segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tv paga ou Tv aberta? Tv desligada

Eu confesso que não tenho paciência com a TV aberta, motivos de sobra que não precisam ser elencados.
A TV a cabo, ela irrita por motivos simples:

-Se pagamos, o que faz ter breakes comerciais gigantescos?
Nos intervalos parece ter interprograma de tão longos.
Outro dia cronometrei 17 minutos de intervalo.
Eu desisto na maior parte das vezes e apelo para os DVDs.
Tudo de Seinfeld, muita coisa de Dexter, Simpsons, South Park que me livram de ter que ver qualquer canal além da BBC, CNN e Globonews.

Já a Net e seus comerciais desgastantes são algo para se entrar no CONAR. Eu já pensei em pedir indenização por danos morais. Aquilo acaba com nossa sanidade mental.

E eu nem falei que a TV paga agora descobriu uma fonte de renda. Alugar seus espaços para as TV jóias de segunda linha. Peraí? Sou assinante. Paguei. Eles podem fazer isto com a programação a qual eu paguei? Por mais que seja legal, é injusto e apelativo.

Por isto a TV perde audiência cada dia mais para a internet e outros meios. Não é só o meio que está inadequado. A programação colabora.

Este post começou na verdade pois estava pensando no único seriado que ainda vejo, no Brasil, transmitido pela Warner, o Two and a Half Man. Afinal quem foi internado? Charlie Sheen ou Charlie Harper?
Tell me who was admitted "in hospital" Charlie Sheen or Charlie Harper?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Arte na Rua


Algo que o Rio poderia explorar mais. O espaço urbano, forma de arte aplicada. Rua Jardim Botânico. Em frente ao Jardim Botânico.

(Momento comercial)
Publicitários, agências e clientes: quem tiver interesse temos alguns projetinhos bem legais de arte urbana e arte aplicada. Entrem em contato.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Poeminha Recorrente


É recorrente
quando
contente

estou
Lisboa

O que eu gosto do Rio?


Que Ele sempre me surpreende. Faz a gente se sentir um eterno turista. Assim, do nada, sai de um estacionamento e encara um prédio muito bonito. Que a gente passa sem reparar. Tamanha é a beleza da Cidade.


Rio Branco esquina com Marechal Floriano.
Antiga Caixa de Amortização do Banco do Brasil/Banco Central

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Copacabana


Múltiplos passaportes e um só coração. Multidividido, multifacetado e sempre apaixonado. Um bairro resumo de um País, tradução de mim mesmo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Calor no Rio

Um carioca não tem direito de reclamar do calor. Sim nascemos no calor. Crescemos tendo dois Verões da Cidade. Um muito quente. E o outro mais ameno. Inverno? Ah, o inverno existe no Rio. Acontece por 4 ou 5 dias do ano. Não necessariamente seguidos, nem necessariamente nos dias que o inverno de fato consta no calendário.

Então, o que nos faz reclamar do calor? Nos encontros. No elevador. Parecemos ingleses e seu hábito, que já virou chacota ou tradição, de comentar o tempo. Mas no Verão, nós não comentamos. Nós reclamamos.

Eu não culpo o mau humor do calor. Culpo nossa catarse e resignação. Oferecemos o calor como uma "kapparra" para reclmar de tudo. Para expiar nossa culpa verbalizada no calor. Poderíamos procurar outra coisa, caso ou causo ou pessoa, mas simplificamos no calor. E basta.

Ou somos mais simplórios e reclamamos pelo simples prazer de reclamar. Como reclamamos daquela empregada que não demitiremos. Como reclamamos da namorada, esposa que não terminaremos. Queremos apenas reclamar. E ter a certeza que o calor pode sim provocar alterações. Como fazer homem ter TPM.

Mas acredite. Mesmo com todo calor. De doer cabeça e incomodar, o Rio está maravilhoso. Até um mergulho noturno na praia está valendo. E que prazer isto dá.

Mas amanhã, persiste o calor. E retomemos as reclamações como linha de estabelecer diálogo no elevador.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tom Jobim

Portugal tem no seu grande feriado o dia de Camões, o 10 de Junho. Sugiro que dia 25 de Janeiro seja o grande feriado do Brasil. Aniversário de Tom Jobim e da Boa Música.

