falta de tempo. E ela chegou no jornalismo. Mas, apurar a distância tem riscos. A notícia dada no Jornal Nacional, com veemência sobre a suposta agressão sofrida pela brasileira na Suiça foi a maior barriga da história do Jornal Nacional. E foram dois dias seguidos. Faltou mais que tempo. Faltou critério de apuração.
Além da falta de tempo, a leviandade de apurar os fatos sem gastar sola de sapato foi lastimável.
Cabe um pedidinho de desculpas ao telespectador e `a tradição do bom jornalismo televisivo da Rede Globo.

Gatos e Elvis

Vendo a correria das gatas pela casa, saudade do meu gato de 13 quilos, meu pinguim felino euma lembrança ao som de Elvis. Sugestivo.

 "...It's one for the money,
Two for the show,
Three to get ready,
Now go, cat, go."

Libertadores da América - Piada Pronta

Rodada do dia 18 de fevereiro, em Assunção


18/02 22:15
Nacional (PAR) x Nacional (URU)

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Um dos dois é paraguaio...

Pipoca no Multiplex - Um filme de terror


Não, o título deste post não vem de um sentimento de avareza por pagar 20 reais por uma pipoca e uma Coca Cola. Se a reclamação ficasse apenas no preço, poderia ser uma sovinice, mas vai além. 
Tenho certeza que os contratados para trabalhar nas lanchonetes de Multiplex são devidamente treinados para testarem a paciência de quem vai ao filme. Talvez para gerar uma ansiedade. Sim, ao ver filas enormes, desnecessariamente demoradas, fica sempre o pensamento "será que vou perder o filme?". 

Tenho certeza que não é incompetência demorar para entregar uma pipoca, que já está pronta. Um refrigerante de máquina. Dar o troco. São procedimentos rápidos, quase mecânicos acompanhados ou não de um sorriso. A demora é apenas para gerar uma expectativa com a possibilidade de perder o filme. Só pode.