


Rio de Janeiro • Carioquismos • Comportamento • Música • Política • Futebol

Ok. A Rua da Carioca ficou fechada em função de uma tragédia. Uma explosão de gás em um restaurante que funcionava com alvará/licença de funcionamento, provisório desde 2008. Para o caminho do primeiro mundo, onde riscos são mitigados, onde a vida tem valor ainda é um caminho. A prova que não basta um País se encher de dinheiro. Se não se encher de pensamento ético. E ética não é o moralismo classe média udenista obtusa, mas sim o se colocar no lugar do outro. Fazer a coisa certa. Enfim, precisamos nos organizar sim, sem perder o espírito brasileiro e carioca, mas o importante é não se transformar numa gigante Nação Emergente. Que fala como no bordão do programa humorístico "Tô pagando. Se tô pagando eu posso. Tudo meu".
Junto ao gargalo de logística/infraestrutura e educação, devemos colocar mais um: CIDADANIA. Sem cidadania, ficaremos no meio do caminho. Vendo a oportunidade de desenvolvimento de um País simplesmente ficando no vôo de uma galinha.
Sobre a Rua da Carioca, ela para pedestres ficou um momento delicioso de caminhar numa manhã com Sol meio tímido. Vale a sugestão. Andar pela mesma no dia de semana estava valendo como um passeio. Devolver a rua aos pedestres. Eis uma boa idéia que o antenado Prefeito Eduardo Paes deve estar pensando.

Uma das coisas mais emblemáticas e étnicas do Brasil é ter uma "Virgem Negra", como Nossa Senhora de Aparecida, de Padroeira. (Ok, a Polônia também é consagrada a uma Nossa Senhora Negra), mas como tudo no Brasil tem-se no conceito em que todos são brancos e negros ao mesmo tempo, fica interessante e deveria servir para baixar ou acabar com qualquer nesga de preconceito étnico que possa existir.
Pensei no que poderia unir o "Dia das Crianças" com "Nossa Senhora de Aparecida". E me lembrei que com uns 10 ou 11 anos, voltando de uma viagem de carro pelo Sul com um avô postiço e dois irmãos verdadeiros, ainda que não de sangue, paramos na Basílica. O avô postiço, uma espécie de rádio relógio de informações, falava da Basílica com a desenvoltura de um guia turístico. Como estamos em 1981, a câmera de vídeo tape VHS, que parecia algo "profissional" chama atenção dos demais. Além de estarmos acompanhado por um senhor de fama profissional por ser ligado a mídia e ao esporte. Mas isto foi apenas um detalhe. No momento em que ele elevava seus pensamentos, lembro que na minha mochila havia uma bola. Achamos o piso da basílica interessante. E jogamos futebol. Fazendo um "Gol a Gol" de um lado para outro e com direito a jogadas driblando adversários imaginários que eram bancos e cadeiras.
Não era um heresia ou desrespeito. Quando se tem 10 ou 12 anos, futebol é uma coisa sagrada. Estávamos no lugar certo.
Viva o Dia das Crianças.
Salve Nossa Senhora de Aparecida. Independente de credo merece nosso pensamento elevado. Em nome de um Brasil.
O crédito da foto, datada dos anos 80, não tem efeitos não, é de Waltter Lima e eu descolei na web.
Não falo da marca apenas. Longe de ver como um monstro capitalista que nos transformou em ávidos consumidores de computadores coloridos ou "bonitinhos". Mas sim como o visionário que buscou fazer diferente. Em alguns momentos quebrou a cara. Como acontece com todos os ousados e pioneiros. Faz parte.
Quanto mais viajo, seja pelo Brasil seja até no interior da Turquia, tenho notado que os aeroportos cada dia que passa estão mais parecidos. De mobiliário as lojas. Fora o uso exagerado de vidros que ultrapassou a palavra tendência e parece que é lei.
Sou jovem demais para o Elton John e velho demais para a Katy Perry. Mas tive irmãos mais velhos que ouviam Elton John e uma filha que ouve Katy Perry.

