quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Padroeira e Dia das Crianças


Uma das coisas mais emblemáticas e étnicas do Brasil é ter uma "Virgem Negra", como Nossa Senhora de Aparecida, de Padroeira. (Ok, a Polônia também é consagrada a uma Nossa Senhora Negra), mas como tudo no Brasil tem-se no conceito em que todos são brancos e negros ao mesmo tempo, fica interessante e deveria servir para baixar ou acabar com qualquer nesga de preconceito étnico que possa existir.


Pensei no que poderia unir o "Dia das Crianças" com "Nossa Senhora de Aparecida". E me lembrei que com uns 10 ou 11 anos, voltando de uma viagem de carro pelo Sul com um avô postiço e dois irmãos verdadeiros, ainda que não de sangue, paramos na Basílica. O avô postiço, uma espécie de rádio relógio de informações, falava da Basílica com a desenvoltura de um guia turístico. Como estamos em 1981, a câmera de vídeo tape VHS, que parecia algo "profissional" chama atenção dos demais. Além de estarmos acompanhado por um senhor de fama profissional por ser ligado a mídia e ao esporte. Mas isto foi apenas um detalhe. No momento em que ele elevava seus pensamentos, lembro que na minha mochila havia uma bola. Achamos o piso da basílica interessante. E jogamos futebol. Fazendo um "Gol a Gol" de um lado para outro e com direito a jogadas driblando adversários imaginários que eram bancos e cadeiras.


Não era um heresia ou desrespeito. Quando se tem 10 ou 12 anos, futebol é uma coisa sagrada. Estávamos no lugar certo.


Viva o Dia das Crianças.

Salve Nossa Senhora de Aparecida. Independente de credo merece nosso pensamento elevado. Em nome de um Brasil.


O crédito da foto, datada dos anos 80, não tem efeitos não, é de Waltter Lima e eu descolei na web.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Steve Jobs

Não falo da marca apenas. Longe de ver como um monstro capitalista que nos transformou em ávidos consumidores de computadores coloridos ou "bonitinhos". Mas sim como o visionário que buscou fazer diferente. Em alguns momentos quebrou a cara. Como acontece com todos os ousados e pioneiros. Faz parte.
Mas...Perseverou e venceu graças a coragem e a inovação.

Pela coragem de ter lançado um computador que não tinha local para disquete, e isto tem uns 15 anos. Já seria um pioneirismo. Pela coragem de usar "sabores" ao invés de cores. Pela coragem de "Pensar diferente", Steve Jobs merece sim nossa reverência.

Sei que diversos covardes enriquecem e ganham louros. Mas estes não ganham um pingo da minha admiração. Para mim vale a ousadia responsável. A vontade de torcer o familiar. Buscar a inovação.

Valeu, Steve Jobs.
A mensagem que você deixa para o mundo?

Think different.

Thanks.


domingo, 2 de outubro de 2011

Aeroporto Santos Dumont

Quanto mais viajo, seja pelo Brasil seja até no interior da Turquia, tenho notado que os aeroportos cada dia que passa estão mais parecidos. De mobiliário as lojas. Fora o uso exagerado de vidros que ultrapassou a palavra tendência e parece que é lei.

Se houvesse um "Aeroporto do Coração", para mim seria o Santos Dumont. E antes de ser modernizado, ele tinha as deliciosas saídas em escadinhas, num ar retrô e com o Pão de Açucar de fundo. Parecia uma viagem no túnel do tempo de uma época que nem eu havia vivido.

Claro. A modernização e ampliação foi necessária. Mas sempre que o tempo do vôo permite, eu dou um pulinho na área antiga, onde hoje funciona apenas o desembarque. E me lembro dos primeiros vôos com cunho profissional. (Eu ainda usei o Electra.) Cada embarque ou desembarque, na maioria esmagadora de vezes para São Paulo, com lay outs e milhares de pastas faziam eu me sentir adulto. Era divertido este momento.

sábado, 24 de setembro de 2011

Rock in Rio 2011

Sou jovem demais para o Elton John e velho demais para a Katy Perry. Mas tive irmãos mais velhos que ouviam Elton John e uma filha que ouve Katy Perry.

