quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Relato de um jogo -15 anos depois


Era a final do Brasileiro de 1992. O Botafogo, com uma campanha bem superior, chegava a final com jeito de campeão.

No Maracanã, pela primeira vez, a maioria não era rubro negra. A torcida do Botafogo lotou o Maraca dando uma prévia da festa que seria ganhar um título brasileiro, justamente em cima de um “combalido” Flamengo.

A torcida do Flamengo estranhou estar em menor número. Mas não ficou abatida. Pareceu se agigantar e engoliu a do Botafogo. Era algo realmente diferente. A "nação rubro negra" era menor. Mas não em entusiasmo.

Júnior-Vovô Garoto- comandou o time. Se a memória não me trai, antes dos 20 minutos do primeiro tempo, já estava 3 a 0 para o Flamengo.


O resto é história. Está no scout. Os números frios e nem sempre reais. Futebol é um dos esportes onde a matemática é aliada do sofisma. E números frios muitas vezes não traduzem a realidade. O segundo jogo parece que nem teve muito interesse. Em 20 minutos do primeiro jogo a história estava sacramentada. Tanto que no segundo tempo se via clarões na torcida do Botafogo que já havia deixado o estádio.


Flamengo ganhou mais um título brasileiro. Júnior, o "Leovegildo" fez uma partida daquelas como a de Romário contra o Uruguai nas eliminatórias. Chamou a responsabilidade para si. Desequilibrou. E fez valer experiência e talento individual em um esporte coletivo..

O Botafogo ainda teve que esperar 3 anos e uma ajuda do Márcio Rezende de Freitas para comemorar seu primeiro título brasileiro. Merecido pela campanha de 92(a melhor em número de pontos) de 95 e pela história do Clube.

O que eu me recordo é que fui ao Estádio com a disposição para "sacanear" os flamenguistas. E saí rindo dos botafoguenses. Que em 1992 se comportavam com a arrogância rubro negra. O Flamengo ganhou na humildade. Talvez uma das poucas vezes que vi um Flamengo humilde.E campeão.

Livro da Semana - At home in Rio


Em inglês não é para ser metido a besta. É que o livro de Paulo Thiago de Mello
foi publicado fora do Rio. Aliás fora do Brasil. Uma edição de capa dura e bem impressa. Mostra o viver no Rio. Natureza e nossa multi culturalidade de uma Cidade Maravilhosa.

Não é barato, mas vale.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Cias aéreas decidem não pousar Santos Dumont


Bem, se eu entendi a notícia do Globo On line "as Empresas aéreas decidiram que não vão efetuar pousos no Santos Dumont quando estiver chovendo."

Motivo: pista escorregadia.


Para início de conversa quem tem que decidir isto é o poder público. Se não fica parecendo "desobediência civil" das empresas.
Que mostrem que é inseguro então.


Agora para o usuário, a gente fica sem saber se o avião vai estar disponível ou não...

Seu Jorge de São Paulo


Tenho que confessar: não nutro grande simpatia pelo "Seu Jorge". Acredito piamente que aquela brincadeira do argentino a ele se aplica. "Comprar Seu Jorge pelo o que vale, vendê-lo pela o que ele pensa que vale" como a grande negociação.
Mas admito que ele tem talento sim.
Mais do que a média que circula na mediocridade do pop atual.
Em recentes entrevistas ele faz questão de falar mal do Rio e bem de São Paulo. Natural e aceitável como estratégia de ser adotado pela mídia paulistana. Mas ele parece hoje negar o Rio e até mesmo sua origem no Gogó da Ema. Parece ser uma estratégia desenfreada de buscar o apoio da mídia paulista. Se a idéia é dele ou de algum marketeiro, realmente não sei.

Agora, ele vir emporcalhar o Rio com o "grafite comercial" em pró da Sagatiba, aí, como carioca, eu realmente fico com vontade de fazer um movimento contra a cachaça metida a besta. E ruim.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

CPI da Veja

A gente pode concordar ou não com a Veja. Até mesmo ser crítico com a revista quando ela ultrapassa alguns limites. E ela muitas vezes ultrapassa. Agora esta história de CPI da Veja parece um recurso para intimidar imprensa.

