
Alguém sabe aonde foram parar as bicicletas do Rio Mobilicidade? Aquelas que eram para alugar?
Foto O Globo
Rio de Janeiro • Carioquismos • Comportamento • Música • Política • Futebol
O Rio surpreende . Diversas vezes surpreendente. E confesso que até mesmo em um local onde passei boa parte de minha infância, "o forte mais bacana é o de Copacabana" foi capaz de me surpreender. Hoje retornei lá. E apesar de achar estranho ver o local repleto de pessoas (paisanos) e turistas - não mais a privacidade da infância- tudo lindo em meio a pessoas queridas. E ainda rola uma programação musical, neste sábado diversos coros - de amadores, profissionais e militares - que cantavam de Adoriran Barbosa ao nosso genial Braguinha, com passagem obrigatória por Tom Jobim.
De Nova Iorque, depois de tantas entradas, muitas boas lembranças e muitos gostos. Mas uma, lembrança e gosto (não necessariamente um gosto bom é bom gosto), demonstra, sem sutileza, o sabor da azia, trazida pela comida ruim. Esqueça Daniel, Cirque ou algo elogiado no Zagat. Meu sabor da azia nova iorquina vem no Sbarro, carregado de pimenta com gosto artificial. A verdadeira azia nova iorquina. Barata, sem categoria e para comer em pé. E lembrei do Murray. Um cachorro especial, que tinha "murreisice" do seriado, ambientado em Nova Iorque, com Helen Hunt e Paul Reiser, Mad About You.
Um pequeno engarrafamento em frente a antiga Casa da Moeda, hoje Arquivo Nacional, me fez lembrar de uma deliciosa lenda sobre trocas de projetos. O Palacio Governamental de Santiago do Chile, o "La Moneda" havia sido trocado com o Projeto de nossa antiga "Casa da Moeda" num navio que vinha da Europa com os dois projetos. Passei anos de estudo ali, ao lado, na UFRJ - Direito e já conhecia esta lenda. E sabia que era infundada. Já que os dois palácios são de épocas distintas. As lendas podem ser mais deliciosas que a crua verdade. Mas viva a verdade. Não houve troca de projeto.

"Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas."