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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Eu não vou torcer contra a Rio2016

Ok.
O evento era inadequado para a Cidade.
O evento propiciou um sem número de gastos públicos inúteis.
O evento gerou chance para corrupção nas obras.
O evento tem maltratado populações que foram removidas com truculência.
O evento não resolveu problemas estruturais que usamos como motivos da candidatura.(Poluicão Guanabara, exemplo).
O evento perdeu a população favorável. De 85% favoráveis/"emplgados", temos hoje menos de 30% no "mesmo clima".

Agora não é culpa da Rio2016 se estamos sem hospitais. Se estamos "quebrados". O nome disto não é Olímpiada. O nome disto é incompetência e/ou má gestão.

E o legado de imagem que esperávamos, bem este legado está chegando antecipado e de FORMA NEGATIVA. A exposição do Rio hoje está 65% NEGATIVA na imprensa internacional.
Nossas mazelas são colocadas nas primeiras páginas. E o que acontece na nossa esquina, sai no New York Times ou no Guardian e não mais na nossa imprensa local.

Então o que nos resta?
Primeiro o esmero em fazer o que podemos fazer. E sabemos fazer. Receber bem. E isto, com todo mau humor que ronda o carioca. Após a Pira Olímpica acesa, pode ser que a população siga o hábito carioca de bem receber. E cada visitante ou atleta merece conhecer o nosso lado bom.
Sobre imagem, bem, após estes Jogos Olímpicos, o nome Rio, presente em toda imprensa mundial. Independente do resultado, fica claro que precisaremos realizar um trabalho de reversão de imagem negativa causada por estes momentos anteriores aos jogos, onde todos os dias alguma matéria negativa sobre a Rio2016 sai nos jornais do Planeta. Seja pela Zika. Seja pelas desistências em função do Zika Virus. Seja pelas pessoas removidas de suas casas sem pagamento. Seja por obras super faturadas. Seja pela violência com atletas. E agora o assassinato da onça. Mas o Rio é maior que isto.
E vai superar.

O tal período  "Anos de Ouro" que se esperava até 2020 será substituído por "Anos de Trabalho". Muito trabalho. Dever de casa de corrigir o que o Mundo viu e riu.  Mazelas  inaceitáveis no Mundo Ocidental e que a gente achou normal conviver. (Corrupção, Descaso e Violência) E num trabalho internacional, mostrar que aqui é um local maravilhoso. Como era antes da realização dos Jogos Olímpicos. 

Se seremos Barcelona ou Montreal agora está em nossas mãos. E não nas mãos de quem nos levou até esta situação. Quem pode resolver isto não está no poder. Está com o título de eleitor nas mãos. Eles, provavelmente, não sabem tirar a gente de onde colocaram. 


PS:
Barcelona é considerado exemplo de Cidade que usou os Jogos. E Montreal "faliu"quando realizou os Jogos. Gerou taxa/imposto extra por mais de 20 anos para pagar a conta.

Eu não vou torcer contra a Rio2016

Ok.
O evento era inadequado para a Cidade.
O evento propiciou um sem número de gastos públicos inúteis.
O evento gerou chance para corrupção nas obras.
O evento tem maltratado populações que foram removidas com truculência.
O evento não resolveu problemas estruturais que usamos como motivos da candidatura.(Poluicão Guanabara, exemplo).
O evento perdeu a população favorável. De 85% favoráveis/"emplgados", temos hoje menos de 30% no "mesmo clima".

Agora não é culpa da Rio2016 se estamos sem hospitais. Se estamos "quebrados". O nome disto não é Olimpíada. O nome disto é incompetência e/ou má gestão.

E o legado de imagem que esperávamos? Bem, este legado está chegando antecipado. E de FORMA NEGATIVA. A exposição do Rio hoje está 65% NEGATIVA na imprensa internacional.
Nossas mazelas são colocadas nas primeiras páginas. E o que acontece na nossa esquina, sai no New York Times ou no Guardian e não mais na nossa imprensa local.

Então o que nos resta?
Primeiro o esmero em fazer o que podemos fazer. E sabemos fazer. Receber bem. E isto, com todo mau humor que ronda o carioca,  após a Pira Olímpica acesa, pode mudar.  Quem sabe a população siga o hábito carioca de bem receber. E cada visitante ou atleta merece conhecer o nosso lado bom.
Sobre imagem, bem, após estes Jogos Olímpicos, o nome Rio, presente em toda imprensa mundial. Independente do resultado, fica claro que precisaremos realizar um trabalho de reversão de imagem negativa causada por estes momentos anteriores aos jogos, onde todos os dias alguma matéria negativa sobre a Rio2016 sai nos jornais do Planeta. Seja pela Zika. Seja pelas desistências em função do Zika Virus. Seja pelas pessoas removidas de suas casas sem pagamento. Seja por obras super faturadas. Seja pela violência com atletas. E agora o assassinato da onça. Mas o Rio é maior que isto.
E vai superar.

