segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Bicicletas de aluguel


Alguém sabe aonde foram parar as bicicletas do Rio Mobilicidade? Aquelas que eram para alugar?









Foto O Globo

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Forte Copacabana

O Rio surpreende . Diversas vezes surpreendente. E confesso que até mesmo em um local onde passei boa parte de minha infância, "o forte mais bacana é o de Copacabana" foi capaz de me surpreender. Hoje retornei lá. E apesar de achar estranho ver o local repleto de pessoas (paisanos) e turistas - não mais a privacidade da infância- tudo lindo em meio a pessoas queridas. E ainda rola uma programação musical, neste sábado diversos coros - de amadores, profissionais e militares - que cantavam de Adoriran Barbosa ao nosso genial Braguinha, com passagem obrigatória por Tom Jobim.
Um programa para turistas e cariocas. A comida pode não ser tão gostosa, mas é de uma instituição carioca, a Confeitaria Colombo. Tudo fica uma "Diliça".
No link o site oficial com a programação.
A trilha, Billie Holiday e o som das ondas.
In my childhood I spent several times in the Copacabana Fort, it was just a military place and known them. I found different view the site full of tourists. Local worth a visit for tourists and not tourists. And the restaurant, though not anything very tasty, has the name of an institution of the City, the "Confeitaria Colombo". All in all , Yummy.
And Billie Holiday and waves sounds in BG . Perfect.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Raul Seixas em Viver a Vida

Viver a Vida do Manoel Carlos trouxe um presentão. Além da teledramaturgia de qualidade, uma música inédita de Raul Seixas. Um brinde que tem encerrado os capítulos destes dias. Tecnologia recuperou uma fitinha com a voz de Raul. Mazzolla produziu e o resultado é este.
Versos geniais de Paulo Coelho e de Raulzito Rock Seixas:
"Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?"

Dilma

Até hoje eu pensava que poderiam inventar algo e trazer um Palocci, um Patrus ou um outro alguém. Mas agora é definitivo. E é Dilma. Se Lula é o cara, Dilma é a mulher que vai tentar ser "a cara do cara" em 2010.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval 2010

Ganhou a melhor escola. Ou seja, falhou a lógica. Fazia tempo que a Escola que ganhava, "vencia e não convencia" nem o público, nem a crítica. Apenas os jurados e os critérios LIESA. Desta vez não foi assim e a Escola que trouxe algo diferente ganhou. Parabéns.
E fica a pergunta : Existe alguma razão para não darem a Portela o mesmo status de patrimônio cultural dado a Mangueira? Falo com a isenção de quem torce pela Mocidade Independente de Padre Miguel.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Gerações e o índice Muttley

Eu sempre tive o hábito de ser o mais jovem nas reuniões. Em alguns casos era "o bem mais jovem" da reunião. Agora, não mais, o mais jovem, me pego com gírias idosas que os mais jovens de hoje não conhecem.
Então criei o "índice Mutley" que mostra a idade do ser vivo ao seu lado. Se a pessoa não conhece
"Muttley do somethiiiiiing...." o "Mutltey faça alguma coisaaaaaa!" Cuidado. Ou ela é muito jovem ou você é muito velho.
Quanto ao Muttley continua sendo a única opção de cartoon para tattoo.
Ainda em tempo, Bom Carnaval.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Post Musical de sexta

Um post musical sem música de folião.
Amanhã eu falo alguma coisa de Carnaval.
Hoje apenas isto.
The Good Life.






quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Na teoria é melhor

Coisas que na teoria são melhores. Recebi hoje. Alterei e incluí alguns.

MELHOR NA TEORIA
1 - Restituição do Imposto de Renda
2 - Budismo
3 - Sexo na Jacuzzi
4 - A versão inédita do diretor
5 - Surpresas do chef no menu
6 - Uma prima em Minas Gerais
7 - Revoluções armadas
8 - Futebol de salão
9 - Adultério
10 - A esquerda no poder
11 - O poder
12 - Acampar
13 - Festas com comidas típicas
14 - Halloween
15 - Dirigir um conversível
16 - A Bahia
17 - Queijo extra
18 - A verdade
19 - MBA
20 - Fazer sua própria massa
21 - Vanderlei Luxemburgo
22 - Encontros com velhos amigos do colégio
23 - Praia de Nudismo
24 - Nadar pelado
25 - Salas VIP
26 - Pagar 2 e levar 3
27 - 40 minutos de extras no DVD
28 - Cachorrinhos ensinados
29 - Neve
30 - Festas a fantasia
31 - Festas-surpresa
32 - Festas de casamento
33 - Transar com uma atriz famosa
34- O Facebook
35 - Qualquer coisa à parmeggiana
36 - 50% off
37 - Ver Copa do Mundo ao vivo
38 - A nova e surpreendente comédia romântica com Reese Whiterspoon
39 - Futevôlei
40 - Frozen iogurt
41 - Zonas erógenas alternativas
42 - Show de bandas que você curtiu na adolescência
43 - Comédias de improvisação
44 - A participação da audiência
45 - Ganhar algo artesanal
46 - Conteúdo exclusivo no site
47 - Louras Siliconadas
48 - Fãs do no Orkut
49 - Chocolate Belga
50 - Cachaça Mineira