Katy é uma espécie de cruza entre uma apresentadora teen com uma atriz pornô. Beira o burlesco e ultrapassa o convencional. E dá show com sua troca de figurinos. Inspirada em desenhos animados. Elton John, bem não foi desta vez que ouvi "Your Song" ao vivo. Ele fez um show para um público frio. E foi frio. Como não se sentisse a vontade em estar em meio a diversas atrações, como quem merece o destaque de ser único. Apesar de acreditar que as músicas de Elton John, o seu som, é algo que beira o momento Elymar Santos. O kitsch. Mas, quem disse que não podemos gostar do cafona? Ainda nas atrações do dia, a pergunta de minha filha resumiu a presença de Claudia Leite, "O que esta mulher tá fazendo aqui?"

De organização, nota ZERO para os problemas nas catracas. Uma queda de luz deu problema em mais de um momento de acesso. E isto é inaceitável, por mais primeiro dia que fosse.

A sujeira, além de um sistema que não deu conta de esvaziar as lixeiras, contou com a falta de civilidade e higiene dos presentes que jogavam lixo e mais lixo no chão. Porcos.

Achei o evento apertado. Os deslocamentos beiravam o desconforto. A linda Rock Street era um convite a não chegar perto do aperto.

Mas sem dúvida a exploração de camarotes e marcas deste Rock in Rio foi Show. Apesar que a única surpresa de algo inusitado tenha sido no espaço da Taco. Fizeram o resgate de uma tecnologia do passado que nunca foi tão atual na sua apresentação. O Zootropio que eles apresentaram, nota 10. Parabéns a marca de jeans e a agência de comunicação da marca, a Script. Vale a pena conferir.

Alimentação, caótica como numa Feira agropecuária de interior. Mas, grandes eventos são assim mesmo e temos uma clemência. Nossa incrível incapacidade de formar filas de modo coerente. Já o Bob's ficar sem comida. Logística, logística...Vergonhosa logística.

De logística também, fizeram com que o ato de estacionar lá, "ser Vip" fosse pior do que não estacionar. As interdições fizeram com que quem estacionou na área de estacionamento, dar uma volta pelo Rio de Janeiro antes de retornar para a Zona Sul. E fechar ruas desta forma parece a piada do corno, que ao ser traído no sofá, vende o sofá. Será que não temos capacidade para coibir a bandalha, o estacionamento irregular e os flanelinhas? Será que vamos ter que usar de paliativo ao invés de usar grandes eventos como indutores de civilidade e convívio? Cabe aqui um estudo sério sobre o efeito que estes eventos podem ter para capacitar a Cidade e os moradores. Mas a verdade seja dita é que a Prefeitura mostrou ordem.

Agora não sei se é memória infantil, mas o palco de 1985 me parecia bem maior e ao mesmo tempo mais tosco que o deste ano.

Claro que não pretendo ir a dia nenhum, fiz isto pelo dever profissional e de pai, mas para quem for, se não for criterioso com a escolha dos artistas, se se contentar com seu artista preferido fazendo um "pocket show" e estiver no clima de quem quer se sentir um pouco adolescente, vale encarar. Nem que seja para dizer, como o plástico antigo do Rock in Rio, "Eu fui". Mais um grande evento na Cidade. E desta vez um que acontece desde muito antes desta Cidade ter sua vocação internacional realmente explorada. Lógico que com todos os problemas, merecem o elogio por este pioneirismo. Valeu.

domingo, 18 de setembro de 2011

Miss Angola


No futebol eu sempre torço para Seleções Africanas. Um terceiro mundismo pessoal. E quando realizaram o concurso de Miss no Brasil, deu a "beleza africana" de uma angolana linda. Quem sabe na Copa de 2014 finalmente não tenhamos um campeão oriundo do continente africano?

sábado, 17 de setembro de 2011

Sócrates

Tinha dia que eu achava ele lento, como também achei o Zidane em diversos momentos. Mas sem dúvida Sócrates fez parte de um time mágico, a Seleção do Telê de 82. Mágico para meu coração infantil. E assim ficou. Por mais que o critério hoje veja enormes falhas naquela equipe, bem, elas não existem. Aos que não viram Sócrates com a camisa do Timão. Que não compravam Placar nos anos 80. Que não viram o calcanhar do doutor Sócrates ao vivo. Que não viveram os debates, patéticos aos olhos de hoje em dia, mas oportunos na época, da "Democracia Corinthiana", bem este gol, em Copa do Mundo. No momento que o Brasil perdia o jogo. Tensão de estréia. Dia 14 de Junho. E eu ganhava este presente de aniversário. Obrigado, Doutor.