Hoje soube que morreu o Fidel, cachorro companheiro do meu amigo Diogo Brozoski.
Não. Eu não confundo amores que temos aos humanos com aos dos animais. São diferentes e não concorrentes. Quem não entende, é pura miopia.
Meus cães, Gorby e Fred me ensinaram a amar incondicionalmente sem esperar nada em troca. Onde, se o meio é a mensagem, a troca é o amor. Numa nova Telema de relação. Graças a eles pude me "ser pai". Cair na aventura de encarar o mundo adulto. Meu estágio. Meus amores. No Frajuto um amor único ao som de tango. Solidão. E noites em claro com Adios Nonino em BG e grilos falando numa noite úmida. Se nunca fui sozinho, por muito tempo foi por ele.
Então eu entendo a dor do Diogo com o Fidel. E quem não entende, que vá a merda.
Animais não suprem carências nossas com outros humanos. Animais suprem carências nossas com nós mesmos. Ainda mais nestes tempos que estamos tão conectados virtuais, tão próximos e tão distantes do abraço. Sensorial que sou ou somos, nos animais encontramos este carinho a ser dado, tal qual energia acumulada que precisamos dar saída.
Do Fidel uma história. Época de muito serviço num dos escritórios mais alto astrais que já tive na minha vida. Como se todas as almas libertárias em lá trabalhassem ao lado de humanos. Um clima de leve libertinagem a serviço do entretenimento. Neste escritório, Diogo foi num sábado. E levou Fidel. Fidel, que apesar de acusarem de flatulento, sempre penso que ele apenas levava a culpa, Fidel, se aliviou, fez um número 2, popular côcô, no chão do escritório. Diogo, talentoso e distraído, como na sua verdade, na sua essência, limpou prontamento o dejeto do animal. Colocou em um envelope para depois jogar no lixo. Mas, Diogo desligar um computador e uma cafeteira já é um esforço elogiável. Justo, o talento que ele tem desenhando o desprende sem culpa destas obrigações terrenas ou neuróticas. Passou o domingo. Veio a segunda. E o dejeto do Fidel estava num envelope em cima de uma mesa. Na mesa do financeiro. Não se falava outra coisa. Quem fizera aquilo. Uns alegavam que era "macumba". Um outro, mais desesperado, me para e ofegante começa a falar : "Temos um psicopata entre nós.Temos um psicopata entre nós. Eu vejo isto em filmes. Eles começam assim. Depois pode ter morte. É sério." O mais grave é que ele ofegante falava isto e acendia um cigarro como se estivéessemos diante de realmente um caso muito sério. Outro alegara que poderia ter sido alguma mulher, com vergonha pois estava tendo reforma no banheiro feminino que teria feito num balde. Mas a teoria que mais vencia era "feitiçaria" x "psicopata vingativo". A copeira chorava de nervoso. Preocupada mesmo. O escritório inteiro tenso com a psicopatia ou o feitiço. E com quem seria. Parecia uma prova de reality show.
O que ninguém sabia é que Fidel havia estado na agência no sábado e domingo com Diogo. Ele veio até mim e falou que iria contar a história. Me pegou na rua falando isto e rindo como um adolescente do seriado Malhação e ao mesmo tempo sem graça com a proporção que o ocorrido havia tomado. Eu parei, pensei e falei :"Faz isto não. A lenda tá muito mais divertida. Um dia a gente fala a verdade." Na sexta-feira daquela semana revelamos e parou a busca pelo psicopata ou feiticeiro.
Este foi Fidel. Não era um cão, era um Companheiro que eu vi nascer. Na verdade eu pedaço do Diogo que eu conheci desde os tempos de logo pós moleque. E na verdade erámos todos tão jovens.
1.
Sr(a) tem a sensação que os preços na Cidade do Rio de Janeiro estão :
SUBINDO MUITO 52%
SUBINDO DE UMA FORMA NORMAL 29%
ESTÁVEIS 07%
ABAIXANDO DE UMA FORMA NORMAL 03%
ABAIXANDO MUITO 01%
NS/NQO 08%
(somente para quem respondeu “Subindo” na pergunta 1)
Universo 339 pessoas, 81% do total
2.
O Sr(a) acredita que este comportamento de subida de preços seja :
NORMAL,ACONTECE NO MUNDO 11%
EM FUNÇÃO DAS OLÍMPIADAS COPA 58%
EM FUNÇÃO DO BRASIL 16%
NS/NQO 15%
3.
Existe algum item dentre estes que o Sr(a) acredite que tenha subido muito no Rio de Janeiro?
(caso sim, qual a melhor opção onde o Sr(a) percebeu esta alta?)
Aluguel 19%
Imóveis 18%
Tarifas de transporte público 14%
Condomínio 13%
Alimentação fora de Casa 12%
Diversão/Lazer 07%
Cabeleireiro 05%
Estacionamento 04%
