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sexta-feira, 18 de março de 2011

Cigarros e Liberdade

Eu só fumo Charutos. Não fumo cigarros. Desta forma praticamente não fumo na rua. Mas gosto de frequentar locais aonde o cigarro é "bem-vindo". A atmosfera libertária do ar carregado de nicotina é bem mais agradável que o impuro ar puro da hipocrisia.

Me lembrei que no passado as pessoas fumavam sem culpa. Depois veio a culpa e agora vivemos um momento diferenciado, onde o cigarro pode ser gauche.

Proíbem o cigarro, mas deixam o frescobol liberado. Nada é mais idiota e patético que o frescobol. Aquilo faz mal a saúde e ao critério.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Pés limpos - a nova onda carioca


Tudo começou em São Paulo com um bar que se referia ao Rio, o Pirajá. E era bem mais interessante e temático que os filhotes cariocas que parecem quase renegar a carioquice que o bar paulista procurava exalar. E que fazia de forma natural. Era uma embaixada do Rio em SP. Hoje no Rio existe um em cada esquina. Os bares pés limpos. É a cor verde horrorosa do Belmonte. A boa cerveja do Devassa. O cheiro de gordura do Informal e uma série de outros genéricos. A verdade é que isto parece ter origem no fato da night, boates, terem sido tomada de assalto pelas adolescentes. Assim, o público ainda não “Tiozão” para ficar com o copo de uísque na mão, acabou lotando os “Pés limpos”. E como ainda servem “drinks” as "wannabe new yorker girl" que acham chique pedir drink, lotam achando que assim participam do “Sex and the City”. Ou seja, os pés limpos vieram mesmo para ficar. E acabam por fazer uma interessante dispersão dos points antes chamados de “baixos”, evitando uma superlotação de idiotas por metro quadrado em busca de chopp mal tirado. Pede uma cerveja uns pastéis e aproveita esta difusão da cultura “Baixo Gávea”.