quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Honestidade

O efeito Terceira Pessoa é bem comum.
Ok, fato que o mesmo anda galopando na sociedade brasileira. Um claro caso de procura de rumo, tal qual uma adolescência onde procuramos "culpar alguém". Sim, sociedade imatura, mas em transformação. O Brasil é o laboratório de diversas as mudanças que vem acontecendo no Século XXI. Parece que aqui tudo vem acontecendo ao mesmo tempo. As dores e as delícias. E o que demorou, em alguns casos, mais de 200 / 300 anos de consolidação, o Brasil vem tentando resolver em menos de 20. Quem sabe?

Sobre honestidade.
Desonestos são os outros.

Sobre o que é desonestidade?
Bem, perguntado, de forma espontânea o que vem a ser desonestidade/corrupção para o homem comum, vemos que diversos atos que são reprovavéis, são reprovavéis mesmo. Fazemos por falta de vergonha. Se conscientizar um pouquinho, é possível abrir mão de algumas características negativas que dificultam o convívio.




O Sr(a) se julga uma pessoa honesta?


SIM                                                         76%
NÃO                                                          9%
NS/NQO                                                  15%
           

  



A frase:
AINDA EXISTEM PESSOAS HONESTAS, MAS SÃO POUCAS                                                      

CONCORDO PLENAMENTE                                                              43%

CONCORDO EM PARTE                                                                     21%

DISCORDO EM PARTE                                                                      15%

DISCORDO TOTALMENTE                                                                10%

NS/NQO                                                                                                 11%


E agora a que eu realmente achei divertida, perguntamos o que poderia ser desonestidade no dia-a-dia, cometida pelo "homem comum"...           

O Sr(a) poderia citar casos corriqueiros de desonestidade que podemos ver no dia-a-dia? (PERGUNTA ABERTA- Citações espontâneas)

FURAR FILA                                                                                                                                21%                                                                                                                                                                                                              
TENTAR SUBORNAR 
PARA NAO SER MULTADO                                18%

TRAFEGAR PELO ACOSTAMENTO 
NO ENGARRAFAMENTO                                      13%

USAR A VAGA DO DEFICIENTE/IDOSO            11%
                                                                                                                       
USAR OS BANCOS DE IDOSO NO METRO        10%                                                                       

FAZER GATO DE LUZ, AGUA OU TV A CABO                                                                          9%

COMPRAR PRODUTOR PIRATA                            3%

PEGAR ATESTADO MEDICO SEM ESTAR DOENTE                                                                     2%

OUTROS                                                                     6%
NS/NQR                                                                      7%                                                                                 



ESPECIFICACOES:

Objetivo:

Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção sobre a HONESTIDADE.

Local:

Município do Rio de Janeiro

Período do Campo:

01 e 02 de setembro  de 2015

Universo:

A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo

Amostra:

424 entrevistas.
Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais em função das variáveis

significativas a saber:

-Sexo

Dados TSE

-Grupos de Idade

16-17, 18-24, 25-29, 30-39,40-49, 50 e +

-Localizacao Geográfica : Setores Censitários IBGE

Controle de Qualidade:

Houve filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas. Houve Fiscalização em aproximdamente

20% dos questionários

Apresentação dos Resultados:

Para efeito de tabulação foram considerados as seguintes variáveis:

Total

Sexo(masc e fem)

Grupos de Idade (16-24, 25-34, 35-49 e mais de 50 anos)

Observação:

As pesquisas/perguntas cujas as somas das personagens não totalizam 100% são decorrentes de arrendondamentos ou
múltiplas respostas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Violência - Percepção



 Jornal Extra

Consultamos a população para saber o que ela pensa das medidas de Segurança do Patrulhamento das Praias evitando o acesso de determinados jovens , retendo os mesmos na saída dos ônibus antes da entrada em Copacabana.
A aprovação é grande da medida.
...58%   APROVAM 
...26%...  REJEITAM
...16%... Não quiseram /Não souberam responder

A questão é que isto parece contrariar aquela tradicional essência do carioca.
Talvez o amadurecimento da Cidade tenha nos deixado com nervos a flor da pele.
Sabemos que  em Segurança Pública , junto com qualquer número frio - sério ou maquiado , vem a PERCEPÇÃO de violência como um item importantíssimo para a população. E parece que temos uma sensação de guerra do lado de fora. Contra um inimigo difuso. Ou seja, uma guerra perdida, quando ela mata a nossa essência e nosso convívio.

Hoje, conversando com o Boechat na BandNews, falei que quem trabalha com opinião pública não tem o direito de ficar estarrecido, mas, emitindo uma opinião pessoal, realmente, fiquei triste com a aprovação de tal medida por parte dos cariocas. Eu só conseguia ver ali a reprodução de cenas como no Sul dos Estados Unidos nos anos 50/60. E fico na torcida que seja algo de momento, de uma população assustada.




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DATASCRIPT
Objetivo:
 Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção diante da prática de verificação dos ônibus em direção as Praias da Zona Sul nos finais de semana
 Local:
 Município do Rio de Janeiro
 Período do Campo:
 25 e 26 de Agosto de 2015
 Universo:
 A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo
Amostra:
 Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais em função das variáveis significativas a saber:
 -Sexo
 Dados TSE/IBGE
 -Grupos de Idade
 16-17, 18-24, 25-29, 30-39,40-49, 50 e +
 -Localizacao Geográfica : Setores Censitários IBGE
 Controle de Qualidade:Houve filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas. Houve Fiscalização em aproximdamente 20% dos questionários
 Apresentação dos Resultados
Para efeito de tabulação foram considerados as seguintes variáveis:
 Total
Sexo(masc e fem)
Grupos de Idade (16-24, 25-34, 35-49 e mais de 50 anos)
 Observação:
 As pesquisas/perguntas cujas as somas das personagens não totalizam 100% são decorrentes de arrendondamentos ou múltiplas respostas.















sábado, 25 de abril de 2015

Cuidado com o que você posta

"Cuidado com o que você posta" 
Desde os primórdios da internet a gente ouve isto. Sobre as pegadas digitais. E descobri que elas podem ser benéficas. Recentemente fui contratado por uma marca de cerveja holandesa para desenvolver um play list com 40 músicas, preferencialmente não em inglês, dos anos 60. As cifras do "serviço"não são altas. Mas entendi a dinâmica do Grupo Criativo. E é bem interessante. Eles contrataram 4 pessoas em Países estratégicos na pesquisa de canções que de tão vintage possam ser novidade. Em Países distintos para ver pontos em comum ou em incomum. Para trilhas de futuras campanhas. O mais interessante foi a forma que chegaram até mim. Presunçosamente pensei que fosse através de alguma apresentação que eu tenha feito na Europa entre 2011 e 2013. Alguma coisa mais profunda. Entrevista, artigo.... Não. Foi bem mais simples. Através de hash tags, filtros, rede social, blog chegaram até mim. Uma pesquisa e... um job. Diferente. Interessante. Transnacional Globalizado... 

 "Be careful what you post..."

 Since the dawn of internet we hear it. About the digital footprints . And I found that they can be beneficial . Recently I was hired by a Dutch beer brand to develop a play list with 40 songs , preferably not in English, 60s . The figures of the "service" are not high . But I understand the dynamics of the Creative Group . Breathtaking. They hired four people in strategic countries in search of songs that can be so vintage novelty . In different countries to see things in common or uncommon. For future campaigns trails . Through hash tags , filters , social network, blog came to me . The most interesting was the way that came to me . Smugly thought it was through some presentation that I have made ​​in Europe between 2011 and 2013. Some deeper thing . Interview, article .... No. It was much simpler . A small "google overview about you.." and a job . Different job. Interesting . Transnational . Globalized . .

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Beatles

Sempre confessei o inconfessável : acho os Beatles (juntos ou separados, exceto o George) chatos.
Mas nunca neguei que eles são símbolos do século XX. 
Escolhi 5 musicas que colocaria num play list do "Fim do Mundo", dos Beatles. Executadas por outros, mas eternizada pelos autores.




domingo, 14 de dezembro de 2014

Bossa-Nova vive...na Ásia

Um gênero não fica vivo apenas por gravações antológicas, isto os insere na eternidade, mas não na perenidade cotidiana, algo mais trivial e menos apoteótico.

E a bossa nova que nasceu no Brasil, em Ipanema, com certidão de nascimento e comprovação, ganhou o mundo no século passado e na Ásia parece que a mesma é viva no século XXI. Não pelos artistas brasileiros tão somente, mas por artistas locais que se assumem "intérprete de bossa nova".

Por Antônio Carlos Jobim e todos os cariocas envolvidos, um parabéns a bossa sempre viva. Por João Gilberto e todos os outros brasileiros envolvidos, um parabéns carioca.

