domingo, 19 de setembro de 2010

Copacabana-Manhattan

Quem vive Copacabana não viaja pra Manhattan. Vai até a esquina. Hoje, num dia típico. Previsível. Nublado. Delicioso. Indolente. Alanish. Café. E ver a fauna do bairro. Hoje incrementado com uma grande marcha da liberdade religiosa. Não sei bem o que é, mas a presença da palavra liberdade, acompanhada por pessoas vestidas de Judeus Chassídicos, Ciganos, Roupas Afro me dá a idéia de alguma coisa feliz.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Post musical de sexta

Uma das melhores coisas de São Paulo. Fortuna.A voz de um anjo. E cantando um Tango em iidiche.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Serviços no Rio de Janeiro

Muita coisa melhorou no Brasil nos últimos anos. Mas a qualidade do serviço oferecido para a população continua num nível do subdesenvolvimento. Vem gente desinformada e fala que "agora o telefone celular ficou barato" como se fosse uma evolução da prestadora de serviço no Brasil. Isto se deve a queda do preço e evolução da tecnologia. Fenômeno mundial, stupid. Nenhum mérito para as empresas de telefonia. (E pensar que cheguei a pagar 4 mil e quinhentas doletas por uma linha de celular). Ou seja a Oi continua sendo tão nojenta quanto era sua origem a Telerj/Telemar. Não podemos esquecer o passado. A Oi é como se Hitler tivesse trocado de nome e assinasse agora como "Tony Hawk". Ele não passaria para ser um "cara legal". E esta falta de qualidade e respeito não é um mérito da Oi. As demais funcionam da mesma forma rudimentar no Brasil.
Transporte público é outra vergonha. Um exemplo : o preço do metrô no Rio - um metrô que funciona precariamente, que tem uma linha diminuta e infeciente, o metrô do Rio tem preços similares ao de Berlim, Nova Iorque e Paris. Ônibus no Rio são envergonhantes. Toda semana acidente. Barcas S/A, bem em qualquer País sério, a concessão de Barcas teria sido caçada e feita uma licitação internacional com players sérios que entendam que dá para ganhar dinheiro prestando um bom serviço. SuperVia, aqui não dá nem para falar. Chicoteiam passageiros. E não pense você que o carro livra você do caos. Nunca o Rio esteve tão engarrafado. O aumento de 30% da frota em 8 anos levou o Rio a uma "paulistização" do tráfego.
Não preciso citar prestadores de serviço de Internet, estes estão junto com telefonia. Péssimos.

A Light, que em conjunto com a CEG(Cia de Gás) tem explodido bueiros na Zona Sul, causando ferimentos nas pessoas, a Light - responsável pela energia que chega a nossas casas, colocou em prédios do Leblon este cartaz que ilustra o post. Isto assusta. Parece um aviso que o serial killer vai cuidar de uma creche.

Mas mesmo com esta gente ineficaz. Incompetente. O Rio continua sendo lindo e maravilhoso.

domingo, 12 de setembro de 2010

Um domingo com cara de Verão


O sol no domingo de hoje foi especial. A cidade acordou no clima da "Primeira Manhã de Primavera". Sol quente. Aquela alegria de estar "se livrando do Inverno".

Copacabana, Manhattan


Copacabana tem muito de Nova Iorque, os motoristas de táxi que por lá circulam, também não sabem falar inglês. Copacabana é confusa. É melting pot. É feita de contrastes. Mistura decadência com algo agradável que não sei o que é.
Porém uma das coisas que dá o acento yorker em Copa, é a forte presença da comunidade judaica no Bairro. Assim pipocam lojas com produtos kosher e outras referências e eu não me importo com meu andar meio klutz.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A maturidade política

Esta eleição, sem grandes paixões, mobilizando mesmo os profissionais do setor e imprensa. Tirante a porcalhada das placas e bandeirasA dramaticidade eleitoral está baixa. Baixa demais. Além dos personagens mais sem graça numa eleição presidencial desde 1989. Como diria Lula "Nunca antes na história deste País se teve uma eleição tão xôxa."