Nina Simone - PPP Post pretenso poético


Para mim ela é um arcano. Amo Nina Simone.

Sou o homem das escolhas
insensatas e sábias
que mais me ferem
para proteger o outro

Pretenso anjo caído
não tem amores,
tem protegidos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011




Catarse.
Cintura.
Corcovado.

Abençoado.
Aprovada.
Relaxada.

Só não entendi ainda aonde Lisboa entra na história. Alfama? Trilha do acaso, quase memorabilia.

domingo, 11 de setembro de 2011

9/11 - O "Onze de Setembro"


Talvez na nossa geração seja a "Morte do Kennedy". Tipo onde todos se lembravam em qual local se encontravam quando souberam da notícia. Mas com certeza deixou mais sequelas no Mundo que a morte do marido da Jacqueline Kennedy Onassis. Se a morte do Presidente americano tirou a América da inocência. 0 11 de setembro instaurou a paranóia no Mundo que achava livre da paranóia pós Guerra Fria ou calma e ocaso do IRA e ETA.

Lembro exatamente. Saí da agência rumo a produtora para ver um filme que estava sendo editado. Estava com o Mavi Soares. No carro sintonizamos numa rádio All News. Na CBN o locutor, se não me engano o Carlos Alberto Sardenberg, fala "Neste exato momento uma das Torres acaba de desabar". Comentei com o Mavi : "Como esta gente de rádio dá um tom dramático exagerado". E zombamos.

Ao chegar, a TV da produtora sintonizada na CNN. Não parava de repetir a queda da torre. Olhava para as pessoas. Todas estavam literalmente de boca aberta. Eu pela primeira vez entendi a expressão "Queixo caído" ou "De boca aberta". Não era figurativo. Todos estavam atônitos.

Então no dia que o mundo ocidental viu seu irmão mais velho apanhar na escola, todo mundo se lembra aonde estava. E a prova que influenciou nossas vidas, eu tive na pele uma, ao chegar em Orlando, acho que vindo de Londres, em fevereiro de 2002. Agentes me levaram até o hotel. Ter passaporte com entrada em País árabe? Será que era isto? Era paranóia? Era zelo criterioso para proteger uma Nação, um povo? Mas o mundo inteiro foi influenciado pelo 11 de setembro. Vide que os talheres dos aviões, a paranóia contra a entrada de líquidos na bagagem de mão, os scanners(agora o de corpo inteiro) e tirar os sapatos no raio x. E Nova Iorque, bem, com sensibilidade, Nova Iorque nunca mais foi a mesma. Não perdeu seu brilho, mas nunca mais foi a mesma.

Pelas vítimas, mais que um minuto de silêncio. Todas as vítimas inocentes merecem uma reverência contra a estupidez humana. Assim como Guernica, Hiroshina e Nagasaki. As vítimas do ataque do World Trade Center não foram vitimadas pelo "mundo árabe". Foram vítimas da ignorância do ser humano. Não foi de uma forma silenciosa como acontece com a fome na Africa, as doenças no Terceiro Mundo ou as vítimas dos dinheiros desviados em corrupção. As vítimas inocentes do 11 de stembro foram vítimas de uma cena de espetáculo. Elas merecem nosso ato de contrição em valor a vida.