Sempre achei que CPI é um recurso da minoria-leia oposição. Agora quando o governo parte para usar o recurso da CPI fica muito estranho.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Fim de semana - My best friend's wedding

Esta cena do filme "My Best friend's wedding"- "O Casamento do meu melhor amigo" é antológica. Um dos melhores momentos do cinema de entretenimento da última década. Sempre dá uma alegria em ver. E o texto sobre a "quase carioca" Dionne Warwick antes de começar a cantoria é uma delícia.

Trash Cult da Sexta-feira


http://editora.globo.com/epoca/edic/278/audios_gizele.htm




Gizele Madoninha é um cult. Ela canta versões da Madonna em português. Confiram. Uma imagem vale mais que mil palavras. E com um som destes eu não sei bem o que vale.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Livro da semana - Coleção Ermakoff 1900-1930



Este livro é uma obra prima. George Ermakoff trouxe fotos de sua coleção e um texto leve. Mostra um Rio de grandes transformações. Um livro daqueles que deve ser visto com o encantamento de uma cidade eternamente maravilhosa.

Esta foto de Copacabana com uma calma que o tempo levou.

Linguagem carioca TV



Talvez o "Armação Ilimitada" tenha entrado para a história-com mérito-pela forma diferenciada de fazer uma tv mais jovem. Algo mais leve nos anos 80. Ainda pré MTV Brasil. E fazendo em TV aberta, é bom que se comente. TV Aberta e na emissora líder.

Mas houve um programa, que era descontraído. Era carioca. Era jovem e descompromissado. E era uma delícia. Mesmo com a produção rudimentar ele levava som, tendência e diversão numa época que não havia a facilidade da internet para você se atualizar com o que acontecia fora do Brasil.

Sim, o programa era o "Realce".

Quem hoje está na casa dos 30 se lembra do Antonio Ricardo, Patrícia e Ricardo Bocão falando num português que era direto das aulas de dicção do Evandro"Blitz" Mesquita. Aquilo não era português era um carioquês(bem melhor que o paulistês do Faustão) com palavras em inglês oriundas do pop, rock e surf.

Para matar um pouco da saudade, a trilha de abertura. Do Australian Crawl-Errol.
O Clip é tosco, mas os anos 80 foram toscos, ora.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Deu no Wall Street Journal


Heathrow e Gatwick são dois aeroportos aonde os vôos não costumam a sair no horário. Até com a pontualidade britânica acontece. Comigo, no atraso que tive, recebi uma atenção super especial que não posso reclamar. Fui colocado em outro vôo, evitando que eu perdesse conexão, me colocaram na primeira classe, com uma calma e educação fantásticas. Hoje, no Wall Street,Jounal, matéria de Scott McCartney, narra a história de um rabino vídeo maker que teve sua bagagem perdida em Heathrow.. E vale ler pois é leve e divertida. A citação : “rabino vídeo maker” por si só torna uma matéria divertida.

O caos na aviação mundial pode até colaborar com o caos aéreo no Brasil, ou relativizar um pouco. Mas não abona o problema da má gestão aeroportuária.

Uma coisa é tentar fazer política com o caos, como a oposição tentou. A outra é tentar desculpar o que não se desculpa , como os governistas tentaram.

Que boa parte do caos é um comportamento mundial é fato. O mundo globalizou, pessoas viajam mais. Fronteiras caíram etc e tal. Agora tentar esconder incompetência de gestão é outra.

Gestão envolve pontos como eficiência, eficácia e prioridades, fatos que não são vistos no setor aeroportuário brasileiro.

Ella sing in London

O link abaixo guarda uma pérola que recebi hoje. Fica aqui e vale conferir. A Grande Dama canta "Manhattan" e "Everytime we say good bye" duas canções que eu gosto muito.
O Show para TV foi gravado em Londres, 1965.


http://www.youtube.com/watch?v=fMy7q1sQalw

Mercados furam sacolas?