As razões da bossa fazer sucesso pelo Oriente. Já parei para pensar se seria na forma atonal do idioma japonês, por exemplo. Mas o fato é interessante ver os orientais estudando Sylvia Telles, João Gilberto e fazendo algo mais que releituras, mantendo viva, com novos timbres e composições.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Vem chegando o Verão

Sempre aprendi que existe o Verão Astronômico e o Verão Metereológico. O Verão da metereologia parece nunca abandonar o Rio de Janeiro. (Mas reza a lenda que ele começa dia 01 de dezembro e o Verão de fato (aliás qual seria o Verão de fato se parece o fato no Rio os termômetros estão sempre em alta?) começa dia 21 de dezembro.

Hoje conversando sobre a pesquisa do DataScript com o Boechat e amigos da BandNews falamos um pouco do que o morador do Rio espera desta que é a Estação mais carioca de todas.(Embora o autor deste texto prefira todas as outras antes do Verão, pois as outras Estações do Rio - Verão Light,Verão Médio e o Inverno. Este último ocorre em uns 5 ou 6 dias do ano.)


Pergunta 1

Vivemos com o horário de Verão, onde temos mais sol e o economizamos energia. O Sr(a) aprova o horário de Verão?


 

 

 
SIM                                         68%
 
 
NÃO                                        21%
 
NS/NQO                                 11%

 

 

 

 

 

Pergunta 2

 “O Verão é a cara do Rio de Janeiro.”

O Sr(a)


 
 
 
CONCORDO TOTALMENTE                                    43%
 
 
CONCORDO EM PARTE                                          22%
 
DISCORDO EM PARTE                                            16%
 
DISCORDO TOTALMENTE                                      11%
 
NS/NQO                                                                      8%

 

 

Pergunta 3

Dizia a canção antiga “Vem chegando o Verão…”

Qual alternativa complete melhor para o Sr(a)?

 

 

MUITO CALOR CHEGANDO TAMBÉM                           32%
 
PRAIAS CHEIAS CHEGANDO TAMBÉM                         19%
 
CAOS NA CIDADE CHEGANDO TAMBÉM                      18%
 
MAIS SUJEIRA NAS RUAS CHEGANDO TAMBÉM         11%
 
GENTE COM POUCA ROUPA    CHEGANDO TAMBÉM     9%
 
NS/NQO                                                                          11%

 

Pergunta 4

Qual o seu maior temor deste Verão que vai começar?


(cartela, escolha apenas 1)

 
CALOR EXAGERADO                                      31%
 
DENGUE                                                           15%
 
DOENÇAS EM GERAL                                      13%
 
TRANSPORTE PÚBLICO (lotado e/ou quente)   11%
 
CHUVAS FORTES                                             10%
 
SEGURANÇA/ARRASTÕES                               9%
 
NS/NQO                                                            11%




ESPECIFICACOES:
 Objetivo:
Levantar junto a eleitores da área de estudo a percepção sobre a chegada do Verão.
Local:
Município do Rio de Janeiro
 
Período do Campo:
8 e 9 de dezembro de 2014
 
Universo:
A pesquisa foi realizada junto a eleitores com 16 anos ou mais da área de estudo
 
Amostra:
Representativa da população das áreas em estudo, elaborada por quotas proporcionais em função das variáveis significativas a saber:
-Sexo
Dados TSE
 
Grupos de Idade
16-17, 18-24, 25-29, 30-39,40-49, 50 e +
 
Localizacao Geográfica : Setores Censitários IBGE
 Controle de Qualidade:
Houve filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas. Houve Fiscalização em aproximdamente 20% dos questionários
Apresentação dos Resultados:
Para efeito de tabulação foram considerados as seguintes variáveis:
Total
Sexo(masc e fem)
Grupos de Idade (16-24, 25-34, 35-49 e mais de 50 anos)
Observação:
As pesquisas/perguntas cujas as somas das personagens não totalizam 100% são decorrentes de arrendondamentos ou múltiplas respostas.
 
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Copas que vi e o Brasil

Claro que futebol e política são coisas distintas. Muito. Se misturam um pouco mais no Brasil pela falta de clareza do que é público e do que é privado, bem como pela irresponsabilidade fiscal dos dirigentes de boa parte dos Clubes.

Fazendo uma relação hipotética entre as Copas do Mundo que vi e o momento político vivido pelo País, acredite, faz sentido como a Seleção espelha o momento.

1982
Em 1982 o Brasil vivia o distencionamento do Regime Militar. A possibilidade de Eleições Diretas deixava o Brasil numa perspectiva “pra cima”. E tivemos uma Seleção que jogava com a alegria do “sonho possível”. O resultado foi igual a possibilidade de eleições diretas, ficou no caminho. Mas o time de 82 fica no ideário de cada pessoa que o viu jogar.  Memória afetiva. Assim como 1982 trouxe as Eleições de candidatos "inimigos" do Regime Militar, como Brizola ganhando na bola, digo no voto. 
1986 
Quatro anos depois, vivíamos a “Nova República” e o time do Brasil parecia um café requentado. Como a desilusão com a Nova República e os fiscais do Sarney.  E o time de 1986 fica no meio do caminho, tal qual a desilusão repetida.

1990
Agora o ano é 1990. A Copa na Italia. No Brasil,  a “modernidade”  tem uma cara :  Fernando Collor. E no futebol a “modernidade” tem líbero e Lazaroni. Resultado mais que previsível.  Vergonha da pseudo modernidade e os dois, Lazaroni e Collor, saindo pela porta dos fundos.  Junto com o líbero é bom lembrar.

1994
Em 1994 o Brasil do Fusca e do Itamar. E Itamar, fazendo o seu sucessor, efetuando a maior troca de moeda da história do Planeta. Tudo meio ao acaso. E o acaso escala uma zaga reserva (a terceira opção)  que joga uma Copa de titular, de craques. E o time de Oito zagueiros teve a sorte de ter Romário na frente. Resultado, ainda que não previsível, Brasil campeão. O acaso protegeu e guiou. Incluindo a bola do Romário na final. E a do Baggio também.

1998
No vexame da final da Copa da França , com o ataque do Ronaldo R9, pareceu bem os anos FHC. Não, não se trata de privatização do futebol. Mas sim uma equipe educada e diplomática. Seria feio ganhar da França na véspera do 14 de Julho. E a Copa de 98 o Brasil leva 3 gols na final. Até então a maior vergonha do futebol brasileiro. Que tentavam dizer que não "fora uma derrota"chegar até a final. (Aguarde até 2014 quando Felipão propiciará a maior vergonha do futebol brasileiro, talvez mundial.)

2002
Nova Final. E desta vez o Brasil ganha. Aquele clima de FHC tendo a satisfação de "passara  faixa" para o Lulinha Paz e Amor (quem conhece sabe disto, Lula era a continuidade da vaidade de uma estrada pavimentada por FHC e Serra não faria esta estrada de vaidade ser tão brilhosa) e parece que o Brasil teve uma empolgação pragmática e a Copa do Japão/Coréia de 2002 veio para o Brasil. Mesmo com Vampeta e Felipão no mesmo time.

2006
Chegamos na Copa da Alemanha com a Seleção mais forte que vi o Brasil montar. Em qualidade de jogadores foi disparada a melhor equipe. Mas mesmo com tudo para dar certo, faltou sabedoria para utilizar os recursos.  A tal da eficiência/eficácia. E uma Copa que era certa para ganhar e fazer história, foi perdida. Muito marketing, muita falação e uma total Falta de gestão. Poderíamos ter ido mais longe neste momento. Faltou gerenciamento.

2010
A Copa da Africa em 2010 parece que o Brasil resolveu querer inventar a roda. Trouxe um técnico sem nenhuma experiência para comandar o Brasil. E o time, acabou naufragando na falta de diálogo do “Comandante” Dunga. Um prenúncio de um Governo que se comunicaria mal?

2014
Finalmente a Copa no Brasil. Eis a nossa maior vergonha da história dos Mundiais. Aliás a maior vergonha da história do futebol em Copas. Um 7 a 1 que não precisa de comentários. ( #copadascopas e #micodosmicos. ) Mas a relação com o momento do Brasil não é no 7 a 1, mas sim com algo bem simples. Apesar do “scout” ser positivo, sim o time ficou entre os 4 finalistas, coisas que não ficava desde 2002. Tal qual o Governo Dilma. Não adiantava melhorar índices. Não adiantava tirar o Brasil do mapa da pobreza. Parece que em se tratando de futebol e de País, o Brasileiro está ficando exigente. O que é ótimo. E pouco importa se o pato é macho, o povo quer o omelete. Tanto que mesmo com os avanços claros (até mesmo para você eleitor do Aécio), Dilma teve dificuldades para se reeleger.

Agora o retorno (ou seria insistência?) de Dunga significa a continuidade de um trabalho mal feito? Uma tentativa de melhorar dentro do possível? Uma volta ao passado? Uma guinada a direita? Um golpe bolivariano? Só o tempo dirá que tipo de relação faremos sobre a Copa de 2018 na Russia.


Eu fico na torcida pela Dilma.
E pelo Dunga, é claro.