A baixa dramaticidade se deve a vários fatos. Um em especial. Nosso amadurecimento democrático. Se um dos ítens da consolidação das democracias é a menor distância entre os players do jogo político, quando se tem um PSDB-PT que você só sabe onde começa um e termina o outro quando olha na lupa, isto esvazia a paixão. Cria uma massa social democrata única com pequenas nuances.

Dilma não é o Lula de 89. O Lula do Lulalá. O Lula do meu primeiro voto. O Brasil mudou. Se o PSDB obteve a estabilidade da moeda, o Governo do PT fez importantes avanços sociais. Temos práticas envergonhantes? Temos mensalão do PT e do PSDB? Temos apoios que envergonham os dois lados sob o pretexto do "política real". Temos. Mas ainda assim o Brasil avançou.

O mérito deste grande avanço não é do PSDB ou do PT. É do povo brasileiro. É de um mercado potencial a caminho de 200 milhões de humanos. E num mundo em que se vira cidadão através do consumo, um país com o mercado interno de quase 200 milhões de consumidores, consegue olhos internacionais com interesse. Com desejo. Um país ocidentalizado. E onde no momento até mesmo a falta de ética e transparência podem ser interessantes para grandes economias ganharem dinheiro e gerarem dinheiro graças a este momento de transição de um subdesenvolvimento envergonhante para o Primeiro Mundo. Até lá ainda teremos escândalos que revelam o lado bom da transparência, antes a gente nem sabia. Mas com certeza as práticas envergonhantes não estão no DNA do povo brasileiro, mas sim em pouco controle e na máxima da "ocasião faz o ladrão."

O Brasil avançará e o mérito não será nem da Dilma, nem do Serra. Nem do Lula, nem do FHC. O mérito é de uma brava gente. Que trabalha. Que paga quase metade de tudo o que produz em imposto para "sustentar" um Governo. Seja tucano, seja petista. O mérito do Brasil entrar numa rota de crescimento não deve ser credito a ninguém da classe política. O mérito é nosso.
Se algum político tentar puxar para si este mérito, vaie. Quem merece o aplauso é o brasileiro comum.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Túnel do Tempo em Ipanema

Tem um Túnel do Tempo na Praça Nossa Senhora da Paz. E eu entre hoje lá.

Conheci uma banca de Revistas muito especial. De Revistas antigas. Fica na Nossa Senhora da Paz. Um verdadeiro túnel do tempo, justo na minha primeira praça de infância.

Acabei que me atrasei para um compromisso. Mas a causa era nobre. Vi revistas como Cruzeiro, Esquire dos anos 60(para os diretores de arte obrigatória), Veja das décadas de 70 e 80. Um passeio sem nostalgia ou saudosismo, mas com um delicado prazer.

Adda recebe as pessoas com o carinho de quem te recebe em casa para beber um chá. Se ela colocasse chá na Banca, seria um local mais concorrido que Starbucks.

Para meu carioquismo, uma vergonha. A Cena Muda existe tem mais de 5 anos. Tem 2 anos de Praça Nossa Senhora da Paz. E só descobri hoje. Literalmente antes "a tarde" do que nunca, com perdão do trocadilho.

Diretores de arte, produtores ou meramente curiosos devem conhecer A CENA MUDA. Fica na Visconde de Pirajá/Praça Nossa Senhora da Paz, quase esquina com Maria Quitéria. É uma viagem no tempo. Altamente recomendável.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lideranças religiosas

Quando o Sobel foi preso nos Estados Unidos roubando gravatas, um rabino que tenho grande carinho, me trouxe uma "moção" para assinar em "defesa do Sobel". Categoricamente me neguei. Disse que era um absurdo. Não por ser o Sobel um homem que ganhava na época mais de 20 mil dólares para ser o Rabino de São Paulo. Mas por ser um Rabino. E por ícone quase que o símbolo dos Rabinos no Brasil. No judaísmo o rabino é bem mais que um simples líder religioso. E por mais que Sobel tenha tido um papel decisivo na democratização do Brasil, aquela história de furtar gravatas - todas caras e de griffe - foi uma vergonha histórica que não deve ser esquecida.

