Existem gols que encantam até quem pouco gosta de futebol. Separei dois dois maiores gols de todos os tempos em Copas do Mundo. Um da Copa de 90. De um conhecido dos brasileiros. Baggio. E por este golaço, no jogo seguinte, o técnico fez birrinha e resolver barrar o craque italiano. Motivo: ele foi "fominha". Quem gosta de jogar bola. E sabe. Pode ser fominha. Futebol é um daqueles esportes coletivos em que o talento individual faz a diferença.
O outro foi de um jogador árabe Al Owairan . Na Copa dos Estados Unidos. Aquela que ganhamos em 1994. Quase que seguindo o estilo do Maradona contra a Inglaterra em 1986. Limpou o time inteiro da Bélgica.
Manoel Carlos e Jayme Monjardim capricharam. A mini série é preciosa. Bem cuidada. Fotografia. Locações. Bom roteiro. Boa direção. Prende atenção diária. Nota 10. Em janeiro parece que a TV Globo apresentou o que deve ter de melhor no ano de 2009. E a possibilidade de um diretor filmar a vida da mãe, ao lado de seus dois filhos, deve ser uma experiência única.
Agora ao ver a história da Maysa sinto que o subtítulo, "Quando fala o coração" além de ser desnecessário, pois bastava "Maysa", é um subtítulo completamente errado. Com Maysa o que menos fala ali é o coração. O mais correto, caso desejassem um subtítulo, seria :
Claro que existem momentos que a gente sente vergonha por ser humano, no sentido de pertencer a mesma espécie que destrói o planeta, mata por dinheiro, pensa de uma forma egoísta e outras atrocidades envergonhantes que nossa espécie comete.
Mas existem momentos que eu me orgulho de pertencer a nossa espécie. Quando vejo a Liv Tyler aos 20 anos, quando vejo a Cate Blanchett atuando. A Eva Mendez basta aparecer e sorrir. Quando ouço Liszt, ou ainda ao escutar a popular Nona Sinfonia de Beethoven, aí eu penso : até que o ser humano não é de todo nocivo. Alguma coisa se salva.
Na foto, Eva Mendez, uma figurinha repetida deste blog, em foto que recebi hoje com uma parte da lingerie aparecendo. Totalmente respeitoso.
O Campeonato Estadual, os Regionais, algo que algumas pessoas do marketing esportivo tentam combater a existência, o que pessoalmente mostra uma falta de conhecimento na tradição, na história, nas rivalidades locais e sobretudo nas possibilidades. Iniciam por volta do dia 20 em todos os Estados do Brasil.
A minha sugestão é bem simples, talvez óbvia:
O Brasil tem dimensões continentais, praticamente do tamanho da Europa, então ao invés de simplesmente copiar o Campeonato de Pontos corridos, como os campeonatos nacionais dos países europeus, façamos algo diferente, torcer o familiar, porém com total sentido.
Transformar o Campeonato Brasileiro numa espécie de "Champions League" da Europa. E nos Estados, os Regionais, se comportariam como verdadeiros campeonatos nacionais.
Consideraríamos cada Estado como um País.
Cada Estadual uma espécie de Campeonato Nacional.
Os custos de deslocamentos barateados, com logística e mantendo diversas equipes em atividades, fomentando as rivalidades locais e gerando renda para clubes.
E o Brasil, como um continente, teria no Campeonato Brasileiro, um espelho do Campeonato Europeu de Clubes. Uma UEFA.
Teríamos as equipes ocupadas o ano inteiro.
Emprego para mais atletas.
Possibilidades de prestigiar arranjos locais.
Fomento de ídolos regionais.
Parece meio um delírio, um sonho, mas que é factível, é.
Bem, agora a palavra do torcedor,
um pouquinho do meu querido Banguzão, de volta ao Campeonato Carioca.
Enquanto a Argentina vem produzindo bons filmes, a gente continua achando que fazer cinema é encher de ator de TV, como se desejasse transformar a tela de cinema numa tela gigante da TV Globo, ou...a exacerbação da violência/pobreza sem conteúdo, mera estética vazia de discurso ou idéia.
Ah, Glauber Rocha, fazes falta sim.
A "Academia" adora premiar um filme pretensamente cabeça sobre a história de uma família de lésbicas holandesas inseridas na globalização,com uma telecinagem estranha, aonde acham que foi linguagem aquelas cores utilizadas pelo diretor. É Hollywood tentando fingir que é alternativa e que valoriza a idéia e o realizador.