Houve um tempo que os super mercados eram o "grande vilão". Na época da “carestia”. A palavra carestia saiu de moda. E bater em super mercados também.

Tenho o hábito de fazer compras em dois mercados. O Zona Sul e o Mundial. A fidelidade a um mercado, ao menos para mim, se dá pela proximidade. O segundo chega a comprometer o asseio, por mais que o preço seja menor, tem produto que não tem como ser comprado no Mundial pelo aspecto da falta de higiene.

Mas em épocas ecológicas, notei que as sacolas de mercado do Mundial vem com pequenos furos. Coincidência ou ato pensado?

Não sei o motivo. Talvez para evitar que as pessoas peguem mais de uma. E com isto, o saquinho que pode ser algo utilizado em lixeiras, fica sem uso. Gerando um produto que vai aumentar a poluição e que não é facilmente biodegradável.

Será que esta postura de “furar”os saquinhos, uma postura que ajuda a poluir o planeta, não cabe alguma sanção do poder público?

Simoninha


O filho do Wilson Simonal, o talentoso Simoninha, se nega a revelar a idade. Meu Deus do Céu, alguém pode me explicar o motivo? Nem a Tônia Carrero tem medo de revelar a idade.


PS:

Se fosse a Simony do Balão Mágico, a gente entenderia. Afinal os balões mágicos, da outrora menina, devem estar meio caídos...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Quiosques - o velho problema


Confesso que achei os quiosques de Copacabana estranhos. O excesso de vidro remete aqueles projetos da Barra da Tijuca ou similares. Mas dá uma impressão de asseio, ao menos na superfície.

O que acontece nas cozinhas subterrâneas entra na esfera da fé. E temos que acreditar no asseio.

Nem sei se a cozinha subterrânea favorece o aparecimento de ratos e outras pragas urbanas. Ao menos espero que se cultive o hábito de gatos por perto, caso os ratos estejam aproveitando as nova cozinhas.

Mas...

Um problema persiste e ninguém faz nada.

Não, não se trata do contrato da Orla Rio que sempre causa polêmica política a cada eleição e misteriosamente nada muda.

O velho problema:

-Caminhões descarregam impunemente na Orla em horário de tráfego.

A empresa que abastace o quiosque tem obrigação de pensar numa logística de distribuição que não incomode a Cidade. Cadê a Prefeitura para colocar ordem na casa?

Cansei nasceu cansado


Nada contra o Gaguinho Troca letras, digo João Dória Jr. Ele tem seu mérito por ser uma espécie de “Amaury Jr” do meio empresarial. Mérito em inflar egos empresariais. Com sabedoria sabe transformar em faturamento para ele mesmo E o programa, as vezes até tem uma boa qualidade de broadcasting propriamente dito, se torna interessante de ser assistido.

Mas quando ele resolveu fazer o cansei, eu não entendi.

Ele gosta dos grandes empresários e do grande capital.

O grande capital apóia e tem interesse em Lula. O desconforto com Lula não vem do meio empresarial. Veja, os bancos nunca lucraram tanto. Quem diria que o PT chegando ao poder geraria tanto lucro para os donos de banco?

O Cansei nasceu cansado por ser um movimento sem graça.

Um movimento com cara e assinatura de classe média.

A oposição no Brasil nunca foi tão fraca. Talvez sem interesse. Afinal este atual PT é tão light, tão light que é sem sabor, sem gosto.

O PT se tornou um genérico do PSDB com quadros diferentes(inferiores?).

Se a oposição não conseguir traduzir para o popular o que é gestão, vai continuar falando para uma classe média ou progressistas instruídos. Se mata populismo com clareza ao povo. E não numa postura de plutocracia. Um jeito pernóstico de fazer política que falta citar Kant para explicar a má gestão petista. Se a oposição não conseguir falar a linguagem do povo, perde o Brasil. Tem que mostrar a verdade em lingauagem popular. Descer do salto.. E não ficar fazendo política esquecendo que em eleição o voto é unitário.