Agora veio o padre da Igreja Nossa Senhora de Copacabana. Era o responsável pelas contas da Igreja. O "ecônomo" da Cúria. Mosenhor Abílio foi pego com 53 mil Euros "na cueca". Ele embarcava com 53 mil Euros sem declarar. Disse que eram as economias pessoais. Mas levar esta quantidade de economia só justifica se ele tivesse uma família grande em Portugal. Tipo com filhos e netos. E pelo o que eu saiba padres católicos não podem ter filhos e netos.

Aí nós vemos que o que está em crise não é a classe política ou a classe religiosa. O que acontece hoje é que graças a trasparência e a imprensa os fatos aparecem. E assim caem os mitos e vemos como ruim ou bom pode ser a humanidade. No coletivo e no caso individual.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cinema de Vampiros

Conversando com meu querido Marcio Escudeiro sobre filmes, ele me lembrou da necessidade de enaltecer o Van Helsing. Traze-lo de volta para matar a onda de vampiros emo-afetados que tomaram conta de "nossa juventude". Uma juventude que vem sendo criada sem "mertiolate" arder, logo, ficaram frescos.

Numa insônia, movida por efeitos colaterais de antiinflamatórios, onde o Ipod travou. Um Ipod Jurássico da segunda série de Ipods, com 7 mil músicas. Travou depois de sair de cantos gregorianos para o The Clash. Deve ter reclamado de minha esquizofrenia musical.

Na insônia encontrei por acaso o Programa da Peça "Drácula" do Antunes. Me lembrei como me revoltava de ver um bando de nerd jogando RPG sobre Vampiros. Aquilo para mim é um pecado. Pois RPG, Los Hermanos e Supertramp são coisas que trincam o cristal da confiança no critério do humano. Ver aquelas criaturas abaixo da consideração mínima tendo acesso a informações sobre os vampiros achava um absurdo.

Eu fui criado lendo Cripta. Vendo o Dracula faturar as mulheres. As mais bonitas. As mais gostosas. As mais desejadas. As virgens. As casadas. As plebéias, as princesas. Vestidas, semi nuas e nuas. Corpos longilíneos , corpos variados, que acabou marcando de certa forma meu padrão de gosto nas mulheres. O gosto pela cintura e pelas curvas. A Cripta fora meu "Carlos Zéfiro". Vi também o terror sair dos castelos, do frio da Europa e ganhar a classe média suburbana americana. Foram nos anos 80 que começaram os filmes que aproximaram o "terror" das pessoas "normais" e não mais de aldeões ou de exploradores. Nos anos 80 o Vampiro podia ser seu vizinho.

E agora com a junção da tecnologia, novas técnicas, filmes com histórias medianas e personagens fracos, ganham uma dimensão que vai até além da moda retrô do 3D. Será que com tanta tecnologia não somos capazes de fazer filmes melhores que os já feitos no passado. Será que temos que empulhar filmes com mais cara de intervalo comercial e experiência estética conformista para os jovens?

O cinema precisou de 100 anos para fazer Matrix. Pensei que a partir dele teríamos o casamento de boas histórias com tecnologia na medida certa. E vampiros poderiam ser. Poderiam.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Iogurterias/Sorveterias - Oportunidades e "Non fat, no brand"

As sorveterias de iogurte são mais que uma tendência, são um sucesso no Rio. Começam a ficar tão a cara da Cidade quanto o nosso Açaí. Ok, o açaí é da Amazônia mas tem uma cara completamente carioca. Sem usurpação. O que não entendo é a mesma oportunidade de marketing que propiciou o aparecimento deste sorvete sem culpa e sem gordura, feito de iogurte zero, non fat, (ao menos eles dizem), não consegue diferenciar os seus produtos. Non fat, no brand. Comi na segunda, terça e quarta. Acreditei que tinha comido em um único "Happy Yogurt da vida" e na verdade comi em 3 diferentes. Só descobri hoje quando fui jogar fora os cartões de fidelidade. Outra coisa que tenta transformar o CRM numa mera distribuição de produtos. E eu penso que esta coisa de "premiar a fidelidade" desta forma, um atraso. Você tem que envolver e não ser um mero distribuidor de desconto de 10% ou 20% para aqueles que tiveram paciência de juntar 5 ou 10 selinhos. Isto não é fidelidade, é prostituição.
Talvez existam mais Iogurterias/Sorveterias por aí, porém para mim são todos iguais. Todas dizem que tem M&M, quando colocam algum confeito genérico do M&M. E prefiro acreditar que seja mesmo "non fat" yogurt. Tal qual o epsiódio do Seinfeld.

