sábado, 4 de junho de 2016

Cassius Clay, eu e meu pai


Envelhecer é  escrever obituários. 
E as lembranças do maior pugilista de todos os tempos me remetem a um diálogo com meu pai no restaurante. Eu tinha seis ou sete anos.

"Você tem coragem de dar um soco no Cassius Clay? " (meu Pai se negava a chama-lo de Ali) Respondi que sim. Algo como : "Daria um soco e correria." Meu pai me explicou,  uma hora eu iria cansar e aí Cassius Marcellus Clay me alcançaria. De uma forma muito simples me ensinou que tão importante quanto fazer algo é estar preparado para as consequências.
E nesta capa Superman Vs Muhammad Ali- algumas celebridades. Entre elas, Pelé. Vale gastar um tempo e procurar quem você reconhece.


Cassius Clay , me and my father

Getting old is writing obituaries . Do you dare to punch in Cassius Clay? ( my father refused to call him Ali) I answered yes. "I punch and run" . My father told me that I would get tired and then Cassius Marcellus Clay reach me . He taught me (by very simple way) that as important as doing something is to be prepared for the consequences of what you decided to do .

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Fim

Votei na Dilma. As duas vezes. Na segunda, mesmo com o prenúncio de um Governo horroroso, ainda assim, ao olhar as opções laterais, confirmei. Sem medo do PT, do Temer e de quem mais fosse, o voto na Dilma.

Agora, ela , em especial neste segundo mandato, foi inepta, inapta, incompetente...Fato.
Se distanciou do público. (E olha que até aquela classe média que vota no Alckmin , teve momento no primeiro mandato de aprová-la. Coisa que Lula jamais conseguiu.)

Se distanciou do Partido o qual nunca pertenceu de fato. E quem conhece um partido com diversas correntes, Dilma conseguiu se afastar das mais fisiológicas, escrotas e abjetas e das mais coerentes dentro do pensamento progressista.

Se distanciou da classe política. Eu sei que para você eles não valem nada. Pode ser. Mas numa democracia representativa, não tem jeito. Ou conversa. Ou não governa.

Sim, Dilma sofreu eventuais ataques claros de misoginia. Não que fosse desculpa para erros, mas apuramos diversas matérias que ela sofreu este tipo de ataque. Assim como Angela Merkel. Mas novamente, para os erros de condução em projetos estruturantes, não se pode usar o preconceito que ela sofreu como desculpa.

Todos os Presidentes do Brasil passam por um TERCEIRO TURNO PARLAMENTAR. Foi assim com Collor. Com FHC. Com Lula. Errado ou certo, nossa legislação permite este "Recall Indireto". Onde o Congresso faz um julgamento POLÍTICO com BASE NA QUESTAO DA ECONOMIA E DO APELO POPULAR(momento). Uma anomalia - a Lei que se aplica por vontade política. Mas é a regra deste jogo bruto.

Fui contra Dilma sair sem um crime de fato. (Ok, entendo toda a questão das "Pedaladas", vejo as mesmas como erro. Sem dúvida. Mas não consigo ver como um crime de colocar um presidente para a rua. Não foi crime, foi "manobra fiscal". Quase uma "contravenção" como um "crime anão". Não precisa que ninguém pegue um texto jurídico e comece o debate. Venho de uma família de 4 advogados em casa. Tudo era debate. Tudo era dialética "chata pra caraio" na tentativa de convencer uns aos outros. Com argumentos ora técnicos, ora sofismas. Não era argumento para afasta-la. Por este motivo puro e simples? Não. Não era motivo. Mas , não foi "golpe". Foi "manobra parlamentar".





Enfim, Dilma caiu por incompetência. Talvez uma incompetência maior em nadar com os tubarões, em SER PRESIDENTE DE FATO, do que os erros na condução econômica.

Lembrei de uma frase que meu pai dizia que era do René Lacoste. "Torça para que o sucesso venha no momento que você está preparado, se não pode ser sua ruína." Uma verdade inconveniente : Dilma nunca esteve preparada para sentar naquela cadeira.

