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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Back to 60's - Quando o Rio era carioca

Sextas-feiras me fazem lembrar de almoço na Plataforma. De encontrar o maestro Tom Jobim com a sua paciência com os chatos de plantão-eu me incluo. Neste clima de felicidade, nós que amamos o Rio, lembramos, sem saudosismo, mas com reverência, de uma época que o Rio era uma metrópole feliz, extremamente feliz. Quando Sinatra gravava Jobim. 

Algo aconteceu e não acompanhamos. É possível reuperar? Bem, a história só se repete como farsa. Mas é possível dar ao Rio a sua importância mundial. E sua cara de Cidade feliz. De cidade estratégica mundial em hábitos e atitudes. E para isto não se faz necessário jogos Olímpicos e projetos megalomaníacos ou patéticos, que parecem coisa do ex Presidente Collor na sua busca pela modernidade. Tentando inflar a auto-estima da população.

O Rio precisa é ser modernamente simples. Ser básico como uma camiseta branca e uma Havaiana. Ser simples como uma água de côco no calçadão. O Rio precisa ser carioca. Esta coisa de Olimpíada por aqui é coisa de paulista. 

Nos vídeos a cena do filme "Um homem e uma mulher" com Samba da bêncão, uma das minhas músicas prediletas. Depois Jobim e Sinatra e para completar a cena que deu origem a este post-obrigado a minha "leitora" assídua da Amaerj que enviou e sugeriu, Roberto Carlos sobrevoando o Rio na década de 60. Vejam a cena que o helicóptero passa por dentro do tunel do Pasmado-aquele que liga o Aterro a Urca/Botafogo no caminho para o Rio Sul e aquele outro shopping ruim que nunca guardo o nome. Esta cena é incrível, nem Hollywood teve tanta ousadia/loucura para produzir isto.

Viva o Rio de Janeiro.
E que nossa Cidade volte a ser mais carioca, mais Guanabara.

b




segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Recordes Olímpicos


Estes jogos de Pequim estão batendo diversos recordes. Um deles deve ser de paciência. Para quem não gosta muito de esporte, vê o noticiário dominado pelos Jogos. Para quem gosta sofre com uma fúria das emissoras tentando cobrir o maior número de eventos, ficando no vazio. Pois fazer cobertura jornalística não é apenas abrir o sinal do satélite. Tem que ter material humano capacitado e capaz. Jornalistas, comentaristas e sobretudo matérias.

E cá entre nós, polo aquático entre Hungria e Cazaquistão tem que ter muito amor pelo esporte. Para cobrir ou para assistir.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos - abertura na sexta, estréia na quarta


Desde criança sempre achei que cerimônia de abertura de Jogos Olímpicos é uma festa mais cafona que um aniversário no Edifício Chopin, um churrasco em Niterói ou um casamento com recepção em casa de festas no Alto da Boa Vista.

Apesar de ter a certeza que Jogos Olímpicos se resumem apenas em dois esportes –natação e atletismo, o resto é o resto, com todo respeito aos praticantes de badmington, tênis de mesa(desde quando tênis de mesa pode ser esporte? É tão esporte quanto jogar master ou totó- coisa de se fazer em Teresópolis em dia de chuva), mas mesmo tendo a minha certeza que Jogos Olímpicos só valem pelo atletismo e natação, o resto é para compor o quadro de medalhas. E esportes interessantes como boxe, tenis e os coletivos como futebol e basquete, tem seus campeonatos mundiais. Mas houve um tempo que havia a disputa dos Estados Unidos e seus aliados contra o comunismo, hoje é menos ideologia e mais business mesmo. Se bem que os chineses fizeram esta Olimpíada para ganhar o primeiro lugar no quadro de medalhas. Mas desde quando a China se importa com ideologia? Eles conseguiram transformar o comunismo no maior exemplo de capitalismo desenfreado do século XXI. Com a bênção de Mao.

Porém a atleta que merece o destaque é uma verdadeira musa : Marta. Joga com amor, com talento e com a vontade. Coisa que a gente deixou de ver nos gramados. Mesmo sabendo que uma medalha olímpica não resolve a péssima situação do futebol feminino, sem os apoios dos patrocínios, em especial os patrocínios estatais, que ninguém aufere com cuidado que o dinheiro público é envolvido nesta gastança em prol, mais de dirigentes que dos esportistas ou do esporte, e completamente esquecido pela CBF. Já decidi : vou concentrar minha torcida na medalha das meninas do futebol. Que elas tenham muita sorte as 6 da matina no jogo de estréia contra a poderosa e estruturada Alemanha. Apenas uma estréia, mas que de Pequim elas tragam o ouro. Se for escolher apenas uma medalha de ouro, que seja a delas.

Robert Scheidt, galera do vôlei, Thiago Pereira, Ronaldinho Gaúcho e Rodrigo Pessoa façam a sua parte. Tragam o ouro. Torcer mesmo, eu só vou torcer pela Marta e suas companheiras.

Viva a Marta!