sábado, 28 de agosto de 2010

Cagarras, Paineiras e o carro do Irmão mais velho

Me peguei lembrando dos sábados. Primeiro um passeio até as Cagarras. Depois, as Paineiras com meu irmão. E de lá ver as Cagarras*. Elas de lá me dão a idéia meio de proteção. Sempre presentes. Fisicamentes. Na memória, na lembrança, no carinho e na imaginação. Sensorialmente lembrei de um número enorme de músicas que eu ia ouvindo no Carro de meu irmão. O Alfa Romeo ou o sem número de Fuscas de todos anos, cores e motores. Aproveitando as vantagens de ser irmão caçula. Nunca fui gênio. Sempre fui observador. Caçulas observadores podem desenvolver um senso aguçado de percepção e horizontes amplos. E talvez hoje em dia me lembre mais do som que era ouvido naqele toca-fitas Road Star do que o proprietário.

*Arquipélago de Ilhas que ficam em frente a Zona Sul do Rio de Janeiro.

Agora Praia. Preciso "espraiar". Independe de sol ou chuva.
Nos links o som que eu ouvia no carro do meu irmão em algum momento dos meus 7 ou 8 anos.




quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Lançamento Ota no CCBB


Toda uma geração foi influenciada pelo Ota. Era o responsável pelo Mad no Brasil, (quando o Mad era engraçado). E agora ele nos brinda com o Relatório Ota.
Terça, dia 31 na Travessa do CCBB. Imperdível.

sábado, 21 de agosto de 2010

Sergio Mendes e Brasil 66

Esta música é algo que me acompanha. Gostava de dormir ouvindo. Tinha uns 4 anos e pedia esta. Tocava ou cantavam a exaustão. Depois num Verão da década de 90 na Europa, ela era tocada em todos os cantos.  Brasileira e globalizada. Antes da globalização ser moda. O mais legal é que os timbres desta versão, mesmo datados, parecem algo mais que atual. Parece algo de vanguarda. Sergio Mendes é o cara. 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Promessa de fim de semana

Atendendo alguns mails, e, é claro a minha vontade. Amanhã tento começar a ostar de forma mais disciplinada. 3 Noites sem dormir. 8 programas no ar. E indo em frente e cansado.
Agora o sono e de trilha Dalva de Oliveira.

sábado, 14 de agosto de 2010

Sábado de Chuva

"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é."
Fernando Pessoa

Poucos povos podem não gostar de chuva tanto quanto o carioca. Desgostar mais da chuva que o carioca, eu duvido. Em andanças nunca encontrei quem tanto abomine a chuva quanto o carioca. E , inspirado em Machado de Assis, na lembrança das aulas de figuras de construção, ainda no ginásio no Padreco, os cariocas somos pouco dados aos dias de chuva.

Terei que discordar. Gosto dos dias de chuva da mesma forma que gosto dos dias de sol. Talvez seja este meu único absoluto e total contra senso da carioquice.

Hoje, caminhando na Praia, notei que além de mim, havia levas de cearenses-hoje o Ceará joga contra o Flamengo aqui no Rio, provavelmente no Maracanã- e o restante era de turistas estrangeiros. Não havia, em toda Orla de Copacabana, até o Leme, um único carioca caminhando pela praia. Onde uma Chuva fina parecia água benta. Uma delícia. Um dias especial. Praia vazia. Foi para poucos. Pelos cariocas, eu testemunhei.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Domingos

Procurando um material para uma apresentação, encontrei este texto perdido, escrito em algum domingo do ano passado. Com o direito de ser dispersivo neste momento, como fala um pouco de Pais e Filhos, achei oportuno postar.

