quarta-feira, 13 de abril de 2011

Facebook 30 Day Song Challenge

Como minha ansiedade e preguiça me impedem de fazer isto, day by day, segue de uma só vez. Sou sem graça mesmo. Não brinco. Faço as brincadeiras do meu modo. Como se jogasse paciência e não poker.


Day 01 – Your favorite song

Sing,Sing,Sing Benny Goodman

http://www.youtube.com/watch?v=r2S1I_ien6A


Day 02 – Your least favorite song

Memories - Cat's

http://www.youtube.com/watch?v=4-L6rEm0rnY


Day 03 – A song that makes you happy

Bizarre Love Triangle 94 - New Order

http://www.youtube.com/watch?v=fOWBX_xP5y8


Day 04 – A song that makes you sad

Thunder Road - Bruce Springtsteen

http://www.youtube.com/watch?v=WaLsE-HufG8


Day 05 – A song that reminds you of someone

Pale Blue eyes - Velvet Underground

http://www.youtube.com/watch?v=Nir4BnNIFmg


Day 06 – A song that reminds of you of somewhere

House of Rising Sun - The Animals

http://www.youtube.com/watch?v=mmdPQp6Jcdk


Day 07 – A song that reminds you of a certain event

Adios Nonino

http://www.youtube.com/watch?v=ccY5IcwWyV8


Day 08 – A song that you know all the words to

Manine di Primavera- Nino Rota

http://www.youtube.com/watch?v=U_s9DuTtWdc


Day 09 – A song that you can dance to

I won't dance -Sinatra

http://www.youtube.com/watch?v=hiBbe7pLQd4&feature=related


Day 10 – A song that makes you fall asleep

Somewhere over the Rainbow Ray Charles

http://www.youtube.com/watch?v=LTk-t8s_R0Y


Day 11 – A song from your favorite band

London Calling - The Clash

http://www.youtube.com/watch?v=EfK-WX2pa8c


Day 12 – A song from a band you hate

Logical Song - Supertramp

http://www.youtube.com/watch?v=6ffHqMaUCTw


Day 13 – A song that is a guilty pleasure

Sex Bomb - Tom Jones

http://www.youtube.com/watch?v=6KUJE2xs-RE


Day 14 – A song that no one would expect you to love

Piano man

http://www.youtube.com/watch?v=se9rfWucgeY


Day 15 – A song that describes you

I'm only love when it rains - Garbage

http://www.youtube.com/watch?v=-aWcXlG1sgY


Day 16 – A song that you used to love but now hate

Nenhuma


Day 17 – A song that you hear often on the radio

Não ouço rádio além da Mec ou das Allnews


Day 18 – A song that you wish you heard on the radio

Tarantella - Liszt

http://www.youtube.com/watch?v=FrVSMWr8VTw


Day 19 – A song from your favorite album

Ramona

http://www.youtube.com/watch?v=MM0MUcc5OKE


Day 20 – A song that you listen to when you’re angry

Sweet Home Alabama - Lynard Skynard or by LeningradCowboys

http://www.youtube.com/watch?v=0lNFRLrP014


Day 21 – A song that you listen to when you’re happy

Cheek to Cheek - Fred astaire

http://www.youtube.com/watch?v=DyfqW6td-yA


Day 22 – A song that you listen to when you’re sad

Dark Eyes -

http://www.youtube.com/watch?v=VdWBdqkxHKg


Day 23 – A song that you want to play at your wedding

Everydody needs somebody - Blues Brothers

http://www.youtube.com/watch?v=IAG8iD-XS44


Day 24 – A song that you want to play at your funeral

Whither shade of pale - The Procoll Harun

http://www.youtube.com/watch?v=Mb3iPP-tHdA


Day 25 – A song that makes you laugh

I'm too sexy - Right said Fred

http://www.youtube.com/watch?v=39YUXIKrOFk


Day 26 – A song that you can play on an instrument

Smoke on the Water - Deep Purple

http://www.youtube.com/watch?v=zUwEIt9ez7M


Day 27 – A song that you wish you could play

Romanian Dance - Bartok

http://www.youtube.com/watch?v=rTBC734Lljk&feature=related


