Mostrando postagens com marcador tango. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tango. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de setembro de 2009

Tango dominical

Momentos não se repetem.

Nem o gato preto e branco

ouvindo

tango comigo

é o mesmo.



Frases feitas e fatos.

Impressões imperfeitas.

Impressões perfeitas.


Fotografias,

memória,

história.

Vida vivida.


No sabor da presença presente,

de presente,

o gosto bom alfajor.


Bienvenida a mi vida.


O Sol do Rio chama pra rua.


Sem tangos, 

outras damas,

tramas ou dramas.




sábado, 5 de setembro de 2009

Post musical de sexta para sábado

Sexta em casa. Calma e paz. Aretha tem cara de sexta. O dia mais feliz da semana. É véspera de sábado. Toda sexta sempre tem clima de Reveillon pra mim. Assim banalizo o dia 31 de dezembro propriamente dito. Tenho mais de 50 fins de ano todo ano. Mas não conto o tempo. Assim não amadureço, mas também não envelheço.

Gardel canta cada dia melhor. E "Por una cabeza" é uma das maiores canções já escritas. Tango é a música de corno erudito. Aquele que se coloca como corno da vida. Independente de ter ou não a parceira. Apenas ouvir e deixar sangrar.
Como o mundo ficou mais literal. Mais óbvio. Simplório e não simples. Um filme sobre a história de uma prostituta, fica com clima de sessão da tarde. Inocente. Leve. Como se a modernidade e a liberdade dos fatos tenham criminalizado tudo. Deixando o ar mais cinzento. Se fosse rodado hoje em dia, a personagem principal seria irmã de um viciado em crack. A família seria destruída. Recordações de abuso familiar. Tiroteios. Consumo de drogas. Hordas composta de todas as minorias do momento e sempre muito escuro e sombrio. Como se Tim Burton tivesse feito a direção de arte. Mas, Breakfast at Tiffany's - Bonequinha de Luxo, é iluminado, tem cores do cinema inocente-antes de apelarem para o telecine criar um clima.

O filme é pra cima. É para ver com pipoca no ar condicionado. Não tem um peitinho nem uma cena de luta, mas vale. O filme parece uma crônica dos anos 60.Truman Capote. Audrey. Henry Mancini. Valendo o DVD.

E tem uma canção pra lá de especial: Moon River.
Que tocava no rádio do carro de avô.
Que me encontrou no Rio.
Em Paris tocou de presente de aniversário. Na hora exata. Como coisa combinada.
Que de Nova Iorque me mandou o recado um ano depois. Como coisa ensaiada.
É, veio pra fazer parte da trilha da minha vida. Bem-vinda.

(Parodiando C.F. de Abreu "escrevendo, eu falo pracaralho")

quarta-feira, 11 de março de 2009

Piazolla

Sempre penso que no dia que o aeroporto internacional do Rio de Janeiro for algo melhor que uma rodoviária, for um aeroporto digno, então o nome de Antonio Carlos Jobim fará sentido. Hoje, nas atuais condições, se eu fosse da família Jobim, pediria para retirar o nome do Maestro de um aeroporto, em especial o terminal antigo, que não condiz com o que o Rio aspira, mas sobretudo com a imagem do Maestro.

Pois bem, hoje é aniversário de Piazolla. 

Minha sugestão, que já coloquei em livro, que se mude o nome de Ezeiza (Aeroporto de Buenos Aires) para Aeroporto Internacional Astor Piazolla.

Já pensou um vôo Tom Jobim - Piazolla?


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Barrio Viejo - Copacabana

Semana que vem atualizo com mais frequência. Em virtude de mil coisas, entre elas a estréia do programa da rádio, tudo zoneou, inclusive os posts por aqui. Como os leitores cobram, semana que vem me farei mais presente.

Hoje me lembrei de Copacabana e de um tango em especial. 
"Barrio Viejo". Para mim Copacabana é isto e muito mais. 

Copacabana é meu dogma.

Imagens de Copa de vários momentos e a letra do tango.
Pretendo resgatar algumas imagens de Copacabana nos anos 80.
Quando tiver, eu posto.








"Calles donde mi lindo barrio se alzó,
calles que guardan mis recuerdos de ayer;
vuelvo lo mismo que una alondra,
trayendo en mis canciones
los ecos de las frondas.
Quiero que no olvides que traje al volver,
toda la dicha que me hicieras gozar.
Por eso al llegar,
quisiera dejar
la dicha de mi cantar.

Vuelvo al pie de tu ventana
para evocar las mañanas
en que feliz me sentía,
cuando un cantor melodioso
interrumpía el reposo
de la mujer que quería.
Hoy, que rondo por tus calles
quiero llenarme de amores
bajo el raudal de esplendores
Que te han hecho deslumbrar.

Barrio que nunca te he podido olvidar
aunque mi ausencia mucho tiempo duró.
Barrio, rincón de mi alegría,
vengo a buscar la gloria
de mis lejanos días.
Quiero que sepas que no puedo vivir
lejos de tus calles cubiertas de sol
porque el esplendor
que siempre hay en ti,
hace revivir mi amor."

Barrio Viejo


terça-feira, 11 de março de 2008

Perfume de mulher




Uma das cenas mais preciosas do cinema. Um dos personagens mais fabulosos, o Coronel Frank Slade.

Fico pensando o que passa na cabeça de um ator, como deve ter passado na cabeça do Al Pacino, ao fazer a refilmagem de um clássico onde o ator que fez o personagem era o Vittorio Gassman. Um desafio.

Este tango, "Por una cabeza", aqui executado pelo genial Itzhak Perlman faz o melhor BG da história recente do cinema.

Que cena!

E viva o tango.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Para refrescar

Penso que deveríamos ter uma ponte mais frequente com a Argentina. Rivalidade a parte no futebol, Brasil e Argentina podem juntos ver o que a demagogia e má gestão, podem fazer com um País que tinha tudo para ser primeiro mundo.

E, Piazzolla está para o Tango assim como a Bossanova está para o samba. Fizeram uma releitura(que palavra pernóstica) e atingiram novos públicos, sem se travestir de jazz.

E para mim, o Tango é o Blues de Alma branca.


Tem o sentimento, a dor, a noite, o conflito, igualzinho ao Blues. Mas no lugar de negros do Sul dos Estados Unidos, imigrantes europeus que, a margem da sociedade, criaram um dos melhores ritmos do século passado.

E um clássico de Piazzolla, batido, porém um clássico.