Sem ufanismos, o Brasil ainda vai levantar um Oscar.
(A segunda festa mais chata da Tv, só perde para o Grammy.)
Talvez antes de conseguir um prêmio Nobel.
Que a Argentina tem, o Chile tem, Portugal tem...e o Brasil não.
Mas com tanto dinheiro estatal em cinema deveria ser uma meta/obrigação levar este prêmio.
Natal é bom. Mas como a atual configuração das famílias não é mais simples como no passado, ele ficou mais trabalhoso. Se antes era no máximo uma passada extra na casa de outro parente, hoje ele demanda uma certa peregrinação.
Bem recebido por onde passei nesta peregrinação natalina.
Bem alimentado por onde passei ontem, com muito carinho, tenho que ser grato a cada pessoa que ontem eu estive na casa. Tudo estava ótimo. E extremamente saboroso. O que é um presente a ser agradecido.
Mas no carro, entre uma ida e uma vinda, pensei na trilha da peregrinação, e acabou sendo um clássico do AC/DC.
Saí da tradicional natalina obviedade, (pareceu um fraseado pretenso, não tenso, de tentar ser um Manoel de Barros, um Guimarães Rosa, um Graciliano Ramos...) mas sempre prefiro o não solene, sem projetar o perene.
Um video com o qual eu expliquei para minha filha que a minha geração teve um Jonas Brothers também, chamava-se RPM.
Um tango digno de pompa e cerimônia. Ou seria pompa e circunstância? E que vi a capacidade de atravessar gerações.
Madonna, quando ela era jovem. Sim ela foi jovem de verdade e não uma tentativa transgênica de juventude.
A mais bela versão de Let it be.
A trilha de um dos melhores filmes de todos os tempos. Os sete samurais no Velho Oeste.
E a sinceridade desta época do ano. Um "clássico" dos anos 90.
Tem algumas obras que se não alcançam sucesso, pior para o sucesso. O filme, do diretor de "Requiem for a Dream", Réquiem para um sonho, com Mickey Rourke tendo uma daquelas atuações que o ator chega e agradece, de joelhos, ao roteirista e ao diretor. E de quebra a beleza comum e extraordinária de tão singela de Marisa Tomei, tem tudo para ser um filme "Oscareado". Caso não seja um sucesso de público, nada muda para o filme. Ele é muito bom. Se não é uma obra prima, é um excelente filme . E a canção, de Bruce Springsteen, bem poderia ser assinada por Bob Dylan. Acredito que isto diz tudo. E como esta época do ano me deixa emotivo...Adorei.
Ouvindo música de Natal, Nat King Cole, fiquei pensando em Natais passados. Elementar e óbvio. O Natal foi algo que entrou tardio em minha vida. Pode parecer afetado, mas os Natais, eu associo a Nova Iorque. Frio, ruas lotadas e se possível com direito a white christmas , isto é, com neve. Clichê tão absluto como a verdade do que é para mim.
Senti saudade dos meus huskies. Saudade mesmo. De ficar com os olhos úmidos. Gorby e Fred. Ah, meus velhos que saudade de vocês dois.
Acredito que esta cena resuma bem. Uma imensa felicidade. Nova Iorque. Inocência. Compras.
Tenho que agradecer pelo envio do Claudio Zoli, um hino dos anos 80. Do Frente cantando o New Order - esta aqui chegou a apertar o peito. E agradecer pelo envio do Egoïste, o comercial lá dos anos 80. Um dos primeiros Leões que me lembro.
Como hoje foi publicado no O Globo, uma nota sobre o programa, lembro aos amigos que estou, de segunda a sexta, a partir do meio dia, na Rádio Metropolitana AM 1090. Já demos uma boa mexida na audiência. Tenho que agradecer aos ouvintes. E, é claro, super feliz em dobrar a audiência em um mês. E o prazer em fazer um programa com muito tesão, verdade e independência, debatendo os temas do nosso dia-a-dia. Quem quiser acessar pela internet:
Num surto natalino, me lembrei do Run DMC. My Adidas forever. E em cenas do Die Hard com Bruce Willys. O Duro de Matar. Um filme que mesmo sem gostar, sei cada diálogo. E a letra do Run DMC, continua bem urbana. Uma crônica.