Eu e Sofia vimos ontem do documentário "O Equilibrista/Man on Wire" que conta a genial façanha de Phillippe Petit. O cara além de ser personagem do mais bem editado filme publicitário da marca de uísque mais vendido no mundo, é personagem de um delicioso documentário. Eu, apaixonado que sou pelas estradas que levam ao nada, amei. E ilustra este post. Prefiro quando a estupidez humana levanta façanhas inúteis e românticas como esta louca travessia por cabos entre as duas Torres.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Surpresa na TV


Vendo um relativamente muito cansativo programa esportivo, devidamente deitado e medicado, o destaque musical, a talentosa filha do Martinho da Vila. Este cara tem DNA bom pra gerar artista. Maíra Freitas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando uma coisa absolutamente datada continua atual , é que se tornou um clássico.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Encontro de Irmãos



Um café entre irmãos. Com cigarros apagados. Em menos de uma hora, toda uma vida passada a limpo. Com julgamentos e absolvições expressas. Sem condenações, apenas o tempo como senhor da razão.

Meu café amargo, como sempre foi. Menos doce. Menos indulgente. No café do irmão mais velho, a candura de quem realmente é forte na doçura. Eu, no meu egoísmo vejo que penso demais nas pessoas. Não é egoísmo, é arrogância de querer proteger. Prepotência.

Mas hoje, dia de combate ao fumo, data sugestiva para o encontro ao acaso. Que meio sem sentido, meu de anjos soltos. E alguém que hoje teve um descanso merecido. Completamente perdoado como ele sempre queria. Por ser apenas um ser, daqueles tolos. Românticos. Intempestivos. Com hombridade, mas lamuriamente, apaixonado. Um perdão por escrito. Sem necessidade do juridiquês presente no DNA dos envolvidos, embora um renegue.

Finalmente, oramos um Kadish com muito atraso.
Paz.
Que celebra a vida.
E o brinde com café e cigarros não acesos foi mais que perfeito.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Companheiros de verdade


Hoje soube que morreu o Fidel, cachorro companheiro do meu amigo Diogo Brozoski.


Não. Eu não confundo amores que temos aos humanos com aos dos animais. São diferentes e não concorrentes. Quem não entende, é pura miopia.


Meus cães, Gorby e Fred me ensinaram a amar incondicionalmente sem esperar nada em troca. Onde, se o meio é a mensagem, a troca é o amor. Numa nova Telema de relação. Graças a eles pude me "ser pai". Cair na aventura de encarar o mundo adulto. Meu estágio. Meus amores. No Frajuto um amor único ao som de tango. Solidão. E noites em claro com Adios Nonino em BG e grilos falando numa noite úmida. Se nunca fui sozinho, por muito tempo foi por ele.


Então eu entendo a dor do Diogo com o Fidel. E quem não entende, que vá a merda.


Animais não suprem carências nossas com outros humanos. Animais suprem carências nossas com nós mesmos. Ainda mais nestes tempos que estamos tão conectados virtuais, tão próximos e tão distantes do abraço. Sensorial que sou ou somos, nos animais encontramos este carinho a ser dado, tal qual energia acumulada que precisamos dar saída.


Do Fidel uma história. Época de muito serviço num dos escritórios mais alto astrais que já tive na minha vida. Como se todas as almas libertárias em lá trabalhassem ao lado de humanos. Um clima de leve libertinagem a serviço do entretenimento. Neste escritório, Diogo foi num sábado. E levou Fidel. Fidel, que apesar de acusarem de flatulento, sempre penso que ele apenas levava a culpa, Fidel, se aliviou, fez um número 2, popular côcô, no chão do escritório. Diogo, talentoso e distraído, como na sua verdade, na sua essência, limpou prontamento o dejeto do animal. Colocou em um envelope para depois jogar no lixo. Mas, Diogo desligar um computador e uma cafeteira já é um esforço elogiável. Justo, o talento que ele tem desenhando o desprende sem culpa destas obrigações terrenas ou neuróticas. Passou o domingo. Veio a segunda. E o dejeto do Fidel estava num envelope em cima de uma mesa. Na mesa do financeiro. Não se falava outra coisa. Quem fizera aquilo. Uns alegavam que era "macumba". Um outro, mais desesperado, me para e ofegante começa a falar : "Temos um psicopata entre nós.Temos um psicopata entre nós. Eu vejo isto em filmes. Eles começam assim. Depois pode ter morte. É sério." O mais grave é que ele ofegante falava isto e acendia um cigarro como se estivéessemos diante de realmente um caso muito sério. Outro alegara que poderia ter sido alguma mulher, com vergonha pois estava tendo reforma no banheiro feminino que teria feito num balde. Mas a teoria que mais vencia era "feitiçaria" x "psicopata vingativo". A copeira chorava de nervoso. Preocupada mesmo. O escritório inteiro tenso com a psicopatia ou o feitiço. E com quem seria. Parecia uma prova de reality show.