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Nova Iorque

De Nova Iorque, depois de tantas entradas, muitas boas lembranças e muitos gostos. Mas uma, lembrança e gosto (não necessariamente um gosto bom é bom gosto), demonstra, sem sutileza, o sabor da azia, trazida pela comida ruim. Esqueça Daniel, Cirque ou algo elogiado no Zagat. Meu sabor da azia nova iorquina vem no Sbarro, carregado de pimenta com gosto artificial. A verdadeira azia nova iorquina. Barata, sem categoria e para comer em pé. E lembrei do Murray. Um cachorro especial, que tinha "murreisice" do seriado, ambientado em Nova Iorque, com Helen Hunt e Paul Reiser, Mad About You.
New York, after so many entries, many good memories and several tastes. But one, and I remember in particular demonstrates, the flavor of heartburn, brought the food. Forget Daniel, Cirque or something praised in Zagat. My taste of heartburn from New York comes in Sbarro, loaded with pepper and taste artificial. The Original New Yorker heartburn. Cheap and to go. And I remembered the Murray. A special dog, which had "murraystyle" with Paul Reiser and Helen Hunt -1990's TV SitCom, Mad About You

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Post Musical 2

Dizem que os posts tem razão, ainda que não expressas. Este deve ter alguma. Eu é que não entendi.

Viva. Delícia.





Post Musical de sexta

Esta música é tão típica, que parece uma "releitura" de algo 60's, porém feita hoje em dia. Mas não é. Coqueiro Verde é de Roberto e Erasmo, lá em algum momento depois da Jovem Guarda e antes de Detalhes.
"Eu voumembora,
Vou ler meu Pasquim
Se ela chega e não me vê
Ela sai correndo atrás de mim..."

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Candelária - a Igreja de costas para a cidade

Igreja da Candelária - fundos
A gente passa por ela e nem nota, mas a Candelária fica de costas para a Avenida Presidente Vargas. Sim, ela foi construída de frente para o mar. O que é um espetáculo. Aliás deveria ser. Hoje é apenas uma bela Igreja de costas para a Cidade. Eu vou votar no Prefeito Megalômano que prometer a grande obra "Girar a Igreja". Parece coisa de filme de ficção científica, mas não é. Já teve projeto sobre isto. E quem me contou pela primeira vez, foi um amigo arquiteto e saudoso. Se saísse um projeto megalômano destes,de "rotacionar 180 graus uma super estrutura destas" com certeza dava um programa especial, com exibição garantida nas TVs laricas(Discovery, History Channel e similares)e engenheiros, nerds(redundância?) e turma da larica iriam ficar ligados (ou chapados) vendo o programa.

Beleza do Rio

O Rio de Janeiro tem uma beleza natural. E natural aqui não se aplica a palavra oriunda da natureza, mas de beleza quase que banalizada. A gente esbarra com cartão postal sem se dar conta. Indo e vindo hoje, tirei estas fotos pelo celular de dentro do carro. Ouvi pelo rádio que em São Paulo chovia. Aqui no Rio, 39 graus. E nada de chuva. Ao menos por enquanto.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cinema Argentino no Oscar


Existem coisas que não tem explicação, mas existem as que tem. Exemplos?  Comparação entre Tenis e Cinema. Brasil com Argentina.  Nós fizemos um ídolo no tênis. O Guga Kurten. E não conseguimos formar uma geração de campeões que poderíamos ter feito. Ao contrário dos "hermanos". Cinema, ok, fizemos "Cidade de Deus", mas não conseguimos fazer algo que saia do binômio de violência e pobreza. Não fizemos um bom filme urbano sem violência no meio. Um filme de roteiro. Filme de você dizer "que história bem contada". Parecem que na busca pela estética, nossos filmes acabam virando direção de arte, ou mera reprodução do que se vê na Tv.Quase que um "Zorra Total" gigante.
A Argentina, nos últimos anos nos brindou com filmes deliciosos : Nove Rainhas e O Filho da Noiva . Agora, Campanella, além de ser indicado ao Oscar, coloca mais um excelente filme na rua. Todas as vezes que pensei em ver não foi possível. Agora eu vou poder ver em tela grande o "oscariado" O Segredo dos seus olhos. Ok, não é um filme chato com alguma "sapatão holandesa" como Hollywood adora premiar o "Melhor filme estrangeiro", mas quem sabe? Ainda não vi, mas sei que se ganhar o Oscar, será merecido.

Post Pretenso poético

Fazia tempo que não mordia chocolate com os dentes.
Chocolate amargo. Que se anote.
Se bem me lembro,
em Praga a vez da última vez.


Camera em Praga. Para entrar no clima.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Casa da Moeda

Um pequeno engarrafamento em frente a antiga Casa da Moeda, hoje Arquivo Nacional, me fez lembrar de uma deliciosa lenda sobre trocas de projetos. O Palacio Governamental de Santiago do Chile, o "La Moneda" havia sido trocado com o Projeto de nossa antiga "Casa da Moeda" num navio que vinha da Europa com os dois projetos. Passei anos de estudo ali, ao lado, na UFRJ - Direito e já conhecia esta lenda. E sabia que era infundada. Já que os dois palácios são de épocas distintas. As lendas podem ser mais deliciosas que a crua verdade. Mas viva a verdade. Não houve troca de projeto.
Agora uma verdade: O Arquivo Nacional está muito, mas muito mais, bem cuidado que nos meus tempos de UFRJ.

sábado, 30 de janeiro de 2010

London Calling


Hoje me deu saudade de Londres. Meio sem motivo. Lembrei de todos os parques. Na frente da escola, o Regent's. Meu preferido, o Saint James. Holland Park, mais por referência cinematográfica e, pela obviedade sem nenhum disfarce, o Hyde Park.

Lembrei bem da vontade de ver os parques, praças e jardins do Rio de Janeiro parecidos. Vontade não. O que tive foi inveja. Confesso. Foi inveja sim.

Das estações de metrô, diversão garantida em cada, "Mind the Gap". E eu, publicitariamente pensando, na mensagem subliminar que recebe de forma gratuita, a marca de roupas semi-proletária. Confesso, sem nenhuma vergonha, ter algumas peças no armário.

A boa recepção nos pubs, logo eu que tão pouco bebo. Dos trajetos e caminhos. A pé. Refiz cada um agora na minha cabeça. Detalhes de um mapa mental. Como gostei daquela cidade. E em Londres, não sei porque eu consigo sentir um pouco de cada cidade grande, que tanto gosto no velho continente. Um pouco de Praga, de Lisboa, de Budapeste.

Apenas saudade, daquela cidade, que para mim é uma província barroca mineira, disfarçada de Cidade Grande.

Trilha? Não poderia ser outra. Da minha banda preferida, daquela que para mim é a maior de todos os tempos, The Clash.

Escrevi algumas pequenas observações sobre Londres em um moleskine, foram publicadas e aqui estão reproduzidas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Post de Sexta

Nina Simone é o "Arcano da Voz". Para sexta, no clima. Final de semana com previsão de sol e calor. Rio de Janeiro, em fevereiro.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jornais Impressos e o seu novo papel

Lula foi internado ontem `as 21 horas. Os jornais impressos ignoraram a internação do Presidente. (Folha, Estado, O Dia, Valor, O Globo) Um acontecimento antes das 22 horas foi meio cedo para ser ignorado pelos jornais, não? Ok, foi apenas uma crise de pressão alta. Mas mesmo assim ele não embarcou para Davos. Alterou a agenda e foi para São Bernardo descansar. E se fosse algo grave? Os jornais teriam sido furados por todos os on lines a talvez até por inocentes blogues e twitteiros. No fim das contas o que fica deste episódio é que os jornais impressos estão perdendo alguma coisa. Cada dia que passa vendem menos notícia e informação e mais influência.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sem palavras

Basta ouvir.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nos dias de hoje


Meu querido amigo, flamenguista e super talentoso. Uma fera da fotografia, que conseguiu passar o talento por genética para os filhos, Hamdan, fez esta. De cabeça raspada, mais atualizada. Depois de postar uma foto de 1998, me senti na obrigação de postar uma atual.

