Jabuti não sobe em poste.
Alguém colocou ele lá.
Rio de Janeiro • Carioquismos • Comportamento • Música • Política • Futebol

Encontrei uma foto-completamente Família Simpson- na Feira da Providência. A família atolada na lama. Sim a Feira era no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. E eu estava lá. Mesmo que no colo. Eu estava lá.
Me senti de outro tempo. Quando coisas importadas eram encontradas apenas no retorno de viagens ou em idas ao Lidador. Ou ainda com a visita do amigo aviador (contrabandista?) que trazia toda sorte de encomendas. De discos, sim ainda LPs, a eletrônicos e bebidas. No caso do meu pai, até cigarros: Kent, L&M e 555.
Aí fiz uma pequena lista de quem viveu nos anos 70/80 no Rio, Zona Sul. Quando o Yakult era vendido por representantes na porta. Tal qual uma Avon.
Só quem é carioca da clara e da gema, e viveu nos anos 70/80, sabe fazer morrinho de areia com o pé. Se lembra do Sorvete Rico. De côco. Da Laranjinha e uvinha, que os pais não queriam que a gente bebesse na praia, mas eram vendidas pelo baleiro na saída da escola. Das balas de tamarindo enroladas e grudadas no papel, do chiclete bazooka e do caramelo Zorro. O mate o Biscoito Globo resistiram ao tempo. E continuam. São mais que produtos. Mais que hábitos. São instituições cariocas.
Quem viveu os anos 70/80 se lembra de figuras que circulavam por Copacabana e Ipanema. Tinha um cara que parecia um aborígene. Andava na praia com seu pequinês. Também tinha a Maria Pára-quedas. Esta ainda circula por Ipanema.
Também tinha o garoto propaganda.Um cara alto, com a publicidade de uma loja chamada “Di Marcelo”com a estampa do Union Jack-a bandeira do Reino Unido. E ele usava um chapéu de viking. AH, meória, passar em frente da Perucas Lady na Barata Ribeiro, e lembrar da Neide Aparecida, a eterna garota propaganda.
Quem viveu os anos 70/80 fez Ibeu em Copacabana. Ou Cultura Inglesa em Ipanema.
Teve um pediatra ou dentista em Botafogo. Copacabana ou Tijuca.
Quem viveu anos 70/80 foi no Tivoli. Se puxar pela memória encontra até alguma foto do Mafuá que tinha na Lagoa. Este pouco lembrado, mas existia lá.
Se lembra dos anúncios do Parque Shangai na Penha. Mesmo sem nunca ter conseguido convencer o pai a leva-lo. Se lembra da publicidade do Mandiopan, Rocambole Pullmann e Piscinas Tone.
Teve móveis coloniais.Horrorosos. Mas teve. Se não teve, algum ambiente com clima indiano na casa existia.
Gravador de fita de rolo era o máximo. A parede de som do Josias era sonho de consumo dos pais.
Se lembra claramente de algumas capas de disco. Dos pais, tios ou irmãos mais velhos. Um da Rita Lee, todo rosa. Do Secos e Molhados com as cabeças na mesa. De algum do Roberto Carlos. Eu me lembro do Johnny Mathis. Nem sei o motivo, mas lembro claramente deste Long Play.
Se lembra que a Barra da Tijuca era distante em quilômetros e perto em minutos. Hoje ficou ao contrário. A Barra ficou perto em quilômetros, mas distante demais em minutos.
E na Barra tinha dunas. E nada de sinais. E era uma viagem e aventura . A Barra era um paraíso. Sem engarrafamentos. Sem emergentes. E sem louras de 40 anos siliconadas.
Não se trata de um surto saudosista. Mas do relato de lembranças particulares, que acredito serem coletivas.

Mio e Mao.
Dois gatinhos de massinha do Globinho super colorido. Anos 80. Bem início.
Eu detestava eles.
E sempre acreditei que tivesse sido meu primeiro contato com o idioma esperanto. Pois os murmuros deles, as vezes ouvia palavras em alemão e italiano ( na época com parco conhecimento) e ouvia palavras em francês e inglês. Ouvia claramente em francês e inglês. Além de suspeitar de palavras em japonês. Enfim, a fala deles era como um daqueles testes para saber o que você vê. No caso o que você ouvia.
Mas ainda assim esta dupla era menos chata que Teletubies.