O que ninguém sabia é que Fidel havia estado na agência no sábado e domingo com Diogo. Ele veio até mim e falou que iria contar a história. Me pegou na rua falando isto e rindo como um adolescente do seriado Malhação e ao mesmo tempo sem graça com a proporção que o ocorrido havia tomado. Eu parei, pensei e falei :"Faz isto não. A lenda tá muito mais divertida. Um dia a gente fala a verdade." Na sexta-feira daquela semana revelamos e parou a busca pelo psicopata ou feiticeiro.


Este foi Fidel. Não era um cão, era um Companheiro que eu vi nascer. Na verdade eu pedaço do Diogo que eu conheci desde os tempos de logo pós moleque. E na verdade erámos todos tão jovens.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Preços na Cidade

O papo de hoje com o Boechat, Rodolfo e a turma da BandNews foi sobre a percepção do aumento dos preços. Entendendo que isto não é uma pesquisa da FIPE ou DIEESE sobre aumento de preços, mas sim da percepção.
Se a "inflação psicológica" é alvo de estudo da economia, vale prestar atenção. Ou lançar mão de práticas que evitem bolhas especulativas. E estas práticas podem ser através de informação.

Não é se meter com a "mão do mercado", mas sim não deixar que esta "mão do mercado" "passe na bunda" de quem vive no Rio.


1.

Sr(a) tem a sensação que os preços na Cidade do Rio de Janeiro estão :


SUBINDO MUITO 52%

SUBINDO DE UMA FORMA NORMAL 29%

ESTÁVEIS 07%

ABAIXANDO DE UMA FORMA NORMAL 03%

ABAIXANDO MUITO 01%

NS/NQO 08%


(somente para quem respondeu “Subindo” na pergunta 1)

Universo 339 pessoas, 81% do total


2.

O Sr(a) acredita que este comportamento de subida de preços seja :



NORMAL,ACONTECE NO MUNDO 11%

EM FUNÇÃO DAS OLÍMPIADAS COPA 58%

EM FUNÇÃO DO BRASIL 16%

NS/NQO 15%



3.

Existe algum item dentre estes que o Sr(a) acredite que tenha subido muito no Rio de Janeiro?

(caso sim, qual a melhor opção onde o Sr(a) percebeu esta alta?)

Aluguel 19%

Imóveis 18%

Tarifas de transporte público 14%

Condomínio 13%

Alimentação fora de Casa 12%

Diversão/Lazer 07%

Cabeleireiro 05%

Estacionamento 04%

Nenhum item 02%

NS/NQO 06%



Fonte:DataRio

Objetivo:

Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção sobre os preços na Cidade do Rio de Janeiro

Local:

Município do Rio de Janeiro

Período do Campo:

16 e 17 de agosto de 2011

Universo:

A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo

420 Entrevistas

Amostra:

Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"Hit makers" Ultraje, Katy Perry e Michael Jackson

Li que a semi-infantil Katy Perry emplacou 5 músicas no Top List da Bilboard com um mesmo trabalho. Antes só o Michael Jackson havia feito isto.


No Brasil, antes da música pop se tornar um gigante painel classe C. Antes os nichos eram definidos entre o popular e o popularesco. Entre o Giberto Gil e o Amado Batista. Com direito a espaço e público para os dois. Sem nenhum preconceito. Curiosamente hoje que temos mais segmentação, pasteurizou.


É um tal de Ivete Sangalo, Luan Santana e uma penca de sertanejos-fakes e realmente goianos, aquele tipo de som, que era restrito aos programas de auditório do SBT, sem saudosismo ou crítica, mera constatação, hoje ganha horário nobre. Naquele tempo, uma banda de pop Rock conseguiu emplacar praticamente um disco inteiro no Top Ten.