Do fundo do Baú


Encontrei esta foto do meu primeiro livro. Um click da sensacional Marcia Ramalho, uma das maiores portraitists do Brasil. Foto de 1998.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ordem no Choque

Artigo publicado hoje no jornal O Dia.

A expressão "Choque de Ordem" pode não ser a cara do Rio. Mas a necessidade de sua existência, sim.

A Cidade precisa de um ordenamento? Claro. Algumas medidas do tal "Choque de Ordem" são necessárias? Evidente. Algumas são um excesso? Pode ser. O importante foi que, culturalmente, o hábito nocivo do "jeitinho" começa a ser exterminado. E a própria Sociedade pauta e fiscaliza os eventuais excessos cometidos pelo "Choque de Ordem". E cabe um elogio ao Prefeito Eduardo Paes. Sempre que as medidas foram extremadas, burocráticas de um tecnicismo excessivo ou contrariaram a essência carioca. Sempre que a Sociedade repudiou, ele teve a coragem de vir a público. E modificar, em “cariocar” as medidas. Como por exemplo, a venda do côco e do mate em galão. Que foram de proibidas a novamente liberadas de uma forma rápida e indolor.

O "Choque de Ordem", se fosse rebatizado por um nome mais simpático, talvez tivesse uma aceitação ainda maior de toda a sociedade. O Rio, por mais que tenha mudado, ainda tem a sua alma "gauche" e o nome "Choque de Ordem" remete a um estado policialesco que não combina com a tradição da nossa Cidade. Algo como “Rio Legal” poderia ser bem mais interessante para esta segunda fase. Onde vícios e maus hábitos já foram confrontados.

O Grande mérito do Choque de Ordem é na esfera do conceito: combater o "jeitinho" e celebrar o jogo de cintura. Afinal , como já foi dito, "o futuro não é mais como costumava a ser". Seremos palco dos dois maiores eventos esportivos do planeta. Devemos estar preparados. Usando a frase de Guevara,devidamente adaptada,uma dica: "devemos endurecer, mas sem perder o carioquismo jamais". O Rio é uma Cidade única. E assim deve ser tratada.

Guto Graça

São Paulo

O meu carioquismo não me impede de gostar de São Paulo. Ainda acho a Praça Vilaboim um dos locais mais gostosos do Brasil. Bem, com todo carinho a São Paulo, vale lembrar que é uma megalópole que fica apenas 45 minutos de distância da Cidade Maravilhosa. Coisas que Tóquio, Nova Iorque ou Londres não conseguem. Um bom conceito para São Paulo: "A única megalópole próxima da Cidade Maravilhosa"

São Paulo

Eu tinha fumaça nos olhos
e poeira na alma.

Por entre uma cortina,
formada pelo ar,
de qualidade razoável,
eu enxergava
minha linda
mulher feia.

Eu te amo, São Paulo,
minha Tóquio
que fala Português.

Guto Graca© Poesia Incompleta
Ed. Francisco Alves 1988

domingo, 24 de janeiro de 2010

Brasil grande desde sempre

Desde 1500, em parte graças a uma pequena nação, o Brasil é grande. Portugal nos deu uma língua e uma união de território. E nos deu uma das personalidades mais interessantes da história mundial - D.Pedro I. (Em Portugal D.Pedro IV). D.Pedro teria sido um prato cheio para as revistas de fofocas, se a indústria da celebridade existisse na época.
Falta uma boa mini série televisa, um bom filme sobre D.Pedro I. Algo internacional, como D.Pedro merece.
Enfim, não se trata de um post tolamente patriótico, mas de agradecimento a Portugal. Mais que reclamar da expulsão dos holandeses, que expulsos do Recife foram fundam Nova Iorque, muito mais que reclamar, devemos agradecer. Este Brasil vasto, grande e interessante é herança de Portugal. Parodiando Heródoto com o Nilo e o Egito, "O Brasil é uma dádiva de Portugal".

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Copacabana


Copacabana é minha Manhattan torta.


As identidades colocadas no balcão - um ícone de botequim no Rio de Janeiro. Uma espécie de "achados e perdidos" informal.
Documents (ID Cards) set out, placed at checkout , a kind of unofficial "lost and found". Rio de Janeiro "botequim" icon.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Verde que te quero Rio


Existe algo que nós cariocas as vezes não reparamos : o verde do Rio. Na verdade a quantidade de tons de verde.

E me lembrei de Lorca, da liberdade e de uma canção de Victor Manuel.

"Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas."

Carioca e não gringo

Eu já fui abordado por insano na rua alegando que eu era "um X-Men disfarçado".Já dei autógrafo para uma turista brasileira que insistia que eu era "alguém bem famoso que ela não sabia quem era"(ok, eu estava de chapéu Panamá e um terno claro, praticamente ultrapassando a fronteira do estilo e se inserindo na fantasia).E já tive uma namorada famosa e ocasional(a fama e o namoro) que reclamava que as pessoas olhavam mais pra mim que para ela quando a gente saía.(Provavelmente em função de meu "uniforme" camiseta preta+calça jeans+óculos escuros). Mas nada incomoda mais a um carioca que ser abordado por vendedores para turistas. Isto não é de hoje, mas hoje foi realmente o limite.

Hoje numa caminhada por Copacabana, vendedores de kanga vieram falar comigo em inglês. Prostitutas em frente ao Othon -"du iú laike, prince". Escultores de castelos de areia. E até mesmo um vendedor de cerveja que tentou me vender uma Skol em todos os idiomas que ele conhecia. Terminando com um "A Birra tá Freda pode confiare".Provavelmente aprendeu italiano com as novelas do Benedito Ruy Barbosa. A mulher do passeio de barco vindo falar comigo em inglês, alemão e tentando arranhar o russo, ouviu de mim. "Doce, eu vou de barco pras Cagarras desde os 6 anos, caraio". E rimos sonoramente juntos.

Para um carioca. Nascido e criado no Rio. Para um carioca que teve avô dirigente de clube de futebol. Para um carioca que foi dirigente de clube de futebol. Incomoda esta confusão. Para um carioca que roda esta Cidade da Zona Norte a Zona Sul. Para quem teve pai com placa de homenagem em quadra de escola de samba, ser confundido com esta freqüência com não brasileiros, incomoda tanto quanto ter a caixa de e-mails lotados de spams convidando você para uma Micareta, para a liquidação da Toulon ou da Taco, ou então uma promoção de hotel em Iguaba ou Praia Grande. Coisas que ofendem quando a gente recebe.

E no dia do Padroeiro, um agradecimento por ter nascido e por viver aqui.
Eu te amo, meu Rio de Janeiro a Dezembro.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Não vender ingressos em dia de jogos no Maracanã

Eis uma boa idéia. Quem organiza eventos de grande porte sabe do trabalho que isto gera. Controlar acesso e venda de bilheteria. Além do desconforto e tumulto para o público. Mas é importante ter inteligência e sensibilidade. E soluções. Criar locais que estejam abertos e com segurança.
Além de mecanismos para a compra antecipada, é claro.
Quando organizei o Campeonato em 2004 recebia uma chuva de e-mails solicitando ingressos. E de todo o Brasil.

Cada dia que passa caminhamos para uma "primeiro mundização" e a venda antecipada é um fato. Assim como a não presença dos nossos tradicionais repórteres de campo. Que na Europa só encontram os atletas escolhidos na sala de imprensa.

Em resumo, uma "primeiro mundização" por si só, nem sempre é uma boa notícia. É necessário adaptar as medidas as nossas realidades. As nossas reais necessidades.

Fui domingo ao Maracanã ver o Flamengo. E, mesmo sendo um defensor da "não venda de ingressos no estádio no dia do jogo", foi correta a decisão de abrir a bilheteria no dia. A idéia é boa, mas faltou comunicação ao fato.E entenda comunicação como Imprensa e publicidade paga propriamente dita.

Vi mais de 5 mil pessoas sem ingresso querendo comprar, querendo ir ao jogo. Muitos deles turistas. E no fim, entraram.
O resultado? O maior público da rodada no Brasil. Apesar de ser ainda uma "pré temporada" esta abertura dos Regionais, de muitas estrelas não estarem em campo, de ter feito um maravilhoso dia de sol, quase 40 graus, mais de 17 mil pessoas estavam lá.

Em campo não se tem nada para falar do jogo. Apenas o placar: Flamengo 3 a 2 no Duque de Caxias.

Problemas de comunicação

Para celebrar as dificuldades de comunicação, pensei num post que traduzisse isto. E me lembrei da Velha Surda da Praça da Alegria/Praça é Nossa. O escracho do humor popular. Aqui indo além do tradicional "bordão". Roni Rios com uma personagem caricata, sempre igual e ainda assim engraçada.
Aqui como uma forma de ilustrar a dificuldade de comunicação entre as pessoas.