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terça-feira, 8 de abril de 2008

César Maia vitorioso em 2008


Claro que em uma eleição pulverizada como esta, quem chegar a dois dígitos tem chances reais. Mas o título deste post não significa ter certeza da eleição de Solange Amaral. César ganha da seguinte forma:

-Se ganhar com Solange, ganha de forma mais simples e sem comentários extras. Sai fortalecido como dono do Feudo carioca.

-Se perder, ele ganha ainda mais.

César ganha por cair no colo dele algo que o carioca adora: Ser "gauche". E um "gauche" que teve experiência admnistrativa. César passa a ser oposição em todas as esferas. Baterá em Lula, no novo Alcaide e em Cabral. E César Maia sabe bater com inteligência.

A derrota na eleição de 2008 turbina sua candidatura para qualquer cargo majoritário em 2010. Deixa para ele ser o “anti-tudo”.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Politicagem na hora não apropriada 2


O debate da legalização do aborto deve ser um debate científico. Quando Cabral se prende apenas ao “Freakonomics” para defender o aborto parece o César Maia do passado se prendendo no “Fim da História” do Fukuyama para justificar tudo. Já César, defendendo a não legalização, com juízos pouco inteligentes ou científicos, se contradiz.

Enquanto isto, o direito da mulher. A segurança de sua vida, ninguém falou nada. E o aborto continua existindo. Não o direito a fazê-lo de forma segura ou digna,pela mulher pobre, mas em clínicas que colocam sua vida em risco.


Agora a frase, acho que do Millor, que "A pena de morte é uma espécie de legalização do aborto retroativo" faz total sentido no debate dos dois.

Politicagem na hora não apropriada 1

Existe uma diferença entre política e politicagem. O jogo de empurra na questão do Rebouças é um caso clássico de politicagem. Nem todos os fatos devem ter uma abordagem eleitoral.

A vereadora Andréa G. Vieira, eternamente buscando um espaço na mídia, apresentou a queda do investimento em contenções de encostas por parte da Prefeitura como grande culpada. Ora, quando se urbaniza, estes valores tendem a cair mesmo. É natural, vereadora.

O “cano da discórdia”, parece inocente. Porém quando o Secretário Eider Dantas o exibe como uma evidência do CSI, fica um discurso oficial. Para a Prefeitura, um cano de 2 polegadas da CEDAE derrubou toneladas de terra.

Se tem parcela de culpa da CEDAE, que se apure. Mas, que encostas devem ser monitoradas pela Prefeitura, é um fato. Foi uma fatalidade, mas na conta , independente do poder do cano, na conta mesmo da Prefeitura, que é a responsável pelo monitoramento da área.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Prefeitura do Rio - Precipitados

A maior parte do que leio sobre a eleição do futuro ocupante da Cadeira do César Maia, eu fico na dúvida entre a infantilidade e a má intenção de quem escreve.

É cedo, muito cedo para afirmar com o tom de Oráculo que a gente lê nos jornais e blogs sobre o futuro. Tudo em aberto. Muitas possibilidades. E possibilidades vão além de nomes sugeridos.

Mas uma coisa é certa:

Não desprezem o poder de mobilização do ex Governador Garotinho. Mesmo na Cidade que o rejeita.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Prefeitura do Rio - Culpa do ar seco 2

Sérgio Cabral:

“Se for preciso eu deixo o Governo do Estado e concorro a Prefeitura”

Bem, por mais que o Governador queira apoiar e defender o Presidente Lula, deve lembrar ao mesmo que:

-Ele é Governador do Rio de Janeiro.

-A aliança Garotinho(PMDB) e César Maia (DEM) em muito pouco atrapalha o Lula.

-Bravata do Garotinho e César sendo respondida com bravata? Que coisa ginasiana. O correto seria desconsiderar este tipo de aliança. Lembrando da alma oposicionista e gauche do eleitor da Cidade do Rio de Janeiro.

-E, Governador, entendemos o carinho ao Presidente Lula, mas o senhor assinou a ficha de filiação ao PT? Se mete nisto não...

Prefeitura do Rio - Culpa do ar seco 1

Garotinho + César = 2+2 = 3

A soma que subtrai.

O voto tem um caminho natural. Fico admirado que um político antenado como César Maia tenha esquecido este ponto. Mas conhecendo César, pode ser um factóide. Pode ter algo além que a simples eleição municipal.

Os votos que César tem , em especial junto aos filhos da UDN, quando se aproxima de um candidato no estilo Garotinho, vão para outro lugar.

Em política não basta você pegar um candidato com 1,5 milhão de votos e somar com outro de 1,5 milhão e achar que você tem 3 milhões de voto. Política não é matemática. A migração do voto respeita características muito particulares que se verifica em estudos e com inteligência.

Boa parte dos votos de César são exatamente por fazer oposição ao que Garotinho representa.