Cheguei em casa com as pontas dos dedos ardendo. Vontade de escrever. Noite de domingo em Copacabana. Camisas de futebol. Clima de fim de festa. Cães e seus donos. O rosto das pessoas no domingo é indecifrável. Carrega ressaca. Culpa. Indulto. Paz. Cansaço. Alegria. Esperança e Frustação. Tudo ao mesmo tempo. Como se o domingo fosse uma espécie de dia trinta e um de dezembro de algum ano imaginário.


Vi um pai. Se despedia dos filhos. Rosto simples. Arredio a olhares. Ao deixar os filhos na portaria, a dor sem disfarce da lágrima contida. Não eram olhos de poeta. Ou me vendo naquele pai. Era um fato jornalístico. O pai, com a camisa do Vasco. Seu filho idem. A menina, uma mochila do Vasco. Nem sei se o Vasco jogou hoje. A família estava trajada de gala cruz maltina. E aquele pai, provavelmente , carregava o orgulho de passar, ou impor, seu time de futebol aos filhos.

Chamou atenção o gestual do menino. Enquanto o pai saía, sem olhar para trás, disfarçando a lágrima, o filho ficava ali. Olhando para um lugar vago. Olhando além de onde o pai caminhava. Como quem olha o futuro. Ele olhava para o vazio. Olhos nada incisivos. Talvez disfarçando de si mesmo o que ele queria ver, mas sabia que assim não seria, ver o pai olhando para trás. Parecia que ele entendia aquela dor do pai. E não olhava ali por ele mesmo, mas olhava ali pelo seu pai. Ele parecia querer confortar o pai. E o maior conforto seria torcer para o pai não se virar chorando. Mas, se assim fizesse, ele estava ali para proteger seu protetor. Talvez ali eu tenha visto alguma coisa minha. A vontade de um dia, no tempo perdido, ter o olhar daquele menino. Um olhar terno. Vi que a razão daquela cena ser forte para mim não era pelo pai. Mas pelo filho. Como pai já havia realizado meu domingo e minhas certezas.

Senti vontade de um dia ter tido vontade de ter aquele olhar de carinho do menino. Não voltamos no tempo. Não precisamos carregar culpas. Nada de terapia. Nem mesmo escrever em forma de terapia. Apenas vontade de em algum momento ter tido aquela força demonstrada na fragilidade e na fraqueza.

O que falta? Nada, apenas cheguei com uma vontade imensa de escrever. Não queria falar. Não queria ser ouvido. Não queria nem ouvir música. No máximo um chocolate.

Post Musical de Sexta

Seguindo o post anterior, da vantagem de ser caçula/temporão, eis um disco que eu ouvia com uns 7 ou 8 anos. Graças aos discos dos meus irmãos. Lembro bem dos detalhes do LP. Não é saudosismo, é rock and roll.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vantagens de ser caçula

Quando se tem irmãos mais velhos como eu tive, você acaba não tendo irmãos. Você tem Tios muito proximos. Quando se é o caçula temporão você aproveita esta vida de quase um filho único. Mesmo sem ser. E isto é bom. Inegavelmente "egoisticamente" bom.

Mas o filho temporão pode aproveitar algo mais do que ter a atenção de um filho único. Ele pode ter as referências de seus irmãos mais velhos. Pegar emprestado. O que você vai fazer com estas referências, aí cabe a você.

Tive as influências de minha geração, mas pude ter a influência da geração anterior a minha. Assim cresci ouvindo tudo que se ouviu nos anos 60/70 como se fosse também a minha geração. Musicalmente isto é bom. Amplia horizontes.

Dos desenhos animados então, poucas pessoas de minha geração conheceram os Thunderbirds. Mas eu até a espaçonave deles tive. Hoje tenho DVDs, que servem de referência estética e memória afetiva por um tempo que eu não deveria ter vivido, mas vivi.

domingo, 1 de agosto de 2010

Nino Rota

Eu tenho meu panteão de gênios. Ele é muito pequeno. Nele eu coloco Nino Rota. Mais que trilha ou incidentais dos filmes de Fellini, ele desenhava a alma musical das películas deste também gênio. Depois de ver um pouco de Nine. Eu precisava. Fumei meu charuto. E me deliciei com um set list inteiro de Nino Rota. Delícia. Agora hora de dormir.

sábado, 31 de julho de 2010

Travessia dos Fortes

Vou dar um pulo na Praia. Farei minha Travessia dos Fortes. Posto 6 - Leme. Longe de ser um "ser aquático". Ou um atleta da água. Muito longe disto. Nadarei com toda calma. Pretendo fazer em uns 90 minutos. Passear no mar. Depois eu conto.