Uma verdade:
Lula é um homem de sorte. Nunca um presidente teve uma oposição tão pífia.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Tarso Genro - Um poeteiro


"Quanto te esperei e quanto sêmen inútil derramei até o momento"

Tarso Genro
Canções para Adormecer

O Ministro Tarso Genro também é poeta. São 3 livros publicados e quem sabe um dia não pleiteie uma vaga na Academia Brasileira de Letras? No meio deste furacão causado pela matéria de Capa da Veja, penso que Tarso pode estar poetando com todo seu talento.

Pelo verso de cima, uma coisa podemos ter certeza: é um poeta de mão cheia...

Um verdadeiro poeteiro.

Se a Veja estiver certa...


Se a matéria de Capa da Veja desta semana estiver certa...
O Brasil acabou.

Se for apenas uma denúncia infundada, terá sido a maior barriga dos últimos 10 anos do jornalismo brasileiro.

Pesquisa- Hábitos modificados em função da violência


Recentemente acompanhei uma pesquisa sobre violência no Rio de Janeiro. Em especial como o carioca se comporta em função da mesma.

Notadamente vemos hábitos-desde o casulo-como o consumo de tv paga, dvds e home theatre, cada vez mais populares ou a troca de programas por receio de passar em determinados locais/horários.

Mas um ato mais visível que as grades. Um ato que violência atrapalhou. Uma das maiores instituições cariocas: a paquera no tráfego.

Antes estabelecer contato era mais fácil. Não havia a paranóia do insul-film. Isso mesmo. Aquela película colocada nos vidros dos carros atrapalha o flerte automobilístico e não garante nenhum tipo de segurança.

Pelo fim da violência.

Pelo fim do insul film, que atrapalha não só a azaração no engarrafamento, como atrapalha de ver bem as cores do Rio.

O Insulfilm é uma espécie de "blindagem" de pobre. Não serve para nada.

Pizzaria Guanabara ou Cine Paradiso?

PS

A Guanabara tem uma pizza ruim. Um chopp normal. E a fauna não é de gente bonita ou chique, embora desinteressante, como os locais de mauricinhos e caçadoras de dotes. Nem de gente diferente e caricata como Copacabana ou Lapa.

Semana agora, num papo de homem, em mesa da citada pizzaria. Uma mesa do “pirata bicha”,isto é, 9 homens e nenhuma mulher. Onde se falava de sexo- com um detalhamento adolescente. Futebol, com a arrogância de um Galvão Bueno menstruado e uma série de assuntos sem muita importância, relevância ou sentido. Quase nenhum concluído, diga-se de passagem.

No meio começamos a divagar sobre a Guanabara. Rapidamente, é claro.

Não tem nenhum motivo para se ir além da inércia.

Aquilo é o Cine Paradiso. Nunca se tem um motivo para ir. Mas se vai.



Mas só é um clássico da baixa gastronomia a Guanabara do Leblon. A da Lapa não é. E a GuanaBarra é uma espécie de "Cafeteria de Estrada do interior dos Estados Unidos". Aquelas que ficam em uma cidade que a Estrada é pouco utilizada.Tem um ar de decadência absoluta.Só falta a loura velha, semi obesa, mal maquiada, com o vestido azul servindo uma jarra de café...



quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Manara, Serpieri e Crepax




Este blog retorna na segunda-feira.

E deixa um post em homenagem a uma trinca de gênios.

Uma trinca que soube prestigiar a mulher. Seu contorno e sua liberdade.

Milo Manara- o homem que desenhou alguma das mulheres mais belas da imaginação. Da imaginação dele e nossa.

Serpieri - pelo traço de sua Druuna, vide ilustração.

Guido Crepax, que seja com Valentina, seja com O, trouxe a sedução, o traço lascivo e nunca vulgar.

3 Vivas aos 3 gênios. E um viva a fonte de inspiração: a mulher.


Culto a anorexia


Estranho. Por um lado combatemos a anorexia com textos. Mas com imagens, ela é celebrada.
Diversas vezes, numa mesma publicação, temos matéria criticando a anorexia , já os editoriais e fotos que contrariam o que foi dito nos textos.

E como uma imagem vale mais que mil palavras, ganha a falta de saúde representada pela excessiva magreza.

