Passaportes são múltiplos. sexta-feira, 29 de julho de 2011
Brasilidade
Passaportes são múltiplos. segunda-feira, 25 de julho de 2011
Uruguai
Tem uma máxima no Uruguai que diz que a sua história se confunde com o futebol. E é compreensível. São 2 vitórias olímpicas 1924-1928 quando não existia Copa FIFA. A vitória na Primeira Copa. Organização da primeira Copa do Mundo FIFA. O primeiro ídolo globalizado produzido pelo futebol, Jose Leandro Andrade. Primeiro negro campeão mundial.(Quando times no Brasil vetavam negros) 15 títulos de Copa América. Antes que brazucas inflamados venham dizer que nós não nos preocupamos em "vencer a Copa América". Nos preocupamos sim. Mas talvez tenha nos faltado "bolas" e não bola para vencer no passado. Pelé, por exemplo, não tem nenhuma Copa América. Fomos conseguir uma com um gol de Romário em 89. E eu estava lá.domingo, 24 de julho de 2011
Campanha Ministério da Saúde

Primeiro foi a popularização do silicone. Que chegou até as meninas da Avenida Atlântica. Mais um exemplo de crescimento da economia. E dos seios das meninas de difícil vida fácil. Depois foi a popularização do Botox. Na Barra da Tijuca a dificuldade é encontrar alguém sem botox. E ficou popular. A copeira do escritório de um amigo, aplicou botox.
sábado, 23 de julho de 2011
O fracasso da publicidade solitária
O Rio está vivendo um evento de grande porte. Os Jogos Mundiais Militares. Não chega a ser algo como Jogos Olímpicos, mas é bem maior que uma quermesse junina ou uma corrida de Fórmula 1. A cidade tem se comportado bem. O tráfego já é caótico e paulistizado e isto não é culpa dos Jogos Militares. A Cidade. A organização. O evento como um todo, estão de parabéns.Outro site
sexta-feira, 22 de julho de 2011
A Catedral mais feia do mundo
Sou carioca e amo demais o Rio. Mas não sou idiota de perder critério. De confundir desejo com realidade etc e tal...Agora quando você pensa que nada pode ficar mais feio na Catedral São Sebastião, eles conseguem lançar mão de recursos de iluminação, que vão trocando as cores. Amarelo, Roxo, Rosa, Azul, Verde... Não é kitsch não. É cafona. É feio. E ainda joga atenção para uma Catedral que não parece uma coisa carioca. Deveriam cobrir de samambaias, quem sabe ficaria kitsch e aceitável.quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Mac é Pop

No início da década de 90 não era fácil encontrar Mac. Nem nos Estados Unidos. Exceto na Costa Oeste/Califórnia, onde as lojas que vendiam Mac pipocavam. Até mesmo na Grande Maçã(nenhum trocadilho com a Apple) você tinha que rodar para encontrar acessórios e programas para Mac. Era uma coisa meio de "gueto".
No passado, quando você falava que usava Mac. Poderia causar algumas reações como : "Uau, o cara manda bem. É artista. Usa Mac." ou "Pernóstico e exibido este cara do Mac, meu PC faz a mesma coisa e é mais barato."
Agora o Mac não provoca reações de amor e ódio. Não é mais apenas uma plataforma preferida por "artistas" ou "alternativos". O Mac é pop. E graças a inclusão de consumo em nosso Brasil, aquela mesma que permitiu a pessoas que nunca viajaram para fora do País conhecer o exterior, este desenvolvimento de consumo, (torcendo que não seja uma bolha), trouxe a reboque a popularização do Mac. Hoje o Mac é pop.
Claro que produtos como o Ipod, Iphone e Ipad trabalharam esta marca. Produtos que traduziram categoria pelo bom marketing da Apple. Se antes era uma love mark restrita, a qual era defendida com unhas e dentes, hoje é preferida. Popularizada ao extremo. Menos love e mais mark.
Antes usar o Mac passava alguma coisa. Uma aura de artista. Hoje, não mais. A marca não agrega nenhum valor subjetivo ou aspiracional, mas o Mac continua muito mais interessante que a maior parte de seus concorrentes. E cada dia mais barato. Cada dia mais acessível.
Bom quando coisas boas saem do elitismo pretensioso e chegam a comunidades carentes. Que seja assim com a educação e com o chocolate belga.
Este Mac da foto é de 1993/4. Foi ligado e funcionou. Mesmo tendo ficado jogado por mais de 10 anos no meio da umidade. Deve ser convertido em um Bettario em breve.
domingo, 17 de julho de 2011
Cigarros e comportamento
Outro dia ouvi de uma amiga de minha filha : sábado, 16 de julho de 2011
Disney
Ele não questionava o fato dos pais não deixarem ele conhecer os personagens da Disney. Como Mickey não despertava seu interesse, não se levantava contra isto. E os pais incentivavam que ele questionasse. E ele questionava praticamente tudo. Era uma criança "chato-adestrada" por pais que viam na contestação a única forma de existir.
Eis que um exemplar da Paris Match. Encontrado ao acaso. Falava das florestas de Bariloche, que para ele era San Carlos. As florestas daquela que ele achava sua terra. As árvores que ele via nas fotos onde ele mesmo aparecia. (Não se lembrava que estivera ou mesmo não se lembrava que ele existia. Ainda não. Mas efetivamente estava nas fotos). Aquele cenário, tão conhecido por ele, ao menos nas fotos, era a fonte de inspiração para o desenho animado "Bambi". Aquele do veadinho. Sem nenhuma agressão ao politicamente correto ou duplo sentido.
Mesmo com diversos desenhos tchecos, sem nenhuma legenda, que o pai disponibilizava no projetor de 16mm, sem audio, ele queria ver o Disney com o Bambi. Queria ver o que "inimigo" teria feito com um local que ele conhecia. Queria ver se ele contava mesmo mentiras. Ali ele conhecia. E não seria um desenhista do imperialismo yankee que conseguiria enganá-lo. Ele não era bobo. Já tinha 8 anos.
Viu Bambi. Seu primeiro contato com o Mundo Disney. Se emocionou com a cena da morte da mãe. Entendia bem aquilo de alguma forma. E o apartamento do 18º arrondissement de Paris, numa tarde fria de um fevereiro, ficou ainda mais gelado.
Até hoje a dúvida se era uma janela ou uma ferida aberta.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Últim vôo do ônibus espacial
segunda-feira, 4 de julho de 2011
1982 - Quando nosso muro caiu