O tal período  "Anos de Ouro" que se esperava até 2020 será substituído por "Anos de Trabalho". Muito trabalho. Dever de casa de corrigir o que o Mundo viu e riu.  Mazelas  inaceitáveis no Mundo Ocidental e que a gente achou normal conviver. (Corrupção, Descaso e Violência) E num trabalho internacional, mostrar que aqui é um local maravilhoso. Como era antes da realização dos Jogos Olímpicos. 

Se seremos Barcelona ou Montreal agora está em nossas mãos. E não nas mãos de quem nos levou até esta situação. Quem pode resolver isto não está no poder. Está com o título de eleitor nas mãos. Eles, provavelmente, não sabem tirar a gente de onde colocaram. 


PS:
Barcelona é considerado exemplo de Cidade que usou os Jogos. E Montreal "faliu"quando realizou os Jogos. Gerou taxa/imposto extra por mais de 20 anos para pagar a conta.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rio- Brasília

Recente pesquisa que pude acompanhar, mostra a carência de "Nomes Nacionais" no cenário político.


Oportuno e veloz, o Governador Cabral pode já ter feito leitura similar.


A bela campanha publicitária que o Governo do Estado colocou na rua, "RJ A Marca Registrada do Brasil", além de celebrar o bom momento que o Rio vive e exaltar nossa auto-estima, ela dá o primeiro passo rumo a eleição presidencial de 2014. Pode parecer longe. Mas não é.


Cabral já entendeu que quanto mais "Rio" , mais ele se credencia para ser um provável candidato a sucessão de Dilma. E um Estado que se apresenta como uma "Ilha de Excelência" com final de Copa, Jogos Olímpicos, diversas obras, queda dos índices de violência e aumento de investimentos é mais que um Estado. É uma plataforma política ilustrada.


O leque de opções de Cabral é amplo. Pode ser candidato a Vice. Pode ser candidato ao cargo máximo, tudo dependendo de como será negociado com Calejados Caciques do PMDB nacional. Coisa que não é fácil. Ou quem sabe, se a popularidade e o nome nacional confirmados, embarcar num PSD e com a boa imagem do Rio ser catapultado ao Palácio do Planalto.


A verdade que está campanha publicitária é mais que boa, ela é ótima, pois fala de uma verdade. O Rio é a marca registrada do Brasil por uma razão simples, o Rio resume o Brasil. E finalmente um político soube ler isto, sem provincianismo ou bairrismo. Mas como exaltação da brasilidade através do carioquismo explícito.


E não achem que esta crise dos Bombeiros revela apenas uma necessidade da Corporação. Reinvidicações justas, que estão encontrando respaldo na população e que com sabedoria e coerência serão resolvidas. Mas esta crise envolve sim a grita de grupos políticos que estão sendo oportunistas. Longe de pensarem numa solução necessária para os Bombeiros, estão querendo é atear fogo no Estado.



domingo, 26 de outubro de 2008

Eleições no Rio - Em busca do carioquismo perdido


Escrevo sem saber se deu Paes ou Gabeira.
Mas vale uma pequena reflexão do que fica desta eleição carioca.

Arranhão na imagem de Paes
Independente do resultado, Paes, que havia se preparado para ser um "cara moderno", sai desta eleição, arranhado. Se tornou um politicão das antigas. As práticas usadas na campanha não condizem com a imagem que o jovem e bom deputado sempre pareceu defender. Se comportou de uma forma excessivamente pragmática e, em alguns casos, pouco elogiosa. Como no estilo "sucesso a qualquer preço". Claro que caso a vitória venha, ele escreve sua história a partir da conquista e boa parte esquece.

Participação Popular
Pouco importa se Gabeira ganhou ou perdeu. Uma coisa que a gente não viu na década passada. "Participação Popular". A campanha de Gabeira, mesmo tosca e com poucos recursos, em função da história de vida do mesmo, foi capaz de agregar. Por mais que fosse um tucano verde, por mais que tenha atingido a direita encabulada e despolitizada, recuperou o "carioquismo" que andou em baixa nos anos "Rosinha-Garotinho".

Cabral e o futuro na Cidade
O mesmo "carioquismo" recuperado pela campanha de Gabeira, cria uma sinuca de bico para Sergio Cabral. Ele e seu candidato a Prefeitura, por encararem no segundo turno um Gabeira e não um Crivella. Se com Crivella eles teriam sua imagem de "cariocas e modernos" reforçadas, o enfrentamento a Gabeira,  acabou por possibilitar a transformação  do Governador na nova imagem e semelhança do casal Garotinho, que tinha uma rejeição absurda no circuito da "inteligentzia carioca". Cabral agora terá que fazer algo mais que caminhar na Orla "EM BUSCA DO CARIOQUISMO PERDIDO".

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Deu no La Vanguardia, de Barcelona


"La policía de Río de Janeiro ha matado a 819 personas en siete meses"
Los agentes cariocas provocaron una media de 3,84 muertes por día en enfrentamientos con supuestos delincuentes

E aí não contam as "balas perdidas" e os agentes de polícia mortos.


http://www.lavanguardia.es/lv24h/20081014/53559303948.html

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Bicicletas do Cabral


O Governador Sérgio Cabral deve ter tido na infância o sonho de ser comissário de bordo da Varig. Como gosta de viajar. Não contei o número de viagens, deixo para que algum coleguinha da imprensa faça uma matéria, mas acredito que dê a média de uma viagem por mês.