A banda foi o Ultraje a Rigor.


E perdurou seu som nas festinhas infantis. Pois eles, se não foram pioneiros, foram os primeiros a obter o sucesso com a fórmula, de levar humor e escracho ao pop rock.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Consumo - Chocolate


Não sou pernóstico. Aliás solene sem motivo e presunção são coisas que abomino nos humanos. Tipo alguém começa a achar que beber vinho o transforma em "chique". Ou entra na onda de bancar profundo conhecedor de cerveja. Até mesmo com os charutos que consumo com frequência, detesto pretensos "connaisseurs". Buscam no solene esconder algo de si mesmo ou tentar emular "life style". Com chocolate a mesma coisa.
Conheço o assunto, mas dispenso o ar professoral. Quando tenho tempo, procuro conheer onde fazem, Zotter um dos meus preferidos. Mas entendo de dizer se um chocolate é bom ou ruim provando. Pelo gosto. Pelo hábito. Pelo paladar.

O Brasil tem um exemplo de chocolate que é um case de marketing. A Cacau Show. O produto em si, o chocolate é péssimo. Pior que os que você encontra no super mercado, os das grandes marcas, mas eles dão um show de embalagem. Como se pensassem na Linha Presente/Gift.

Conseguiram se transformar numa espécie de Kopenhagen popular. Levaram algo novo para um público que não tinha acesso. Que achava a Kopenhagen cara. E levaram com mérito. Claro que não posso elogiar o chocolate. Ele é muito ruim. Mas as embalagens. O posicionamento. O sucesso das lojinhas, eles são nota 10. Levaram uma sofisticação inexistente para um nicho de público. Atenderam uma necessidade. E como não sou crítico de chocolate, me cabe apenas não comer os produtos da Cacau Show e aplaudir o vitorioso rumo da empresa.


sábado, 13 de agosto de 2011

Ser pai




O que é ser pai? Ser pai não é apenas ser o dono da bagagem genética. Ser pai ou mãe na biologia é fácil. Mais fácil que obter licença para dirigir. Ser pai, principalmente ser pai, pois mãe tem um arquétipo que a evolução dentro da linha do tempo foi melhor trabalhado, ser pai hoje em dia é difícil mesmo.


O mundo mudou. A mulher mudou. E o ser humano nem sempre consegue entender a mudança. E a mudança é o equilíbrio e não necessariamente a ruptura.


Antes o esteio afetivo era da mãe. Por gerações e gerações. Por atavismo. Por instinto. Por costume. Não tem curso para um homem aprender a desempenhar este papel. O homem buscou ser mulher no item mais simples. No metrosexualismo simplório. Se enchendo de cosméticos e outras frescuras que passaram a ter aceitação em nome do consumismo. Dobraram o mercado de frescura quando afrescalharam o homem. Mas não criaram um curso para o homem lidar com o novo mundo. Com o ser pai no século XXI, onde os papéis da mãe e do pai não são clássicos clichets dos anos 50.


Então ser pai decidamente não é fácil. Até já foi. Falam sempre "da nova mulher", "da mulher que trabalha na rua", "da independência da mulher" e ninguém se tocou que numa Sociedade se tem o Novo papel da mulher, demanda o Novo papel do homem. E digo, sem nenhum dúvida, que a mulher vem desempenhando com muito mais brilho o papel da nova mulher que o homem seu novo papel. Alguém tem que avisar que ser pai e amigo, ser "pãe", ou contrário que o uso de cosméticos, não diminui a testosterona. Até aumenta.


Para mim uma entrada na Sephora ainda é como entrar num outro mundo desagradável. Muitas cores, muitos produtos prometendo milagres que não acredito e uma confusão olfativa enlouquecedora. Já com o fato de lidar com o "ser pai com um percentual de mãe", este eu tenho aprendido todos os dias.


A todos os Pais que tentam desempenhar este novo papel. Que buscam estar mais próximos com os filhos, um Feliz Dia dos Pais tão verdadeiro quanto o desafio diário de ser pai no século XXI.