Day 28 – A song that makes you feel guilty

Black number one - Type 0-

http://www.youtube.com/watch?v=uVaHG_QMvNk


Day 29 – A song from your childhood

Mas que nada - Benjor/Sergio Mendes

http://www.youtube.com/watch?v=oCM_VWzSiMo


Day 30 – Your favorite song at this time last year

I've got a soul,but I'm not a soldier - The Killers

http://www.youtube.com/watch?v=dajn9Bk24CY




terça-feira, 12 de abril de 2011

Vale Tudo - A novela


Uma novela com mais de 20 anos faz sucesso. Ok, não é um sucesso em números absolutos, como a audiência vem sendo medida pelo bolo de anunciantes desde que mundo é mundo (ao menos o mundo midiático que vivemos desde o século passado), mas inegavelmente Vale Tudo é hoje a novela que mais desperta comentários. No meu "Trending Topics", entre as pessoas que convivo, fala-se mais de Odete Roitman do que da personagem da bela Paola Oliveira da atual novela das 21 horas que eu realmente esqueci o título e não sei o nome da personagem.


Claro que não estou a comparar números absolutos de produtos distintos, novela aberta com uma reprise num canal recente do Cabo, claro que não. Mas serve para ver como a audiência hoje é multifacetada, tem nuances que os indicadores do passado podem não mais servir para uma correta aferição.


Vale Tudo hoje pode parecer fora do tempo, personagens "over" e até algum ar "naiff" sobre maldades e bondades. A produção as vezes parece precária. Alguns diálogos provincianos, mas o texto propriamente dito no todo, lhe prende. A trama. O desenrolar dos fatos. Mesmo sabendo do final previsto, mais que o final previsível, mas ela funciona como crônica de uma época. Dos hábitos, das atitudes. Um tempo que não volta mais. Em muitos casos, ainda bem.


E nas novelas do Gilberto Braga, já existia algo que só passou a existir depois da era Lula, a classe C com padrão de vida aceitável.


A novela não prende as pessoas apenas por saudosismo, mas por um texto gostoso, uma trama amarradinha, personagens que funcionam. Os núcleos se ligam de uma forma natural. Um literalmente Vale a pena ver de novo.


Agora que a novela funciona como uma máquina do tempo, ah, como funciona.



Sobre "Vale Tudo" observações singelas:


-Os ricos da novela parecem pobres/classe média das novelas de hoje.


-Regina Duarte tem a mesma cara desde 1988. É nossa Dorian Gray. Nossa Doriana. Ou nosso Wilson Grey. Não sei.


-Paula Lavigne, ex senhora Caetano, tinha bochechas.


-A franja da Lidia Brondi deveria ser tombada pelo Patrimônio Histórico.


-Falava-se palavrão em 1988 no horário nobre, que era uma hora mais cedo, era N20H, agora é N21H.


-As pessoas nesta novela usam ombreiras impunemente.


-Bebe, Heleninha. Ela sem estar bêbada é muito mais chata que de porre.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O resumo dos "pisantes"


Sinceramente, para mim, sapatos poderiam se resumir ao Converse/All Star e ao Doc Martens.

For me shoes means Doc Martens or Chuck Taylor.





segunda-feira, 4 de abril de 2011

Teoria da Relatividade, releitura imprecisa






Sou viciado em dicionários. Quase que os coleciono. De definições. De História. De idiomas. E de um sem número de assuntos. Não me contento com a busca do google e wikipedia. E meu prazer generalista, enciclopedista (e dispersivo), de nunca olhar apenas o verbete realmente procurado. Sempre se perder um pouco em definições alheias. Um "voyeurismo" gráfico.

Pois bem, numa busca hoje, em um dicionário de Capa Azul, encontrei anotações de 1997. De Abril de 1997. Quase 14 anos depois. Aí cheguei a uma conclusão matemática insofismável. De 1983 até 1997 foi muito mais devagar que de 1997 até agora. E não aceito explicações. Nem plausíveis, nem as subjetivas.

Claro que para acompanhar este raciocínio você tem que regular idade comigo. Ou então adaptar para sua idade. Interatividade do texto. Faça você mesmo seu relógio o qual o tempo passou de forma diferenciada.

terça-feira, 29 de março de 2011

Exemplos



Mas me lembrei quando minha mãe me fez devolver um Ki-Suco. Alguém se lembra daqueles sacos de anelina adocicada? Aquele que tinha o "Jarrão" como seu ícone? Pois bem, Ki-Suco era proíbido em minha casa. Em tom de total vaticínio, aquilo era um "veneno". Pois um dia, no supermercado "Merci", bandeira que não mais existe. No Merci da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com Bolívar, eu, com uns 6 anos, vestindo um casaco azul, de capuz e bolso frontal(a memória é prodigiosa nesta caso), subtraí 2 pacotinhos de Ki-Suco.(Eles ficavam bem perto do caixa). Aproveitei o momento de descuido de minha Babá, a Zé, e surrupiei.

Pensava ter cometido o crime perfeito.

Sabia que destino iria dar aquele Ki-Suco. Iria fazer "sorvete" nas forminhas de gelo.

Esperei a cozinha ficar vazia. Misturei o conteúdo do pacote. E, quando estava colocando no congelador - amparado por uma cadeira verde piscina da cozinha para atingir o Congelador daquela Frigidaire gigante- eis que surge minha mãe. Com a pergunta simples. Chama a Zé e questiona se ela havia comprado isto para mim. Antes da resposta da Zé, que provavelmente me insentaria, eu me auto-acusei. E falei que havia surrupiado.

Minha mãe foi até o quarto, pegou carteira e falou "Vem comigo." Me levou ao mercado. Me fez procurar o gerente, devolver o Ki-Suco ainda não usado e pagar, era com moedas-me lembro no detalhe, o Ki Suco que eu havia furtado. E ainda falou que eu contasse que havia pegado.

O Gerente elogiou minha mãe. Passou a mão na minha cabeça. Pegou um Baton de Chocolate Garoto e falou para eu nunca mais fazer aquilo. Na hora a vergonha, depois o exemplo que fica.

Aprendi. E com exemplo se ensina e se passa.

Ninguém precisa ter uma "criação germânica" para distinguir o certo do errado. Criar dá trabalho. A maior parte dos pais prefere terceirizar isto. Eu digo que nossa sociedade antes que querer corrigir o mundo, corrigir o outro, deveria ela buscar "se corrigir". Num mea culpa. Sem culpa ou desculpa, mas a procura de solução de problemas simples.

-A imagem do KiSuco eu consegui em um blog, um "museu virtual" que pode servir de referência para diretores de arte, roteiristas etc e tal. http://retromotoca.wordpress.com/tag/bebidas/

-O Chaveirinho do Merci estava a venda no "Ebay", farei uma oferta.

-Descobri, deve ser por isto que não encho formas de gelo. Até mesmo na geladeira que faz gelo automático. Eu não cuido disto. Trauma de infância. Alguém faça isto por mim ou compro um saco de gelo no mecado ou posto de gasolina.

-No local onde havia este mercado, existe hoje um Super Mercado Zona Sul.

domingo, 27 de março de 2011

Outono

Acabou o Verão. De fato e sem ficção. Para um iniciado no carioquismo é fácil ter a certeza de que o Verão realmente acabou. Ipanema fica menos educada que Copacabana. Fica mais densa. Mais povoada. (A praia) Mas como nem todo mundo é PHD em Rio de Janeiro, tem algo simples de notar. O Sol fica polido. Estilo visita formal. Que pede licença. Diferente do Sol de Verão que nunca se prezou por formalidade ou educação.