domingo, 20 de março de 2016

Otélo Caçador e o momento atual

Houve um tempo e eu era moleque, havia no O Globo um Colunista. Na parte de Esportes (ainda não era "Caderno de Esportes", Caderno, só em momentos especiais) seu nome era Otélo Caçador. Na sua Coluna-  Penalty - tudo era assumidamente passional. O Flamengo, por exemplo, quase nunca perdia no seu "Placar Moral". Tudo era leve e descarado. Eis o nosso momento atual. Tudo está muito estranho. O equilíbrio parece não mais existir. A maior parte da imprensa e do que lemos de amigos, parece se comportar com a parcialidade do Otélo, porém sem aquela leveza característica. Ler ou conversar com alguém favorável ao Governo Federal, parece que tem a missão de lhe convencer do que não cabe convencimento. Ler ou conversar com alguém da oposição ao atual Governo Federal, vem na mesma outra missão panfletária de tentar lhe convencer do que não faz sentido. E o grave, quando você, concorda apenas em parte (pois poucas vezes os errados -dos dois lados- estiveram tão certos e errados ao mesmo tempo), você simplesmente "virou inimigo". Parece existir a necessidade de uma concordância de porteira fechada. Como se o maniqueísmo como única fonte de saber. Do Certo e do Errado. Como num "Mundo das Idéias". Estranho ver a sociedade que deveria amadurecer, ficar buscando entes externos para resolver seus problemas. Estranho ver que uma sociedade que poderia ter ficado mais justa e tolerante, ficar mais intolerante. Estamos em processo de retrocesso, amigos. Eis a necessidade do cuidado. 
Opinião divergente e diferente é salutar. Imposição não. E maniqueísmo quase sempre é burro. E sempre limitante.  
Fechando com o Otélo - havia o Diploma de Sofredor, quase sempre era zoando as outras torcidas que não a do Flamengo. Era interativo antes da palavra "interatividade" existir como definição na mídia. Você preenchia do seu jornal, recortava e entregava ao seu amigo. O Brasil está perdendo para a ignorância. Estamos perdendo o critério. Como o 7a1 que não termina. 


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

David Bowie

Alguns artistas são onipresentes na sua vida. Tão presentes que você nem nota.
David Bowie, presente e pertinente desde meus 15 anos.
Pensei rápido.
Veio isto.
Momentos.

.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sobre o Verão 2016

Duas perguntas sobre o Verão 2016...DataScript


Pergunta 1

O Senhor usa protetor solar(filtro solar) fora da praia ou piscina durante os dias Verão?

(para ir ao trabalho, sair na rua, não necessariamente ir a praia)


SIM                                         28%

NÃO                                        56%

NS/NQO                                 16%

Pergunta 2

No Verão do Rio de Janeiro sua maior preocupação é....

(escolha apenas uma alternativa- Cartela)

Ter que trabalhar no Verão, colocar roupa, suar como numa sauna                      22%

Com o Aedes -mosquito da dengue- que agora traz  Zyka também                      16%

Com a chegada da conta de luz  -o ar condicionado gasta muito                          12%

Arrastão, assaltos em praia e em locais de aglomeração                                       11%

Se vai faltar água - no Verão é mais complicado falta de água                             11%

Chuva - que quando vem no Verão  vem para arrasar                                           10%

Doenças como :Desidratação/Micose/Conjuntivite                                                 3%

Passar protetor solar- Sol de Verão faz um estrago                                                  2%

Se vai faltar cerveja e bebidas geladas                                                                      2%

Outras                                                                                                                        3%


NS/NQO                                                                                                                    8%




ESPECIFICACOES:

Objetivo:

Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção sobre  O Verão

Local:

Município do Rio de Janeiro

Período do Campo:

19 a 21 de janeiro de 2016

Universo:

A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo

Amostra:

420 entrevistas.
Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais em função das variáveis

significativas a saber:

-Sexo

Dados TSE

-Grupos de Idade

16-17, 18-24, 25-29, 30-39,40-49, 50 e +

-Localização Geográfica : Setores Censitários IBGE

Controle de Qualidade:

Houve filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas. Houve Fiscalização em aproximadamente

20% dos questionários

Apresentação dos Resultados:

Para efeito de tabulação foram considerados as seguintes variáveis:

Total

Sexo(masc e fem)

Grupos de Idade (16-24, 25-34, 35-49 e mais de 50 anos)
DATASCRIPT

sábado, 9 de janeiro de 2016

Canções emprestadas

Dizem que a gente é o que a gente come. E  o que nossos antepassados comeram. Pode ser. Mas a gente também é o que a gente ouve. Estas canções que seguem eu agradeço a cada um de meus irmãos e primos. Obrigado por terem me apresentado. Ou seja, agradeço a vocês ter tido os inputs de uma geração anterior, para mim foi muito bom. A minha memória agradece. Para o Theo, seja nos Fuscas ou na Alfa Romeo, mas sempre no Roadstar... Para o Pedro. Depois tive o prazer de conhecer o mesmo pessoalmente, mas quem me apresentou o mesmo, foi você. Para a Patrícia. Para Isabela. Para Monica. Mas para ela seriam várias. Afinal era a irmã musical e talentosa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Um post musical e pessoal

Um post musical para as minhas filhas.
Para sofia

Para samantha

Para as duas

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tiozão e Tiozinho

Algumas vezes vemos  pesquisas de comportamento, que mais divertem  com o resultado, que causam resultados. Em geral elas vem do Reino Unido. Não sei o motivo.
Mas também temos as nossas.
Estas definições foram extraídas de Grupos de Quali - Rio e São Paulo - com jovens até 21anos.

Eu desconhecia que existe uma clara diferença entre
Tiozão e Tiozinho.
Como este jovem vê a geração mais velha.
Aprendendo com os jovens.

Honestidade

O efeito Terceira Pessoa é bem comum.
Ok, fato que o mesmo anda galopando na sociedade brasileira. Um claro caso de procura de rumo, tal qual uma adolescência onde procuramos "culpar alguém". Sim, sociedade imatura, mas em transformação. O Brasil é o laboratório de diversas as mudanças que vem acontecendo no Século XXI. Parece que aqui tudo vem acontecendo ao mesmo tempo. As dores e as delícias. E o que demorou, em alguns casos, mais de 200 / 300 anos de consolidação, o Brasil vem tentando resolver em menos de 20. Quem sabe?

Sobre honestidade.
Desonestos são os outros.

Sobre o que é desonestidade?
Bem, perguntado, de forma espontânea o que vem a ser desonestidade/corrupção para o homem comum, vemos que diversos atos que são reprovavéis, são reprovavéis mesmo. Fazemos por falta de vergonha. Se conscientizar um pouquinho, é possível abrir mão de algumas características negativas que dificultam o convívio.




O Sr(a) se julga uma pessoa honesta?


SIM                                                         76%
NÃO                                                          9%
NS/NQO                                                  15%
           

  



A frase:
AINDA EXISTEM PESSOAS HONESTAS, MAS SÃO POUCAS                                                      

CONCORDO PLENAMENTE                                                              43%

CONCORDO EM PARTE                                                                     21%

DISCORDO EM PARTE                                                                      15%

DISCORDO TOTALMENTE                                                                10%

NS/NQO                                                                                                 11%


E agora a que eu realmente achei divertida, perguntamos o que poderia ser desonestidade no dia-a-dia, cometida pelo "homem comum"...           

O Sr(a) poderia citar casos corriqueiros de desonestidade que podemos ver no dia-a-dia? (PERGUNTA ABERTA- Citações espontâneas)

FURAR FILA                                                                                                                                21%                                                                                                                                                                                                              
TENTAR SUBORNAR 
PARA NAO SER MULTADO                                18%

TRAFEGAR PELO ACOSTAMENTO 
NO ENGARRAFAMENTO                                      13%

USAR A VAGA DO DEFICIENTE/IDOSO            11%
                                                                                                                       
USAR OS BANCOS DE IDOSO NO METRO        10%                                                                       

FAZER GATO DE LUZ, AGUA OU TV A CABO                                                                          9%

COMPRAR PRODUTOR PIRATA                            3%

PEGAR ATESTADO MEDICO SEM ESTAR DOENTE                                                                     2%

OUTROS                                                                     6%
NS/NQR                                                                      7%                                                                                 



ESPECIFICACOES:

Objetivo:

Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção sobre a HONESTIDADE.

Local:

Município do Rio de Janeiro

Período do Campo:

01 e 02 de setembro  de 2015

Universo:

A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo

Amostra:

424 entrevistas.
Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais em função das variáveis

significativas a saber:

-Sexo

Dados TSE

-Grupos de Idade

16-17, 18-24, 25-29, 30-39,40-49, 50 e +

-Localizacao Geográfica : Setores Censitários IBGE

Controle de Qualidade:

Houve filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas. Houve Fiscalização em aproximdamente

20% dos questionários

Apresentação dos Resultados:

Para efeito de tabulação foram considerados as seguintes variáveis:

Total

Sexo(masc e fem)

Grupos de Idade (16-24, 25-34, 35-49 e mais de 50 anos)

Observação:

As pesquisas/perguntas cujas as somas das personagens não totalizam 100% são decorrentes de arrendondamentos ou
múltiplas respostas.