Nenhum item 02%
NS/NQO 06%
Fonte:DataRio
Objetivo:
Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção sobre os preços na Cidade do Rio de Janeiro
Local:
Município do Rio de Janeiro
Período do Campo:
16 e 17 de agosto de 2011
Universo:
A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo
420 Entrevistas
Amostra:
Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais
Li que a semi-infantil Katy Perry emplacou 5 músicas no Top List da Bilboard com um mesmo trabalho. Antes só o Michael Jackson havia feito isto.
No Brasil, antes da música pop se tornar um gigante painel classe C. Antes os nichos eram definidos entre o popular e o popularesco. Entre o Giberto Gil e o Amado Batista. Com direito a espaço e público para os dois. Sem nenhum preconceito. Curiosamente hoje que temos mais segmentação, pasteurizou.
É um tal de Ivete Sangalo, Luan Santana e uma penca de sertanejos-fakes e realmente goianos, aquele tipo de som, que era restrito aos programas de auditório do SBT, sem saudosismo ou crítica, mera constatação, hoje ganha horário nobre. Naquele tempo, uma banda de pop Rock conseguiu emplacar praticamente um disco inteiro no Top Ten.
A banda foi o Ultraje a Rigor.
E perdurou seu som nas festinhas infantis. Pois eles, se não foram pioneiros, foram os primeiros a obter o sucesso com a fórmula, de levar humor e escracho ao pop rock.
O mundo mudou. A mulher mudou. E o ser humano nem sempre consegue entender a mudança. E a mudança é o equilíbrio e não necessariamente a ruptura.
Antes o esteio afetivo era da mãe. Por gerações e gerações. Por atavismo. Por instinto. Por costume. Não tem curso para um homem aprender a desempenhar este papel. O homem buscou ser mulher no item mais simples. No metrosexualismo simplório. Se enchendo de cosméticos e outras frescuras que passaram a ter aceitação em nome do consumismo. Dobraram o mercado de frescura quando afrescalharam o homem. Mas não criaram um curso para o homem lidar com o novo mundo. Com o ser pai no século XXI, onde os papéis da mãe e do pai não são clássicos clichets dos anos 50.
Então ser pai decidamente não é fácil. Até já foi. Falam sempre "da nova mulher", "da mulher que trabalha na rua", "da independência da mulher" e ninguém se tocou que numa Sociedade se tem o Novo papel da mulher, demanda o Novo papel do homem. E digo, sem nenhum dúvida, que a mulher vem desempenhando com muito mais brilho o papel da nova mulher que o homem seu novo papel. Alguém tem que avisar que ser pai e amigo, ser "pãe", ou contrário que o uso de cosméticos, não diminui a testosterona. Até aumenta.
Para mim uma entrada na Sephora ainda é como entrar num outro mundo desagradável. Muitas cores, muitos produtos prometendo milagres que não acredito e uma confusão olfativa enlouquecedora. Já com o fato de lidar com o "ser pai com um percentual de mãe", este eu tenho aprendido todos os dias.
A todos os Pais que tentam desempenhar este novo papel. Que buscam estar mais próximos com os filhos, um Feliz Dia dos Pais tão verdadeiro quanto o desafio diário de ser pai no século XXI.
A trilha escolhida, a música que eu considero um hino do "ser pai". Ser pai é isto, "Stand by me".

O que Chile, Primavera árabe e Londres tem em comum?
Jovens.
Que para o certo ou o errado estão mobilizados.
Enquanto no Brasil, os setores mais mobilizáveis se aburguesaram, envelheceram sem amadurecer.
Triste isto.
Pois o Brasil vive um bom momento. E a indagação jovem deveria estar no topo. Ajudando a repensar o Brasil. Ajudando a banir a corrupção. Participando com cidadania, com visão social, visão de País etc e tal.
Não culpem apenas a UNE que foi absorvida pelo poder. Nossos jovens andam sem visão social, sem vontade de ser agente da mudança, arte acomodada, focados em si de forma comercial, sem pegada para contestar, maduros demais. E maduro demais é podre.
Parodiando Nelson Rodrigues as avessas, um conselho:
"Jovens, rejuveneçam."
Com Godard já foi assim na década de 80. Fez um filme ruim. Meia dúzia de idiotas se levantaram (ou seria levantou?) contra. A obra do cineasta, que é mais gênio para ele mesmo que para o cinema, acabou tendo uma luz não erudita sobre a mesma. Ganhou, graças a um filme ruim, uma aura de "maldito". E notoriedade popular.