Eu gosto desta Estação pois o Rio de Janeiro fica como o Rio de minha infância. Mais vazio. Menos barulhento.

Eu troco meu play list sonoro. Não fica bem ouvir música com cara de Verão.

Foi um Verão light em modismos. E o "Coqueirão" jaz no esquecimento. O Rio é assim. Uma onda engole outra com naturalidade e velocidade. Que Gisele Bundchen não fique vindo muito por aqui. Periga ela virar arroz de festa e, mesmo com toda beleza e glamour, ocupar o lugar do Coqueirão.

O Coqueirão é o Orkut vegetal. Ninguém mais fala dele.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Post Poético

Para fazer o "adesivo" da campanha "Orgulho de Ser Neurótico" do post anterior, abri um programa e encontrei alguns textos e poemas do meu livro "Achados e Perdidos". Assumidamente leves, sem pretensões, descompromissados e "pop".





















Nova campanha


Eis que nós, seres humanos capacitados de inteligência - (você com inteligência mediana também é bem-vindo, desde que tenha senso crítico e não se manifeste muito), mas quem segue a lógica e espera que o outro também siga a lógica - e lógica envolve também seguir as normas de educação do convívio. Pois você que se desdobra para ter paciência com seres que não obtiveram seu grau de evolução, você que é tido como ácido, exigente, crítico, chato ou mau humorado, entenda, você é um ser superior a média.
Então, tire esta vergonha e coloque este adesivo no seu carro.
Tenha orgulho de ser melhor que mediocridade "tati bi tati".
No passado era "seja marginal e seja herói", hoje é "seja neurótico e seja superior".

quinta-feira, 24 de março de 2011

Hospitais Particulares Rio de Janeiro

Escrevo de dentro de um hospital, perdoem o tom de desabafo.
De um hospital tido como "Vip" da Zona Sul Carioca.

Depois escrevo com mais calma um artigo. Agora fica no clima de blog.

Sei que pode parecer elitista, mas não é.

Já sabemos da necessidade dos Governos cuidarem da saúde pública. Embora não seja o que nosso povo efetivamente precisa. Ontem mesmo a Presidenta Dilma teve a coragem de falar que mais da metade dos nossos tomógrafos estão quebrados. Não vou entrar no mérito de debater saúde pública. Que na teoria o SUS é tão bom que o Obama pensa em utilizar nos Estados Unidos.

Vou falar de algo mais simples. A Rede Particular. Que também é importante para uma Cidade que pensa em alçar vôos como Cidade Mundial.

Que a saúde pública foi destruída pela miopia "classe média" acreditando que por ter um plano de saúde pouco importava para ela. Ah, classe média idiota que se acha rica. Esta mesma classe média que odiava o Lula sem motivo (não que ele não desse algum motivo para ser odiado, mas esta classe média é tão imbecil que odiava sem saber porque, apenas por mero preconceito.

Mas voltando a Rede Particular. Se o Rio pretende ser a Cidade destino, precisa cuidar de uma Rede Particular de Ponta. É ela que "segura" o executivo de ponta numa Cidade. (Isto não é "achologia", é pesquisa).

Em resumo, ter bons hospitais particulares não é importante apenas para a população abastada que pode pagar. É importante para a Cidade.

O que impede o Rio ter um Einstein ou um Sírio Libanês?

O que impede o Rio ter Centros de Referência?

Fica a sugestão para Paes e Cabral. Buscar, com o mesmo empenho que buscam investimentos para a Cidade, trazer um Hospital de Ponta.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Acordar lusitano

Ontem fui dormir com pensamentos lusitanos. Pensei em Açores. Ouvi Madredeus. Acordei acreditando que o Tejo se encontra com as águas da Baía de Guanabara.

No despertar, aparece um bloquinho com o endereço : Rua Castilho, 149.