It was December 24th on Hollis Ave after dark
When I see a man chilling with his dog in the park
I approached very slowly with my heart full of fear
Looked at his dog, oh my God, an illin' reindeer
But then I was illin' because the man had a beard
And a bag full of goodies, 12 o'clock had neared
So I turned my head a second and the man had gone
But he must have dropped his wallet smack down on the lawn
I picket the wallet up then I took a pause
Took out the license and it cold said "Santa Claus"
A million dollars in it, cold hundreds of G's
Enough to buy a boat and matching car with ease
But I'd never steal from Santa, cause that ain't right
So I was going home to mail it back to him that night
But when I got home I bugged, cause under the tree
Pesquisa realizada pelo Instituto DataRio e publicada hoje pela coluna do Ancelmo Góis mostra que os cariocas acreditam que o Natal está uma data "muito comercial".
E você? Concorda com isto?
O Sr(a) acredita que as pessoas vejam o Natal como uma data comercial ou religiosa?
Comercial 65%
Religiosa 26%
Não sei/ Não quero opinar 9%
Para o Sr(a), dentre estas palavras, qual melhor traduz o Natal?
Família 20%
Paz 10%
Esperança 11%
Jesus 25%
Amizade 07%
Presentes/Compras 14%
NS/NQOP 13%
O Sr(a) já fez suas compras de Natal?
SIM, JÁ FIZ TODAS 12%
SIM, FIZ ALGUMAS,MAS AINDA FALTA 36%
NÃO, AINDA NÃO FIZ NENHUMA 41%
NS/NQO 11%
Objetivo:
Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção diante Do Natal
Local:
Município do Rio de Janeiro
Período do Campo:
10 e 11 de dezembro de 2008
Universo:
A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo
Amostra:
Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais em função das variáveis significativas a saber:
Me lembrei do teste de Senna. E me lembrei com todo detalhe deste teste sendo exibido no Globo Esporte. Mórbida curiosidade: o primeiro carro que ele testou, foi da mesma equipe que ele morreu.
Ronaldo, aquele que um dia foi chamado de fenômeno, não terminou seu contrato no Barcelona-aonde é execrado pela torcida. Não terminou seu contrato no Real Madrid. Não terminou seu contrato na Inter de Milano. Não terminou seu contrato no Milan.
Sei que a imprensa sempre teve muita boa vontade com o menino de Bento Ribeiro.
Agora sobre a sua contratação pelo Timão:
-Ronaldo levará o valor do patrocínio do short. Resta saber se ele vai levar a parte de trás ou da parte da frente.
-Na atual forma dele, redondo, o patrocínio da Cerveja Skol, pode ser extremamente adequado.
-Na coletiva, foram credenciados 440 jornalistas, apareceram apenas 118. Começou estranho este projeto de marketing.
A foto é de uma amiga do Ronaldo que ele conheceu na Barra da Tijuca.
"Lôra", Este post foi pra você. Você pede e eu encontro. E vice versa. A cena hilária do ballet do "Top Secret-Super Confidencial" um daqueles "pateta movies" maravilhosos. Do jeito que eu sei gostar.
A mais bela e chorosa, coloca chorosa nisto, canção de Natal. De passar naqueles filmes tristes por 1 hora e cinquenta minutos e com direito a dez minutos finais de felicidade. No melhor estilo Frank Capra. E esta versão é a primeira. A do filme "Meet me in St Louis"(Título em português "Agora seremos felizes") do Vicent Minelli. Com a Judy Garland.
Para não ser acusado de americanizado, coisa que não sou, este post.
Mas o Natal é americanizado sim. Afinal Papai Noel de roupa vermelha é um arquétipo criado pelo refrigerante símbolo do País do Bush e Obama. E meus arquétipos de Natal se dividem entre Manhattan e Copacabana, ambas com ruas cheias de pessoas. Um post da música de Natal do Brasil. Que não fala nada de Natal, mas que faz todo mundo se lembrar de fim de ano. Afinal, quando começa o ano uma das poucas certezas que podemos ter: "em dezembro terá show do Roberto Carlos na TV". Então...
Na alegria da canção feliz. A espera do Papai Noel com um monte de coisas boas. Bruce Springsteen. Viva o Rock. Mesmo pop, ainda é melhor que muita coisa.