Como já é feriado na maior Cidade do Brasil, São Paulo, que está de Parabéns, seria algo bem simples de operar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Coisas de Casal

OBS:
Antes de tudo antes que algum imbecil e politicamente correto não entenda. Esta observação não é , em momento algum, homofóbica.

-O mundo se tornou tão "babaca" que somos obrigados a abrir com observação quando tratamos alguns assuntos.

Vi um casal (ou seria um par?) de dois gays do sexo masculino brigando e uma amiga do sexo feminino intervindo para acalmar os ânimos. Segue.




Numa esquina de Copacabana. O sinal parecia inacreditavelmente demorado.
(Já vinha bate boca anterior que não soube, nem imagino.)

Parte do Casal 1 :
(Com fleuma, calma e deboche)
-Vou trancar a porta e não te deixo entrar em casa...Simples assim.

Parte do Casal 2:
(Descendo do salto com dedinho em riste)
-Você me respeita.
-Não me conheceu na rua.


Parte do Casal 1:
(Usando a calma como deboche)
-Pronto. Vou para casa e você não vai entrar neste estado alterado.

Parte do Casal 2:
(meio descontrolado)
-Eu arrombo! Arrombo!
-Me respeita que você não me pegou na rua. Me respeita...

Amiga:
(Envergonhada.Buscando sensatez, compaixão e quase que pedindo desculpa com o olhar
aos demais que
participavam como figurantes sem escolha da cena.)
-Gente! Olha o nível. Chega. Vocês tem um nome. Parem!


O sinal abriu, eu atravessei a Rua, rindo sozinho e vendo como todo debate de casal é patético. Não é uma exclusividade heterosexual.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sexta no Rio

Uma das coisas mais interessantes no Rio é a sexta-feira. Em especial observar as cariocas. Sexta-feira, mulher e carioca, realmente o assunto fica interessante.

Nas sextas, as cariocas, que são sempre mais despojadas, são vistas dentro de uma quase formalidade. Seja na hora do almoço indo ao salão para fazer as unhas, ou no mais engraçado. Quando fazem uma maquiagem ou um cabelo para a noite.
Mas esta maquiagem é feita, em virtude do horário de Verão, com o dia claro.
E em geral estão elas ainda com a roupa do dia.
E isto dá um contraste divertido.
O rosto tá na night e o corpo e roupa está no dia.
E uma roupa de dia carioca significa um despojamento delicioso que fica no limiar entre a moda praia e a funkeira da periferia.

Pode observar. Este fenômeno ocorre entre 17 e 19 horas das Sextas-feiras com horário de Verão. E é melhor observado em Ipanema e Copacabana.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dia do Padroeiro


Borsch fria conclui tarde quente,
deixa gosto de Leste Europeu.
Semana subversiva com sábado no meio.
É dia do Padroeiro.
Salve São Sebastião,
do meu Rio de Janeiro.


Foto Leme as 17h 45 min
20/01/2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A lei, o Justo e o Serviço

Sou um bacharel que brinca dizendo que tudo que sabe de leis é que o Forum fica na Erasmo Braga. Mas para mim, o princípio da Justiça é ser justo. O bom senso.

Agora , parte da Sociedade, representada pelo combatente Ministério Público, que por sua vez vem representada pelo competente Rodrigo Terra, trava uma queda de braço com as empresas que fazem a "venda on line de ingressos e bilhetes para shows".

Eis uma daquelas coisas para refletir. Pois o bom senso e sentimento de justiça precisam caminhar com os novos tempos. Nos tempos da prestação de serviço. Uma "indústria limpa" que ao oferecer conveniência e mimos, agrega valor, gerando empregos e satisfação. E o melhor: com baixa emissão de carbono.
(Sobretudo se o motoboy que fizer a entrega estiver com a moto regulada)

Brincadeiras com a moto regulada `a parte, o serviço é sim algo que pode evoluir e ser o diferencial da paridade dos produtos nos próximos anos.

A alegação do MP é pertinente. A defesa da cobrança também. Diz o MP que não se pode cobrar um preço diferenciado penalizando o consumidor. Pois a responsabilidade é do promotor do evento. Sobre esta ótica é correto. Corretíssimo. Pois ele coloca o serviço como o show. E a venda aí seria responsabilidade de quem resolveu fazer o show.

Mas se você entende que o ingresso está disponível em bilheterias, e o que se cobra é uma taxa de conveniência para receber em casa, com seu nome, sem aporrinhação, isto é um serviço, que tem um valor.


Sou partidário da igualdade e isonomia. Mas se alguém estiver disposto a pagar mais pela comodidade, que pague e aproveite. Se não, não teríamos classes diferenciadas em serviço e espaço nos aviões. Afinal, o produto seria vôo.

Interessante este tipo de debate. Os dois argumentos parecem extremamente pertinentes.


Ou seja, uma daquelas questões que vale testar no próximo bus de pesquisa. Ao menos a percepção do cidadão.

Mas sou partidário que todas as pessoas recebam seus ingressos em casa. Nada me parece mais patético que pessoas na fila para comprar ingresso para um show ou jogo vindouro. Quando vejo pessoas com cadeiras de praia, acampando para comprar um ingresso, beijando o ingresso eu sinto vergonha do idiota que virou a noite na fila. Na verdade fico com vergonha até dos pais dele. Vergonha alheia.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Futebol e Frescura

Neymar é craque? Sem dúvida alguma. Mas ele está mais mimado do que o Zico foi. Se continuar assim vão acabar tendo que contratar um segurança para o Neymar. Um segurança para entrar em campo para bater em quem pegar o moleque bom de bola.
Ele já cai reclamando e pedindo cartão.
Cai olhando para o juiz.
Isto irrita com 4 erres. "IRRRRITA".

Não acho anormal ele querer resolver sozinho. Quem joga bola sabe do prazer de querer ficar com ela um pouco mais do que se deve ficar. Mas isto tem um preço chamado responsabilidade e decisão. E que eu saiba, até aqui não decepcionou. Além de bom de bola, ele já define muito melhor que diversos jogadores consagrados, como por exemplo o Robinho.

Mas insisto que mídia e empresários estão estragando o Neymar. Estão "viadando" o menino bom de bola. Ele precisa de alguém com cabeça para explicar para ele coisas do "céu, da terra e do mar". Para dar dimensão do seu talento. Explicar que "quando se dá o dom, se dá o chicote." Ele não precisa ficar um chato politicamente correto, estilo leitor de livro de auto-ajuda. Um babacão. Claro que não. Ele precisa apenas de apoio nesta transição de "ser homem" no sentido máximo da palavra. De chamar para si a responsabilidade e entender que tudo que tem bônus, tem ônus.

O moleque é craque e não precisa de ninguém ensinar para ele como se joga bola. Isto ele é inteligente e vem descobrindo seu lugar em campo cada dia melhor. Neymar precisa de alguém para ajuda-lo a ter hombridade e sobriedade. E despertar da coragem. Pois coragem não se forma. Ou nasce com, ou nasce sem. E ele parece ter.

Neymar precisa apenas de alguém que possa oferecer experiência de vida de forma profissional e compromissada. Alguém que mais que as verdadeiras "rêmoras", que ficam em volta dos jogadores, esteja junto de verdade. Que admire seu talento, mas que tenha ascendência para fazer ele "baixar a bola" quando for o caso.

O tempo dirá se ele nasceu com a estrela de ser um novo Pelé ou um novo Denilson.
Eu acredito no potencial da genialidade do Neymar.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Insensato Coração

"...As aparências enganam, mas, enfim, aparecem, o que já é alguma coisa..."
Paulo Leminski


Eu parei para ver o primeiro capítulo. Achei estranho. Como diz o talentoso redator publicitário LeoBap "Preferia ver quando o Lazáro Ramos fazia papéis com o Wagner Moura e não papel de Wagner Moura". Mas tudo parece que foi bizarro neste primeiro capítulo. A verdade é que não parecia uma novela com o padrão Globo. Brinquei falando que "o sinal do SBT está transmitindo na TV Globo" Os atores falando o texto como num curso de dicção.


Achei legal escolher um galã afro brasileiro para fazer o papel de "pegador" rico-malvado-sofisticado-poderoso. Uma espécie de Felipe Barreto afro.(Alguém se lembra do Fagundes de Felipe Barreto?)Pareceu um pouco falso, dentro de uma sociedade ainda preconceituosa. Pareceu falso ou barra forçada. Então ao invés de um avanço inclusivo, acaba sendo caricato.

Paola Oliveira(moça que ilustra este post) é a mais bonita mulher casada da Ilha Porchat. Parece aquela moça bonita dando entrevistas no Programa do Amaury Jr. Inquestionavelmente bonita. Uma beleza simples. Porém explícita. Se vai segurar o papel, seria leviano de minha parte falar qualquer coisa.

A cena dentro do avião, nos remete aos comparativos diretos com o cinemão americano. Melhor nem falar.
A novela pode emplacar? Evidente que pode. Mas com certeza não será pelo primeiro capítulo. Muito menos pela minha audiência.

Itaipava proibida de usar lata vermelha


Ah, Ok, a Ambev conseguiu proibir a Itaipava de usar a latinha vermelha. É eles "patentearam a cor vermelha". E a gente achava o Bill Gates megalô ao tentar patentear o 0(zero) e o 1(um). Logo a Brahma que na Copa de 94 deu uma baita corneada na Coca-Cola, agora bancando a defesa ética. Ambush marketing tem limites. E ali , em 94, a Cervejaria ultrapassou a guerrilha e se inseriu no terrorismo. Alguém se lembra?

A lata da Brhama foi branca por anos. Não é vermelha tem um ano. E eles se acham donos da cor?

Sem julgar o mérito jurídico, mas sim em termos de marketing, parece um absurdo a proibição da lata vermelha para a Itaipava. Parece. E é.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Operadoras de Telefonia e o caos


As cidades serranas estão isoladas de contato. Os celulares não funcionam. A miopia do marketing nas telefonias. Se tivessem um pouco de inteligência, agilidade e resposta, no dia seguinte já teria deslocado equipe para oferecer telefones. Oferecer sinal. Seria a oportunidade de tentar se mostrar ao lado da população e auxiliar de verdade.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Chuvas no Rio de Janeiro

As chuvas que caíram na região serrana do Rio não são nem um fator isolado da natureza, nem culpa exclusiva de omissão de autoridades. Se ano passado, quando uma comunidade inteira despencou em Niterói (Rio de Janeiro), matando muitos e levando tudo, a culpa não pode ser creditada a natureza. Sim. Ali foi omissão. Foi um exemplo de políticos que trocam o voto pela omissão. Ora, uma comunidade inteira foi criada sobre um aterro de lixão, jogado em uma encosta. Um terreno completamente instável. E nada foi feito. Esperou-se a tragédia. E quem sobreviveu, ficou sem sua casa, sem moradia, sem assistência. Isto faz um ano.
Agora a tragédida na Serra. O maior desastre natural já visto em terras brasileiras. Ali foi a soma de fatores. Uma equação:
Omissão do Estado + Construção Irregular + Natureza = Caos

O caos na Serra foi chocante. Diversos locais que conheci na minha infância ficaram irreconhecíveis. A dor das pessoas parece doer na gente.

Se na ocasião do Morro do Bumba nos sentimos que o Haiti é logo ali em Niterói, com este problema na Serra, todos nós nos sentimos um pouco em Nova Orleans após o furacão Katryna.

E que esta tragédia poderia servir para ser nosso "Morro do Alemão" nas ocupações irregulares. Quem sabe? Ser o turning point de uma situação?

domingo, 9 de janeiro de 2011


Imagens






Imagens







Copacabana hoje tava meio iidiche e falando em espanhol. Me senti em Buenos Aires.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Contagem Regressiva

Em poucas horas muda o ano. Lula sai dos jornais para entrar na história. Sem tiro no peito, mas com a certeza de ter tido muito mais acertos que erros.

Lula, sem entender da cartilha da esquerda, conseguiu levar muito mais justiça social. Usando o lulês: "menas injustica". Isto até mesmo o mais ferrenho tucano tem obrigação de concordar.