Bom. Muito bom. Nada mais criterioso que acordar lusitano. Mais criterioso que um germânico. Crítico com tudo. Inclusive consigo mesmo.

Foto com os pés na água para fazer um ângulo diferente. Faz algum sentido.

terça-feira, 22 de março de 2011

Rio, estréia

Não é provincianismo. Nem confundir desejo com realidade como por vezes a imprensa tem se comportado. Mas é fato, o Rio vive um momento mágico. Exemplo? Ontem foi Obama. Hoje Pré estréia mundial do filme Rio.
Sou do tempo que estréia mundial de alguma coisa por aqui era mera pretensão e delírio do chato do Gerald Thomas.
Este momento deve ser bem capitalizado por governantes, sociedade civil e população no indivídual e coletivo.

Que comecem as entrevistas. No caso a única falta de critério permitida é achar a " tremenda mais ou menos" Anne Hathaway gata.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Importante lembrar

Importante não confundir elevada auto-estima com excesso de Prozac. O Rio vive um momento único, mas que demanda inteligência estratégica para ser capitalizado.

Dois dos maiores eventos do Mundo serão realizados na Cidade.

Não é ufanismo, vivemos de agora até 2016 um momento de "turning point". Cabe a população, sociedade civil e governos a compreensão do momento.

sábado, 19 de março de 2011

Rio, Cidade Mundial

O Rio está no foco do Mundo. Escolha do direito de sediar os Jogos Olímpicos e receber a final da Copa do Mundo colocaram a Cidade na ordem do dia da imprensa internacional. Somos capa até de Jornais do interior da Aústria. O Rio hoje faz esquina com o mundo. Seguindo uma vocação traçada por algum Nelson Rodrigues, "já estava escrito antes da história do Mundo que o Rio seguiria esta sua vocação".

O Presidente Pop Star escolheu passar duas noites de sua corrida agenda no Rio.

Pena a imprensa paulista ser tão pueril e bairrista. Os on lines ignoravam a presença de Obama no Rio.

São Paulo não precisa ficar assim. Fica institucionalmente feio. Logo uma das maiores cidades do mundo e que tem uma vantagem competitiva sobre Nova Iorque, Los Angeles, Londres e Paris - está ao lado da Cidade Maravilhosa.

O Rio não é bairrista por uma razão simples. O Rio resume o Brasil, (incluindo aí São Paulo), vir ao Rio significa vir a uma espécie de Resumo do Brasil. A trilha, eu estava me lembrando de um Rio de Janeiro da minha infância, quando a gente sabia que mesmo sem chaminé de fábrica a gente seria esta Cidade estratégica mundial.

Quanto mais Rio, melhor para o Brasil. Por aqui e no exterior.



sexta-feira, 18 de março de 2011

Cigarros e Liberdade

Eu só fumo Charutos. Não fumo cigarros. Desta forma praticamente não fumo na rua. Mas gosto de frequentar locais aonde o cigarro é "bem-vindo". A atmosfera libertária do ar carregado de nicotina é bem mais agradável que o impuro ar puro da hipocrisia.

Me lembrei que no passado as pessoas fumavam sem culpa. Depois veio a culpa e agora vivemos um momento diferenciado, onde o cigarro pode ser gauche.

Proíbem o cigarro, mas deixam o frescobol liberado. Nada é mais idiota e patético que o frescobol. Aquilo faz mal a saúde e ao critério.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Buzina no engarrafamento é cafona

Não vejo problemas na neurose. Pelo contrário ela pode demonstrar até um certo charme. Pode certificar que você está acima da média e da mediocridade.


E ao invés de ser um "zen pateta", você apresenta esta insatisfação com comentários, nem sempre bem-vindos, mas quase sempre desopilantes.


O problema é quando a neurose vem adicionada com a burrice e com o terceiro mundismo, se tranforma na neurose inócua e sem charme, exemplo?