A trilha escolhida, a música que eu considero um hino do "ser pai". Ser pai é isto, "Stand by me".


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Juventude Acomodada

O que Chile, Primavera árabe e Londres tem em comum?


Jovens.

Que para o certo ou o errado estão mobilizados.


Enquanto no Brasil, os setores mais mobilizáveis se aburguesaram, envelheceram sem amadurecer.


Triste isto.


Pois o Brasil vive um bom momento. E a indagação jovem deveria estar no topo. Ajudando a repensar o Brasil. Ajudando a banir a corrupção. Participando com cidadania, com visão social, visão de País etc e tal.


Não culpem apenas a UNE que foi absorvida pelo poder. Nossos jovens andam sem visão social, sem vontade de ser agente da mudança, arte acomodada, focados em si de forma comercial, sem pegada para contestar, maduros demais. E maduro demais é podre.


Parodiando Nelson Rodrigues as avessas, um conselho:

"Jovens, rejuveneçam."



Dia dos Pais

Domingo é dia dos Pais. Sensorial que sou, lembrei do cheiro de Acqua di Parma e de maresia.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Censura é o melhor marketing

Com Godard já foi assim na década de 80. Fez um filme ruim. Meia dúzia de idiotas se levantaram (ou seria levantou?) contra. A obra do cineasta, que é mais gênio para ele mesmo que para o cinema, acabou tendo uma luz não erudita sobre a mesma. Ganhou, graças a um filme ruim, uma aura de "maldito". E notoriedade popular.

Agora acontece a mesma coisa que ocorreu com "Je Vous Salue Marie". Que sendo visto hoje, poderia bem passar na Sessão da Tarde. Um dia depois de "Curtindo a Vida a Doidado" ou "Férias do Barulho".

Já o "Serbian Film", parece apelativo. Da mesma forma que o terror, quando saiu do "terror clássico", migrou para a "classe média" de subúrbio americana. Trazendo a popularização do pesadelo comum. (Antes você precisava estar na Europa. Precisava de uma noite fria. De um Barão rico amalucado e coisas do gênero. )Filmes como "Pesadelo na Elm Street" ou Jason e suas sequências trouxeram o terror na porta de casas sem muro e belos jardins de pessoas comuns. Trouxeram para o seu cotidiano. Aquele seu vizinho poderia ser um vampiro. Ao seu lado um Jason. Quase que uma lógica da liberdade vigiada. No caso o terror ao lado. Um Foucault lhe cai bem.

E se hoje o nosso dia-a-dia morrem inocentes de bala perdida. Padres abusam de crianças. Velhinhos são espancados pelos seus filhos e netos. Crack fazendo pessoas definharem nas ruas, um filme tem que apelar muito para conseguir "aterrorizar" na ficção mais que na vida real. E os exemplos de terror citado não acontecem em distantes periferias. Mas em grandes Cidades da oitava economia do planeta.

Não verei o filme. Nenhum interesse. Nem mesmo tempo. Mas censurar "Serbian Film" é de uma idiotice tacanha que só aumenta a divulgação do filme. Até mesmo é de se questionar se envolvidos com o filme não "incentivaram" tal censura. A proibição de Serbian Film foi a maior ação de marketing que o filme poderia ter.

Assim, imbecis saem nas ruas e mandam e-mails solicitando que o mesmo seja proibido. Tudo com a defesa da família. Dos bons costumes. Da religiosidade. Ou até da Coca-Cola. Já outros imbecis, como o que escreve, resolve lembrar que o Estado não deve tutelar adultos. Afinal, tratar adultos como crianças é uma das formas de exercer uma dominação. Não precisa ser um Noam Chomsky para notar. E levar a sociedade a debates idiotas idem. Liberem este filme ruim e deixem o mesmo ter o destino que teria se não houvesse a proibição. Iria para o ocaso.

A foto que ilustra este post é do "O Gringo" Filme sobre o sérvio bom de bola, Petkovic. Com certeza vale mais do que o filme censurado. Ou seja, o único serbian film liberado é o do Pet. Então, vamos esquecer um "snuff" de quinta que conseguiu o que queria. A chancela de "filme proibido".