Vale lembrar que este
padrão foi criado(ou imposto) pela indústria da moda. Provavelmente por quem não gosta das mulheres, ou melhor, quem não gosta de mulher.

Ela causou o engarrafamento


O tráfego na Barra ontem de manhã, por volta das sete e meia, estava insuportável. Insuportável além do insuportável cotidiano que aprendemos a tolerar. E a culpada era a meninona da foto.

Eu não consigo entender como uma cultura que se diz tão evoluída como a japonesa, legitima o extermínio das baleias por razões econômicas.

Ok, a frase "Salve as baleias" é tão batida quanto "Vá ao teatro". E em tempo de culto a anorexia, falar bem das baleias parece estar na contra mão.

Mas, Viva a Baleia da Barra da Tijuca.

Livro da Semana -Rio de Janeiro — Ontem & Hoje


O livro "Rio de Janeiro — Ontem & Hoje", de Alberto Cohen e Sérgio Fridman é uma grande viagem. Além de trazer fotos do Rio antigo, ele apresenta a foto do momento atual. Assim, você vê uma Copacabana, quando apenas um areal e hoje a foto repetida do mesmo local. Um Flamengo antes do Aterro. Uma Urca recém cosntruída. Uma Ipanema, como a foto ao lado, antes de Tom e Vinícius. E fazendo o comparativo você pode ver que o Rio é maravilhoso faz tempo. Repete-se a foto com o intervalo de alguns anos. Vale conferir.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Fasano no Rio


Depois do Luciano Huck, só falta mesmo a Hebe fincar o pé por aqui. Fasano é um ícone de São Paulo apaixonado pelo Rio. Agora com restaurante e Hotel em Ipanema, ele deve ficar cada dia mais por aqui. Motivos de sobra.

A foto de Ipanema ao entardecer de inverno, me garantiram que não tem nenhum tratamento, faz com que a gente entenda a empreitada na cidade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Niteroienses são uns privilegiados


Juro que este post não é para zombar de Niterói com a velha piada que o melhor de Niterói é a vista para o Rio. Por andanças do outro lado da poça, pude verificar que em Niterói, você consegue ver todas as principais montanhas do Rio. Com tempo vou providenciar uma foto de Charitas ou do Parque da Cidade para confirmar a vista que os nossos vizinhos d'além ponte tem da Cidade Maravilhosa.

Bernardinho - O pai do ano 2007


Hoje me perguntaram quem foi o pai do ano de 2007. Não pensei duas vezes: Bernardinho. O técnico da Seleção de volei do Brasil teve a coragem de barrar o melhor jogador do mundo para escalar o próprio filho.

Valeu, Papai!


sábado, 11 de agosto de 2007

Domingo em Copacabana - Pais protestam para ver filhos


Grande parte das manifestações de rua são sem resultado ou apenas enfadonhas. Poucas empolgam de verdade como um trio elétrico. Mas esta, que vai ocorrer neste domingo de Dia dos Pais, na Praia de Copacabana- altura do Posto 3- ao menos tem um sentido interessante.

A história de deixar a guarda dos filhos sempre com as mães, como quase uma regra definida, é algo antiquado como o machismo. É de um tempo que as mulheres ficavam em casa. E ter este comportamento como padrão, no século XXI, parece que o mundo não evoluiu.


Inspirado no movimento inglês Fathers4Justice, a manifestação vai tentar chamar atenção para esta questão. E tentar facilitar que pais estejam mais presentes na vida e na criação de filhos após separação.

Realmente se abrimos mão de determinados comportamentos antiquados, este é mais um conceito que devemos rever. Ou ao menos refletir. Pai não substitui mãe e mãe não substitui pai.Mas em alguns casos as crianças se tornam orfãs de pais vivos, em casos por caprichos e mágoas de ex mulher. E garantir sempre, como se fosse uma regra jurídica, que filhos devem ficar com as mães fere mesmo a modernidade e a isonomia.

As mulheres lutaram e conseguiram seu espaço. Nada mais justo que os pais façam esta luta agora.