A nota de ontem no Ancelmo gerou telefonemas e e-mails. De gente interessada em dar depoimentos e contar causos sobre aquela eleição, que foi a mais importante da história da democracia brasileira. E eu explico. Se o Chile na década de 70 propiciou a chegada de um socialista pelas eleições, os cariocas levaram um socialista - considerado o maior inimigo do regime militar vigente- ao poder também pelo voto. A vocação do Rio de Janeiro de vanguarda. Quase que a celebração da República Independente do Rio de Janeiro.
domingo, 3 de julho de 2011
Seleção Brasileira de Futebol - Feminino

Torço muito pelas meninas do futebol brasileiro. Muito mais que pela Seleção Principal Masculina. Hoje por exemplo, vou ignorar o jogo do Brasil na Copa América. Marta e Cia parecem jogar com amor. Não parece como os mimados mercenários da Seleção do Mano. Isto não é culpa do Mano. Nem dos mimados. Mas do Star System que alça bons jogadores a categoria de craques e craques a categoria de gênio. Tudo por razões de marketing. E boa parte da imprensa entra no barco.
Já as meninas do Brasil, sem nenhum apoio da CBF e seus patrocinadores master, jogam com vontade. E a imprensa parece ignorar. Salvo o Luciano do Valle. Um cara que apoia o futebol feminino desde o começo.
Marta está anos luz a frente de todos os jogadores brasileiros em atividade (do futebol mais ou menos masculino - esta seleção é tão cheia de mimadinhos que eles não jogam futebol masculino, jogam algo no meio termo. Pois se encostam caem, jogam olhando para o juiz. Falta de bolas de quem nunca jogou pelada de rua.)
Hoje conseguiram fazer mais uma que os jogadores de futebol masculino nunca conseguiram: ganhar da Noruega.
A verdade é que as meninas jogam com um romantismo, menos business, mais vontade. E eu gosto disto. Sou um romântico.
Sobre Marta, bem, ela é um caso a parte. Ser o maior futebolista brasileiro em atividade, de um País proclamado como o País do futebol diz tudo.
sábado, 2 de julho de 2011
Itamar

Estive com o ex Presidente Itamar Franco duas vezes. Uma foi bem rápida. Na outra, falando sobre algumas pesquisas, ele já como ex-Presidente, foi uma agenda bem demorada. Ele realmente tinha um carisma do não carisma. Quieto. Mineiramente quieto. Porém educado, simpático, despido da empáfia e do solene. Ao menos naquele dia, eu posso assim garantir.
Mas vale lembrar que Itamar : fez a maior troca de uma moeda da história do planeta. Conseguiu segurar as instituições num momento que o Brasil poderia ter vivido uma convulsão golpista. Por saudosismo trouxe de volta o Fusca (o que para quem acha o Fusca uma obra de arte é um mérito) e ainda conseguiu fazer o seu sucessor. Se Itamar não foi um grande Presidente, ele foi o Forrest Gump. Tudo deu certo num momento em que era destinado a nada dar certo. E ele estava neste momento.
Depois vieram os anos FHC. E com um pouco da soberba do consenso dos bacharéis tentaram apagar o legado do mais mineiro de todos os baianos. Mas como nada como um dia após o outro. FHC acabou tendo a mesma moeda de Lula, que conseguiu fazer com FHC o que FHC fez com Itamar, reduzir a sua importância e seu legado.
A importância de Itamar foi a calma. A valorização das instituições. A mineirice. Ou melhor a inteligência, ainda que sem o "glitter" de uma liderança carismática como Lula ou com a necessidade de se mostrar sábio de FHC. Itamar foi discreto até na hora de sair de cena.
Contradição
Sou o egoísta mais solidário.
O hedonista que sabe sofrer.
O brasileiro que não torce contra a Argentina.
Sou um carioca que gosta de chuva.
Sou a contradição
tal qual
o pois sim
que é pois
não.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Stonewall , um exemplo

Quando eu vejo a história dos pioneiros dos direitos civis dos homosexuais, na história de Stonewall, vejo que aqueles caras ali foram "machos de verdade". Que exemplo. De coragem. De luta por Direitos Civis de seres humanos. Vontade de dizer para o pessoal que prega diversidade hoje em dia "deixem de ser bibas afetadadas", mirem-se no exemplo dos caras de Stonewall. Aquilo era luta por direitos civis de verdade.
Não sou nada homofóbico. Não gosto de homofobia. Nem heterofobia. Nem de pasteurização de pensamento. Também não gosto de gente enrustida em seus armários ou "bichisse extrema e desnecessariamente afetada" que condena qualquer ato hetero como homofobia. O cada um faz é de seu direito, escolha, preferência ou determinação genética. Pouco importa. Desde que as claras. E entre adultos. E tão chato quanto um Pastor Conservador segurando a munheca e tentando bancar o "machão" vociferando idiotices, é alguém condenando quem pensa diferente. Ou uma piada mais tosca. Como um ato de "homofobia". Detesto patrulhamentos. São dois lados da mesma moeda chamada idiotice.
E enrustidos, os caras lutaram, correram risco em Stonewall. Para que vocês não precisem ser enrustidos. O mínimo que vocês tem que fazer é saírem de seus armários. Por dignidade e transparência. Aos homofóbicos que conseguiram passar do analfabetismo funcional, vejam o documentário sobre Stonewall. É da PBS. Coloquei o link aqui.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Encontros na Padaria
Pensando no sabor dos suspiros do Mei Ji (uma lojinha que tinha no Leblon duas décadas passadas, não me recordo se a grafia era esta. Ficava ali na Ataulfo de Paiva entre João Lira e Bartolomeu Mitre) e, por estas coincidências, aconteceu algo que cada dia é mais raro. Encontrar ex amigos perdidos para o tempo. A culpa de não mais se repetir estes encontros inusitados? Das redes sociais. Pois mesmo que não queira, ou não adicione, vemos os amigos e amigas que não mais encontramos. Acompanhamos sem surpresas seu envelhecimento.
Encontrei esta amiga. Ela em trajes quase "chassídicos". Soube que ela esta morando fora do Brasil. Preferi não entrar em detalhes. Talvez pelo protocolo da intimidade perdida. Ela disse que eu estava muito bem. Eu retribuí o comentário. Falamos de filhos. Ela 3 a 1 comigo. E de como o tempo voa. Ela me falou que se lembrava muito de mim com a mesma música, (que eu confesso não lembrava do fato) , a do Richie Havens. Agradeci. E por educação, também lhe dei uma música de presente. A da banda que ela era alucinada. Madness. Ela se emocionou com a minha lembrança. Falei para não se emocionar, pois minha memória se lembrava até do suéter verde que seria conveniente não lembrar. Ela riu com os olhos. Fez o olhar fugidio, arisco e olhou para o chão. Por um instante ali estava a adolescente do passado. Não trocamos telefones. Nem email. Nem profile de Facebook. Trocamos apenas canções. Peguei a Focaccia. E segui. Como se encontrar com ela fosse a coisa mais natural do mundo.
Um encontro fugaz. Meio túnel do tempo. Com gosto bom e doce como os suspiros que eu estava pensando.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Passividade Brasileira
Não vou entrar no debate retórico de privatização ou estatização. Isto já foi superado. Prefiro focar no funcionamento e inoperância. E alguns serviços públicos no Brasil são vergonhosos para um País que ambiciona vôos de qualidade. domingo, 26 de junho de 2011
Um Rio "europeu"
Se existe algo que me remete a diversas Cidades Européias, diversas mesmo, é a presença do letreiro em forma de "Cruz" iluminado nas farmácias. Ok, se isto fosse feito em todas as farmácias Copacabana seria Las Vegas devido a quantidade de farmácias que pipocam nas ruas.Glee
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Just Kids

No mundo imbecil do Reality e do excesso de celebridades (a única coisa que tem mais que celebridade é DJ, como se adaptasse a frase do Andy Warhol, no futuro todos serão DJs por 15 minutos) eis que uma biografia, bem escrita e de gente que vale a pena você saber mais. Diferente das pseudo celebridades das revistas de fofoca.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Quando se faz 30 anos
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O Gol mais bonito de todas as Copas
domingo, 19 de junho de 2011
Festas de Casamento
Os amigos já sabem que não vou a Casamentos. Mando presente como manda o protocolo, mas acho as festas mais chatas que já inventaram. Ficam próximas da entrega do Oscar, pela televisão, com comentário do José Wilker, e de Festa Junina, ao vivo, qualquer uma onde quer que seja, sem comentários.