Acordei com uma música na cabeça. Memória afetiva. E de um dos grandes compositores populares do Brasil, um cara que eu sempre achei genial, Zé Rodrix. A canção que acordei cantarolando é um jingle. Sim, um jingle publicitário. Tecnicamente não gosto do recurso: "Clip + Jingle". Parece uma preguiça criativa ao extremo. Embora alguns sejam vencedores. Mas não gosto da fórmula. Quanto mais hoje em dia com a multiplicidade de meios e a redução dos impactos massivos e absolutos da mídia tradicional. No passado, jingles e trilhas de comerciais eram transformados em, (parodiando os filmes publicitários do cigarro Hollywood), "o sucesso". Muito antes do viral. Do youtube. Da convergência dos meios. Quando o rádio e a tv aberta caminhavam sozinhos. Uma época romântica e que não deixa necessariamente saudade.


Jingle é música. E música pode ser memorável. Como qualquer música. Nem presta atenção que foi uma preguiça do publicitário. A música toca. Literal e figuradamente. E o recado é dado. E memorável. Ok jingle é uma merda. Viva o jingle.

domingo, 25 de julho de 2010

Ritos e Hábitos


Quem me conhece um pouco, sabe que sou de ritos e hábitos. Agora domingo, depois de muito trabalho, hora de curtir Manhattan do Woody Allen em casa. Com o cão perturbando as gatas.

Rio e o Mar

O Rio de Janeiro não é uma Cidade que fica na beira do mar. O Rio de Janeiro é dentro do mar. Como um pedaço de terra entre Mar e Montanha, só resta ao Rio viver deste jeito. Aí você, dentro do carro, olha pela janela e entende exatamente o que estou falando. Esta foto as 17h 40 min na Avenida Niemeyer explica mais que qualquer texto. Rio de Janeiro is not a city that sits on the seashore. Rio de Janeiro is "in the sea". As a piece of land between sea and mountains. To Rio and cariocas remains only live this way. Then you, in your car, look out the window and understands exactly what I'm talking about. This picture 17h 40 min at Avenida Niemeyer explains more than any text.

Memória involuntária

Cada qual com sua Madeleine. Hoje me peguei, sem nostalgia, apenas lembrança, gostosa lembrança, evocada pelo cheiro do Metrô. Talvez borracha. Talvez freio ou óleo. Num instante, 20 anos se passam. Volto a um interminável Verão na Europa. Não, não é saudosismo não, é viagem mesmo. Tranporte no tempo. Coisa de domingos impagáveis. Memória involuntária, tempo viajando de costas. Remoço. Recomeço. A trilha deste post é tão íntima e pessoal quanto o escrito, apenas menos explícito.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Post completamente pessoal e instantâneo

A melhor música já feita.


Minha única inveja.


Vivendo Melvin.

Ele:
-Claro que sou capaz de ser um ser humano comum. Algo assim(Demonstra um certo desdenho com o corpo e expressão facial) sem graça, como vocês...
(Vê o olhar de reprovação dela e tenta reparar o erro, sem muita ênfase ou interesse)
-Tá, desculpe o sem graça. Um ser humano normal e comum.

Ela:
(Com força na voz e expressão corporal desafiadora)
-Prove!

Ele:
(Sorridente com aquele olhar de quem está dando de presente a maior jóia da coroa)
-Eu sou capaz de me emocionar com uma música do Billy Joel


Trilha do Dia.



Uma das maiores verdades já escritas.