Parece americanizado, mas não é. Talvez seja um pouco sim. Mas minhas referências de Natal são coisas que não mergulham na infância. Mergulham em Nova Iorque. Sim, é um clichê, mas uma verdade. Então um pouco de uma canção de ouvir de "musak" em lojas com os Muppets e John Denver.
Chegou dezembro e como este blog é na primeira pessoa...
Fiquei sabendo que Socks, o gato que era dos Clinton na Casa Branca, ainda vive. Tem cerca de 17 anos e problemas nos rins, mas ainda vive. Então uma foto do "gato presidencial" na sala de imprensa.
O jornal O Globo pisou na bola na sua capa de hoje. Preferiu dar mais peso a uma "ocupação da Cidade de Deus" de uma forma editálicia/governamental que a uma ação desastrada na Maré que ocasionou a morte de uma criança de oito anos. Em qualquer lugar do mundo, aonde se valorize a vida a manchete seria a morte da criança supostamente pela arma de um policial.Uma criança de oito anos caiu morta com um tiro de fuzil!
Não entendi se isto ocorre devido ao pouco valor dado a vida das pessoas, em especial as mais simples, ou se é uma tentativa de criar uma atmosfera favorável a política do confronto. Política que tem vitimado inocentes e policiais.
PS:
Se o Rio de Janeiro não fabrica cocaína. Não fabrica fuzil. Não planta maconha. Que motivo faz com que tenham que entrar na comunidade para pegar isto? Não é mais fácil pegar antes? Pegar na estrada? Antes de chegar na comunidade? Um cerco eficiente policial nas entradas não sufocaria o poder paralelo da bandidagem? E provavelmente sem ter policiais mortos e inocentes com bala perdida na cabeça.
Achei estranho a cobertura de ontem da imprensa da morte brutal de uma criança de oito anos na Favela da Maré(Baixa do Sapateiro).
Será que por ser uma criança de comunidade não merece o tratamento da imprensa que teve as outras vítimas infantis?
Será que a história do pequeno Matheus é diferente por ele ser de uma comunidade carente?
Uma pena que as pessoas ainda acreditem que os filhos da classe média valem mais que as crianças de comunidades.
PS:
É precipitado afirmar que o tiro saiu da arma dos policiais como dizem todos os moradores que testemunharam. Mesmo porque quem tem menos culpa numa ação desastrada desta é o policial de linha de frente. Colocado em confronto numa guerra aonde usam escudos humanos. Nestas horas que devemos refletir se a política do "confronto a todo custo" vale a pena. Morreu uma criança de 8 anos. Mas por não ser um filho da classe média, a imprensa se silenciou.
Aquela mania de grandeza , cafona e provinciana, dos Estados Unidos produziu algumas coisas boas.
Uma foi meu ídolo, talvez o primeiro ídolo. Evel Knivel. Com seus saltos sobre ônibus que eu tentava imitar de bicicleta. Me peguei contando sobre ele para minha filha no fim de semana passado. Como eu adorava aquele cara. Dia 30 agora fez 1 ano de sua morte.
A outra coisa boa da "cafonada americana" é a trilha deste post, ZZ Top. Bad to the bone. Não é uma música, é uma tatuagem no braço de toda uma geração.
Me lembrei do seu nome no livro dos recordes quando quebrou quase 40 ossos do corpo.
PS:
São cenas de um filme sobre o grande Evel, não são seus fantásticos saltos neste post.
Um filme emblemático dos anos 80-embora alguns incautos não se lembrem da história de Rusty James, seu irmão Motorcycle Boy e a necessidade de fugir para o mar. O filme se não é obrigatório, é quase. Com Matt Dillon e Mickey Rourke. Dois atores que poderiam ter sido a releitura do Marlon Brando.
Enfim a cena do confronto de gangues ao som de uma música emblemática dos anos 90 "Smells like a teen spirit" do Nirvana, cantada por Patti Smith, um ícone dos anos 70.
O que eu gosto deste admirável mundo novo é misturando a gente se entende. Anos 70, 80 e 90 num único post.
Agradeço a leitora quase brasiliana, quase italiana que me enviou este link. Baci amiga.
Carioca, por acaso brasileiro. Com muito orgulho. Orgulho do acaso e muito orgulho de ser cariocamente brasileiro.
Consultor de marketing,publicitário, jornalista, poeta e escritor.