Lula, sem nunca entender o que era a turma de Chicago ou saber exatamente o que Keynes queria dizer, fortaleceu o estado e a economia.

Lula, sem ter o domínio do partido, da inteligentzia, conseguiu até mesmo "fritar" postulantes ao cargo nos momentos certos, que digam Zé Dirceu e Palocci.

Teve sorte? Com certeza. Já dizia Nelson Rodrigues que "sem sorte você não atravessa a rua que é atropelado pela carrocinha de sorvete". Mas não foi apenas isto. Lula teve méritos sim.

Carisma, sorte, ego, vontade de acertar e vantagem de ser o produto exato. Por mais que fosse caricato - conseguiu aproveitar isto a seu favor. Sua imagem de metalúrgico, de líder popular, passar esta imagem da nova democracia e com isto, até Jogos Olímpicos vieram. Na base da Lei de Cotas, mas vieram. Um caricaturismo de resultados. Pois imagine um Presidente Louro de Olhos azuis dizendo "Para os outros Países pode ser mais um evento. Para o Brasil é uma oportunidade única." Ali ele conseguiu dar o lastro "ideológico" e popular para decisões que são tomadas com muito mais interesses econômicos e práticos. Mas Lula usou as palavras certas. E saindo de sua boca, elas tiveram muito mais valor.

Lula pegou uma estrada, que um Professor Universitário pavimentou. Sim FHC tem seu mérito, apesar do PSDB não entender este papel e com isto vem se apagando na história. Como estudioso das ciências sociais, os jornais são uma excelente matéria prima. E nos jornais, por oito anos, parece que o Brasil teve o Golpe de 64, os anos de chumbo, um período confuso e que veio o PT e resolveu tudo. O PSDB, por uma miopia ímpar está se apagando. Deixando que seu valioso papel na redemocratização do Brasil desapareça.

Lula soube aproveitar um congresso com vontade de business. Um congresso que cada dia fica mais pragmático e menos ideológico. Com menos vontade de debater, de legislar e mais vontade de compor.(seja lá o que esta palavra signifique). A verdade que Lula soube navegar. Colocou as velas a favor do vento. E fez um bom governo.

Agora é esperar para que o ego, o carisma, a popularidade e sorte sejam uma bênção e não um problema. Pois saber o papel de ex presidente é algo que a recente democracia brasileira deve aprender. E neste ponto o vaidoso FHC sempre se comportou como um Lord. Que Lula tenha com Dilma a mesma grandeza de entender sua dimensão. Ele não tem a "caneta", mas pode ser hoje uma personalidade mundial mesmo sem a Presidência.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Roberto Carlos em Copacabana

Entendo a revolta de parte dos moradores, a sensação de estar em "estado de sítio". Afinal, hoje ninguém entre no bairro a partir das 15 horas. Motivo, o mega show de Roberto Carlos na Praia de Copacabana.

O "estado de sítio" para o Reveillon, evento que carrega mais de 2 milhões de pessoas para um bairro já super povoado, é plenamente aceito. No começo reclamaram, mas agora é compreendido.

A grande reclamação nas ruas é que hoje é um dia de "deslocamentos". Faz sentido. Da mesma forma que faz sentido entender que quando se mora em um cartão postal, como no caso este bairro louco e decadente, tem algun ônus. E este é um deles.

Então, com aplausos ou apupos, cabe a compreensão, este bairro é uma dádiva para toda a Cidade e para todo o Brasil. E para aqueles que se sentem "invadidos", resta a música do Ultraje.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Popularizacão da Lichia


Nos anos 90 ela era cara e exótica. E eis que agora ela é encontrada nas ruas do Centro do Rio. Vendidas no lote de 2 ou 5 reais, ou com direito a prova 0,50 cada. E o Lula não tem culpa ou mérito por isto. Foi uma decorrência natural.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Copa do Mundo 2010