Este blog não é petista, nem tucano.
Não se esquece dos erros de FHC, nem cerra os olhos para a gestão populista de Lula.
Este blog também não é pro César Maia ou contra César Maia.Apenas presta atenção na cidade que se vive.
Vale lembrar que uma das melhores coisas da multiplicidade de opinião é esta. Ela anda cada dia mais independente. Mais livre.
Os jornais e a grande mídia ainda vão ter a certeza que eles deixaram de vender informação e opinião. Agora eles vendem influência.
Cada vez mais a opinião será múltipla. Mais livre. Mais acessível.
Domingos eram dias de acordar cedo para ver o Campeonato Italiano.
Para ver Maradona com a camisa do Napoli.
De se emocionar com um poeta que escrevia com os pés.
Para ouvir Bella Ciao. Pensar num mundo mais justo.
Maradona não joga mais.
E a palavra “mundo justo” parece que saiu de moda. Foi incorporada por alguma ONG oportunista com um pensamento classe média disfarçado e um bom mocismo eclético, chato e rentável para alguns espertalhões.
Mas Bella Ciao sempre será Bella Ciao. Com Ives Montand. Na versão clássica ou na versão do Jethro Tull italiano, o Modena City Ramblers
MCR.

Lula vai crescendo no eleitorado mais simples graças a uma medida populista-vale lembrar que foi criada por FHC e operada com competência pela companheirada: o Bolsa Família. Populismo sim. Claro. Mas, cá entre nós: Se Lula criasse um Bolsa Família para classe média , você recebendo um cartão com um crédito de 10 mil reais/mês, confesse, você leitor do Mainardi convicto. Morador da zona sul carioca, não votaria por toda uma eternidade no Presidente Lula?
A política vai sendo feita na base do 1 Real sem nenhum projeto estruturante de País que passe pela melhoria educacional do povo. Continua se dando o peixe, ensinar a pescar não. Assim o povo aprende a andar sozinho, e isto populistas nunca querem : um povo politizado e com senso crítico.


Existem alterações no tráfego que não tem como a lógica e o bom senso terem sido cogitados.
Só pode ser para agradar ou algum morador, ou alguma empresa que se interesse em tal traçado burro. Um traçado que prejudique o coletivo em função do particular.
Podemos citar claramente dois trajetos que se foram traçados sem má intenção para agradar alguém, com certeza foi pensado por algum imbecil. Se foi feito com o intuito de atender, ainda sim quem fez foi um imbecil. Um imbecil bem mandado, talvez bem agraciado, mas ainda sim um imbecil.
Caminho idiota número 1
Retorno criado na Barra, próximo ao Shopping Barra Point. O intuito era atender os moradores do Jardim Oceânico, que pouco serviu, mas conseguiu criar engarrafamentos no Itanhangá e na entrada da Barra. Palmas para o gênio. Merece apurar o responsável e garantir que o mesmo nunca mais obtenha um novo mandato. Ou proibir o mesmo de cogitar ou legislar sobre tráfego.
Caminho idiota número 2
Vindo da Barra, para ir a Gávea, o fechamento da rua na saída do Tunel, com o intuito de atender meia dúzia de moradores é um absurdo. Faz com que o deslocamento da Barra para a Gávea seja ampliado em 40 minutos. Isto mesmo, na hora de rush, traçar um caminho que fica 40 minutos mais distante. Eu não entendo como moradores da Barra, que estudem na PUC não se mobilizem para tirar aquela arbitrariedade do fechamento.






Gracyanne Barbosa, a escolhida pela Estação Primeira, é maravilhosa.
Mas... ano passado saiu no Salgueiro.
Este ano vai vibrar com a Mangueira. Nenhum trocadilho.
Acho estranho. Antigamente as pessoas deveriam ter uma identidade com a Escola de Samba.
Mas, independente da Escola que ela for desfilar em 2008 ou 2009, merece “Dez. Nota Dez”
As manchetes comentam que menino morto em Nova Iguaçu não teve dengue. Teve leptospirose. Quase como se na entrelinha estivesse escrito, “ah, bom não foi dengue não”. Uma criança de 8 anos morrer por uma doença ligada a falta de saneamento no século XXI é tão envergonhante quanto morrer por causa de um mosquito.
E o que me surpreende é que ninguém noticie uma mazela envergonhante.
O Brasil é o líder mundial em casos de hanseníase. A popular Lepra. Enquanto no mundo inteiro a lepra caminha para se extinguir, no Brasil ela se alastra. Silenciosamente pois a imprensa não noticia.
Aqui do nosso lado, na Baixada Fluminense, estima-se 1 caso por mil pessoas. O que se configuraria em um dos maiores percentuais da doença no mundo e um quadro de epidemia. Um caso de descaso com a população.