Saudade matinal

Por uma destas razões desprovidas de razão, acordei com uma saudade lusitana. Vai ver que foi aquele documento. Isto, o Cartão de Cidadão com meu nome impresso pela República Portuguesa me deu um banzo. Saudade de casa. Engraçado. Sempre os locais que mais gosto, são os cantos e os pontos mais em comum com o meu Rio de Janeiro. Que consigo ver em Cannes, Paris, Roma, Amsterdam, Berlim, Nova Iorque e Londres. Tal qual o ser apaixonado que vê o ser amado em cada detalhe alheio. Amo cada Cidade. Em cada uma vejo um pouco do Rio e o Rio tem um pouco de cada uma. Mas, Lisboa, ah, que o Porto me desculpe, mas em Lisboa vou além de me sentir em casa. Acredito estar na esquina da rua que fui criado. Mesmo que a primeira vez em Lisboa já tinha quase 20 anos. Então, Portugal, tão sem motivo, tão recheado de motivos, que saudade de casa. Desta minha saudade, o livro. Primeiro da casa nova, que veio num sábado de sol, (L'art de vivre a Portugal)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rio de Janeiro


Dizem que a Pedra da Gávea foi esculpida pelos fenícios. Dizem que é a maior montanha em volume banhada pelo mar. Sinceramente, não sei o que é verdade neste ponto. Para mim ela guarda segredos incontáveis. E o segredo maior, ela assim tão linda, e tem gente que não nota. Prefere reclamar do engarrafamento apenas. O Rio é encantamento no detalhe. Foto de agora, as 10h da manhã. Caminho para este município pertinho do Rio, a Barra da Tijuca.

domingo, 18 de julho de 2010

Paulo Moura

Semana passada, por ocasião da morte de Paulo Moura, eu, aproveitando o sol, fotografei meu Panamá . Faria um post em homenagem ao genial músico. Recebi do Marton Olympio o video do Eduardo Escorel com a "Despedida do Paulo Moura". Algo para ser visto com a sensibilidade da alma. E não a sensibilidade musical tão somente.
Confesso que as lágrimas desceram. De emoção pelo amor de alguém por alguma coisa. Seja pela vida, seja pela música.
O link do registro sensacional feito pelo Escorel. A nós cabe apenas o agradecimento. Ao Paulo Moura pela existência e ao Escorel pela sensibilidade do registro.

sábado, 17 de julho de 2010

Manhã de sábado

Uma manhã de sábado em Copacabana. Sábado chuvoso. Saudade de ler crônicas de Rubem Braga. Paulo Mendes Campos. Fernando Sabino. Mas em especial, Rubem Braga. Não sei se a crônica é brasileira, como alguns amigos dizem. Mas sei que a mesma é uma delícia. Parece escrita com a oralidade da falta de compromisso. Com a seriedade de não se levar a sério. (Da mesma forma que este post não ambiciona nada, nem mesmo ser uma crônica.)
Algo bem a cara das novas mídias e das pessoas apressadas.
Como se a pressa no texto fosse medida em caracteres escritos, quando na verdade ela é representada pelos caracteres suprimidos, que gera muito mais tempo para quem escreve.
Mas hoje, ainda na manhã, diante de uma chuva insistente. Um passeio por Copacabana. Nem sei exatamente o que eu tinha ido fazer pela manhã. Eram coisas de vida terrena. Coisas que em geral as pessoas fogem de fazer aos sábados. Mas acordei energizado e decidido. Fiz tudo o que tinha que ser feito. Depois de realizado os prazeres e os gostos. E os deveres e as responsabilidades. Exatamente nesta ordem, afinal, hoje é sábado. Eu resolvi deixar olhos calmos para o tempo que não tem calma, nem clemência. Olhei Copacabana e suas ruas internas. A certeza que estamos diante de um bairro que nunca surpreende. Nunca surpreende pelo simples fato : a surpresa é a rotina de Copacabana. No caos urbano que ampliou com o passar dos anos. Um bairro que mais parece um Centro da cidade jogado dentro de uma praia e espremido pela montanha. Copacabana não surpreende, é verdade. Mas se não me surpreende, me remoça a cada dia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Chuva no Rio



Sabe o carioca que gosta de chuva?
Pois é, sou eu.
Parece algo que contraria a essência carioca, mas não é. A cidade fica linda. E apesar do caos, em certos momentos parece que fica deserta. Como um Rio antigo. Até preto e branco o Rio fica. Fotos tiradas agora, as 15h50min pelo telefone. De dentro do carro.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tá tudo errado, porra*

Não vou falar da quantidade de sandices e erros do caso Bruno. Não vou falar da sordidez dos detalhes cruéis do caso. Depois de tudo o que já foi falado e supostamente apurado. Choca a imbecilidade dos envolvidos tanto quanto a monstruosidade. E fica barato para a sociedade colocar a culpa em um caso isolado, mas não é.