Por encomenda, escrevi um artigo sobre a Copa de 2010-Retrospectiva. Queriam a visão de um brasileiro. Em resumo, com total sinceridade, este foi o Gol mais empolgante. E o mais frustrante não foi a eliminação de um time de camisa Amarela que usava o nome de Brasil, mas o fato do time da Africa do Sul não ter avançado mais longe no torneio.
Foi uma Copa sem graça em Campo. Mas fora dele, os africanos deram um show que caberá aos brasileiros superar. Pois dentro de campo, vencer a Copa 2014 é obrigação de Ricardo Teixeira e quem estiver no cargo de treinador. O difícil vai ser superar a alegria dos africanos. O único parabéns deste Copa é para eles. Que me desculpe a vencedora do torneio, a Espanha. Mas o que ficou de marcante é que foi a primeira Copa sem a presença do Brasil. Pois, definitivamente, aquele time não era o Brasil.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Post Poético de Verão


Na minha Cidade o Mar
se funde
ou confunde
com o
Céu








Rio de Janeiro, Primeiro dia do Verão 2010/11

Vem chegando o Verão...

Hoje começa o Verão por aqui. Evidente, que o Inverno no hemisfério Norte. Evidente. Mas todo Verão me remete a Europa. Em especial os anos pares.

E não teve Verão na Europa que esta música não tivesse tocado ao acaso, em algum momento marcante. De súbito : Veneza, Roma, Madrid, Canárias, Lisboa, Marseille e até em Londres.
Acredite, me fazia feliz pra caralho. Lembrava do meu cachorro jogando bola comigo. Lembrava de domingos. E ninguém ali nem sabia. Se achava parte de tamanha felicidade. Eu fingia. Deixava que assim fosse. Mas minha felicidade era a minha lembrança. Era o meu cão. A felicidade era só minha. Era deliciosa. Era sozinha. Era egocêntrica. Era eu mesmo. Era saudade.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Botox e Silicone - Você precisa saber quando parar

As pessoas dizem que usam a plástica para ficarem melhor com elas mesmas. Mentira. Elas usam pois esta coisa vicia mais que tatuagem ou comer chocolate. Assim, homens, ao invés de malhar, resolvem na base da lipo. Sem preconceito, isto não é coisa de preguiça ou metrosexual, é papo de fresco mesmo. Fora os que resolvem fazer "gominhos" de silicone na barriga. Aí não tem perdão e merece apanhar mesmo como num corredor polonês.


Já as mulheres, meu Deus, o que faz mulher jovem, quase pós menina, de 27 anos fazer botox? Para que?


Aí começa a mexer. Encontra uma sociedade de consumo que quer vender. Serviços e Produtos. Médicos pouco sérios. E tome venda. E puxa, estica, ajeita e piora. Os médicos que cuidam de estética estão no fenômeno "Doctor Ray". Tudo começa a se transformar em decorador. Não que seja errado ser decorador, mas o nosso corpo deve ser tratado com mais seriedade e menos futilidade.


Sou plenamente favorável as pessoas ficarem bem consigo mesmas, mas sem entrarem nas paranóias. Existem pessoas que fazem boas plásticas? Evidente que existe. Mas cada dia que passa a boa plástica tem se tornado exceção que confirma regra. E da mesma forma que não é legal alguém se largar por completo, não é aceitável que alguém fique tão escravo da futilidade. Tão Los Angeles. Carne, Osso e Silicone. Como dizia a música do Inimigos do Rei "Macho com cara de Luma de Oliveira". Em resumo, o padrão estético do silicone não é natural. Não é para agradar homens heterosexuais, mas sim aqueles que gostam de travecos. Depois de deixarem as mulheres magras como cabides, aqueles que tem raiva das mulheres, querem transforma-las em travecos. Só pode.


Mulheres são como pizza, até quando é ruim é bom. Ou seja, menos futilidade. Quando der vontade de fazer um botox, leia um livro. Deu vontade de fazer uma plástica, uma hora de natação e uma de corrida. Menos bebida, menos hormônio, menos maquiagem e mais vida. Mas cuidado, afinal para esta gente sorrir deve dar ruga. 


O Ministério da Saúde tem que lançar uma campanha: Botox e Silicone, você tem que saber quando parar.