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Jornal Metro

Bom quando o jornalismo faz crônica. Parabéns a turma do Jornal Metro/Rio. Inteligente.

domingo, 7 de agosto de 2011

Palavras, adjetivos


Existem duas palavras que servem como adjetivo embora não sejam. São elas : sábado e carioca. O sábado é bem mais que um dia da semana. E carioca é bem mais que apenas nascer no Rio de Janeiro. Hoje estava um daqueles domingos com cara de sábado. O sol meio adolescente em crise, ora forte como num janeiro, ora delicado, com a tibieza do inverno. Do calor do Verão a leveza da temperatura perfeita. Dol sol a sombra. Do sábado ao domingo. E vice versa.
E quem era cool mesmo, era a trilha. Miles Davis. Exposição no CCBB. Verei. Óbvio. Previsível.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Rio naturalmente cenário

O "Bar mais europeu da publicidade mundial", fica no Rio de Janeiro. A Confeitaria Colombo. Cenário deste filme da Stella Artois. Uma marca que aprendeu a fazer a transição da publicidade para o entretenimento.
Confeitaria Colombo.
Rua Gonçalves Dias 32, Centro. Rio de Janeiro

sábado, 30 de julho de 2011

Sorteio da Copa FIFA 2014

A falta de equilíbrio incomoda. Quando é com mídia incomoda muito mais. De um lado uma movimentação, quase "chapa branca" , que preferiu ignorar as manifestações contrárias ao Ricardo Teixeira que aconteciam ao lado de fora. Do outro a tentativa "derrotista" de desqualificar o evento.


Mas antes de tudo : o evento foi um sucesso. Nota 10.


Não questiono o custo. Os 30 milhões ali estavam. O benefício? Não sei. Mas sem dúvida foi um cartão de visitas da Cidade ao Mundo.


Antes que reclamem do fechamento do Santos-Dumont, a FIFA e o COL(Comitê Olímpico Local) queriam "fechar o espaço aéreo do Rio de Janeiro", incluindo o Galeão. Por razões de sanidade, o Governo Brasileiro foi contra. E fechar o Aeroporto central , acessório, que fica ao lado de onde ocorria o evento, por 4 horas, fez sentido.


A fala da Dilma também merece ser analisada. Foi polida. Educada. Formal. Incisiva. Abriu mão do "baba-ovismo" que parecia um desvairismo não adequado a liturgia do cargo, que foi reinante em relação a CBF e a pares estrangeiros na ordem do dia recente da Presidência. Se Dilma não atacou Ricardo Teixeira anteriormente, a fala fria com relação ao Presidente da CBF mostrou um flanco aberto. Se houver denúncias graves e um projeto que passe tranquilidade na execução da Copa do Mundo, a faxina iniciada no Dnit pode ir mais longe. Dilma já mudou outros paradigmas. E exatamente por ser uma corajosa, ainda não contaminada pelo receio pulsilanime que a arte política pede, não estranharia se amanhã começasse algo novo. Uma operação "mãos limpas" na CBF. Dilma conquistaria mais que uma elite pensante do Brasil. Dilma daria um exemplo ao mundo. "Tão" de olho na Bola. E atualmente "tão" de olho no Brasil. E a Presidenta parece bem orientada.


O evento teve de tudo. Personalidades da bola. Sonorização perfeita. Belas imagens. Música boa e música péssima. Apresentador idiota. Roupas cafonas. "Comme il faut" aos grandes eventos similares. Venceram a ventania da noite anterior, que destruiu parte dos materiais. Exposição boa das marcas dos patrocinadores master da FIFA. E tudo funcionou direito. Ok, nada da Oi funciona direito. Foi a lástima. Fazer o que? Mas, em resumo : O evento foi um sucesso. A Cidade e a organização estão de parabéns.


Claro que a opinião centrada parece não valer muito. Hoje as pessoas esperam que se fale mal, ou seja do puxa saquismo chapa branca que fala bem incondicionalmente. Um maniqueísmo imbecil e sem sentido. Pena.