Eliza, segundo informações, se prostituiu antes de fazer 14 anos. Filha de um pai que engravidou a Tia- gerando um irmão/primo e foi condenado por pedofilia por atos contra uma criança de 9 anos. Eliza viu na sua juventude e beleza a única forma possível de sair da condição que a vida havia lhe colocado. A vida sempre lhe fora violenta. Até mesmo quando prestou queixa e não lhe deram chance. Não por estar dando queixa contra alguém famoso ou rico, mas pelo simples fato de ter uma vida não tão regrada. A violência desta vez, veio em forma de preconceito. E a imprensa que tinha dado cobertura ao fato foi acusada de querer "desestabilizar o Flamengo". A nova moda é culpar a imprensa.

Do outro lado um jovem, com uma origem bem parecida com a de Eliza. Mas que havia conseguido, aparentemente, superar os obstáculos. Ganhava mais de 200 mil reais por mês, ídolo do principal time de futebol do Brasil, cavando uma transferência para o Milan na Italia. Sonhando em ser o goleiro e capitão da Seleção de 2014. Mas vale lembrar, embora parecesse, Bruno não havia superado os mesmos problemas que ele e Eliza tinham: a origem e a falta de família. Falta de estrutura, no sentido máximo desta palavra.

Sempre parece moralista a palavra família. Mas não é. Ela é a organização primária por onde aprendemos o certo e o errado. O primeiro contato com o "certo e errado".E Eliza teve que aprender que seu corpo era tudo o que ela tinha. Tal qual os lutadores dos primórdios do boxe. Apenas o corpo. E Bruno idem. A diferença era a remuneração.

Quando uma menina, filha de um pai condenado por pedofilia e um rapaz que a mãe tentou matar uma mulher se juntam, descobrimos uma mistura explosiva. De falta de valores, de uma formação mal forjada, dos dois lados. A diferença é que a menina era apenas uma aspirante a modelo e atriz e o rapaz era goleiro campeão brasileiro. O Capitão do time. O cara que levantou a Taça. O Flamengo e a Olympikus não podem se eximir de sua parcela. Ele assmiu publicamente que era "normal das umas porradas na mulher" e continuou com a braçadeira de capitão do Flamengo. (Onde, diga-se de passagem, o Presidente é uma mulher.) Era mais que um funcionário, era a imagem do Clube que dava o salvo conduto para Bruno agir da forma que agiu.

Estamos no século XXI, as mulheres lutaram para conseguir seu espaço. Debatemos clonagem, célula tronco, vamos a Lua, mas não podemos acabar com casos isolados de mulheres que vejam no seu corpo ou na chance de engravidar uma opção. Mas podemos evitar sim que este seja um pensamento vigente. Da mesma forma que a Sociedade tenta condenar Eliza, absolve e exalta as "Elizas" que foram bem sucedidas no "Golpe da Barriga". Algumas estão na TV e são celebridades. Também não vamos acabar com a violência contra a mulher ou contra o mais fraco apenas por decreto e de sopetão, mas podemos tirar este pensamento como aceitável ou tolerável na ordem do dia.

Seria muito mais confortável afirmar que é um caso isolado. Mas não é. As atrocidades são cometidas por uma sociedade que fomenta o surgimento de "Elizas" e os "Brunos". No caso em questão apenas juntaram todos os pontos. E quase tão violento quanto o show de horrores cometidos pelo Goleiro Monstro e seus amigos é a contemplação da sociedade pela falta de valores verdadeiros. Pode não ser tão emblemático quanto fatiar uma mulher, mas é tão cruel quanto.



* "Tá tudo errado, porra." É uma frase clássica do Paulo Cesar Pereio