Agora sobre as rugas, fazer Botox não te deixa mais jovem. Apenas sem rugas. Como se fizesse um Photoshop no rosto. Em breve ter uma ruguinha aqui ou acolá periga dar uma idéia de mais jovem. Ou ao menos menos preocupado com os excessos da fútil pressão estética.


Eu gosto da mulher que se cuida. Se trata. Mas sem os exageros. Elas não precisam. Quem inventou isto foi realmente alguém que não gosta de mulher.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Domingo distante

O Charuto. A Guiness.
O azul do céu. A trilha -Trini Lopez,UB40 e Van Halen.
O cheiro do tempero da comida.

Me levaram para longe.

Tava amarradão no Marais. E era Verão.

Até a des Vosges eu desenhei no Moleskine.

O Rio hoje tava meio assim, Verão disfarçado. Dezembro não assumido. Estranho. Não gosto do Rio enrustido.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dezembro


A quantidade de eventos em Dezembro é um absurdo. Parece que concentram em um mês tudo o que ficou reprimido em uns 6 meses. Impossível realizar agenda e horários impunemente. Mas este domingo, vencerei a preguiça dominical e irei prestigiar minha querida Eliane Furtado. Mais um livro. Sem julgar um livro pela capa, gostei do tema. E lá estarei no Museu da República, na manhã dominical. Não tão manhã. Mas extremamente letárgico como domingos de dezembro.
E aproveito e noto, toda vez que passo, o Museu da República fica de costas para a Orla. E de frente para a Rua do Catete.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Fluminense

Nasci numa família "Flaminense". Avô dirigente do Tricolor. Pai representante do Flamengo na Federação. Tenho foto com camisa do Flu no título da Máquina. No primeiro Fla Flu, eu com uns 4 anos, massacre tricolor. E eu berrei "Mengo" ao lado de toda diretoria do Flu. Tive pena. Ao escolher um time para incomodar a todos, escolhi o Bangu. E de torcedor, fui até Vice Presidente do Bangu. No factóide memorável de 99. Sim Bangu foi Campeão em 33, 66. Garantimos que ele seria campeão em 99. Levamos Renato Gaúcho a Moça Bonita. E ganhamos páginas de jornais. Mas o título garantido por Nostradamus, não veio em 99.

Eu não consigo ter nem uma ponta de raiva naquele título roubado no Flu e Bangu. Minha raiva foi diretamente resolvida com o juiz trapalhão dos anos 80, Jose Roberto Wrong, digo, José Roberto Wright. Um erro que manchou sua história, não marcando um penalty claro e cristalino em cima de Claudio Adão no últino minuto de jogo. Ok, o Monza dele teve suas consequências no estacionamento do Maraca. Os seguranças do Dr Castor protegeram os meninos que desopilaram o fígado diante de tamanha safadeza. Já em 2002, bem, até hoje eu tento entender o que foi marcado para anular o Gol do Eduardo(goleiro) de cabeça contra o Flu. Foi realmente um daqueles absurdos vergonhosos do futebol. Esqueceram de falar que o título de 2002 estava no regulamento: seria do Flu.

Avô dirigente. Primeiro estádio que coloquei o pé foi o do Flu. Primeiro treino que assisti foi do Flu. Hoje casado com torcedora do Flu. Pai de torcedora do Flu. Cada dia que passa meu carinho pelo Flu aumenta. Ok, o Fluminense tem um patrocinador que lembra a forma que o "Patrono" do meu time colocava dinheiro e fazia o Bangu ser grande. Ainda assim que uma Cooperativa, coloque dinheiro e ninguém do MP ou Imprensa resolva pedir luz no contrato entre o patrocinador e o maior devedor dos grandes Clubes Brasileiros, ainda assim com esta perigosa falta de transparência, eu tenho um carinho enorme pelo Flu.

O título de hoje, começou num sensacional escape de um, quase certo, aliás de mais um quase certo rebaixamento ano passado. Ano passado foi épico. O título este ano, foi mera consequência. De parabéns estão todos os tricolores. O competente Muricy.(Que diga-se de passagem ficou bem mais simpático no Rio). E agora vocês tem que comemorar. Sem bairrismo, depois de tanto tempo sem ganhar Brasileiros, o Rio de Janeiro consegue dois títulos seguidos.