Sem questionar a eficácia e eficiência de tais viagens, se as mesmas trazem algo para o Rio, ou se caracterizam num "fun tour", na sua recente passagem por Paris, o Governador deu uma de Collor e pedalou bicicletas . Disse que a idéia é ótima e vai trazer para o Rio.

Só para lembrar que as bicicletas em Paris não são unanimidade. Quem tem que dirigir por Paris, espragueja os ciclistas que ajudam a tornar mais lento o complicado trânsito das ruas parisienses.

Aqui no Rio, com nosso Verão constante, é duro de ver pessoas se deslocando para o trabalho com pedaladas, chegando molhadas de suor. (Ok, o Governador pode pensar em fazer vestiários para as pessoas tomarem banho e trocarem de roupa.) Mas o fato que explica bem é a matéria do jornal de Barcelona, "La Vanguardia" publicada hoje, veja o link

http://www.lavanguardia.es/lv24h2007/20080626/53488039627.html


O fato é que a matéria é clara: "Bicicletas - Transporte Público ou negócio?"

A matéria está em espanhol, vale ler, algumas cartas em catalão, mas por lá também se vê, que como no Rio, impor bicicletas como meio de transporte é sem propósito. Uma tentativa de ser moderninho e não respeitar características da cidade.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Politicagem na hora não apropriada 2


O debate da legalização do aborto deve ser um debate científico. Quando Cabral se prende apenas ao “Freakonomics” para defender o aborto parece o César Maia do passado se prendendo no “Fim da História” do Fukuyama para justificar tudo. Já César, defendendo a não legalização, com juízos pouco inteligentes ou científicos, se contradiz.

Enquanto isto, o direito da mulher. A segurança de sua vida, ninguém falou nada. E o aborto continua existindo. Não o direito a fazê-lo de forma segura ou digna,pela mulher pobre, mas em clínicas que colocam sua vida em risco.


Agora a frase, acho que do Millor, que "A pena de morte é uma espécie de legalização do aborto retroativo" faz total sentido no debate dos dois.

Politicagem na hora não apropriada 1

Existe uma diferença entre política e politicagem. O jogo de empurra na questão do Rebouças é um caso clássico de politicagem. Nem todos os fatos devem ter uma abordagem eleitoral.

A vereadora Andréa G. Vieira, eternamente buscando um espaço na mídia, apresentou a queda do investimento em contenções de encostas por parte da Prefeitura como grande culpada. Ora, quando se urbaniza, estes valores tendem a cair mesmo. É natural, vereadora.

O “cano da discórdia”, parece inocente. Porém quando o Secretário Eider Dantas o exibe como uma evidência do CSI, fica um discurso oficial. Para a Prefeitura, um cano de 2 polegadas da CEDAE derrubou toneladas de terra.

Se tem parcela de culpa da CEDAE, que se apure. Mas, que encostas devem ser monitoradas pela Prefeitura, é um fato. Foi uma fatalidade, mas na conta , independente do poder do cano, na conta mesmo da Prefeitura, que é a responsável pelo monitoramento da área.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Cabral bota pra vender o Batalhão da PM


O Governador do Rio colocou, aliás tenta colocar a venda, por 220 milhões de reais, o terreno que hoje se encontra o Batalhão da PM no Leblon.

Se for concretizado, além dos problemas de adensamento populacional, que prejudica os moradores e o tráfego gerado por este adensamento, que prejudica toda a Cidade, temos que ficar de olho.

Lendo na entrelinha, a quem interesse esta remoção do Batalhão? (ok, dizem que o mesmo será mantido).E em seguida: para aonde irá este dinheiro? Para o Bairro? Para a PM? Ou vai se volatizar...

Vamos ficar de olho.

E estas coisas devem ser debatidas com população, comando da PM, Associação de Moradores e não de canetada no gabinete. Fica sempre coisa decidida no apagar das luzes. Resta saber se a imprensa, interessada que ali surja novos empreendimentos imobiliários para gerar publicidade paga aos veículos, tomará esta bandeira contra a arbitrariedade ou se silenciará a espera de meia dúzia de anúncios vendendo apartamentos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Prefeitura do Rio - Culpa do ar seco 2

Sérgio Cabral:

“Se for preciso eu deixo o Governo do Estado e concorro a Prefeitura”

Bem, por mais que o Governador queira apoiar e defender o Presidente Lula, deve lembrar ao mesmo que:

-Ele é Governador do Rio de Janeiro.

-A aliança Garotinho(PMDB) e César Maia (DEM) em muito pouco atrapalha o Lula.

-Bravata do Garotinho e César sendo respondida com bravata? Que coisa ginasiana. O correto seria desconsiderar este tipo de aliança. Lembrando da alma oposicionista e gauche do eleitor da Cidade do Rio de Janeiro.

-E, Governador, entendemos o carinho ao Presidente Lula, mas o senhor assinou a ficha de filiação ao PT? Se mete nisto não...