O derby "Roma e Lazio", deu Roma. Clima quente num jogo de meio de tabela do Campeonato Italiano. Mas é o choque das torcidas de uma mesma Cidade. No Brasil, Cidades como Rio e São Paulo tem ao menos quatro paixões dividindo o coração da Cidade. Cada torcida um perfil que merece um carinho de um estudo de sociologia.
Hoje tem a final de um turno entre Botafogo e Flamengo. E, para mim, este é o grande confronto da Cidade. Flamengo e Botafogo são os verdadeiros antagonistas um do outro e eu já explico.
Sei que os Flamenguistas acreditam que seu grande Rival é o Vasco. O chamado "Clássico dos Milhões", as duas maiores torcidas da Cidade. E sempre aquele clima pesado no estádio. De um lado o time que é popular em todas as camadas sociais. Da favela a Vieira Souto. Do outro o verdadeiro time popular, do povo, dos mais pobres, da periferia. O time dos imigrantes, dos excluídos. Sim o Vasco é o time do povo na sua expressão povo. O Flamengo pode traduzir o Brasil e seus contrastes.
Tricolores, queriam ser eles o grande opositor do Flamengo. Afinal tudo no mundo se resume no FLA-FLU. Tricolores tem fidalguia e aristocracia. O Flamengo saiu da costela do Flu. E o mais engraçado, como um filho proscrito Flamengo não tem o ódio do traído que o Flu destila por ele. É o grande clássico. Quando o Maracanã fica inexplicavelmente maravilhoso. Mas o grande clássico, não a grande rivalidade.
Mas e o Botafogo? Ah, este é o verdadeiro arquival do Flamengo.
Se fosse um filme, seriam antagonista um do outro. Um tem a leveza e o descompromisso. O outro, tal qual um Salieri do filme do Mozart, a tensão do comprometimento.
O mais engraçado é que o maior ídolo do Flamengo é a cara do Botafogo. Gênio. Esforçado.Lourinho. Sim, Zico com a camisa do Botafogo lhe cairia bem. E o maior ídolo do Botafogo. Talvez o maior jogador de todos os tempos do futebol Mundial, Garrincha. Aquele gênio da camisa 7. O gênio da improvisação. Garrincha, apesar de um dia, quando quase aposentado tenha vestido a camisa do Flamengo, ele se no momento áureo tivesse vestido a camisa do Flamengo, seria natural.
Botafoguenses são intensos, sabem a escalação do time que perdeu a final da Taça Rio em 1982 para o América. Já Flamenguistas nem sabem o nome de mais que 3 ou 4 jogadores daquele Flamengo Campeão Mundial.
Pois bem, este é o jogo de hoje. Com licença que o estádio me chama.
Que vença o melhor.
Eu só quero ver Gol.
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domingo, 18 de abril de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Não vender ingressos em dia de jogos no Maracanã
Eis uma boa idéia. Quem organiza eventos de grande porte sabe do trabalho que isto gera. Controlar acesso e venda de bilheteria. Além do desconforto e tumulto para o público. Mas é importante ter inteligência e sensibilidade. E soluções. Criar locais que estejam abertos e com segurança.
Além de mecanismos para a compra antecipada, é claro.
Quando organizei o Campeonato em 2004 recebia uma chuva de e-mails solicitando ingressos. E de todo o Brasil.
Cada dia que passa caminhamos para uma "primeiro mundização" e a venda antecipada é um fato. Assim como a não presença dos nossos tradicionais repórteres de campo. Que na Europa só encontram os atletas escolhidos na sala de imprensa.
Em resumo, uma "primeiro mundização" por si só, nem sempre é uma boa notícia. É necessário adaptar as medidas as nossas realidades. As nossas reais necessidades.
Fui domingo ao Maracanã ver o Flamengo. E, mesmo sendo um defensor da "não venda de ingressos no estádio no dia do jogo", foi correta a decisão de abrir a bilheteria no dia. A idéia é boa, mas faltou comunicação ao fato.E entenda comunicação como Imprensa e publicidade paga propriamente dita.
Vi mais de 5 mil pessoas sem ingresso querendo comprar, querendo ir ao jogo. Muitos deles turistas. E no fim, entraram.
O resultado? O maior público da rodada no Brasil. Apesar de ser ainda uma "pré temporada" esta abertura dos Regionais, de muitas estrelas não estarem em campo, de ter feito um maravilhoso dia de sol, quase 40 graus, mais de 17 mil pessoas estavam lá.
Em campo não se tem nada para falar do jogo. Apenas o placar: Flamengo 3 a 2 no Duque de Caxias.
Além de mecanismos para a compra antecipada, é claro.
Quando organizei o Campeonato em 2004 recebia uma chuva de e-mails solicitando ingressos. E de todo o Brasil.
Cada dia que passa caminhamos para uma "primeiro mundização" e a venda antecipada é um fato. Assim como a não presença dos nossos tradicionais repórteres de campo. Que na Europa só encontram os atletas escolhidos na sala de imprensa.
Em resumo, uma "primeiro mundização" por si só, nem sempre é uma boa notícia. É necessário adaptar as medidas as nossas realidades. As nossas reais necessidades.