A buzina no trânsito.


É a neurose do burro que não tem inteligência para ser um neurótico atraente. Vira mero idiota. Sempre que vejo alguém metendo a mão na buzina sei que se trata de alguém com problemas de ordem sexual ou corno ou burro ou todas as coisas ao mesmo tempo.

E como tem impotente, cornos e burros no Rio de Janeiro. Neuróticos sem graça estes.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Racismo e Açaí


O Mate gelado. O Açaí. Dentre outras coisas, são produtos oriundos de locais distantes que parecem tipicamente cariocas. E por isto, lojas de Suco rivalizam com farmácias e agências do HSBC na disputa de quem vai dominar o mundo. Quase que uma instituição do "Açaí na Tigela". Como se o Açaí fosse colhido ali na esquina.

Pois ontem, agora, comendo um Açaí matinal, ouvi o seguinte diálogo

Loja de Suco. Frutas penduradas. Nordestinos solícitos e sorridentes, no seu idioma particular, perguntam o que você quer. De BG TV ligada na SporTV e barulhos de liquidificador.


Figura 1

"Viu no Japão? Tragédia mas ninguém roubando nada. Se fosse aqui no Brasil..."


(e o outro interlocutor responde animadamente)


Figura 2:

"É, mas nos Estados Unidos também. Teve aquele furacão, o Katarina(sic) e a crioulada lá meteu a mão em donativo, maior zona..."


(o arremate em tom filosófico)

Figura 1

"Preto é foda."


Seria uma conversa de dois racistas, de dois imbecis nazistas, se os autores das frases acima não fossem mulatos, quase negros em definição de etnia. Com certeza tem uma origem africana, bem próxima, que deveriam se orgulhar. Num país mulato como o Brasil, não cabe preconceito racial. Fica patético.


Claro que antes de sair da loja falei.


"Isto não tem nada com cor da pele. E sim com educação.


Ah, e sobre cor da pele, vocês não são brancos não."


Peguei meu chiclete, deixei a gorjeta e saí. Notei que os dois ficaram em silêncio, meio perplexos com meu aparte. Meio que assustados.

terça-feira, 15 de março de 2011

Isto é Belleti

Talvez seja um dos jogadores de futebol mais satirizados na história recente. Mas o cara tem um currículo invejável. Ok, alguns publicitários dirão que ele é o cara da "Ficha Técnica". (Aquele "zé ruela" que estava ao lado de quem teve a idéia e fala "me coloca na ficha, eu participei"). Mas ainda assim Belleti tem algum mérito. Não dá para ter 15 anos de sorte ou acaso tão somente. Trata-se de um dos jogadores mais vitoriosos do futebol mundial.
Ele encerou seu contrato no Flu hoje. Pode não ser pior que a saída do Muricy. Mas vale nota.


Mesmo com suas limitações, a torcida catalã do Barcelona tem o carinho especial por ele e o seu "Gol do Título". Pergunte a eles.

Vejam a ficha do cara:

-Copa do Brasil 96

-Copa dos Campeões Mundiais 96

-Campeonato Mineiro 96

-Campeonato Paulista 98

-Campeonato Mineiro 99

-Campeonato Paulista 2000 e 2002

-Campeão Mundial FIFA Copa 2002 Coréia-Japão

-Copa UEFA 2003

-Campeonato Espanhol 2004/2005 e 2005/2006

-Super Copa da Espanha 2005 e 2006

-Liga dos Campeões UEFA 2005/2006

-Copa da Inglaterra 2008/2009 e 2009/2010

-Super Copa da Inglaterra 2009

-Premier League 2009/2010

-Campeão Brasileiro 2010

Somos "firmas" individuais

Como se não bastasse o bombardeamento de informações que temos, e não falo apenas de profissionais que trabalham com informação ou comunicação, mas do ser humano comum, que hoje é bombardeado de forma instantânea por fatos que , acontecendo na Africa, tem a repercursão como se fosse na nossa Cidade, na nossa esquina. Como se não bastasse esta glozablização do tudo ao mesmo tempo agora, somos bombardeados por um sem número de informações que se somam e vem compondo o mosaico da atual sociedade.


Hoje temos que saber do horário da faixa seletiva, do dia do rodízio do carro. Saber do plano da TV a cabo, do plano do celular (aqueles detalhes de números que você pode ligar de graça, quantidade de minutos, sms etc e tal), do que você tem direito neste ou naquele Banco (qual o limite de extratos, de uso de cartão etc...) isto para pegar relações mais simples e próximas a todos. Temos a necessidade, todo e qualquer cidadão, de ter uma quantidade de informação de um "jornalista" e o mínimo de conhecimento legal, de um "advogado".


As relações do mundo moderno fizeram isto. Tentam tirar um pouco do romantismo da vida em nome de um pragmatismo neurotizante que, ao invés de facilitar, acaba por nos transformar em verdadeiras "mini empresas" com uma quantidade de contratos que precisariam de um "gestor de contratos".


Se isto veio para facilitar, qual o motivo de ser complicado a resposta de um SAC? Sejamos sinceros estas mudanças não tem o objetivo de facilitar nada para o cidadão comum, e sim facilitar a vida de empresas. E nós começamos a acreditar que esta mania de "gestão de contratos" faz parte do processo evolutivo da sociedade. Discordo. O processo evolutivo da sociedade seria descomplicar. A teia social foi feita exatamente para isto, descomplicar. O restante cabe a maturidade da sociedade se impor sem necessariamente o escrito em lei, mas o bom senso. E isto só existe com empresas que sejam realmente cidadãs e não preocupadas apenas com o lucro, deixando a preocupação com o consumidor para a publicidade e o discurso vazio.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Para notar


Sou da geração que pegou a migração do Vinil para o CD. A exata geração que conviveu por completo com as duas mídias. As bolachas de vinil e suas obras de arte nas capas e a modernidade do recém chegado CD.

Ou seja, fui a geração da Vitrola Laranja da Philips - que todo mundo teve e fui uma das primeiras pessoas a ter um "Disc Man" da Sony. Que quando ia na loja de disco pensava se compraria o CD ou o LP. Um momento único. E fomos vendo o LP desaparecendo e o CD tomando seu espaço. Muito antes do I tunes.

Impressionante como a multiplicidade de canais de divulgação e velocidade de distribuição, por exemplo, tem tirado o peso que existia no "Album". E devido a modificações tecnológicas, CD, DVD, mp3 etc e tal, até mesmos os Albuns clássicos do passado sofrem nossa edição nos play lists. Assim o trabalho por completo do artista, sofre a interferência do público. Antes que alguém curto de pensamento fale das fitas K7, claro antes tinham as fitas K7, mas era outra história, dava bem mais trabalho e eram mais marcantes de momentos, eram talvez até mais dedicadas e carinhosas, os play lists são bem mais fáceis e higiênicos de se fazer. Fazemos de reflexo.

Sem dúvida o impacto, o "peso" autoral que o Album tinha foi diluído.

sábado, 12 de março de 2011

Tempos modernos

Foi-se o tempo que o sionista tinha que se preocupar apenas com árabes extremistas e neo-nazis. Atualmente é uma quantidade de nerd querendo fazer Krav Maga e de idiota se interessando por Cabala que arrisca transformar tradições judaicas em letra de pagode.

Flexibilidade moral

Jude Law recebe 500 mil para beijar a Hebe. Sandy 500 mil para bancar a safada bebendo cerveja ruim . Com 500 mil o "michê" vira "cachê" . E que esta sociedade hipócrita agora não condene as prostitutas.

terça-feira, 8 de março de 2011

Copacabana

Uma imagem, debruçado no Mar de Copacabana. Poucas Cidades podem ter isto. Obrigado, Rio.