A manifestação acontece entre a Hilário de Gouvea e Paula Freitas, das 8 às 13 horas.


sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Barrichello e Los Hermanos


Eu estabeleci um critério pela boa convivência. Não critico gosto musical. Mesmo porque finalmente tracei uma linha que existem 4 tipos de música e aí e encaixam todas:

-Músicas boas que você gosta.

-Músicas boas que você não gosta.

-Música ruim que você gosta.

-Música ruim que você não gosta.

Com estas 4 simples definições, todas as músicas, independente de gêneros, se encaixam.

Mas existe algo que ainda me incomoda. A estética e a atitude representada por alguns grupos de música. Como o sertanejo “country” que muito pouco tem de Brasil. E, no caso do Rio de Janeiro, a estética derrotada do Los Hermanos e similares. Me soa falso.

O Los Hermanos são uma espécie de primos do Rubinho Barrichelo. Ele poderia tranqüilamente fazer parte da banda. Em visual e atitude. Se colocar uma barba no Rubinho ele vai direto fazer parte da banda. Ele é a cara dos Los Hermanos.

Eu nem discuto o fato das músicas do Los Hermanos serem chatas ou mal cantadas. Isto é uma questão de gosto e eu respeito até quem gosta de Gizele Madoninha. O pior do Los Hermanos é o que eles representam. Na cara de cada um vem escrito “Nós somos loosers e nos orgulhamos disto”. Não falo dos figurinos, isto eu não sou nazista de reclamar das barbas sujas e mal aparadas e dos cabelos ralos e com cachinhos, ou o visual "sou amigo do seu Madruga". Isto é uma estética que estudantes de comunicação acham legal e eles se vendem para este público. O que é louvável como produto de consumo. Com um "bom mocismo" fake que me parece sempre pernóstico e de uma vaidade dissimulada.

Mas o Los Hermanos representa aqueles quem tem orgulho de serem perdedores. Orgulho da inação. Como aqueles caras que não tem coragem de se lançar para ganhar uma menina bonita e interessante e acabam por se contentar com uma Ana Júlia. E chamam de musa. E com ela fizeram seu maior sucesso popular.

Pela musa da banda, vê-se o que eles representam.

Sei que pode ser um choque de gerações, eu passei dos 30. E talvez os mais novos gostem deste estilo maltrapilho que não tem nada com o Rock. Mais parece uma sub MPB. E sem vontade de mudar, de fazer algo novo. De tentar ser jovem. Ser forte. Contestar ou aproveitar. Isto é o que se espera de uma juventude. Conteste e Lute ou se deleite. Agora culto a derrota, me poupe.

O respeito ao diferente deve ser uma tônica de nossa sociedade. Claro que não iremos espancar pessoas vestidas de Los Hermanos, mas realmente, tenho o direito de rir de um som chato, mal cantado, que na verdade é uma representação daquelas coisas deploráveis que tocaram nos anos 80 como Boca Livre, 14 Bis, Osvaldo Montenegro e outros menos detestáveis.

E que para completar é a cara do Rubinho Barrichello.


quinta-feira, 9 de agosto de 2007

"Blow up"


Com a morte de Antonioni , tive a certeza tardia, que os charmosos e contestadores anos 60, realmente acabaram. Fidel, mesmo com sua importância histórica, tenta lutar ao invés de parar. Mas envelhece assustadoramente e desperta comiseração. Caetano, mesmo com todo carinho da mídia, definha em praça pública, por vaidade, sem se entregar. Ou ao contrário?


E Blow up!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Livro da semana -Da Janela vê-se o Redentor


O livro do fotógrafo Zeca Linhares é imperdível. Texto do Dapieve mostrando o "ser carioca", "procurar o Cristo na Janela" define bem o livro.
São imagens particulares do Cristo Redentor da janela de diversos pontos da Cidade. Seja de um carro na Linha Vermelha, seja de um apartamento em Botafogo, uma casa em Santa Teresa...

E como o Corcovado ficou na moda com a eleição, vale mesmo ter em casa.

E já que é um livro baratinho, umexcelente presente para pão duro de plantão.