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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Deu no Wall Street Journal


Heathrow e Gatwick são dois aeroportos aonde os vôos não costumam a sair no horário. Até com a pontualidade britânica acontece. Comigo, no atraso que tive, recebi uma atenção super especial que não posso reclamar. Fui colocado em outro vôo, evitando que eu perdesse conexão, me colocaram na primeira classe, com uma calma e educação fantásticas. Hoje, no Wall Street,Jounal, matéria de Scott McCartney, narra a história de um rabino vídeo maker que teve sua bagagem perdida em Heathrow.. E vale ler pois é leve e divertida. A citação : “rabino vídeo maker” por si só torna uma matéria divertida.

O caos na aviação mundial pode até colaborar com o caos aéreo no Brasil, ou relativizar um pouco. Mas não abona o problema da má gestão aeroportuária.

Uma coisa é tentar fazer política com o caos, como a oposição tentou. A outra é tentar desculpar o que não se desculpa , como os governistas tentaram.

Que boa parte do caos é um comportamento mundial é fato. O mundo globalizou, pessoas viajam mais. Fronteiras caíram etc e tal. Agora tentar esconder incompetência de gestão é outra.

Gestão envolve pontos como eficiência, eficácia e prioridades, fatos que não são vistos no setor aeroportuário brasileiro.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Formas de se resolver uma crise



Em agosto de 1981, o presidente Ronald Reagan, enfrentou a maior crise aérea da história americana.

Um protesto por melhores condições de trabalho, maiores salários e redução da jornada , os controladores de vôo de todo o país fecharam o espaço aéreo.


Sob o argumento de que o ato colocava em risco a segurança nacional, Reagan deu um ultimato de 48 horas para a categoria voltar ao trabalho. Porém com um plano B bem traçado.

Como os grevistas não voltaram, apenas 12% retornou, Reagan exonerou de caneta mais de 11 mil grevistas e os mesmos foram banidos do Serviço Público. E executou o Plano B.

Convocou quadros complementares, contratações internacionais, militares da reserva e aposentados.


Conseguiu resolver a crise. Saiu fortalecido. E mostrou competência.Autoridade moral se constrói com atos e não apenas palavras vazias de palanque. Gestão. Em determinados momentos, não basta sua biografia ou carisma, é necessário governar e delegar.