Fui domingo ao Maracanã ver o Flamengo. E, mesmo sendo um defensor da "não venda de ingressos no estádio no dia do jogo", foi correta a decisão de abrir a bilheteria no dia. A idéia é boa, mas faltou comunicação ao fato.E entenda comunicação como Imprensa e publicidade paga propriamente dita.
Vi mais de 5 mil pessoas sem ingresso querendo comprar, querendo ir ao jogo. Muitos deles turistas. E no fim, entraram.
O resultado? O maior público da rodada no Brasil. Apesar de ser ainda uma "pré temporada" esta abertura dos Regionais, de muitas estrelas não estarem em campo, de ter feito um maravilhoso dia de sol, quase 40 graus, mais de 17 mil pessoas estavam lá.
Em campo não se tem nada para falar do jogo. Apenas o placar: Flamengo 3 a 2 no Duque de Caxias.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Poesia Carioca -

No meu livro Poesia Carioca ®Francisco Alves Editora 2000, tem uma "versiprosa" sobre o Rio dos anos 80. Vendo o Flamengo vencer, pareceu que a Cidade acordou com uma ressaca feliz. Como sou um torcedor pelos times do Rio - que me desculpem as rivalidades regionais, mas não consigo torcer contra o Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo.Quem sabe semana que vem a gente não veja o Flamengo campeão e todos os times do Rio na Primeira Divisão?
A última megalópole feliz do mundo
Conversa
com o jornaleiro,
uma brisa morena no ar,
mau humor do português
do botequim
e a cidade insuportavelmente
feliz com a vitória
do Flamengo.
É assim que eu me lembro do Rio da minha infância.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Flamengo e Botafogo

Claro que já vi jogos antológicos entre estas duas equipes. O Seis a Zero do Flamengo no Botafogo em 1981 - Com a torcida cantando "Camareira, Camarada" em menção a camareira "Flátima" que fez os jogadores do Botafogo entrarem de pernas bambas e outros barrados pela festinha. É , tô véio.
Vi também o grito de Campeão, que estava entalado na garganta dos botafoguenses por 21 anos em 87 com aquele golaço do Maurício entrando com bola ,"Leozinho" e tudo.
E o de 1992. Quando o time do Botafogo sobrava na competição. Era uma final de brasileiro. E em 15 minutos o Flamengo passeava com um 3 a 0 e o time do Botafogo se entregou cedo demais.
Este ano um time merece ganhar pelo esforço da diretoria em fazer a coisa certa. Contrataram até onde era possível. Fizeram o esforço para pagar em dia. E um presidente sério e pé no chão, o do Botafogo.
O outro merece pelos jogadores que sem salário vem jogando. No Flamengo a diretoria perdeu o patrocínio. Negociou com empresa de material esportivo e engoliu outra. Atrasou os salários dos jogadores e funcionários por 3 meses. Fez tudo errado.
Duas histórias.
A vitória do Botafogo irá premiar uma diretoria que buscou seriedade. A do Flamengo premiará o esforço dos jogadores.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Bola rolando
O Campeonato Estadual, os Regionais, algo que algumas pessoas do marketing esportivo tentam combater a existência, o que pessoalmente mostra uma falta de conhecimento na tradição, na história, nas rivalidades locais e sobretudo nas possibilidades. Iniciam por volta do dia 20 em todos os Estados do Brasil.
A minha sugestão é bem simples, talvez óbvia:
O Brasil tem dimensões continentais, praticamente do tamanho da Europa, então ao invés de simplesmente copiar o Campeonato de Pontos corridos, como os campeonatos nacionais dos países europeus, façamos algo diferente, torcer o familiar, porém com total sentido.
Transformar o Campeonato Brasileiro numa espécie de "Champions League" da Europa. E nos Estados, os Regionais, se comportariam como verdadeiros campeonatos nacionais.
Consideraríamos cada Estado como um País.
Cada Estadual uma espécie de Campeonato Nacional.
Os custos de deslocamentos barateados, com logística e mantendo diversas equipes em atividades, fomentando as rivalidades locais e gerando renda para clubes.
E o Brasil, como um continente, teria no Campeonato Brasileiro, um espelho do Campeonato Europeu de Clubes. Uma UEFA.
Teríamos as equipes ocupadas o ano inteiro.
Emprego para mais atletas.
Possibilidades de prestigiar arranjos locais.
Fomento de ídolos regionais.
Parece meio um delírio, um sonho, mas que é factível, é.
Bem, agora a palavra do torcedor,
um pouquinho do meu querido Banguzão, de volta ao Campeonato Carioca.
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Campeonato Carioca e o Botafogo
A verdade é uma: pouco importa, mas se o Botafogo não é campeão, ele foi prejudicado pela arbitragem. Sempre foi assim.
Por mais que se tenha simpatia pelo alvi negro, ele está se especializando em "ser Vice". O Vasco que se cuide, se não vira Vice nesta.
Por mais que se tenha simpatia pelo alvi negro, ele está se especializando em "ser Vice". O Vasco que se cuide, se não vira Vice nesta.
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